Cada vez mais o ofício da arquitetura se voltará para a reformulação de espaços existentes. Seja por questões de sustentabilidade, custos ou a falta de terrenos livres nas grandes cidades. Uma oportunidade de não apenas reformar um edifício, mas trabalhar com as camadas do tempo. A intricada tarefa de conduzir um diálogo entre materiais contemporâneos e antigos, reconhecer técnicas tradicionais ou, até mesmo, revelar elementos invisíveis da história e da geografia no ambiente construído para originar uma arquitetura única.
https://www.archdaily.com.br/pt/1006707/arquitetura-com-historia-7-casas-brasileiras-que-respeitam-as-camadas-do-tempoArchDaily Team
A equipe de curadoria do ArchDaily se esforça diariamente para apresentar a nossos leitores e leitoras os projetos mais significativos, inspiradores e inovadores, zelando, ao mesmo tempo, pela representatividade da arquitetura mundial.
Como parte de nossa retrospectivaResumo do Ano 2023 no ArchDaily, revisitamos e refletimos sobre o que foi publicado durante este ano. A arquitetura residencial continua sendo uma das categorias mais visitadas em termos de obras construídas, despertando grande interesse em nossos usuários e usuárias de todo o mundo. Por essa razão, selecionamos as 50 melhores casas publicadas este ano no ArchDaily em espanhol, que trazem um recorte da forma e do caráter da arquitetura residencial hispano-americana.
Vista aérea de edifícios em São Paulo, Brasil, incluindo o Edifício Copan de Oscar Niemeyer. Imagem via 3 Dias Fotografia / Shutterstock
Em 11 de Julho foi celebrado o Dia Mundial da População, um evento anual criado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em 1990 que busca conscientizar o público sobre as questões demográficas globais. Um tema não menos importante nos dias de hoje, já que espera-se que sejamos quase 10 bilhões de pessoas até 2050 e os últimos relatórios da ONU-Habitat estimam que, até lá, dois terços da população viverão em cidades. Ao mesmo tempo, este ano é especialmente interessante porque a Índia se tornou o país mais populoso do mundo, com 1,4286 bilhão de habitantes, o que naturalmente levanta a questão de como será construir para bilhões de pessoas.
O World Population Review avalia anualmente o crescimento das cidades e a quantidade de habitantes que vivem em áreas metropolitanas para entender as tendências de evolução global. Embora a lista das 20 cidades mais populosas do mundo contenha figuras repetidas da Ásia, como Tóquio, no Japão, Délhi, na Índia, e Xangai, na China, ao mesmo tempo há várias cidades latino-americanas, como São Paulo, Cidade do México e Buenos Aires, que tiveram um crescimento de 0,85%, 0,89% e 0,78%, respectivamente, em relação ao ano passado.
Todo projeto tem como precedente um programa de necessidades. Em algumas tipologias, atividades específicas estão naturalmente atreladas a eles. Uma sala de reuniões em um escritório corporativo, um acervo num museu, dormitórios em uma residência. Essa última tipologia tem um programa de necessidades básico bastante definido: quartos, sala, banheiros, cozinha. O tamanho e a disposição desses elementos no espaço dependem de fatores diversos, mas não se faz uma casa sem algum deles.
À medida que este ano sangrento se aproxima do fim, em um momento no qual a mensagem de “Paz na Terra” parece totalmente silenciosa, cabe perguntar: qual é o poder da arquitetura? Como ela pode responder à violência contra pessoas inocentes, cujas vidas foram viradas de cabeça para baixo? Como a arquitetura reage a uma crueldade avassaladora? O que ela tem a dizer? Será que ela pode despertar consciências?
https://www.archdaily.com.br/pt/1138098/em-varsovia-uma-resposta-arquitetonica-projetada-por-estudantes-a-tempos-sombriosMichael J. Crosbie
A interseção entre a neurociência, a arquitetura e o paisagismo tem desencadeado uma revolução criativa no modo como projetamos ambientes construídos. A neuroarquitetura, um campo emergente que funde princípios neurocientíficos com design arquitetônico, tem destacado a influência profunda que os espaços físicos exercem sobre nossas emoções, comportamentos e bem-estar geral. Dentro desse contexto, os jardins sensoriais se destacam como espaços potencialmente terapêuticos, explorando a interação única entre o cérebro humano e a natureza.
