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Explore a longlist do ArchDaily Student Project Awards

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Há dezoito anos, uma dupla de estudantes de arquitetura decidiu que tinha um projeto que valia a pena levar adiante. Não se tratava de uma estrutura construída, mas de um projeto digital que acabou revolucionando a forma como as pessoas em todo o mundo consomem conteúdo de arquitetura. Foi assim que o ArchDaily foi fundado, e essa premissa continua a guiar nosso trabalho até hoje. O futuro da arquitetura está sendo continuamente moldado em salas de aula, estúdios e workshops ao redor do mundo, e queremos continuar apoiando os/as estudantes que participam ativamente dessa evolução. Reconhecer a criatividade e a visão de estudantes que estão redefinindo o discurso arquitetônico global foi o que nos levou a criar o Student Project Awards.

Temos o prazer de apresentar os projetos selecionados para a lista longa desta primeira edição do ArchDaily Student Project Awards. Com centenas de projetos enviados de todas as partes do mundo, nossa equipe interna de arquitetos/as e editores/as analisou cuidadosamente cada proposta, reduzindo a seleção a 104 projetos na lista longa. Os/As estudantes participantes representam a própria diversidade do panorama arquitetônico, com propostas de todos os continentes, de diversos níveis acadêmicos e em variadas escalas e typologias.

A Máquina na Era da Prática Coletiva

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Este artigo faz parte de nossa nova seção de Opinião, um espaço para ensaios argumentativos sobre questões críticas que moldam o nosso campo profissional.

Cada época da arquitetura foi definida por seus instrumentos. O compasso, a prancheta, a câmera e o computador alteraram, cada um a seu modo, a maneira como se pensa e se produz arquitetura. No entanto, o momento atual parece qualitativamente diferente. À medida que a inteligência artificial e os sistemas generativos entram nos fluxos de trabalho cotidianos, as ferramentas deixam de ser extensões passivas da mão do/a arquiteto/a e passam a operar como agentes semiautônomos. Elas propõem, otimizam e simulam, produzindo resultados que, por vezes, escapam à plena antecipação do/a autor/a.

A Máquina na Era da Prática Coletiva - Imagem 1 de 4A Máquina na Era da Prática Coletiva - Imagem 2 de 4A Máquina na Era da Prática Coletiva - Imagem 3 de 4A Máquina na Era da Prática Coletiva - Imagem 4 de 4A Máquina na Era da Prática Coletiva - Mais Imagens+ 17

Construindo leveza através do vidro e das esquadrias

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Ao longo de grande parte da história, o peso esteve estreitamente associado à própria ideia de arquitetura. Vitrúvio, cuja noção de firmitas vinculava a construção à estabilidade e à permanência, entendia a solidez como uma de suas qualidades fundamentais, e construir significava, em grande parte, resistir aos efeitos do tempo, da gravidade e das forças naturais. Na arquitetura grega e romana, a monumentalidade dependia dos sistemas construtivos e materiais disponíveis, como a pedra e a alvenaria maciça, cuja expressão era definida pela massa, espessura e repetição estrutural. Colunas, paredes e pódios, além de sustentarem os edifícios, afirmavam sua presença no território, comunicando ordem, durabilidade e poder. A arquitetura encontrava o solo com peso.

A realidade técnica da habitação em madeira engenheirada: cinco estudos de caso europeus

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Nos últimos anos, tem-se observado uma mudança de paradigma na arquitetura residencial multifamiliar, com um número crescente de novos projetos construídos em madeira engenheirada, especificamente madeira laminada cruzada (CLT) e madeira laminada colada (MLC). Devido à leveza da madeira, esses sistemas conseguem reduzir as cargas permanentes e aliviar as exigências sobre as fundações, o que se mostra especialmente útil em terrenos com baixa capacidade de carga ou sobre infraestruturas existentes. Sob a ótica da sustentabilidade, a madeira retém carbono ao longo da vida útil do edifício e frequentemente reduz o carbono incorporado em comparação com os sistemas convencionais de concreto e aço. No projeto de segurança contra incêndios, elementos estruturais de grande porte podem ser dimensionados para carbonizar a uma taxa previsível, permitindo que o núcleo estrutural permaneça protegido por um tempo determinado, desde que detalhados adequadamente.

