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Isto não é arquitetura: resistindo à ilusão do design por IA

No passado, as imagens geradas por inteligência artificial costumavam se assemelhar a experiências psicodélicas — repletas de formas e cores estranhas, por vezes inquietantes. No entanto, avanços recentes na inteligência artificial transformaram esse panorama. Hoje, estamos cercados por imagens cujas origens muitas vezes desconhecemos. De colagens lúdicas a retratos transformados em obras de arte, é inegável que a inteligência artificial se consolidou como parte integrante de nossa paisagem visual. Como Yuval Noah Harari observou em uma entrevista de 2023 à revista *The Economist*, "a IA adquiriu habilidades notáveis para manipular e gerar linguagem — seja por meio de palavras, sons ou imagens. Ela, com efeito, hackeou o sistema operacional da nossa civilização."

A arquitetura, naturalmente, não ficou imune a isso. Geradores de imagem baseados em comandos (*prompts*) inundaram o ambiente virtual com renderizações que variam do surreal ao hiper-realista: cidades futuristas, arranha-céus orgânicos e cabanas utópicas empoleiradas em penhascos idílicos. A maior parte dessas criações é gerada por ferramentas de uso geral que priorizam o ineditismo visual em detrimento da lógica projetual. Contudo, nem todas as plataformas seguem esse caminho. O Gendo, por exemplo, foi desenvolvido especificamente para arquitetos/as e designers, oferecendo um controle mais refinado sobre parâmetros como escala, materialidade e intenção espacial. Seu objetivo não é apenas gerar imagens, mas apoiar o pensamento projetual. Ainda assim, essas ferramentas mais intencionais continuam sendo exceções em um vasto oceano de imagens genéricas e descontextualizadas.

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Projetando para as Artes Cênicas: A Arquitetura como Palco para a Experiência

Teatros, salas de concerto e casas de ópera são muito mais do que simples locais de apresentação — constituem ambientes meticulosamente orquestrados onde arquitetura, tecnologia e emoção humana convergem. Ao contrário de edifícios convencionais, esses espaços precisam acomodar uma interação dinâmica entre acústica, linhas de visão, engenharia de palco e engajamento do público, mantendo ao mesmo tempo uma identidade arquitetônica capaz de ressoar tanto com os artistas quanto com o público. Seja no acolhimento imersivo de uma sala de concerto em estilo "vinhedo" (vineyard) ou na imponência de um palco italiano, cada decisão de projeto molda a maneira como as apresentações são vivenciadas e lembradas.

A publicação recente SET PIECES: Architecture for the Performing Arts in Fifteen Fragments , do escritório Diamond Schmitt Architects, explora essas complexidades por meio de estudos de caso e reflexões. Inspirado nessas perspectivas, este artigo examina considerações fundamentais de projeto para espaços de apresentação, desde a engenharia acústica até o papel em evolução dos teatros na vida urbana.

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Celebrando visões ousadas para sítios históricos — Vencedores do Concurso Peja da Buildner

Buildner, em parceria com a Collective Action for Culture (C.A.C), a Prefeitura de Peja e o Ministério da Cultura do Kosovo, divulgou os resultados do concurso Peja Culture Pavilion – um concurso internacional de arquitetura que convidou arquitetos/as e designers a reimaginar um local de grande relevância histórica no coração de Peja, no Kosovo.

O concurso buscou propostas de projeto inovadoras e respeitosas que revitalizassem uma praça urbana negligenciada, que tem como ponto central uma fonte de água do século XV. Solicitou-se aos/às participantes que integrassem esse elemento do patrimônio cultural a um pavilhão multifuncional que pudesse servir de espaço para apresentações, reflexão, encontros e celebrações.

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Silêncio compartilhado, diálogos vibrantes: estratégias de design para espaços negligenciados no ambiente de trabalho

Qual é o sentido do espaço arquitetônico se ele não for usado e vivenciado? Essa reflexão ampla toca no propósito essencial e na sustentabilidade da própria arquitetura. Trata-se de uma questão que talvez seja ainda mais relevante hoje para escritórios que correm o risco de ficarem vazios em uma era de trabalho remoto e híbrido. Diante disso, um desafio fundamental para o design contemporâneo é aprimorar o ambiente de trabalho de modo a incentivar a presença física das pessoas.