Centro de Visitantes Vitryak / MAKHNO Studio. Imagem cortesia de MAKHNO Studio
Sejam temporários ou permanentes, pavilhões e instalações urbanas representam uma oportunidade para que arquitetos e arquitetas experimentem diferentes formas, materiais e texturas. Os resultados costumam ser teatrais, acolhendo os/as visitantes em novos tipos de espaço e diluindo as fronteiras entre o exterior e o interior. Frequentemente comissionados para eventos, exposições ou programas culturais, os pavilhões oferecem a oportunidade de explorar materiais inovadores, técnicas construtivas e conceitos espaciais em menor escala. Alguns eventos, como o Serpentine no Reino Unido ou o MPavilion na Austrália, propõem uma reinterpretação anual de suas estruturas, oferecendo espaço para que profissionais consagrados/as e emergentes se expressem. Outros, como a Bienal de Veneza, reutilizam os pavilhões permanentes dos jardins, mas convidam curadores e curadoras a conceber exposições que os reinventem a cada edição.
A seleção curada desta semana de Melhores Projetos de Arquitetura Não Construída destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily que apresentam pavilhões e instalações urbanas propostos para diversos ambientes, de praças públicas a campos agrícolas ou mesmo aeroportos. Em Frankfurt, uma estrutura translúcida coberta por folhagem busca honrar a memória de uma antiga sinagoga destruída. Na Ucrânia, um centro de visitantes ressignifica uma paisagem industrial em um atraente ponto de encontro, enquanto uma instalação descentralizada nos Países Baixos busca aproximar comunidades ao coletar e compartilhar histórias ligadas a aromas. Sejam temporários ou permanentes, estes projetos buscam provocar reflexão e contemplação, ao mesmo tempo em que abordam temas mais amplos, como sustentabilidade, disponibilidade de recursos ou o papel dos espaços de socialização.
Populares na arquitetura vitoriana, as portas embutidas caíram de moda em meados da década de 1920 e as portas articuladas logo se tornaram a norma. Nos últimos anos, no entanto, um interesse renovado em soluções de economia de espaço e desdobramento trouxe-as de volta ao centro das atenções. O que costumava ser uma característica arquitetônica esquecida tem se tornando cada vez mais comum nos interiores modernos, juntamente com seu toque criativo e inúmeras funções. Essas portas deslizantes e elegantes podem dividir com eficiência, criar transições perfeitas, economizar espaço e contribuir para uma aparência única, sofisticada e elegante. Tudo isso enquanto adicionam um leve toque de poesia à casa; deslizando silenciosamente na parede, convidam os usuários a passarem e explorar o que está além, criando um forte senso de mistério e intriga.
O processo de materialização de ideias arquitetônicas envolve levar em conta vários fatores construtivos, econômicos e outros que, de uma forma ou de outra, acabarão tendo um impacto na qualidade de vida de seus futuros habitantes ou usuários. Alcançar o maior conforto térmico em espaços internos com o menor impacto ambiental possível é apenas um dos objetivos que os profissionais da arquitetura enfrentam ao projetar e definir os materiais que irão acompanhar seus projetos.
Como parte da nossa retrospectiva 2023: Retrospectiva do Ano, no ArchDaily revisitamos e refletimos sobre as publicações deste ano. A arquitetura residencial continua sendo uma das categorias mais visitadas em nossa plataforma quando se trata de obras construídas, despertando o interesse de usuários e usuárias de todo o mundo.
Quarto de hóspedes, churrasqueira, área de festas e até biblioteca. São muitos os usos que se pode dar a uma edícula. Comuns em muitas casas e sobrados brasileiros, esta é uma parte singular da residência que apresenta certa liberdade em relação ao programa principal — aspecto que pode ser explorado tanto com usos diversos como através das soluções construtivas empregadas.
Ao considerar o recorte da população idosa a partir dos 60 anos, a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022 contabilizou o total de 32.113.490 pessoas idosas, cerca de 15,6% da população atual. Em 2010, o mesmo grupo etário representou 10,8%, ou seja, um aumento de 4,8% em apenas 12 anos. A idade média da população brasileira aumentou 6 anos desde 2010, atingindo 35 anos em 2022, e o índice de envelhecimento subiu, indicando 55,2 pessoas idosas para cada 100 crianças de 0 a 14 anos, em comparação ao ano de 2010, com 30,7 para 100 infantis.
Ribeirão Preto, SP. Imagem: Governo do Estado de São Paulo
A divulgação dos primeiros dados do Censo 2022 pegou muita gente de surpresa. Segundo o IBGE, o Brasil tem hoje cerca de 203 milhões de habitantes, número abaixo da expectativa do Instituto, que era de 215 milhões. Outro dado que chamou atenção foi o crescimento das cidades médias (100 mil a 499 mil habitantes), que ganharam 8,3 milhões de habitantes. Considerando que a população do país cresceu 12 milhões desde o Censo 2010, essas cidades respondem por mais de dois terços do aumento.