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Ver e Prever: Pesquisa Arquitetônica em Quatro Cidades do Sudeste Europeu

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As cidades do Sudeste Europeu não esperam para ser lidas. Elas acumulam, camada sobre camada, o planejamento socialista, a ruptura pós-socialista e o trabalho mais silencioso e menos legível de cidadãos e cidadãs que reconstroem o espaço a partir do zero. Aqui, o espaço e o legado impõem suas próprias condições. O que acontece com a pesquisa em arquitetura quando as cidades que observamos parecem já saber algo que nossa disciplina ainda não aprendeu a enxergar? 

Centros culturais para além do edifício: 6 projetos não construídos que integram a paisagem

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Centros culturais continuam a ser um campo fértil para explorações de projetos não construídos, refletindo como arquitetos e arquitetas vêm repensando o papel das instituições públicas em relação à paisagem, à experiência e à hibridez programática. Nesta seleção de Projetos Não Construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas reúnem abordagens que expandem a definição de centro cultural para além de um edifício isolado. Estas obras posicionam a arquitetura como uma estrutura espacial que faz a mediação entre pesquisa, exposição, refúgio e vida pública, muitas vezes inseridas ou distribuídas em contextos naturais e urbanos.

Em diferentes geografias, do norte da Noruega e Oslo a Łódź, Viena, Marrakech e Nova Tashkent, os projetos demonstram respostas diversas à infraestrutura cultural. Eles incluem complexos integrados à paisagem moldados pela topografia e pelo clima, pontes que combinam galeria de arte e circulação pública, pavilhões zoológicos estruturados como sequências imersivas, o reuso adaptativo de edifícios militares em espaços de performance, ambientes articulados em torno de pátios enraizados nas tradições locais e instituições responsivas ao clima a partir de análises ambientais. Juntas, essas propostas exploram como os programas culturais podem ser organizados por meio do movimento, da estratificação espacial e das relações entre as condições internas e externas.

Centros culturais para além do edifício: 6 projetos não construídos que integram a paisagem - Imagen 13 de 4Centros culturais para além do edifício: 6 projetos não construídos que integram a paisagem - Imagen 10 de 4Centros culturais para além do edifício: 6 projetos não construídos que integram a paisagem - Imagen 7 de 4Centros culturais para além do edifício: 6 projetos não construídos que integram a paisagem - Imagen 26 de 4Centros culturais para além do edifício: 6 projetos não construídos que integram a paisagem - Mais Imagens+ 31

Últimos dias para votar no Prêmio Obra do Ano 2026 do ArchDaily em Espanhol

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Restam dois dias para votar nos vencedores do Prêmio Obra do Ano 2026 do ArchDaily en Español. Os três vencedores serão anunciados no dia 16 de abril, após três semanas de votação pública. Os 15 finalistas escolhidos pelo público reúnem a amplitude da produção ibero-americana recente, com representantes de Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Espanha, México, Peru e Uruguai.

Conheça os 15 finalistas e ajude a escolher os três projetos mais relevantes do último ano nos países de língua espanhola. Nesta etapa final, cada pessoa pode votar em um projeto por dia até o dia 15 de abril às 18:00 (GMT-4).

"Instabilidade calibrada": Daryan Knoblauch sobre construir com tensão, tempo e luz

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O trabalho de Daryan Knoblauch situa-se na interseção entre a arquitetura e a produção cultural ao vivo, com foco em como o espaço se torna legível por meio da tensão e da atmosfera. Em vez de tratar o trabalho temporário como uma categoria menor da arquitetura, Knoblauch aborda instalações, palcos e arquiteturas efêmeras de eventos como problemas disciplinares em sua totalidade — nos quais fechamento, estabilidade, luz e movimento devem ser resolvidos com a mesma seriedade que qualquer edifício, frequentemente sob restrições mais severas e prazos mais curtos.

Ao longo de seus projetos, um fio condutor constante é a tensão produtiva entre a precisão do alto modernismo e uma clareza de montagem intencionalmente crua. Membranas e sistemas leves não são aplicados como meros efeitos de superfície, mas como instrumentos estruturais e espaciais — ajustados ao vento, à carga e à ocupação, e calibrados para produzir uma sublimidade que é tanto sentida quanto vista. Aqui, a efemeridade não é simplesmente uma duração, mas uma condição de projeto: a temporalidade torna as forças — clima, desgaste, performance — mais visíveis e exige uma ética do fazer que é ao mesmo tempo rigorosa e adaptável.

