Torres de concreto dominam a silhueta das cidades asiáticas e africanas — edifícios imponentes que personificam o desenvolvimento. Com acesso às ferramentas e materiais da modernidade industrial, o Sul Global entra no cenário mundial exibindo sua prosperidade. No entanto, no âmago de ambições crescentes, esse material construtivo evoca legados coloniais e economias extrativistas que geram desequilíbrios de poder na esfera geopolítica. A crise climática no horizonte apenas intensifica a complexa relação entre materiais de construção, demandas de sustentabilidade e a soberania de muitos países.
Como o primeiro instituto de pós-graduação em ensino de arquitetura nascido de conexões com algumas das figuras mais influentes do design contemporâneo, a Yacademy oferece a quem passa por suas portas a chance de crescer — tanto profissional quanto pessoalmente. Aqui, jovens profissionais da arquitetura vivenciam uma jornada abrangente projetada para aprimorar suas habilidades, aguçar sua sensibilidade e cultivar relações significativas. Um pilar dessa jornada é o workshop de construção.
Adesivo de distanciamento em universidade no Canadá. Fonte: Ana Laura Pavin, 2025
Vivemos hoje em um mundo pós-pandêmico, onde as conexões humanas e a atenção à fragilidade da existência foram sutilmente redesenhadas. Mais do que hábitos, foi o próprio espaço urbano e arquitetônico que aprendeu a respirar de outro modo, tentando acolher um tempo incerto. Hoje, caminhamos na serenidade do 'quase normal', mas as cicatrizes daquele tempo ainda sussurram pelas ruas, pelas formas, pelos silêncios — sobreviventes delicados de um passado recente que insiste em permanecer.
https://www.archdaily.com.br/pt/1029484/as-cicatrizes-da-covid-19-nos-espacos-coletivosEduardo Baptista Lopes e Maria Clara Stefanovicz do Prado
Acompanhando uma tendência mais ampla nos espaços arquitetônicos, os banheiros deixaram de ter funções estritamente utilitárias para se tornarem ambientes integrados a sistemas inteligentes, nos quais parâmetros físicos, cognitivos e sensoriais são considerados no desenvolvimento de soluções espaciais. No entanto, vale sempre lembrar que a tecnologia de ponta nem sempre garante uma experiência melhor. Embora a automação de alto padrão e os controles digitais ofereçam recursos impressionantes, costumam ser os recursos sutis e fáceis de usar — aqueles que parecem intuitivos, e não intrusivos — que deixam uma impressão duradoura. São essas inovações silenciosas que elevam as rotinas diárias sem complicá-las desnecessariamente. A adoção da ergonomia centrada no usuário e na usuária — uma abordagem de design que toma as necessidades e limitações humanas como ponto de partida — tem norteado a criação de componentes que respondem de forma adaptativa à presença, ao comportamento e às preferências de quem os utiliza. Tecnologias como bacias sanitárias com funções automatizadas, torneiras acionadas por proximidade, caixas de descarga embutidas e controles intuitivos de temperatura não apenas aumentam o conforto e a acessibilidade, mas também contribuem para uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos e energéticos.
Residências, villas e refúgios são cada vez mais concebidos como lugares de pausa — espaços onde a arquitetura propicia o descanso, a reflexão e uma conexão mais profunda com a natureza. Em vez de se concentrarem apenas na vida urbana ou na eficiência compacta, essas moradias inserem-se em contextos remotos, cênicos ou rurais, onde a paisagem se torna parte fundamental do cotidiano. Por meio de uma implantação cuidadosa, do uso de materiais naturais e de distribuições espaciais abertas, essas propostas oferecem um padrão de vida elevado, que é ao mesmo tempo intencional e profundamente enraizado no lugar.