Um aspecto fundamental em uma economia circular é a transformação de nossa maneira de enxergar o lixo. Rotular um objeto como "resíduo" implica desvalorizá-lo e encerrar seu papel em uma economia linear tradicional. Mesmo que o objeto esteja fora de vista, sua vida continua no aterro sanitário. Essa mudança de perspectiva em relação ao lixo implica em abrir nossas mentes para as oportunidades que a abundância de resíduos apresenta. Os designers e arquitetos reunidos a seguir não apenas conseguiram eficientemente resgatar objetos descartados como também aumentaram seu valor agregado, atribuindo-lhes novo significado por meio de sua cuidadosa curadoria.
Em uma viagem recente aos Estados Unidos, olhei a vista da janela do avião ao decolar de Tampa, na Flórida, e chamou atenção a perfeita paisagem verde do subúrbio americano. Sequências organizadas de árvores que pareciam iguais, cobrindo o território plano como um tapete verde. Para alguns, o verde pode parecer um sonho de sustentabilidade integrada ao meio ambiente.
Nada poderia ser mais distante da verdade. O subúrbio americano, baseado no conceito ultrapassado da “cidade jardim”, foi projetado para incentivar o automóvel, a moradia unifamiliar residencial de baixa densidade e o zoneamento de atividades. Tal modelo inviabiliza transporte ativo (a pé ou de bicicleta) e torna o transporte de massa, que exige densidade e caminhabilidade, inviável.
Cortesia de Architectural Dialogue | Elan - Meenakshi
Concursos de arquitetura são plataformas onde a inovação se encontra com a imaginação, desafiando constantemente os limites do que conhecemos sobre design e arquitetura. Ao servirem como espaços para que arquitetos/as e designers materializem ideias inovadoras, os concursos questionam nossas convenções e moldam nossos futuros ambientes. Embora inúmeros conceitos criativos sejam propostos, apenas uma parcela é construída. De fato, estes projetos vencedores funcionam como uma vitrine para a criatividade dos/as profissionais de arquitetura, redefinindo o futuro do nosso ambiente construído.
Estes projetos vencedores demonstram uma iniciativa global de repensar a maneira como interagimos com os espaços. O HOKA fomenta a interação comunitária, ao passo que o RITSO Resort funde tradição e modernidade. O Science Forest transforma museus em centros de diálogo, e os apartamentos Elan-Meenakshi em Hyderabad integram a vida urbana a áreas verdes. Espalhados por regiões que vão do Vietnã, da Grécia e de Roma à Índia, estes exemplos evidenciam o potencial transformador das propostas vencedoras de concursos de arquitetura, remodelando nossa percepção e interação com os espaços que habitamos.
Faltando alguns dias para o fim do mês de novembro, Gramado, cidade conhecida como um dos destinos turísticos mais procurados do sul do Brasil, ganhou os holofotes da mídia nacional e internacional e, infelizmente, não foi por causa do seu festival de cinema ou pelas tradicionais e suntuosas festividades de natal. A cidade, que já vinha sendo castigada pela chuva persistente há semanas, viu o surgimento de enormes sulcos geológicos que rasgaram suas ruas e contribuíram para a formação de um cenário digno de filme pós-apocalíptico.
O perigo eminente da movimentação do solo colocou em alerta a população e os governantes que agilmente evacuaram as edificações localizadas nas colinas do bairro condenado. A conduta foi completamente efetiva e responsável, visto que um dos prédios que estavam na região delimitada, de fato, veio a desabar 3 dias após a evacuação. Entretanto, vale a pena reparar em um detalhe, o bairro em questão era composto por moradias de alto padrão, além de hotéis e pousadas de luxo, o que levanta uma pergunta: será que os esforços seriam os mesmos se a situação ocorresse em bairros periféricos de população de baixa renda?
Quando astros musicais mundialmente famosos como Beyoncé, Taylor Swift e Paul McCartney anunciam suas turnês globais, após o frisson provocado pela divulgação dos países e das respectivas cidades-sede, esses locais se preparam para comportar a série de mudanças que serão desencadeadas por esses eventos em seus espaços urbanos. Esses megashows não se restringem ao âmbito musical, eles transcendem o palco para mobilizar cifras significativas e implicar em diversas transformações no cotidiano urbano dessas cidades. Mesmo que durante um curto período de tempo, esses eventos provocam alterações em variadas esferas e setores urbanos, como o turístico, o hoteleiro, o alimentício e o de transporte.
