A Enel, líder global em energia renovável, lançou o "WinDesign", um concurso internacional que convida estudantes e profissionais talentosos/as das áreas de engenharia, arquitetura e design a imaginarem e projetarem novas turbinas eólicas. O objetivo é desenvolver projetos de turbinas que se integrem de forma mais harmoniosa às paisagens que as abrigam, impulsionando, assim, um papel mais amplo para essa tecnologia na transição energética.
A especificidade ressurgiu como uma linguagem central no discurso arquitetônico. Em um campo cada vez mais globalizado, no qual os projetos muitas vezes seguem modelos conhecidos independentemente do contexto, arquitetos/as voltam-se agora para abordagens enraizadas nas particularidades de cada local. Essa atenção renovada ao contexto reflete pressões sociais, climáticas e políticas mais amplas: as cidades enfrentam calor extremo, desafios ecológicos, mudanças demográficas e novas formas de vida coletiva que exigem respostas fundamentadas em suas condições imediatas.
A arquitetura situada descreve essa mudança. Refere-se a abordagens projetuais nas quais a forma, o programa e a materialidade emergem do ambiente específico que os produz: seus microclimas, estruturas culturais e rituais cotidianos. Em vez de partirem de modelos universais, essas práticas começam com a observação, a prototipagem e o engajamento direto com as dinâmicas locais. Essa lógica é visível nos experimentos climáticos e materiais do TAKK na Espanha, como o Portable Garden e a 10k House, que funcionam como protótipos leves ajustados a gradientes térmicos e ecológicos; no Art Pavilion M do Studio Ossidiana, moldado por camadas de solo e ciclos ecológicos nos Países Baixos; nas reinterpretações de objetos vernaculares por Izaskun Chinchilla e em seus experimentos posteriores com 100 Sillas e 3 Salones Urbanos; nos espaços domésticos guiados por narrativas do Common Accounts; e nas intervenções urbanas do Raumlabor, que respondem diretamente às especificidades da Berlim pós-industrial.
A 19ª edição da Bienal de Arquitetura de Veneza abriu oficialmente suas portas ao público no último dia 10 de maio, tornando-se um grande palco internacional para conhecer a atualidade da arquitetura mundial e propor discussões em torno dos desafios enfrentados hoje pela disciplina, tanto os compartilhados quanto os específicos de cada território. Sob o lema deste ano, "Intelligens. Natural. Artificial. Collective", a proposta do curador-geral, o arquiteto italiano Carlo Ratti, convida a refletir sobre la interconexão da arquitetura com outras disciplinas, como a arte, a inteligência artificial e a tecnologia, destacando também os territórios, as paisagens e, sobretudo, as pessoas que habitam e moldam coletivamente nosso ambiente construído.
No discurso arquitetônico contemporâneo, a escala é frequentemente confundida com influência. Grandes escritórios, projetos emblemáticos e planos diretores dominam a visibilidade, reforçando a ideia de que a ambição na arquitetura é medida por tamanho, alcance ou espetáculo. No entanto, na Índia e em contextos semelhantes, surge uma produção mais silenciosa, mas de igual relevância. Ela é liderada por escritórios pequenos, mas potentes, que atuam com recursos limitados, relações próximas com os clientes e uma compreensão profunda das condições locais.
Durante milênios, a argila tem sido a base de paredes, fachadas e revestimentos. Provavelmente não existe outro material fabricado pelo ser humano com uma história tão extensa quanto o tijolo. Sua permanência na arquitetura não se explica apenas por seus atributos técnicos, mas também por seu impacto social, sua eficiência construtiva e seu profundo enraizamento cultural na forma de construir cidades.
No Chile, a tradição do tijolo acompanhou historicamente o desenvolvimento da habitação, tornando-se um material associado a estabilidade, permanência e segurança para as famílias. Nesse contexto, a Cerámica Santiago celebra 45 anos de trajetória, consolidando-se como uma das referências nacionais no desenvolvimento de produtos cerâmicos para a construção, com um olhar que reconhece o papel social da habitação no desenvolvimento urbano do país. Desde as suas origens, a empresa busca integrar a tradição do ofício cerâmico com processos industriais modernos, inovação em design e novas exigências técnicas.
O modernismo tem uma longa história no Marrocos. Devido à proximidade com a Europa e ao domínio do Protetorado Francês, o país acompanhou de perto os desdobramentos arquitetônicos do movimento. Sua relativa estabilidade após a Segunda Guerra Mundial fortaleceu ainda mais esse papel, atraindo arquitetos e arquitetas europeus que buscavam um polo para novas ideias. No Marrocos independente, os/as arquitetos/as adotaram o modernismo ao assumirem a tarefa de construir a infraestrutura de uma nova nação. O arquiteto Jean-François Zevaco, nascido no Marrocos de pais franceses, atuou ao longo desses períodos formativos, desenvolvendo uma versão própria e expressiva da arquitetura moderna.