A Bi-City Biennale of Urbanism\Architecture (UABB) é um evento cultural bienal estabelecido de forma colaborativa por Shenzhen e Hong Kong. A 10ª UABB contará com uma sub-sede em Huaqiangbei, com abertura prevista para dezembro de 2025. Huaqiangbei, conhecida mundialmente como a "Rua Eletrônica Nº 1 da China", sediará exposições sob o tema "Cidade do Futuro x Tecnologia x Arte" durante a 10ª UABB. Diante disso, convidamos pessoas e organizações de todo o mundo a enviarem propostas e ideias criativas para dinamizar a inovação espacial de Huaqiangbei. Esta convocatória de propostas divide-se em duas categorias principais: "Propostas de Renovação Criativa" e "Documentos Arquivísticos".
https://www.archdaily.com.br/pt/1142762/chamada-internacional-de-ideias-criativas-e-documentos-de-arquivo-da-sub-sede-huaqiangbei-da-10a-uabb韩爽 - HAN Shuang
O trabalho sempre evoluiu, adaptando-se às ferramentas, tecnologias e estruturas sociais de sua época. Nas primeiras sociedades humanas, a sobrevivência básica era a força motriz do trabalho, com caçadores-coletores dividindo tarefas essenciais para atender às necessidades mais elementares. A Revolução Agrícola marcou um ponto de inflexão, introduzindo assentamentos permanentes e a especialização, o que levou ao surgimento da divisão do trabalho nas civilizações antigas. Com o passar do tempo, a Idade Média viu o surgimento do sistema feudal, enquanto o comércio e as corporações de ofício lançaram as bases para uma mudança monumental: a Revolução Industrial. Essa era transformou o trabalho de uma produção artesanal e doméstica em sistemas de manufatura centralizados e em grande escala.
Antes da industrialização, muitas pessoas prestavam serviços a partir de suas próprias casas. No entanto, à medida que as fábricas cresceram, a força de trabalho centralizou-se, transformando a relação entre profissionais e o local de trabalho. A ascensão do setor de serviços e das corporações modernas deu origem a espaços de escritório que eram frequentemente rígidos e compartimentados, como as icônicas baias do século XX. Hoje, à medida que o trabalho se torna cada vez mais digital e descentralizado, os escritórios se transformam novamente. Layouts abertos, zonas especializadas e cabines modulares (pods) estão substituindo configurações estáticas, promovendo flexibilidade, foco, colaboração e bem-estar. Mas de que forma as inovações nos ambientes de trabalho modernos respondem às demandas de profissionais de hoje?
Por ocasião da Design Week 2025, a Gessi transforma a Casa Gessi Milano em uma experiência de Haute Culture, colocando o bem-estar pessoal no centro das atenções. Com uma presença consolidada no cenário internacional do design, a Gessi continua a incorporar uma visão de inovação, bem-estar e sensibilidade estética refinada. Desde sua inauguração em 2012, este espaço icônico na Via Manzoni tornou-se um ponto de encontro singular onde criatividade, elegância e experimentação dialogam.
O papel da cozinha passou por uma transformação notável, evoluindo de um espaço puramente funcional para o hub central do lar, onde a criatividade prospera e conexões significativas são estabelecidas. Essa mudança está intimamente ligada à crescente popularidade do ato de cozinhar como um hobby, impulsionada pela profusão de programas de TV voltados à culinária e canais dedicados ao tema. Trata-se de um reflexo de um movimento cultural mais amplo em direção à autenticidade em um mundo cada vez mais digital — um contraponto ao ritmo acelerado da vida moderna que valoriza um estilo de vida mais lento e consciente, frequentemente chamado de "slow living".
Essa tendência também se alinha a um foco crescente na saúde e no bem-estar, bem como a uma valorização renovada da natureza e do patrimônio cultural. Hoje, a cozinha é muito mais do que um local de preparação de refeições: é onde as famílias se reúnem, amigos e amigas se conectam, e as habilidades culinárias são aprimoradas e celebradas. Contudo, mesmo uma atividade tão elementar e prática quanto cozinhar pode ser transformada pela tecnologia. Para além dos eletrodomésticos e utensílios eletrônicos tradicionais que simplificam diversos processos, a Inteligência Artificial desponta como uma forte aliada na cozinha moderna.