Em um momento da história onde alguns buscam alternativas em outros planetas e outros procuram refúgio em mundos virtuais, paradoxalmente, o futuro parece ser mesmo a terra. Essa talvez seja uma das grandes lições que 2023 ensinou à arquitetura. Compreender isso implica tomar consciência, também, de que nosso planeta está sendo exaurido a olhos vistos — e uma fatia generosa dessa responsabilidade pertence às cadeias produtivas que envolvem a arquitetura e a construção civil.
Se ainda há alguma coisa que pode ser feita para mitigarmos a crise climática e ambiental em que nos encontramos, ela deverá necessariamente passar por uma revisão de todos os paradigmas que definem a indústria. É preciso mudar o foco e buscar outras narrativas sobre as quais sustentar os modos de fazer arquitetura em escala planetária. Essas ideias ecoaram em muitas vozes este ano e, ao mesmo tempo em que se debateu a possibilidade de futuro para o planeta, igual atenção foi dedicada à escala, valores e culturas locais. As entrevistas selecionadas aqui contam histórias sobre comunidade, meio ambiente, cidades, práticas e novas narrativas para a arquitetura em 2023 e além.
Image created using AI under the prompt: An emotive and detailed illustration of the texture of various types of architectural insulation. Image via DALL.E 2
Embora mais relacionada a aspectos evolutivos do que à própria arquitetura, a fragilidade física inerente aos seres humanos tem exigido, desde os tempos pré-históricos, que protejamos nossos corpos e nossos edifícios dos elementos externos. Como exemplo, começando com as cabanas primitivas utilizadas nas primeiras formas de arquitetura doméstica, peles foram empregadas como cobertura externa para restringir o fluxo de ar e, consequentemente, regular o ambiente interior.
Posteriormente, observamos uma evolução que mostra claramente avanços nas técnicas de isolamento, passando de materiais vernaculares como o adobe até um aumento na espessura das paredes usando pedra ou tijolo, finalmente chegando às paredes de cavidade desenvolvidas no século XIX, que deixavam uma pequena câmara de ar entre uma face exterior e interior da parede. Sua posterior popularização levou à introdução de isolamento térmico entre ambas as faces, um sistema que é amplamente reconhecido e utilizado atualmente e que lançou as bases para futuros desenvolvimentos nesse campo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1010629/explorando-a-evolucao-dos-materiais-isolantes-na-arquiteturaEnrique Tovar
Se os últimos anos foram uma ocasião perfeita para refletir e debater sobre bem-estar, digitalização e democratização no projeto arquitetônico, este ano de 2023 foi uma tremenda oportunidade para aprofundar e comentar outras das questões mais urgentes: a crise climática e o ambiente natural entraram definitivamente na agenda global de arquitetura e construção, juntamente com a circularidade, a eficiência energética e a descarbonização. É hora de falar sobre isso para construir de forma consciente.
Analisando o futuro da madeira, da água e da iluminação, em cada um dos tópicos relacionados que o ArchDaily desenvolveu mês a mês, fizemos uma pergunta aberta para que vocês - nossos queridos leitores - pudessem participar ativamente com a contribuição de suas experiências e conhecimentos. Depois de ler e compilar um grande número de mensagens recebidas, tanto de profissionais da construção civil quanto de estudantes e entusiastas da arquitetura, chegou a hora de apresentar um resumo das principais posições. Muito obrigado por suas opiniões e aguardamos seus comentários para 2024!
“Procurando por um lugar único para passar este Natal e ter uma história divertida para contar à família e aos amigos? Junte-se a nós em nossa terceira visita de Natal à República Popular Democrática da Coreia! Que melhor lugar para passar o Natal do que no coração de Pyongyang?”
Até agora não sei se deveria ter levado a sério o anúncio. Em todo caso, no dia 24 de dezembro de 2018 embarquei no “ultra-budget tour de Natal” promovido pela Young Pioneer, uma das poucas operadoras de viagem autorizadas a levar visitantes estrangeiros à Coreia do Norte.
The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela dupla de arquitetura David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões aprofundadas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre a vida cotidiana e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify, e YouTube.
Nesta semana, David e Marina, do escritório FAME Architecture & Design, discutem como utilizam imagens 3D e renderizações em seu processo de trabalho. A dupla aborda o valor das imagens tridimensionais como ferramenta de projeto e de comunicação, as limitações e desvantagens do 3D, e como esses recursos visuais são empregados ao longo das diferentes etapas de um projeto.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138516/the-second-studio-podcast-os-pros-e-contras-da-visualizacao-3dThe Second Studio Podcast
O final do ano se aproxima e com ele a oportunidade de revisar quais foram os momentos de grande destaque no campo da arquitetura em 2023. Assim, buscamos pelas fotografias que foram as mais curtidas no Instagram do ArchDaily Brasil.