Em diferentes geografias e gerações, profissionais da arquitetura estão repensando a ideia de lar, equilibrando expressão pessoal, sensibilidade ao contexto e clareza material. Estas propostas residenciais contemporâneas, enviadas pela comunidade do ArchDaily, revelam como a casa continua a evoluir tanto como manifesto arquitetônico quanto como um cenário íntimo para a vida cotidiana. Do escultórico e futurista ao enraizado e vernáculo, os projetos exploram como a forma construída se equilibra entre identidade, meio ambiente e estilo de vida em um mundo cada vez mais complexo.
A arquitetura vai além de sua função fundamental de definir espaços e proporcionar proteção; ela molda a experiência das pessoas, influenciando sensações de conforto, amplitude e bem-estar. Entre os muitos elementos que compõem uma edificação, as aberturas desempenham um papel crucial ao conectar o interior e o exterior, equilibrando privacidade e transparência, além de permitir a entrada de ventilação e iluminação natural. Em especial, a luz natural transforma ambientes, define atmosferas e realça detalhes arquitetônicos, tornando os espaços mais dinâmicos e convidativos.
As janelas, que outrora eram simples aberturas nas paredes, evoluíram graças aos avanços em materiais e tecnologia, maximizando a eficiência e ampliando seu papel no projeto arquitetônico. Se a arquitetura gótica exibia vitrais maravilhosos através de imponentes janelas altas, a arquitetura moderna migrou para formas horizontais e fachadas totalmente envidraçadas, transformando a maneira como a luz do dia é integrada aos espaços. No entanto, depender exclusivamente do envidraçamento de fachada apresenta uma limitação: a luz natural muitas vezes fica confinada ao perímetro do edifício, deixando as áreas centrais na sombra. As aberturas zenitais, como claraboias e janelas para coberturas planas, superam esse desafio ao canalizar a luz natural para as profundezas dos espaços internos, reduzindo a dependência da iluminação artificial.
Localizado na extremidade do icônico Dakpark de Roterdã, o novo projeto Kop Dakpark, projetado pelos escritórios de arquitetura INBO e h3o, apresenta-se como um modelo inovador de habitação sustentável e inclusiva. Desenvolvido por Woonstad Rotterdam, este complexo residencial inclui 153 habitações acessíveis —63 sociais e 90 de faixa média— que não apenas respondem à demanda por moradia, mas também integram a natureza e a comunidade para qualificar tanto a paisagem urbana quanto a ecológica.
Os playgrounds urbanos estão evoluindo de simples balanços e escorregadores para paisagens urbanas dinâmicas e multifacetadas. Estes novos projetos são muito mais do que apenas locais de lazer; trata-se de espaços integrados de forma planejada que respondem aos desafios urbanos, promovem o senso de comunidade e inspiram a criatividade. Uma forte tendência é o uso intencional de cores e padrões. Projetistas utilizam zonas cromáticas vibrantes para segmentar diferentes áreas funcionais, criando uma experiência visualmente dinâmica que contrasta com o entorno natural. Essa abordagem também pode ser empregada para consolidar uma identidade urbana coesa, com paletas de cores cuidadosamente selecionadas que complementam a paisagem urbana existente.
Há mais de um século e meio, corporações periodicamente assumem o papel de construtoras de cidades. Bairros ou até mesmo assentamentos inteiros que existem na interseção entre o comércio e a vida cívica, as "company towns" (ou cidades-empresa) são tipologias urbanas recorrentes. A cidade corporativa há muito se remodela para se adequar ao espírito de cada época, seja por meio do idealismo pastoral da Inglaterra industrial ou do otimismo cinematográfico da América de meados do século XX. Em sua roupagem mais recente — o distrito de campus de renda mista —, a arquitetura torna-se uma linguagem de pertencimento, branding e persuasão silenciosa.
Uma análise anterior sobre marcos culturais no Oriente Médio projetados por arquitetos/as internacionais destacou temas recorrentes, como a arquitetura como uma extensão da paisagem, o desenho responsivo ao clima e a abstração de formas tradicionais. Esses projetos frequentemente introduziram soluções ambientais de alta tecnologia, utilizaram formas monumentais para reinterpretar a identidade local ou se posicionaram como marcos na paisagem urbana ou desértica mais ampla. Embora essas abordagens tenham definido muitas das instituições culturais mais reconhecidas da região, elas representam apenas um lado do discurso arquitetônico. Uma trajetória igualmente significativa, porém distinta, surge de arquitetos/as locais, que trabalham a partir de estruturas existentes, contextos históricos e ambientes habitados para criar instituições profundamente integradas ao seu entorno. Essa abordagem prioriza a continuidade, a transformação e a acessibilidade, garantindo que a arquitetura continue sendo parte viva do tecido cultural, em vez de se limitar a um objeto isolado.