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Narrativas não polidas: materiais aparentes na habitação social da América Latina

O que faz de um edifício arquitetura? O eterno debate sobre o que distingue a arquitetura da mera construção utilitária frequentemente inclui a habitação social e de baixo custo como um tema de grande influência, despertando diferentes pontos de vista. Esta questão é particularmente significativa no contexto latino-americano, onde condições singulares vão além das preocupações com custos, sejam elas impostas ou inevitáveis. O acesso limitado ao financiamento, a prevalência da autoconstrução e a disseminação de assentamentos informais são fatores interligados que moldam o ambiente construído. Essas dinâmicas fomentam uma estética que, para alguns, desafia as noções de boa arquitetura, manifestando-se em paisagens urbanas onde os materiais aparentes se tornam uma característica definidora.

Como participar do Concurso WinDesign da Enel: um guia para aspirantes a designers e engenheiros/as

A Enel, líder global em energia renovável, lançou o "WinDesign", um concurso internacional que convida estudantes e profissionais talentosos/as das áreas de engenharia, arquitetura e design a imaginarem e projetarem novas turbinas eólicas. O objetivo é desenvolver projetos de turbinas que se integrem de forma mais harmoniosa às paisagens que as abrigam, impulsionando, assim, um papel mais amplo para essa tecnologia na transição energética.

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Acústica Interna: Técnicas Eficazes de Mitigação de Ruído na Arquitetura

O ambiente interno é o foco deste segundo artigo sobre projetar considerando o ruído para melhorar o bem-estar. Segundo diversos estudos recentes, o ruído nas cidades tornou-se uma ameaça crescente à saúde. O ruído ambiental — ou seja, aquele proveniente do tráfego, de atividades industriais ou de música amplificada que atinge os espaços internos — não é apenas um incômodo. Ele está associado a doenças cardiovasculares, diabetes, demência e problemas de saúde mental. À medida que o mundo se urbaniza, mais pessoas ficam expostas a níveis excessivos de ruído. Em habitações de média e alta densidade, em edifícios de escritórios e em escolas, a poluição sonora pode emanar tanto de fontes internas quanto externas.

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O legado colonial do concreto no Sul Global

Torres de concreto dominam a silhueta das cidades asiáticas e africanas — edifícios imponentes que personificam o desenvolvimento. Com acesso às ferramentas e materiais da modernidade industrial, o Sul Global entra no cenário mundial exibindo sua prosperidade. No entanto, no âmago de ambições crescentes, esse material construtivo evoca legados coloniais e economias extrativistas que geram desequilíbrios de poder na esfera geopolítica. A crise climática no horizonte apenas intensifica a complexa relação entre materiais de construção, demandas de sustentabilidade e a soberania de muitos países.

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Aprender, Criar e Conectar: Uma Jornada Educacional Abrangente na Yacademy

Como o primeiro instituto de pós-graduação em ensino de arquitetura nascido de conexões com algumas das figuras mais influentes do design contemporâneo, a Yacademy oferece a quem passa por suas portas a chance de crescer — tanto profissional quanto pessoalmente. Aqui, jovens profissionais da arquitetura vivenciam uma jornada abrangente projetada para aprimorar suas habilidades, aguçar sua sensibilidade e cultivar relações significativas. Um pilar dessa jornada é o workshop de construção.

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Para viver bem em cidades de alta densidade: conexões entre densidade urbana e saúde pública

Com o contínuo crescimento da população global, as cidades se tornam ecossistemas cada vez mais complexos, ambientes densos e movimentados que abrigam milhões de pessoas. Hoje, mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas, um número que deve crescer de forma drástica nas próximas décadas. Essa urbanização rápida apresenta um conjunto complexo de desafios para arquitetos/as e planejadores/as urbanos/as encarregados/as de criar espaços capazes de acomodar a vida dos habitantes das cidades.