Uma boa conversa pode fazer o tempo parecer passar mais rápido. No entanto, será que esse efeito se deve exclusivamente à troca verbal, ou nossa percepção do tempo poderia ser moldada pelas condições espaciais ao nosso redor? Existem ambientes que, por sua escala, distribuição e atmosfera, favorecem o encontro, a escuta ou a pausa, influenciando, assim, a experiência humana. Talvez não sejam as palavras compartilhadas, mas o espaço em que falamos que realmente molda nossa compreensão do tempo. Algumas teorias sociológicas sobre nossa sociedade e o ambiente construído vão além de considerá-lo um mero recipiente físico, sugerindo que a arquitetura, em sua própria dualidade, pode atuar tanto como inibidora quanto como catalisadora de nossas experiências temporais, impactando nosso bem-estar.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142949/bem-estar-e-espacos-lentos-a-arquitetura-pode-distorcer-a-maneira-como-experienciamos-o-tempoEnrique Tovar
Santuario de la Naturaleza Humedal Río Maipo. Imagem cortesia de Fundación Cosmos
No Dia da Terra de 2025, celebrado anualmente em 22 de abril, somos mais uma vez lembrados dos urgentes desafios ambientais e de sustentabilidade que o nosso planeta enfrenta — desafios que continuam a evoluir juntamente com as transformações econômicas, políticas e culturais globais. O setor da construção civil continua sendo um dos mais críticos no esforço para gerenciar e reduzir as emissões globais de carbono. Este ano, essas questões estão sendo abordadas sob perspectivas cada vez mais diversas, exigindo abordagens mais holísticas e integradas. É fundamental que encaremos a sustentabilidade não como uma solução única e universal, mas sim como um esforço multiescalar — que abrange desde o desenvolvimento urbano em grande escala e o planejamento estratégico até o avanço de materiais sustentáveis e, inclusive, intervenções temporárias e provocativas, como exposições e instalações. Ao fazê-lo, reafirmamos nosso compromisso de reduzir nossa pegada de carbono coletiva, ao mesmo tempo em que moldamos um ambiente construído que promove o bem-estar humano e a saúde do planeta.
"Se os edifícios pudessem falar", como certa vez ponderou um/a cineasta, então a paisagem urbana de Osaka poderia soar barulhenta, vibrante e com algumas arestas por aparar — e, ainda assim, de algum modo, harmoniosamente composta. Assim como a própria cidade, o cenário arquitetônico reflete o caráter singular de Osaka: estruturado em camadas, dinâmico e repleto de uma energia caótica. Com uma população de 2,7 milhões de habitantes e em constante crescimento, esse denso centro urbano continua a evoluir de maneira idiossincrática.
Compreensivelmente, o termo "biofilia" evoca imagens de edifícios tomados por vegetação e integrados a paisagens naturais. No discurso arquitetônico moderno, o conceito passou a ser associado à incorporação de vegetação aos ambientes construídos; no entanto, tais aplicações representam apenas uma fração do verdadeiro escopo do design biofílico. Sem dúvida, a natureza desempenha um papel central no design biofílico. Contudo, sua influência se estende a estratégias frequentemente negligenciadas que envolvem a configuração espacial e os padrões ambientais. A biofilia "invisível" frequentemente resulta em impactos positivos na saúde de quem ocupa o espaço, atuando de maneira profunda sob a superfície.
Por meio de seus projetos não construídos, obras executadas e pesquisas, as ideias de Amancio Williams surgem como resultado de uma profunda compreensão das tendências mais avançadas de seu tempo, refletindo sobre o projeto de arquitetura, o urbanismo e o planejamento urbano. Ao explorar diversos temas, conceitos e até mesmo materiais, ele busca criar um universo pessoal que interpreta o presente com um olhar voltado para o futuro, ao mesmo tempo internacional e marcadamente argentino. Sua proposta "La ciudad que necesita la humanidad" apresenta edifícios lineares e em camadas suspensos a 30 metros do solo, incorporando desde espaços de escritórios até vias e trens magnéticos em diferentes níveis de uma única estrutura. O arquivo de Amancio Williams no Canadian Centre for Architecture (CCA), em Montreal, documenta sua carreira como arquiteto e designer desde a década de 1940 até o final dos anos 1980. O acervo registra sua produção em mais de 80 projetos de arquitetura, urbanismo e design, bem como a administração de seu escritório de arquitetura e suas atividades profissionais. Composto por desenhos e esboços, maquetes de apresentação, registros fotográficos — incluindo fotos de maquetes, obras concluídas, imagens de referência, reproduções fotográficas de plantas e fotos de canteiros de obras —, o arquivo está disponível para consulta, oferecendo mais detalhes.
