O patrimônioarquitetônico e artístico do Uzbequistão reflete uma história multifacetada, moldada por séculos de intercâmbio cultural ao longo da Rota da Seda. Dos conjuntos monumentais de Samarcanda e Bucara às instituições científicas e educacionais da era timúrida, a arquitetura tem sido, há muito tempo, um vetor de identidade e conhecimento em toda a região. No século XX, Tashkent emergiu como um novo laboratório urbano, onde os ideais modernistas se encontraram com as tradições artesanais locais e o pragmatismo ambiental. A reconstrução da cidade após o terremoto de 1966 tornou-se um momento decisivo, fundindo o urbanismo soviético com a estética regional para produzir uma expressão de modernidade tipicamente central-asiática, que traduziu a continuidade cultural em concreto, vidro e luz.
A arquitetura de mercados contemporânea no México frequentemente se inspira em seus precedentes pré-hispânicos. O Mercado de Tlatelolco na antiga Tenochtitlan, por exemplo, caracterizava-se por uma grande praça aberta pavimentada com pedras e "ruas" demarcadas, divididas em seções para mercadorias específicas, servindo como um importante ponto de encontro para o intercâmbio social e econômico. De modo semelhante, a tradição dos Tianguis, uma tipologia de mercado efêmero integrada à ampla tradição mesoamericana, também organizava barracas em corredores dentro de uma praça pública, refletindo os princípios de organização observados em Tlatelolco. Esses modelos históricos estabeleceram as bases para a tradição dos mercados públicos no México e em países da América Central, onde o espaço público se funde ao arranjo estruturado do comércio. Hoje, embora muitos dos espaços comerciais do México — com destaque para a Central de Abasto na Cidade do México e outros mercados tradicionais como Jamaica, Merced e San Juan — tenham adotado um caráter permanente no atendimento às suas comunidades, os tianguis mantêm sua forte presença na sociedade mexicana.
A trajetória de Christele Harrouk na arquitetura foi moldada pelo ambiente complexo e em constante mutação de sua criação no Líbano — um lugar marcado por contradições, transformações e resiliência. Embora seu ingresso na área não tenha sido planejado, a disciplina logo se tornou uma lente profunda pela qual ela compreende o mundo e suas complexidades. Ao aliar sua paixão pela escrita à sua experiência em arquitetura e desenho urbano, Christele descobriu uma voz única na interseção desses campos, adotando o trabalho editorial como uma plataforma poderosa para influenciar o discurso e amplificar narrativas diversas.
Como editora-chefe do ArchDaily, Christele está profundamente comprometida em moldar o discurso arquitetônico por meio de uma curadoria criteriosa. Ela busca projetos e histórias que dialoguem profundamente com o contexto, a cultura e as realidades sociais — priorizando aqueles que vão além de apresentar a arquitetura como mera forma ou função. Para ela, o real valor reside em conteúdos que desafiam as narrativas dominantes, amplificam vozes marginalizadas e fomentam debates críticos em comunidades globais.
Diluindo os limites entre a superfície e o subsolo, The In-between Scape e Transitorre reimaginam de forma audaciosa a Mina de Sal de Petralia Soprana como um ponto de encontro de contrastes — onde a educação se funde com o lazer, a natureza com a arquitetura, e os/as visitantes tornam-se parte da história. Esses projetos visionários, nascidos do programa Architecture for Landscape da YACademy, utilizam formas ousadas e materiais inovadores para instaurar um diálogo entre as pessoas e o lugar, transformando a mina em uma experiência imersiva e profundamente conectada. Com base em uma década de experiência em intervenções de projeto em sítios naturais extraordinários, o programa oferece uma jornada educacional única voltada para uma arquitetura significativa e orientada pelo contexto.
Ao longo do curso, a Yacademy busca capacitar profissionais do design para intervir em contextos naturais surpreendentes e monumentais. Por meio de um programa abrangente de palestras ministradas por arquitetos/as de renome, visitas técnicas exclusivas, workshops práticos e revisões de projetos, os/as profissionais tornam-se cada vez mais capazes de reconectar a ação humana ao ambiente natural, inspirando-se na paisagem para conceber arquiteturas excepcionais, sustentáveis e impactantes. Além disso, o programa assegura um estágio em um escritório de arquitetura de grande prestígio.