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Ecophon Solo™ Square. Image Cortesía de Volcan
Para além de sua estética, materialidade ou método de instalação, o papel dos forros na arquitetura contemporânea já não se limita apenas a ocultar estruturas ou instalações internas nos edifícios. Ao agregar qualidades funcionais como absorção acústica, isolamento térmico, eficiência energética, proteção contra o fogo, iluminação integrada ou facilidade de manutenção, as diferentes disposições de forros são capazes de combinar flexibilidade e versatilidade de acordo com as diferentes necessidades e usos de seus/suas ocupantes. Interiores de escritórios, restaurantes, consultórios, estabelecimentos comerciais e outros espaços ganham protagonismo por meio da aplicação de forros com intenções e mensagens claras a transmitir.
Criando espaços habitacionais em um mundo entre o ligado e o desligado. Imagem cortesia de GIRA
No debate arquitetônico recente, o design de interiores tem se concentrado em como os espaços moldam a experiência psicológica e atmosférica, e no que confere ressonância emocional aos ambientes internos. A atenção deslocou-se para os pequenos detalhes, em vez de se apoiar primordialmente na forma ou na estrutura. A luz, por exemplo, não é apenas um requisito técnico, mas também um material arquitetônico por direito próprio. Ela é capaz de estruturar o espaço, animar superfícies, definir texturas e moldar a atmosfera, ao mesmo tempo em que influencia o bem-estar. Paralelamente, as características entre o minimalismo e o maximalismo moldam a forma como as atmosferas são percebidas, instigando uma reflexão sobre como as abordagens voltadas à simplicidade ou à exuberância podem influenciar o estado de espírito. Longe de existirem como estéticas opostas, essas tendências investigam a maneira como os interiores interagem com os estados mentais, refletem a identidade pessoal e respondem às mudanças sutis na forma como as pessoas habitam e vivenciam o espaço.
A livraria contemporânea é um espaço paradoxal. É comercial, mas raramente comercializada; pública, mas frequentemente de propriedade privada; de escala reduzida, mas de impacto abrangente. À medida que tipologias arquitetônicas adjacentes evoluem sob as pressões do consumo digital, da precariedade econômica e da mudança de hábitos sociais, a livraria não encolheu, mas se adaptou ao século XXI. Não se trata de um local para trocas literárias privadas ou institucionais, mas de um híbrido espacial que acolhe o ritual, o descanso, a performance e a socialização.
Nicolás Valencia conversa com a arquiteta chilena Sofía Carrión Bobadilla e o arquiteto chileno Matías González Ulloa, criadores do Área Verde e líderes do Arquitectura Maulina, uma plataforma digital focada em arquitetura, território e reflexões da inspiradora região de Maule, no Chile.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142705/arquitetura-do-sul-do-mundo-com-matias-gonzalez-e-sofia-carrionArchDaily Team
Historicamente, os banhos públicos eram uma necessidade fundamental de higiene, dando origem a casas de banho comunitárias em regiões onde banheiros privados eram raros. No Japão, por exemplo, as casas de banho sento surgiram no início do período Edo, servindo como instalações essenciais quando a maioria das residências não dispunha de espaços próprios para o banho. Da mesma forma, em outras partes do mundo onde os sistemas hidráulicos e a gestão da água eram considerados luxos, os banhos públicos compartilhados tornaram-se componentes vitais da vida urbana. Com o tempo, esses espaços evoluíram para além de sua função prática, tornando-se locais de socialização, relaxamento e de fuga temporária da rotina diária.
No entanto, na era moderna, os banheiros privados tornaram-se onipresentes nas residências contemporâneas, solucionando de forma eficaz as preocupações de higiene que outrora tornavam as casas de banho públicas indispensáveis. Com o surgimento de espaços sociais alternativos — como cafés, academias, bares e lounges de jazz —, o banho comunitário tradicional deixou de desempenhar essa função essencial. Embora alguns ainda apreciem o aspecto social dos banhos públicos, o desconforto de se trocar e se molhar na frente de estranhos pode afastar muitas pessoas dessa experiência.
O processo de projeto na arquitetura sempre foi moldado pelas ferramentas disponíveis. No passado, desenhava-se com caneta e nanquim sobre folhas frágeis, reproduzidas por cópia heliográfica e protegidas contra borrões e rasgos; então surgiu o Mylar, facilitando revisões e a preservação, e direcionando os desenhos para uma economia de linhas mais enxuta e deliberada. O desenho auxiliado por computador veio em seguida, acelerando a coordenação e transformando nossa percepção de escala e precisão. Hoje, a IA adiciona mais uma camada—reunindo informações em segundos e gerando imagens sob comando—prometendo novas eficiências ao mesmo tempo em que levanta novas questões sobre autoria e ofício. O que criamos, e como criamos, evoluiu com cada ferramenta; a história de nossos métodos é a história de nossas ideias.