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Christian de Groote: cinco décadas de arquitetura moderna

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Nicolás Valencia conversa com os arquitetos chilenos Emilio de la Cerda e Paulette Sirner sobre ⁠Arquivo Christian de Groote: cinco décadas de arquitetura⁠, uma publicação detalhada sobre a vasta produção de um dos principais arquitetos chilenos da segunda metade do século XX.

Paisagens Logísticas: A Arquitetura da Cadeia de Suprimentos 24 Horas

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Nos limites da maioria das cidades, para além dos anéis viários e entroncamentos, um outro tipo de arquitetura está ganhando forma. Ela não foi projetada para ser vista, visitada ou lembrada. Não reúne pessoas; move coisas. Em seu interior, milhares de encomendas circulam continuamente, sendo triadas, içadas, escaneadas e despachadas com o mínimo de interrupção. Esses edifícios raramente entram no debate arquitetônico, mas figuram entre os espaços com maior impacto de nosso tempo. A tipologia que define o século XXI é, cada vez mais, o galpão logístico.

A escala dessa transformação é difícil de mensurar porque se desdobra horizontalmente, ao longo de territórios e não em silhuetas urbanas. A área global destinada a galpões logísticos agora ultrapassa dezenas de bilhões de pés quadrados, expandindo-se rapidamente junto com a ascensão do e-commerce. Durante a pandemia de COVID-19, a demanda por infraestrutura logística acelerou o equivalente a vários anos, comprimindo o crescimento futuro em um presente já tensionado. Na Índia, o setor de armazenagem continua crescendo a taxas de dois dígitos, reconfigurando terras periurbanas em corredores de estocagem e distribuição. A logística não é mais um sistema de bastidores; tornou-se uma condição territorial.

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Cerâmica Forjada na Luz: Uma Tradução Espacial de Processos Materiais Circulares

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Um dos materiais mais antigos da arquitetura ainda pode influenciar a forma como a sustentabilidade e a manufatura são abordadas hoje? O que muda quando a cerâmica é vista para além de sua superfície, como um processo moldado pela luz, pela água e pela argila? Na Semana de Design de Milão 2026, a VitrA, marca que produz soluções para banheiros e superfícies cerâmicas, atuando nos segmentos de louças sanitárias e revestimentos, e o escritório internacional de design Snøhetta exploram essas questões por meio de Ceramics Forged in Light, uma instalação imersiva criada para a exposição INTERNI MATERIAE. Inserido em um debate mais amplo sobre experimentação de materiais e produção circular, o projeto trata a cerâmica como um material arquitetônico definido pela transformação contínua, moldado pela luz, água, calor, reflexão e reutilização.

A argila queimada tem sido utilizada na construção há mais de 9.000 anos, evoluindo do artesanato vernacular para um dos materiais mais aplicados no ambiente construído. Sua durabilidade, resistência à água, desempenho térmico e adaptabilidade a tornaram um elemento essencial para fachadas, louças sanitárias, pisos, superfícies arquitetônicas e sistemas estruturais. Hoje, novas tecnologias de fabricação expandem essas possibilidades à medida que profissionais da arquitetura e fabricantes enfrentam as implicações ambientais da extração e produção de materiais.

De resíduos de pedra ao bambu: arquitetos/as indianos/as exploram o futuro do design regenerativo

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O episódio de estreia da série do podcast Room For Dreams, produzida em colaboração com a INDX|GLOBAL, apresenta um painel de discussão envolvente focado em materializar o futuro sob a perspectiva da arquitetura indiana e do design. Gravada ao vivo na Milan Design Week 2026 e moderada por Claire Broadka, do designboom, a conversa reúne três nomes visionários da arquitetura: Rachna Agarwal, responsável pelo Studio IAAD e Zoera; Vaibhav Dimri, sócio-fundador da Anagram Architects; e Dinesh Panwar, da Urbanscape Architects.