Em cidades de todo o mundo, as relíquias da produção industrial tornaram-se laboratórios de uma nova condição urbana. Galpões, usinas e estaleiros, outrora símbolos do trabalho e do progresso, hoje se erguem como vastas cascas vazias, à espera de serem reimaginados. Em vez de apagar essas estruturas, arquitetos e arquitetas estão encontrando maneiras criativas de adaptá-las às necessidades contemporâneas, transformando espaços de manufatura em locais de cultura, educação e vida comunitária.
Essa mudança reflete uma transformação mais ampla nas prioridades arquitetônicas: construir menos e reutilizar mais. A prática do reuso adaptativo responde simultaneamente à urgência ambiental e à necessidade de continuidade cultural nos ambientes urbanos.
"Se os edifícios pudessem falar", como certa vez ponderou um/a cineasta, então a paisagem urbana de Osaka poderia soar barulhenta, vibrante e com algumas arestas por aparar — e, ainda assim, de algum modo, harmoniosamente composta. Assim como a própria cidade, o cenário arquitetônico reflete o caráter singular de Osaka: estruturado em camadas, dinâmico e repleto de uma energia caótica. Com uma população de 2,7 milhões de habitantes e em constante crescimento, esse denso centro urbano continua a evoluir de maneira idiossincrática.
Historicamente — a exemplo de outras formas culturais — a arquitetura tem sido documentada, compartilhada e promovida principalmente pela mídia impressa. Livros, periódicos e revistas veiculavam os argumentos e as imagens da disciplina e, como a prática arquitetônica depende fortemente da comunicação visual, os periódicos impressos criavam uma ponte entre as publicações acadêmicas e as revistas comerciais. Ao longo das décadas do pós-guerra, volumes belamente produzidos estabeleciam um ponto de vista coletivo, sinalizando o que o campo profissional amplamente considerava digno de discussão ou exemplar.
Nos principais centros culturais, um punhado de publicações moldava esse discurso: suas perspectivas eram tipicamente sofisticadas, profissionais e cuidadosamente editadas — sintetizando uma produção global difusa em uma pequena constelação de projetos notáveis. É indiscutível que o sistema privilegiava certas práticas e geografias, mas ele também ampliava o alcance da arquitetura para públicos mais amplos. Os edifícios começaram a se fixar no imaginário popular; o turismo cultural — viagens realizadas expressamente para vivenciar a arquitetura — deixou de ser uma raridade para se tornar um ritual.
Casa tradicional de bambu Mishing, Majuli. Foto por Rumi Borah. Licença Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International
Nas variadas geografias da Índia, dos canais costeiros às cidades-fortaleza no deserto, a arquitetura evoluiu com uma conexão profunda e instintiva com o clima. Não se tratava de tradições artesanais isoladas, mas de sistemas ecológicos completos nos quais os ciclos de materiais, o conforto térmico e o conhecimento comunitário eram interdependentes. À medida que a COP30 direciona a atenção global para as conexões entre patrimônio e resiliência climática, as práticas vernáculas da Índia surgem menos como artefatos históricos e mais como tecnologias climáticas refinadas ao longo de séculos.
Nascido no Sudão e atualmente sediado em Londres, Mohieldin Gamal traz uma perspectiva única para a arquitetura, moldada por sua profunda conexão tanto com sua terra natal quanto com a prática global. Seu fascínio precoce pela arquitetura começou em 1995, durante a construção de sua escola primária, onde ele percebeu pela primeira vez a importância da materialidade, do design climático e do contexto histórico. Essas experiências formativas lançaram as bases para sua abordagem multifacetada da arquitetura, atuando tanto na prática profissional quanto na escrita.
Mohieldin estudou arquitetura na Universidade de Nottingham e adquiriu uma experiência valiosa trabalhando em renomados escritórios no Reino Unido. Em 2021, retornou ao Sudão para lecionar na Universidade de Cartum e ajudou a fundar a seção sudanesa do Docomomo, reforçando seu compromisso com a preservação e a promoção do patrimônio arquitetônico do país. Seu trabalho se concentra em explorar arquiteturas pouco documentadas e as complexas forças históricas, políticas e econômicas que moldam as práticas construtivas na África e em outras regiões.