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As cicatrizes da COVID-19 nos espaços coletivos

Vivemos hoje em um mundo pós-pandêmico, onde as conexões humanas e a atenção à fragilidade da existência foram sutilmente redesenhadas. Mais do que hábitos, foi o próprio espaço urbano e arquitetônico que aprendeu a respirar de outro modo, tentando acolher um tempo incerto. Hoje, caminhamos na serenidade do 'quase normal', mas as cicatrizes daquele tempo ainda sussurram pelas ruas, pelas formas, pelos silêncios — sobreviventes delicados de um passado recente que insiste em permanecer.

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Explorando a interação entre corpo, dados e espaço no design contemporâneo de banheiros

Acompanhando uma tendência mais ampla nos espaços arquitetônicos, os banheiros deixaram de ter funções estritamente utilitárias para se tornarem ambientes integrados a sistemas inteligentes, nos quais parâmetros físicos, cognitivos e sensoriais são considerados no desenvolvimento de soluções espaciais. No entanto, vale sempre lembrar que a tecnologia de ponta nem sempre garante uma experiência melhor. Embora a automação de alto padrão e os controles digitais ofereçam recursos impressionantes, costumam ser os recursos sutis e fáceis de usar — aqueles que parecem intuitivos, e não intrusivos — que deixam uma impressão duradoura. São essas inovações silenciosas que elevam as rotinas diárias sem complicá-las desnecessariamente. A adoção da ergonomia centrada no usuário e na usuária — uma abordagem de design que toma as necessidades e limitações humanas como ponto de partida — tem norteado a criação de componentes que respondem de forma adaptativa à presença, ao comportamento e às preferências de quem os utiliza. Tecnologias como bacias sanitárias com funções automatizadas, torneiras acionadas por proximidade, caixas de descarga embutidas e controles intuitivos de temperatura não apenas aumentam o conforto e a acessibilidade, mas também contribuem para uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos e energéticos.

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Das ilhas da Indonésia às florestas da Alemanha, descubra 8 propostas de refúgios residenciais em meio à natureza da comunidade ArchDaily

Residências, villas e refúgios são cada vez mais concebidos como lugares de pausa — espaços onde a arquitetura propicia o descanso, a reflexão e uma conexão mais profunda com a natureza. Em vez de se concentrarem apenas na vida urbana ou na eficiência compacta, essas moradias inserem-se em contextos remotos, cênicos ou rurais, onde a paisagem se torna parte fundamental do cotidiano. Por meio de uma implantação cuidadosa, do uso de materiais naturais e de distribuições espaciais abertas, essas propostas oferecem um padrão de vida elevado, que é ao mesmo tempo intencional e profundamente enraizado no lugar.

Das ilhas da Indonésia às florestas da Alemanha, descubra 8 propostas de refúgios residenciais em meio à natureza da comunidade ArchDaily - Image 6 of 4Das ilhas da Indonésia às florestas da Alemanha, descubra 8 propostas de refúgios residenciais em meio à natureza da comunidade ArchDaily - Image 20 of 4Das ilhas da Indonésia às florestas da Alemanha, descubra 8 propostas de refúgios residenciais em meio à natureza da comunidade ArchDaily - Image 9 of 4Das ilhas da Indonésia às florestas da Alemanha, descubra 8 propostas de refúgios residenciais em meio à natureza da comunidade ArchDaily - Image 42 of 4Das ilhas da Indonésia às florestas da Alemanha, descubra 8 propostas de refúgios residenciais em meio à natureza da comunidade ArchDaily - Mais Imagens+ 42

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Chamada Internacional de Ideias Criativas e Documentos de Arquivo da Sub-sede Huaqiangbei da 10ª UABB

A Bi-City Biennale of Urbanism\Architecture (UABB) é um evento cultural bienal estabelecido de forma colaborativa por Shenzhen e Hong Kong. A 10ª UABB contará com uma sub-sede em Huaqiangbei, com abertura prevista para dezembro de 2025. Huaqiangbei, conhecida mundialmente como a "Rua Eletrônica Nº 1 da China", sediará exposições sob o tema "Cidade do Futuro x Tecnologia x Arte" durante a 10ª UABB. Diante disso, convidamos pessoas e organizações de todo o mundo a enviarem propostas e ideias criativas para dinamizar a inovação espacial de Huaqiangbei. Esta convocatória de propostas divide-se em duas categorias principais: "Propostas de Renovação Criativa" e "Documentos Arquivísticos".