Ampliando o significado de acessibilidade: projetando para o cuidado assistido no espaço público

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Como um direito humano fundamental, a inclusão exige que todas as pessoas — independentemente de sua origem, habilidades ou circunstâncias — sejam reconhecidas e respeitadas, com igual acesso aos mesmos recursos e oportunidades. Para muitas pessoas com deficiência e seus cuidadores e cuidadoras, os banheiros acessíveis ainda deixam de oferecer o que há de mais essencial: um local seguro, privado e digno para a troca assistida. Embora muitas instalações cumpram as normas de acessibilidade da ADA e do ICC, os layouts de banheiros convencionais frequentemente não acomodam usuários e usuárias que necessitam de mais espaço, tempo e apoio de assistência. Essa lacuna tem contribuído para a crescente adoção de trocadores para adultos, instalações que expandem a acessibilidade para além dos requisitos convencionais de banheiros e respondem a necessidades que os equipamentos padrão não conseguem atender.

Rumo ao Leste: O que o Festival Bread & Heart de Tirana revela sobre arquitetura e paisagem

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Algo tem acontecido em Tirana para o qual o mundo da arquitetura ainda não encontrou uma linguagem adequada. Em questão de poucos anos, uma cidade com menos de um milhão de habitantes, em um dos países menos conhecidos da Europa, tornou-se o cenário de uma extraordinária concentração de ambição arquitetônica — um lugar onde escritórios que raramente trabalham na mesma cidade, quanto mais na mesma década, estão construindo simultaneamente, e onde as questões que preocupam a arquitetura contemporânea parecem surgir com uma urgência incomum.

A segunda edição do Bread & Heart Festival, realizada em Tirana de 3 a 5 de junho, reuniu mais de duzentos/as arquitetos/as, urbanistas, incorporadores/as e profissionais de toda a Europa, Américas, Ásia e outras regiões para discutir as "Paisagens de Abundância" (Landscapes of Abundance), um tema estruturado em torno da premissa curatorial de passar do retrato à paisagem, do edifício individual ao território como um todo. O público reunido ali seria difícil de replicar em qualquer outro momento do calendário da arquitetura: Francis Kéré, Jeanne Gang, Sumayya Vally, Pierre de Meuron, Bjarke Ingels, Reinier de Graaf, Stefano Boeri, Kersten Geers, Benedetta Tagliabue, Ma Yansong, entre outros/as.

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Guia de soluções para construir com madeira contralaminada (CLT)

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No campo da arquitetura, a madeira foi um dos primeiros materiais utilizados pelos seres humanos na construção, evoluindo e enfrentando diversos desafios ao longo dos anos. Desde a incorporação de novas tecnologias nos processos de produção industrial até técnicas e materiais ancestrais reinterpretados de forma contemporânea, a construção em madeira continua despertando interesse entre profissionais de arquitetura e design. Para além de sua versatilidade, resistência, aparência e sustentabilidade, a madeira laminada cruzada, conhecida como CLT, apresenta um cenário promissor para o futuro da indústria.

Conheça os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year 2026 do ArchDaily China

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Após duas semanas empolgantes de indicações, o público do ArchDaily avaliou 455 projetos e selecionou os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China. Profissionais da arquitetura e entusiastas participaram do processo de indicação, escolhendo projetos que exemplificam o que significa impulsionar a arquitetura rumo ao futuro. Estes finalistas são as obras que mais inspiraram o público do ArchDaily, revelando também o rumo ascendente da arquitetura chinesa.

Entre os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China 2026, observa-se um deslocamento gradual de foco: de edifícios públicos de grande escala para a revitalização rural, espaços públicos comunitários, a exploração de novas tipologias escolares e espaços internos de pequena escala. Há uma atenção cada vez maior voltada às necessidades individuais e às experiências de vivência, bem como aos espaços circundantes. Também podemos notar como diferentes escritórios respondem às demandas das cidades e de seus usuários e usuárias durante este período de transição no mercado imobiliário. 