A partir do pós-guerra, o Mylar (desenvolvido na década de 1950) facilitou a reprodução de desenhos e acelerou a transição das cópias heliográficas para os processos de cópia diazográfica. Antes do Mylar, a simples preservação dos desenhos—manter uma ideia intacta, legível e sem danos—era uma tarefa monumental. As prioridades de projeto no pós-guerra frequentemente se voltavam para a eficiência, a simplicidade e um minimalismo industrial alinhado às necessidades de reconstrução. As ferramentas reforçavam isso: o trabalho de arquitetura permanecia predominantemente desenhado à mão, onde cada linha levava tempo para ser traçada e ainda mais tempo para ser apagada. Esse esforço aguçava a economia do desenho; cada traço precisava justificar sua existência.
Atribui-se a Aristóteles o provérbio "uma andorinha só não faz verão". Na natureza, a chegada dessas aves migratórias costuma anunciar a mudança das estações, um símbolo universal de renovação e esperança. Contudo, é apenas quando muitas delas levantam voo que o verdadeiro calor do verão se inicia. O mesmo pode acontecer na arquitetura: um projeto isolado, por mais exemplar que seja, raramente transforma uma realidade por si só. Quando, no entanto, uma obra ensina, inspira e pode ser replicada, ela se torna o prenúncio de algo maior.
Iniciativas que combinam tecnologias simples, materiais locais e processos participativos mostram como construir também pode ser um ato de aprendizado. Estruturas e tijolos moldam lugares de ensino mútuo, onde arquitetos/as e moradores/as compartilham conhecimentos e constroem juntos, multiplicando habilidades e fortalecendo laços. Esses projetos apontam para a possibilidade de um verão coletivo, um futuro no qual o conhecimento se propague de forma tão ampla quanto as paredes que o abrigam.
Concursos de arquitetura há muito tempo oferecem um espaço para experimentação: plataformas onde ideias podem ser testadas, tipologias reimaginadas e questões críticas abordadas por meio do projeto. Livres de algumas das restrições das encomendas comerciais, as propostas de concursos frequentemente refletem visões ambiciosas de como a arquitetura pode responder a desafios ambientais, culturais e sociais. Quer estejam focadas em habitats futuros, instituições públicas ou infraestruturas comunitárias de pequena escala, essas propostas dão forma aos valores e prioridades que impulsionam o pensamento arquitetônico hoje.
A seleção de projetos não construídos deste mês reúne oito projetos premiados em concursos enviados pela comunidade do ArchDaily. Cada um deles conquistou o primeiro, segundo ou terceiro lugar em premiações locais e internacionais recentes. As propostas selecionadas abrangem uma ampla variedade de programas e geografias: uma biblioteca sustentável em Lima, um habitat marciano que explora sistemas de ciclo fechado, um orfanato para adultos projetado para o empoderamento na Índia, uma nova escola francesa em Atenas e uma iniciativa de placemaking em Singapura enraizada no folclore local. Embora variem em escala e escopo, todos eles destacam a capacidade da arquitetura de dialogar com o contexto, promover a inclusão e propor novas maneiras de habitar o espaço.
A Expo 67 do Canadá destaca-se como uma das exposições mundiais de maior sucesso da história, quebrando recordes e deixando um impacto duradouro na paisagem urbana de Montreal. Integrando as celebrações do centenário do Canadá, o evento proporcionou à cidade a oportunidade de apresentar suas conquistas culturais e tecnológicas em um cenário global. Com mais de 50 milhões de visitantes em apenas seis meses, o evento superou todos os recordes de público anteriores, alcançando a impressionante marca de 569.500 pessoas em um único dia — um feito inédito para uma feira mundial na época. Hoje, 58 anos depois, e com a iminente Expo Osaka 2025 projetada para mostrar como desenhar a sociedade do futuro, vale a pena revisitar o legado da Expo 67 e explorar as transformações urbanas que ela trouxe para Montreal.
Os espaços que habitamos são repletos de movimentos, atividades e encontros: a cozinha onde preparamos a comida, a sala onde nos reunimos, o escritório onde trabalhamos. No meio de tudo isso, alguns elementos passam despercebidos, mas conectam a nossa experiência com o entorno: interruptores, tomadas e placas elétricas. Esses dispositivos não apenas permitem a distribuição de energia, mas também estruturam e facilitam a interação com o espaço, atuando como nós que vinculam funções e fluxos, ao mesmo tempo em que reforçam a identidade estética dos interiores.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142694/alem-da-funcao-placas-eletricas-como-solucao-tecnologica-e-de-design-de-interioresEnrique Tovar