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Reimaginando espaços de escritório com cabines como ferramentas de adaptação

O trabalho sempre evoluiu, adaptando-se às ferramentas, tecnologias e estruturas sociais de sua época. Nas primeiras sociedades humanas, a sobrevivência básica era a força motriz do trabalho, com caçadores-coletores dividindo tarefas essenciais para atender às necessidades mais elementares. A Revolução Agrícola marcou um ponto de inflexão, introduzindo assentamentos permanentes e a especialização, o que levou ao surgimento da divisão do trabalho nas civilizações antigas. Com o passar do tempo, a Idade Média viu o surgimento do sistema feudal, enquanto o comércio e as corporações de ofício lançaram as bases para uma mudança monumental: a Revolução Industrial. Essa era transformou o trabalho de uma produção artesanal e doméstica em sistemas de manufatura centralizados e em grande escala.

Antes da industrialização, muitas pessoas prestavam serviços a partir de suas próprias casas. No entanto, à medida que as fábricas cresceram, a força de trabalho centralizou-se, transformando a relação entre profissionais e o local de trabalho. A ascensão do setor de serviços e das corporações modernas deu origem a espaços de escritório que eram frequentemente rígidos e compartimentados, como as icônicas baias do século XX. Hoje, à medida que o trabalho se torna cada vez mais digital e descentralizado, os escritórios se transformam novamente. Layouts abertos, zonas especializadas e cabines modulares (pods) estão substituindo configurações estáticas, promovendo flexibilidade, foco, colaboração e bem-estar. Mas de que forma as inovações nos ambientes de trabalho modernos respondem às demandas de profissionais de hoje?

O Jardim Secreto: Um refúgio sereno no coração da Casa Gessi Milano

Por ocasião da Design Week 2025, a Gessi transforma a Casa Gessi Milano em uma experiência de Haute Culture, colocando o bem-estar pessoal no centro das atenções. Com uma presença consolidada no cenário internacional do design, a Gessi continua a incorporar uma visão de inovação, bem-estar e sensibilidade estética refinada. Desde sua inauguração em 2012, este espaço icônico na Via Manzoni tornou-se um ponto de encontro singular onde criatividade, elegância e experimentação dialogam.

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Reinventando o ritual de cozinhar com a IA no coração da casa

O papel da cozinha passou por uma transformação notável, evoluindo de um espaço puramente funcional para o hub central do lar, onde a criatividade prospera e conexões significativas são estabelecidas. Essa mudança está intimamente ligada à crescente popularidade do ato de cozinhar como um hobby, impulsionada pela profusão de programas de TV voltados à culinária e canais dedicados ao tema. Trata-se de um reflexo de um movimento cultural mais amplo em direção à autenticidade em um mundo cada vez mais digital — um contraponto ao ritmo acelerado da vida moderna que valoriza um estilo de vida mais lento e consciente, frequentemente chamado de "slow living".

Essa tendência também se alinha a um foco crescente na saúde e no bem-estar, bem como a uma valorização renovada da natureza e do patrimônio cultural. Hoje, a cozinha é muito mais do que um local de preparação de refeições: é onde as famílias se reúnem, amigos e amigas se conectam, e as habilidades culinárias são aprimoradas e celebradas. Contudo, mesmo uma atividade tão elementar e prática quanto cozinhar pode ser transformada pela tecnologia. Para além dos eletrodomésticos e utensílios eletrônicos tradicionais que simplificam diversos processos, a Inteligência Artificial desponta como uma forte aliada na cozinha moderna.