As chaminés estão entre os elementos mais silenciosamente persistentes da história da arquitetura. Ainda assim, sua presença se mantém em quase todos os contextos culturais e climáticos, servindo tanto como recurso técnico quanto como dispositivo espacial, atmosférico e simbólico. Ela povoa os densos horizontes urbanos e ancora as paisagens rurais, com sua silhueta vertical sendo tão comum quanto uma janela ou o portal de uma porta. Essa aparente simplicidade, no entanto, é enganosa. A chaminé é um dos poucos componentes arquitetônicos que conectam a escala íntima da vida interior com as forças expansivas do meio ambiente. Para arquitetos/as e designers, a necessidade da chaminé apresenta uma escolha: deixá-la desaparecer discretamente no tecido funcional do edifício ou amplificá-la como um elemento central e expressivo que molda a identidade de um projeto.
A 19ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza conta com uma presença marcante da comunidade da SCI-Arc, incluindo estudantes, ex-alunos/as e docentes. Seus trabalhos estão presentes em diversos contextos—desde pavilhões nacionais até instalações independentes e projetos de pesquisa—, dialogando criticamente com o tema deste ano, Intelligens. A mostra se consolida como uma plataforma instigante para explorar questões fundamentais da pedagogia da SCI-Arc: o futuro do design, o papel da tecnologia e as possibilidades da experimentação arquitetônica.
Disciplinas de design, como o de experiência do usuário (UX), evoluíram para se destacar na criação de experiências que tornam as interfaces digitais navegáveis. Elas alcançam esse objetivo por meio de uma compreensão profunda das necessidades do público usuário e pelo mapeamento de suas jornadas com atenção meticulosa aos detalhes. A cidade representa uma interface física vivenciada por uma diversidade de público — habitantes, turistas, pessoas de várias idades e gêneros, cada qual experimentando-a de forma única. Em uma época em que as interfaces digitais são projetadas para proporcionar experiências fluidas e sem atrito, por que muitas cidades continuam difíceis de navegar?
A trajetória na arquitetura de Jonathan Yeung começou a partir de seu profundo apreço pela experiência física e corpórea de se mover por espaços minuciosamente detalhados. Tendo crescido e estudado em diferentes lugares—Hong Kong, Kyoto, Cambridge e Berkeley—, ele desenvolveu uma sensibilidade para a forma como a arquitetura reverbera culturalmente, muitas vezes de maneiras que transcendem explicações simples. Para Jonathan, a arquitetura evoluiu de uma experiência incorporada para uma poderosa forma de expressão, abrangendo projeto, construção e escrita. O trabalho editorial tornou-se, naturalmente, uma extensão dessa exploração, oferecendo-lhe uma plataforma para refletir sobre ideias arquitetônicas sob múltiplas perspectivas.
Ele aborda a curadoria editorial com foco em questões de relevância persistente—temas que convidam a discussões complexas e multifacetadas, fundamentadas em dilemas sociais, culturais ou arquitetônicos. Busca projetos marcados por intencionalidade e excelência: obras que desafiam limites, refinam o cotidiano em algo excepcional ou revelam nuances espaciais e materiais sutis que moldam nossa experiência do ambiente construído. Seu interesse pelo detalhamento arquitetônico destaca-se como um tema recorrente, evidenciando o ofício e a precisão que contribuem para espaços duradouros e atemporais, muitas vezes negligenciados no discurso mais amplo.