A tipologia construtiva de andaimes de bambu — temporária, ágil e profundamente enraizada na tradição —, em especial a técnica de construção de teatros temporários de bambu, é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial em Hong Kong. Ao caminhar pela cidade, especialmente nos distritos urbanos mais movimentados, é quase impossível não se deparar com um andaime de bambu em um raio de cinco minutos. O andaime de bambu é, sem dúvida, o material de construção mais emblemático de Hong Kong, valorizado por sua abundância, sustentabilidade, flexibilidade, adaptabilidade e, acima de tudo, escalabilidade. Essas qualidades contribuíram para seu amplo uso na construção temporária, desde a manutenção e reforma de edifícios até palcos de festivais e eventos esportivos.
No entanto, essa característica outrora onipresente na paisagem urbana pode estar desaparecendo lentamente. A escassez de profissionais jovens e qualificados — somada à evolução das regulamentações de construção — tem contribuído para o seu declínio. Em 17 de março, o Departamento de Desenvolvimento (Development Bureau) anunciou planos para "promover uma maior adoção de andaimes metálicos em obras públicas". Na prática, isso significa que o Departamento de Serviços de Arquitetura (ArchSD) em breve exigirá que pelo menos 50% de seus projetos de obras de capital utilizem andaimes metálicos. Embora não represente uma proibição formal, a diretriz sinaliza o que muitos consideram o início de uma eliminação gradual dos andaimes de bambu na construção civil do setor público.
Diluindo os limites entre a superfície e o subsolo, The In-between Scape e Transitorre reimaginam de forma audaciosa a Mina de Sal de Petralia Soprana como um ponto de encontro de contrastes — onde a educação se funde com o lazer, a natureza com a arquitetura, e os/as visitantes tornam-se parte da história. Esses projetos visionários, nascidos do programa Architecture for Landscape da YACademy, utilizam formas ousadas e materiais inovadores para instaurar um diálogo entre as pessoas e o lugar, transformando a mina em uma experiência imersiva e profundamente conectada. Com base em uma década de experiência em intervenções de projeto em sítios naturais extraordinários, o programa oferece uma jornada educacional única voltada para uma arquitetura significativa e orientada pelo contexto.
Ao longo do curso, a Yacademy busca capacitar profissionais do design para intervir em contextos naturais surpreendentes e monumentais. Por meio de um programa abrangente de palestras ministradas por arquitetos/as de renome, visitas técnicas exclusivas, workshops práticos e revisões de projetos, os/as profissionais tornam-se cada vez mais capazes de reconectar a ação humana ao ambiente natural, inspirando-se na paisagem para conceber arquiteturas excepcionais, sustentáveis e impactantes. Além disso, o programa assegura um estágio em um escritório de arquitetura de grande prestígio.
Riga Bosques, um projeto multifamiliar para locação (build-to-rent) no distrito de Santa Fe, na Cidade do México, conta com 110 apartamentos residenciais projetados pelo arquiteto Enrique Macotela
Quando as sementes que floresceriam na BoConcept foram plantadas pelos marceneiros Tage Mølholm e Jens Ærthøj na pequena cidade dinamarquesa de Herning, em 1947, seus fundadores dificilmente poderiam prever que a recém-criada empresa de mobiliário se tornaria, com o tempo, uma líder global em design escandinavo contemporâneo.
E, de fato, foi o que aconteceu. Atualmente, a BoConcept opera 300 lojas exclusivas em mais de 65 países, e muitas de suas peças – da minimalista, orgânica e ergonômica cadeira Adelaide, desenhada por Henrik Pedersen, à mesa de jantar Santiago com tampo de cerâmica e traços clássicos, de Morten Georgsen – tornaram-se referências tanto para profissionais de design de interiores quanto para consumidores atentos à estética. Seu alcance global é respaldado por franqueados dedicados, como Carlos Salamonovitz, que recentemente trouxe a visão da BoConcept para um novo projeto residencial na Cidade do México.