Antes de apresentarmos a lista de finalistas, gostaríamos de destacar os valores que norteiam este prêmio. Sendo a maior plataforma de arquitetura do mundo, temos plena consciência de nossa responsabilidade perante a profissão e o avanço da arquitetura como disciplina. Como nossa missão está diretamente ligada à arquitetura do futuro — inspirando e educando as pessoas que desenharão o tecido urbano do amanhã —, a confiança que nosso público deposita em nós para traduzir as tendências arquitetônicas de todas as partes do mundo gera desafios que assumimos com entusiasmo. O prêmio Building of the Year, com sua votação democrática e processo centrado nas pessoas, constitui um dos pilares fundamentais da nossa resposta a esses desafios, com o objetivo de romper hierarquias consagradas e barreiras geográficas. Apresentamos a seguir os 15 finalistas do Prêmio Building of the Year da China 2026. O período de votação acontece de 8 a 15 de abril de 2026, encerrando-se às 23h59 (horário de Pequim). Os projetos vencedores serão anunciados em 16 de abril de 2026. Clique aqui para ver todos os detalhes e saber como votar.

Banquete Urbano no Meio-Fio: A Gastronomia do Terceiro Espaço em Hong Kong

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Em cidades de todo o mundo, a arquitetura se desdobra continuamente na escala das pessoas e das comunidades — não apenas por meio de novos edifícios, reformas ou obras monumentais. Os "terceiros espaços" são especialmente reveladores. Considere o universo culinário à beira da calçada: a forma como sentar-se, servir e permanecer ocupa o limite da rua frequentemente revela os códigos culturais e os hábitos espaciais de uma cidade. Que formas de alimentação e habitação surgiram em resposta ao clima local, às regulamentações e aos costumes sociais — e como elas evoluíram ao longo do tempo?

Em partes da Europa, por exemplo, o al fresco na Itália e o en terrasse na França denominam formas culturalmente específicas de comer em público, trazendo a refeição para o campo urbano — em sintonia com o clima, o ar livre e a sociabilidade passiva de observar quem passa. Desde a COVID-19, Nova York expandiu de forma semelhante as refeições ao ar livre, refletindo um desejo impulsionado pela comunidade de interagir com a paisagem da rua enquanto se come — um "terceiro lugar" cotidiano, ao nível da rua, inserido em uma metrópole densa.

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Arquitetura como Construção da Nação: Modernismo e Independência na África

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Lançada em setembro de 2024, a série Redescobrindo o Modernismo na África somou-se a um interesse global crescente sobre o tema. Anteriormente sub-representada nos debates arquitetônicos, a produção de arquitetos/as e pesquisadores/as no continente e no exterior tem se dedicado a contar a história dessas obras modernas de alta qualidade. Esses edifícios representam o esforço de projetistas em criar uma arquitetura adaptada ao contexto local a partir de conceitos e tecnologias globais, coincidindo com grandes transformações políticas à medida que a maioria dos países africanos conquistava sua independência.

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Projetando com sistemas vivos: conheça as obras de Yong Ju Lee Architecture

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O que significa praticar a responsabilidade ecológica para além de métricas de desempenho ou cálculos de carbono? Como a fabricação pode se tornar um método de projeto em vez de apenas um resultado final? Fundado em Seul, o Yong Ju Lee Architecture é um escritório liderado pelo arquiteto e pesquisador Yong Ju Lee. Por meio de instalações, propostas baseadas em pesquisa e projetos culturais, o estúdio posiciona a arquitetura como uma disciplina experimental enraizada no fazer: um processo no qual o projeto emerge tanto do comportamento dos materiais, da prototipagem e da lógica de fabricação quanto do desenho ou da representação. Unindo a prática profissional e a academia, seu trabalho constantemente expande o repertório arquitetônico por meio do design computacional, da pesquisa de materiais experimentais e de um compromisso contínuo com a ecologia como responsabilidade e motor de projeto. Em 2025, o estúdio foi selecionado como um dos vencedores do ArchDaily Next Practices Awards.

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Hotéis, balneários e trens: a arquitetura do turismo do século XX com Macarena Cortés

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Nicolás Valencia conversa com a arquiteta chilena Macarena Cortés, autora de ⁠Turismo y Arquitectura Moderna en Chile⁠, um olhar sobre a arquitetura que permitió tornar o Chile um país turístico desde meados dos años trinta por meio da publicidade ferroviária.