Em um mundo inundado por milhões de novos produtos e designs a cada ano, identificar e compartilhar aqueles que realmente se destacam não é apenas importante—é essencial. Essa é a motivação por trás do A' Design Awards, uma plataforma dedicada a reconhecer e celebrar designs excepcionais e produtos meticulosamente concebidos. O resultado? Lançar um holofote global sobre esses trabalhos, impulsionar sua visibilidade internacional e inspirar a próxima onda de inovação no design—que não apenas desafia os limites da criatividade, mas também beneficia e faz a sociedade avançar. Em meio a esse vasto mar de talentos, a premiação traz designs extraordinários à superfície.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143227/a-contagem-regressiva-comecou-a-design-awards-and-competition-ultima-chamada-para-inscricoesEnrique Tovar
A biodiversidade, definida pelo World Wide Fund for Nature (WWF) como os diferentes tipos de vida encontrados em uma área, enfrenta uma crise global profunda, marcada pelo declínio acentuado de organismos e pelo risco iminente de extinção de inúmeras espécies. Todos os reinos são afetados, desde plantas e fungos até grandes mamíferos, em um cenário cujo nexo causal com a atividade humana é evidente. Embora os métodos agrícolas modernos e as mudanças climáticas decorrentes das emissões de gases de efeito estufa desempenhem um papel preponderante, as cidades e os edifícios podem ter uma participação modesta, porém crucial, no combate a esse declínio.
A trajetória de Somaya na arquitetura atravessou as eras do pós-colonialismo à globalização na Índia, conectando gerações de práxis. Ao longo desses períodos, ela manteve um conjunto de valores fundamentais. "Sempre tive clareza sobre minha sensibilidade projetual, que não se trata de estilo ou de impressionar as pessoas. Minha abordagem se concentra na geografia do local, na etnia e na cultura das pessoas que usarão o edifício", compartilha ela em conversa com o ArchDaily. Seus projetos são marcados por um espírito de celebração — do artesanato, da história, da cultura, do clima e da paisagem.
O reuso adaptativo está deixando de ser uma simples preservação para se tornar uma revitalização ativa, um processo de resgate estrutural e reprogramação de tipologias arquitetônicas cujas funções originais não são mais relevantes. A obsolescência dos espaços arquitetônicos ocorre por diversos motivos: transformações sociológicas que deixam os espaços desabitados; avanços tecnológicos que tornam obsoletos maquinários específicos; e mudanças econômicas que exigem funções centralizadas. A estratégia de readequação de uso concentra-se em alcançar a longevidade espacial e funcional por meio de intervenções mínimas, permitindo que a estrutura original sirva como a âncora de memória do projeto.
Esta onda de reuso adaptativo trata o invólucro histórico como um recurso limitado, priorizando a permanência estrutural em detrimento da estética superficial. Os/as profissionais de projeto engajam-se em uma espécie de processo arqueológico ao expor a essência estrutural original: a madeira pesada, o concreto aparente ou a alvenaria monumental. As intervenções limitam-se a atender a novas necessidades programáticas, muitas vezes surgindo como inserções independentes dentro do invólucro antigo. Esse contraste redefine a vida útil do edifício, não como uma narrativa singular, mas como uma história em camadas de eventos contínuos.
O conceito de "cidades-esponja" ganhou destaque desde que foi introduzido pelo/a arquiteto/a paisagista chinês/a Kongjian Yu, fundador/a da Turenscape, e foi adotado oficialmente como diretriz nacional na China em 2013 para combater as inundações urbanas. Essa abordagem prioriza a infraestrutura baseada na natureza, como áreas úmidas, jardins de chuva e pavimentos permeáveis, criando paisagens de solo poroso onde a vegetação nativa pode prosperar com manutenção mínima. Durante as chuvas, esses sistemas absorvem e retardam o fluxo da água, reduzindo os riscos de inundação. Em contrapartida, as soluções tradicionais de drenagem baseadas em tubulações e concreto — embora amplamente utilizadas — são caras, rígidas e exigem manutenção frequente, por vezes tornando as cidades ainda mais vulneráveis a enchentes devido a entupimentos e transbordamentos.
Toda norma nasce com uma intenção clara: estabelecer um ponto de partida. É uma forma de fixar um patamar mínimo, de ordenar aquilo que antes talvez fosse assumido de forma implícita ou carecesse de um marco comum. No entanto, como tudo o que envolve a arquitetura — e especialmente o nosso modo de habitar —, esses marcos também evoluem: ampliam-se, ajustam-se e tornam-se mais detalhados em torno de novos modelos de habitação sustentável. É o caso da nova regulamentação térmica no Chile, que não surge do zero, mas faz parte de um processo contínuo que vem incorporando progressivamente novos critérios de eficiência energética, contidos na *Ordenanza General de Urbanismo y Construcción* (OGUC).