Fundado em Guangzhou em 2007 por He Jianxiang e Jiang Ying, o escritório O-office Architects (源计划建筑师事务所) busca, por meio de uma prática projetual baseada em pesquisa, construir um novo discurso espacial que conecte o crescimento acelerado e a cultura regional. Mantendo o rigor e a contenção profissional, o escritório persegue a essência do espaço interior e da vida urbana, amplamente perdidos na atualidade. O O-office compreende o projeto de arquitetura como uma construção e uma jornada dentro de uma urbanização difusa, buscando estabelecer um conjunto de estratégias integradas que transitam por diferentes escalas e disciplinas. A preservação da história e da memória urbana no Delta do Rio das Pérolas, aliada à investigação sobre novas formas de habitação urbana, constituem o foco recente de projeto e pesquisa do escritório. A prática regional singular do O-office tem atraído ampla atenção da mídia especializada nacional e internacional, com obras e ensaios publicados em periódicos acadêmicos de prestígio como The Architecture Review (Reino Unido), Architectural Record (EUA), L'Architecture d'Aujourd'hui (França), CASABELLA (Itália) e Architectural Journal (China), além de diversas publicações internacionais dedicadas ao estudo e a estudos de caso da arquitetura contemporânea chinesa.
Os projetos do O-office receberam inúmeros prêmios nacionais e internacionais de arquitetura e design, destacando-se a indicação do Museu de Fotografia de Lianzhou como um dos três finalistas do Prêmio Internacional RIBA (RIBA International Prize) de 2024, concedido pelo Royal Institute of British Architects. Além disso, o portfólio de reconhecimentos do escritório inclui a Medalha de Ouro da ARCASIA (Associação de Arquitetos da Ásia) em 2020 e 2022, o Prêmio Internacional de Excelência do RIBA em 2021 (RIBA International Award for Excellence), o Prêmio de Arquitetura de Cidade Humanista Sanlian em 2020, uma menção honrosa (Highly Recommended) no prêmio New into Old de 2017 da revista The Architecture Review, e a indicação ao Prêmio Suíço de Arquitetura BSI em 2016. Em 2015, o escritório foi nomeado pela revista norte-americana Architectural Record como uma das dez principais firmas de arquitetura de vanguarda do mundo (Design Vanguard) e, em 2020, foi eleito pela prestigiosa revista domus como um dos 50 melhores escritórios de arquitetura do mundo.
Entre as obras concluídas do O-office, destacam-se o Centro de Artes e Esportes da Escola Secundária Hongling em Shenzhen, a Escola Experimental Hongling, a Plantação de Chá de Duichuan em Gaoming (Foshan), a Comunidade Artística iD Town em Shenzhen, o Colégio Mingde em Shenzhen, o Museu de Fotografia de Lianzhou, além de uma série de projetos de pesquisa e prática em habitação coletiva desenvolvidos em parceria com a Vanke (como o complexo residencial Songshan Lake, os apartamentos Base Bo Yu em Guangzhou e a Comunidade Criativa de Tianhe). Destacam-se também os centros culturais desenvolvidos em colaboração com a Fundação Cultural e Artística EMGdotART em Guangzhou, Pequim e Xangai, bem como o Pavilhão Palazzo Zen em Veneza, Itália, concluído em 2014. Atualmente, os projetos em andamento incluem o complexo integrado do corpo de bombeiros e terminal de ônibus de Dongjiao em Liwan (Guangzhou), centros de arte rural em Linhai (Zhejiang) e Kaiping (Guangdong), e a renovação da Escola Primária de Langtou em Huadu (Guangzhou).
https://www.archdaily.com.br/pt/1143094/vagas-em-guangzhou-o-office-architects-arquiteto-a-de-projeto-arquiteto-a-arquiteto-a-assistente-especialista-em-midia-e-pesquisa-estagiario-a韩爽 - HAN Shuang
O legado arquitetônico do Porto é moldado há muito pelo peso da história e pela clareza da forma. Da obra de Álvaro Siza à densa rede de escritórios que emergem das escolas da cidade, o Porto oferece uma mistura única de continuidade e reinvenção. Aqui, a arquitetura não é apenas uma questão de projeto, mas muitas vezes de resistência — de trabalhar sob restrições, desenhar com precisão e navegar por um ambiente construído marcado pela permanência e pela aversão ao espetáculo.