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Bem-estar e espaços lentos: a arquitetura pode distorcer a maneira como experienciamos o tempo?

Uma boa conversa pode fazer o tempo parecer passar mais rápido. No entanto, será que esse efeito se deve exclusivamente à troca verbal, ou nossa percepção do tempo poderia ser moldada pelas condições espaciais ao nosso redor? Existem ambientes que, por sua escala, distribuição e atmosfera, favorecem o encontro, a escuta ou a pausa, influenciando, assim, a experiência humana. Talvez não sejam as palavras compartilhadas, mas o espaço em que falamos que realmente molda nossa compreensão do tempo. Algumas teorias sociológicas sobre nossa sociedade e o ambiente construído vão além de considerá-lo um mero recipiente físico, sugerindo que a arquitetura, em sua própria dualidade, pode atuar tanto como inibidora quanto como catalisadora de nossas experiências temporais, impactando nosso bem-estar.

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Dia da Terra 2025: Nosso papel ao repensar a sustentabilidade em cidades, escalas e setores

No Dia da Terra de 2025, celebrado anualmente em 22 de abril, somos mais uma vez lembrados dos urgentes desafios ambientais e de sustentabilidade que o nosso planeta enfrenta — desafios que continuam a evoluir juntamente com as transformações econômicas, políticas e culturais globais. O setor da construção civil continua sendo um dos mais críticos no esforço para gerenciar e reduzir as emissões globais de carbono. Este ano, essas questões estão sendo abordadas sob perspectivas cada vez mais diversas, exigindo abordagens mais holísticas e integradas. É fundamental que encaremos a sustentabilidade não como uma solução única e universal, mas sim como um esforço multiescalar — que abrange desde o desenvolvimento urbano em grande escala e o planejamento estratégico até o avanço de materiais sustentáveis e, inclusive, intervenções temporárias e provocativas, como exposições e instalações. Ao fazê-lo, reafirmamos nosso compromisso de reduzir nossa pegada de carbono coletiva, ao mesmo tempo em que moldamos um ambiente construído que promove o bem-estar humano e a saúde do planeta.

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Osaka: Ambiguidade arquitetônica no tecido urbano

"Se os edifícios pudessem falar", como certa vez ponderou um/a cineasta, então a paisagem urbana de Osaka poderia soar barulhenta, vibrante e com algumas arestas por aparar — e, ainda assim, de algum modo, harmoniosamente composta. Assim como a própria cidade, o cenário arquitetônico reflete o caráter singular de Osaka: estruturado em camadas, dinâmico e repleto de uma energia caótica. Com uma população de 2,7 milhões de habitantes e em constante crescimento, esse denso centro urbano continua a evoluir de maneira idiossincrática.

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Arquitetura biofílica sem plantas: design invisível para o bem-estar

Compreensivelmente, o termo "biofilia" evoca imagens de edifícios tomados por vegetação e integrados a paisagens naturais. No discurso arquitetônico moderno, o conceito passou a ser associado à incorporação de vegetação aos ambientes construídos; no entanto, tais aplicações representam apenas uma fração do verdadeiro escopo do design biofílico. Sem dúvida, a natureza desempenha um papel central no design biofílico. Contudo, sua influência se estende a estratégias frequentemente negligenciadas que envolvem a configuração espacial e os padrões ambientais. A biofilia "invisível" frequentemente resulta em impactos positivos na saúde de quem ocupa o espaço, atuando de maneira profunda sob a superfície.