https://www.archdaily.com.br/pt/1143234/isolamento-e-eficiencia-energetica-em-residencias-o-que-muda-com-a-nova-regulamentacao-termica-no-chileEnrique Tovar
Espera-se que o ambiente construído reduza as emissões de carbono, apoie a biodiversidade e responda às transformações nas condições ecológicas, ao mesmo tempo em que oferece habitação para as comunidades e reflete seus valores culturais. Nesse cenário de transição, um estilo arquitetônico outrora criticado ressurge em uma forma nova e surpreendente. O Brutalismo, há muito associado à gravidade institucional e à austeridade material, está agora sendo reformulado sob uma ótica ecológica. Esse movimento híbrido, conhecido como eco-brutalismo, combina a força do concreto com a vegetação e estratégias de projeto sensíveis ao clima. O resultado é um conjunto de espaços visualmente impactantes, conceitualmente complexos e cada vez mais populares entre designers, urbanistas e o público em geral. Este movimento engloba não apenas a linhagem direta do Brutalismo dos anos 1960, mas também projetos contemporâneos que, embora não sejam estritamente brutalistas, compartilham de sua honestidade material, escala monumental e uso de formas expressivas de concreto.
Construir uma cúpula monumental sem o uso de correntes de ferro externas ou de cimbres tradicionais foi o enorme desafio enfrentado por Filippo Brunelleschi na Catedral de Santa Maria del Fiore, em Florença. Para demonstrar a viabilidade de sua proposta e orientar a obra, ele recorreu a uma maquete de madeira em grande escala que desempenhou um papel fundamental no estudo das proporções, no encaixe das nervuras e na disposição inovadora dos tijolos em escama de peixe (sistema a spina di pesce). Como ferramenta técnica essencial, esse modelo — que ainda está em exibição no Museo dell'Opera del Duomo em Florença — orientou os mestres de obras ao longo de toda a construção, consolidando-se como um exemplo seminal do valor das maquetes no planejamento arquitetônico, na comunicação construtiva e na experimentação.
A fragilidade — e a beleza temporal — do neon cativa o público desde o início do século XX. Apresentado comercialmente pela primeira vez pelo engenheiro francês Georges Claude no Salão do Automóvel de Paris de 1910, o neon se espalhou rapidamente, alcançando ampla popularidade nos Estados Unidos entre as décadas de 1920 e 1950. Em meados do século, ele estava em toda parte nos EUA: dos cassinos da Las Vegas Strip aos motéis de beira de estrada ao longo da Rota 66 e ao espetáculo da Times Square. Na segunda metade do século, no entanto, muitos letreiros foram descartados ou abandonados à deterioração, e diversos municípios restringiram o neon por considerá-lo visualmente espalhafatoso ou de alto consumo energético — apesar do consumo de energia comparativamente modesto da tecnologia. Nos EUA, o interesse renovado pelo neon indiscutivelmente só retornou de forma expressiva no início dos anos 2000.
Em Hong Kong, em contrapartida, o neon foi adotado com um entusiasmo incomum em uma época em que começava a perder popularidade em outros lugares. Mesmo com a desaceleração de suas instalações nas últimas décadas — em grande parte devido à atualização de regulamentos que exigiam a remoção de letreiros suspensos cujas estruturas de suporte não atendiam aos padrões de segurança —, a afinidade da cidade com o neon nunca desapareceu por completo.
Convidamos você a participar do Prêmio Obra do Ano do ArchDaily em Espanhol. Em sua décima sexta edição, concedemos ao nosso público leitor a responsabilidade de reconhecer e premiar os projetos de maior impacto na disciplina. Ao votar nos projetos, você passa a fazer parte de uma rede imparcial de jurados que reconhece as obras mais relevantes do último ano construídas na América Latina e Espanha. Faltam apenas alguns dias para o encerramento da etapa de indicações, que selecionará os 15 finalistas do Prêmio Obra do Ano 2025 do ArchDaily em Espanhol.
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https://www.archdaily.com.br/pt/1143226/ultimos-dias-para-escolher-os-finalistas-do-premio-obra-do-ano-2025-do-archdaily-em-espanholArchDaily Team