No entanto, diante desse contexto persistente, uma nova geração de profissionais da arquitetura vem redefinindo o campo com discreta determinação. Frequentemente atuando em espaços compartilhados, esses escritórios equilibram autonomia com colaboração, além de um detalhamento meticuloso com preocupações urbanas mais amplas. Seus estúdios costumam refletir esse ethos: modestos em escala, definidos pelo reuso adaptativo e enraizados na realidade material da cidade. Nesses espaços de trabalho, a arquitetura se desdobra como um processo — às vezes especulativo, às vezes pragmático —, mas sempre reflexivo de uma prática profundamente local e cada vez mais global.
Durante séculos, o coração da Península Arábica foi uma terra de vastos desertos e assentamentos moldados pelo seu entorno. Essa relação com a paisagem, a materialidade e o conhecimento do lugar não apenas perdurou, mas hoje se traduz em um cenário que ganha reconhecimento na cena criativa global. Desde projetos que surgem com uma profunda sensibilidade ao contexto até exposições globaise prêmios que impulsionam sua evolução, a região consolida sua linguagem arquitetônica — enraizada em sua história e, ao mesmo tempo, voltada para novas explorações. Longe de estagnar, esse impulso continua a traçar o caminho para o seu desenvolvimento, estabelecendo a região como uma plataforma de destaque no discurso arquitetônico contemporâneo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143190/insights-da-comissao-de-arquitetura-e-design-da-arabia-saudita-e-da-iniciativa-designathonEnrique Tovar
Antes vistos como puramente utilitários, os blocos de concreto aparentes vêm, cada vez mais, fazendo parte de uma transformação arquitetônica. Em regiões de clima quente, onde o isolamento térmico é desnecessário, o material pode ser deixado exposto, livre de revestimentos, acabamentos ou adornos. Com isso, a textura, a paginação e a forma passam a definir a personalidade da edificação e a simplificar a construção, ao mesmo tempo em que abrem novas possibilidades de expressão e identidade. Essa abordagem também serve de plataforma para explorar o conceito de honestidade material. Além de seu valor estético, o uso do material "ao natural" pode reduzir significativamente os custos de construção e minimizar a manutenção ao longo da vida útil do edifício.
A Buildner divulgou os resultados do seu Denver Single Stair Housing Challenge, um concurso internacional de projeto que convidou profissionais de arquitetura, design e planejamento urbano a explorar soluções inovadoras para a habitação multifamiliar de alta densidade. Os/as participantes tiveram como tarefa reimaginar a tipologia comum de blocos com acesso por ponto único (point access block) — frequentemente caracterizada por circulação vertical concentrada em um núcleo compacto — e transformá-la em um ambiente residencial mais sustentável, voltado para a comunidade e adaptável. Embora o concurso tenha focado em terrenos em Denver, Colorado, suas discussões são relevantes para contextos urbanos em todos os Estados Unidos e ao redor do mundo.
Ao longo de sua história relativamente recente, os museus evoluíram para condensar aspectos específicos de uma cultura e apresentá-los de forma coerente e unificada. Desse modo, a relação entre a arquitetura e a exposição torna-se crucial, pois cabe ao/à arquiteto/a desenhar não apenas o suporte e o plano de fundo das obras de arte ou artefatos expostos, mas também se responsabilizar pelo percurso do/a visitante, aliando o enriquecimento cultural com a experiência espacial vivenciada ao percorrer as salas de exposição. Contudo, nem todos os museus foram originalmente construídos para essa finalidade.
Por toda a Europa, museus estão sendo instalados ou se expandindo a partir de monumentos históricos e edifícios que perderam sua função original. Frequentemente em estado de deterioração, a decisão de convertê-los em espaços culturais interrompe essa degradação e preserva a matéria histórica, agregando uma nova camada de complexidade às exposições planejadas. O papel do/a arquiteto/a passa a ser o de introduzir uma ordem e um sistema capazes de equilibrar o patrimônio do local com as demandas de funcionalidade modernas, garantindo a preservação da essência da estrutura original enquanto atende às necessidades das exposições contemporâneas e do engajamento do público.