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De que tipo de cidade a humanidade precisará? Explorando a proposta de Amancio Williams para uma cidade linear

Por meio de seus projetos não construídos, obras executadas e pesquisas, as ideias de Amancio Williams surgem como resultado de uma profunda compreensão das tendências mais avançadas de seu tempo, refletindo sobre o projeto de arquitetura, o urbanismo e o planejamento urbano. Ao explorar diversos temas, conceitos e até mesmo materiais, ele busca criar um universo pessoal que interpreta o presente com um olhar voltado para o futuro, ao mesmo tempo internacional e marcadamente argentino. Sua proposta "La ciudad que necesita la humanidad" apresenta edifícios lineares e em camadas suspensos a 30 metros do solo, incorporando desde espaços de escritórios até vias e trens magnéticos em diferentes níveis de uma única estrutura. O arquivo de Amancio Williams no Canadian Centre for Architecture (CCA), em Montreal, documenta sua carreira como arquiteto e designer desde a década de 1940 até o final dos anos 1980. O acervo registra sua produção em mais de 80 projetos de arquitetura, urbanismo e design, bem como a administração de seu escritório de arquitetura e suas atividades profissionais. Composto por desenhos e esboços, maquetes de apresentação, registros fotográficos — incluindo fotos de maquetes, obras concluídas, imagens de referência, reproduções fotográficas de plantas e fotos de canteiros de obras —, o arquivo está disponível para consulta, oferecendo mais detalhes.

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De elemento cotidiano a símbolo cultural: a ascensão e o declínio dos andaimes de bambu em Hong Kong

A tipologia construtiva de andaimes de bambu — temporária, ágil e profundamente enraizada na tradição —, em especial a técnica de construção de teatros temporários de bambu, é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial em Hong Kong. Ao caminhar pela cidade, especialmente nos distritos urbanos mais movimentados, é quase impossível não se deparar com um andaime de bambu em um raio de cinco minutos. O andaime de bambu é, sem dúvida, o material de construção mais emblemático de Hong Kong, valorizado por sua abundância, sustentabilidade, flexibilidade, adaptabilidade e, acima de tudo, escalabilidade. Essas qualidades contribuíram para seu amplo uso na construção temporária, desde a manutenção e reforma de edifícios até palcos de festivais e eventos esportivos.

No entanto, essa característica outrora onipresente na paisagem urbana pode estar desaparecendo lentamente. A escassez de profissionais jovens e qualificados — somada à evolução das regulamentações de construção — tem contribuído para o seu declínio. Em 17 de março, o Departamento de Desenvolvimento (Development Bureau) anunciou planos para "promover uma maior adoção de andaimes metálicos em obras públicas". Na prática, isso significa que o Departamento de Serviços de Arquitetura (ArchSD) em breve exigirá que pelo menos 50% de seus projetos de obras de capital utilizem andaimes metálicos. Embora não represente uma proibição formal, a diretriz sinaliza o que muitos consideram o início de uma eliminação gradual dos andaimes de bambu na construção civil do setor público.

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Dando nova vida a uma evocativa mina de sal: uma jornada paisagística com o Snøhetta na YACademy

Diluindo os limites entre a superfície e o subsolo, The In-between Scape e Transitorre reimaginam de forma audaciosa a Mina de Sal de Petralia Soprana como um ponto de encontro de contrastes — onde a educação se funde com o lazer, a natureza com a arquitetura, e os/as visitantes tornam-se parte da história. Esses projetos visionários, nascidos do programa Architecture for Landscape da YACademy, utilizam formas ousadas e materiais inovadores para instaurar um diálogo entre as pessoas e o lugar, transformando a mina em uma experiência imersiva e profundamente conectada. Com base em uma década de experiência em intervenções de projeto em sítios naturais extraordinários, o programa oferece uma jornada educacional única voltada para uma arquitetura significativa e orientada pelo contexto.

Ao longo do curso, a Yacademy busca capacitar profissionais do design para intervir em contextos naturais surpreendentes e monumentais. Por meio de um programa abrangente de palestras ministradas por arquitetos/as de renome, visitas técnicas exclusivas, workshops práticos e revisões de projetos, os/as profissionais tornam-se cada vez mais capazes de reconectar a ação humana ao ambiente natural, inspirando-se na paisagem para conceber arquiteturas excepcionais, sustentáveis e impactantes. Além disso, o programa assegura um estágio em um escritório de arquitetura de grande prestígio.

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Cortesia de Yacademy

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