Mediação Material e Patrimônio Arquitetônico

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Preservar edifícios históricos exige responder simultaneamente a demandas técnicas, ambientais e regulatórias, mantendo a continuidade material, cultural e simbólica do que já existe. À medida que se consolida o entendimento de que o edifício mais sustentável é aquele que já está de pé, e de que a preservação envolve também o saber construtivo, as tradições materiais e as redes sociais de onde surgiram, essas mesmas edificações são cada vez mais confrontadas com parâmetros contemporâneos rigorosos. Eficiência energética, segurança, redução de emissões de carbono e conformidade normativa tornaram-se referências incontornáveis, colocando a arquitetura diante de uma tensão central: como atualizar o que já existe sem romper a continuidade que sustenta seu valor patrimonial.

9 m³ de Sobrevivência: Por Dentro da Espaçonave Orion e a Arquitetura das Viagens Espaciais

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Era julho de 1969 e os habitantes do planeta Terra estavam prestes a presenciar um momento histórico para a humanidade: a primeira vez que um ser humano pisaria na superfície da Lua a bordo da missão Apollo 11. Após esse marco, a NASA pousou na superfície lunar mais cinco vezes, sendo a última com a Apollo 17, em 1972. Desde então, a humanidade não tentou retornar à Lua — até este ano de 2026, quando lançará a nave espacial Orion como parte da Missão Artemis II. Com lançamento planejado entre fevereiro e abril de 2026, a Orion ainda não levará pessoas para pousar na Lua; em vez disso, fará um voo de sobrevoo para testar softwares e sistemas. Esse teste servirá de base para um pouso humano real no Polo Sul da Lua como parte da Artemis III, previsto para ocorrer entre 2027 e 2028, inaugurando, em última análise, uma nova era no projeto arquitetônico extraterrestre.

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Paredes espessas e aberturas profundas: quando a arquitetura redescobre a massa

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Durante grande parte do século XX, a cultura arquitetônica foi moldada pela busca da leveza. Estruturas de aço e peles de vidro reduziram o envelope edificado a uma fina camada que separa o interior do exterior, enquanto as fachadas se tornaram superfícies lisas e contínuas onde as janelas eram recortadas como aberturas precisas em um plano abstrato. No entanto, durante séculos, os edifícios foram concebidos como corpos de massa; as paredes possuíam profundidade, as janelas eram recuadas em alvenarias espessas e o espaço era frequentemente vivenciado como algo esculpido a partir da solidez da construção. Nos últimos anos, diversos projetos contemporâneos parecem revisitar essa antiga lógica espacial, reintroduzindo a espessura como uma condição arquitetônica por meio de aberturas profundas, volumes monolíticos e envelopes pesados.

Essa transição não implica uma rejeição das tecnologias construtivas modernas, tampouco representa um retorno nostálgico a formas históricas. Em vez disso, reflete um interesse renovado na relação fundamental entre material, massa e vazio. Ao reintroduzir a espessura no vocabulário arquitetônico, essas obras reconectam a prática contemporânea a tradições consagradas em que o espaço era indissociável do peso e da profundidade da construção.

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Cidades dos Mortos: 10 projetos que exploram a arquitetura funerária

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A morte é uma certeza, mas sua arquitetura nunca foi estável. Cada época e cultura inventou uma maneira diferente de situar os mortos no mundo (perto ou longe, visíveis ou resguardados, monumentais ou quase anônimos), e essas escolhas sempre carregaram um peso social e político. É nos cemitérios que esse peso se torna legível no espaço, transformando crenças e regulamentações em limites, trajetórias e nomes.

Nesse sentido, o cemitério se comporta como um exercício de fazer cidade. Ele exige acessos, limites e uma ordem interna capaz de crescer sem perder a clareza. Depende tanto do manejo do solo e da água quanto do simbolismo, e tanto da administração quanto da forma. Contudo, o seu verdadeiro desafio arquitetônico é tornar legível um território vasto e em constante evolução, preservando ao mesmo tempo a intimidade da visita. Os nomes precisam ser localizáveis; os percursos devem permanecer claros; as árvores crescem, os caminhos mudam, as pedras sofrem a ação do tempo, os registros se acumulam. O que parece estático é, na prática, um sistema vivo projetado para ser usado e revisitado muito tempo após a dor inicial do luto ter passado.

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