A Cidade do México, considerada uma das maiores e mais povoadas áreas urbanas do mundo, é, de fato, a maior cidade do continente americano e de todo o mundo hispanófono. Por ser um território tão extenso, figura também entre as cidades mais populosas do planeta, o que se reflete em assentamentos urbanos que se espalham pelas periferias e que demandam uma cidade mais densa e inclusiva. Diferentes fenômenos, como o abandono de edifícios no centro da cidade devido a terremotos históricos (como o de 1985), somados à falta de condições básicas de habitabilidade, despertaram a atenção de diversos atores. Estes buscam, por meio de ações concretas, devolver à cidade um tecido urbano coerente que possa estimular processos de apropriação por parte dos habitantes.
Gravado em 31 de agosto de 2011 no escritório de Nova York do/a arquiteto/a
Conheci Daniel Libeskind em 18 de dezembro de 2002, quando ele apresentou sua visão para o New World Trade Center no recém-restaurado Winter Garden do World Financial Center. Vejo aquela manhã como o nascimento do fenômeno dos “starchitects” e ele como o primeiríssimo expoente dessa tendência. Pela forma como se apresentou diante da grande mídia global e pela maneira como o fez, ficou claro: ali estava o vencedor. Algo despertou em mim e pensei: preciso entrevistar este/a grande arquiteto/a, mesmo sem nunca ter entrevistado ninguém antes. No entanto, assim que ele deixou o palco, foi cercado pela imprensa. Dezenas de perguntas superficiais surgiam de todos os lados... Olhei para o outro lado do grande átrio e vi a esposa de Libeskind, Nina, de pé, orgulhosa, mas sozinha. Conversamos rapidamente e agendamos minha primeiríssima entrevista para o dia seguinte!
Though many designers today spend their working hours immersed in computer drawing programs, few would deny that hand-drawn work still holds a unique beauty. The traditional lightbox as a drafting tool has become sadly scarce in the modern architectural practice, but architecture graduate Tom Williams hopes to encourage more people to utilize them once again with his free monthly zine, The Lightbook.
Amancio Williams con maqueta del proyecto para Tres hospitales en Corrientes. Image Cortesía de Archivo Williams - Director Claudio Williams
Geralmente, ao se falar sobre a arquitetura de Amancio Williams, o foco de estudo é colocado em seus edifícios construídos, na face tangível de sua profissão. Além de ser um grande arquiteto, ele era pesquisador, criador, vanguardista e visionário. Estudioso das possibilidades técnicas de sua época, direcionava seu desenvolvimento teórico e seu pensamento para o campo arquitetônico como se este fosse um laboratório.
Isso fica evidente nos projetos que Amancio desenvolveu para as habitações no espaço (1942), a sala para o espetáculo plástico e o som no espaço (1942), o aeroporto de Buenos Aires (1945) o edifício suspenso de escritórios (1946) e a primeira cidade na Antártida (1980), que abordaremos a seguir.
Todo mundo é culpado por pelo menos um hábito ou comportamento inadequado em seu local de trabalho: falar muito alto ao telefone, pegar a caneca de outra pessoa, caminhar pelo escritório com um almoço de cheiro muito forte...
Após um pequeno encontro com colegas que trabalham na área de arquitetura, a ilustradora Chanel Dehond não pôde deixar de notar alguns "crimes" cometidos por quase todos/as os/as arquitetos/as.
Dê uma olhada nas ilustrações de Dehond sobre os pequenos crimes cometidos por arquitetos/as e designers.
“Past, Present, Future” é uma série de entrevistas realizada pelo Itinerant Office que convida arquitetos e arquitetas de destaque a compartilharem suas perspectivas sobre as transformações no campo da arquitetura. Cada entrevista é estruturada em três partes: passado, presente e futuro, nas quais os/as entrevistados/as discutem suas ideias e experiências profissionais sob uma ótica pessoal. A primeira edição da série entrevistou 11 arquitetos/as da Itália e dos Países Baixos, ao passo que a segunda reúne 13 profissionais da Espanha, Portugal, França e Bélgica.
Usuário de patinete em Austin, Texas. Foto: James Cage/Flickr
Os patinetes são a última tendência da nova mobilidade. É provável que você tenha visto alguém passando por um desses pequenos, mas ágeis veículos de duas rodas, em alguma grande cidade. Após o crescimento explosivo dos aplicativos de transporte sob demanda e das bicicletas compartilhadas, chegou a vez dos patinetes, que registraram 38,5 milhões de viagens nos Estados Unidos apenas em 2018.
https://www.archdaily.com.br/pt/917744/os-patinetes-que-estao-tomando-conta-das-cidades-sao-seguros-um-olhar-para-as-evidenciasAlejandro Schwedhelm, Anna Bray Sharpin e Claudia Adriazola-Steil
O vocábulo “gentrificação” é um aportuguesamento do inglês gentrification, usado pela primeira vez, provavelmente, pela socióloga britânica Ruth Glass na obra London: aspects of change (1964), onde a autora descreveu e analisou determinadas mudanças na organização espacial da cidade de Londres. O termo ganhou popularidade após seu uso em trabalhos acadêmicos sobre a temática, acompanhando um fenômeno urbano presente em diversas temporalidades e espacialidades: o deslocamento, processual ou súbito, de residentes e usuários com condições de vida precárias de uma dada rua, mancha urbana ou bairro para outro local para dar lugar à apropriação de residentes e usuários com maior status econômico e cultural.
Nesta ocasião, Beatriz Coeffé Boitano nos apresenta parte da tese "Brutalism Revival: media as active spaces of urban memory", desenvolvida em seu Mestrado em Arte e Gestão Cultural na King’s College London. Nela, a autora reflete sobre o registro e a construção de um discurso coletivo em torno da memória urbana por meio das redes sociais, destacando, neste caso, a experiência da demolição do edifício brutalista Robin Hood Gardens, de Alison e Peter Smithson.
O que acontece quando uma cidade repleta de sensores adquire a capacidade de ver – quase como se tivesse olhos? Antecipando a Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Interações Urbanas", o ArchDaily está colaborando com a equipe de curadoria da seção "Eyes of the City" na Bienal para estimular um debate sobre como as novas tecnologias – e a Inteligência Artificial em particular – podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aquivocê pode ler o texto curatorial de "Eyes of the City", escrito por Carlo Ratti, Politecnico di Torino e SCUT. Caso tenha interesse em participar da exposição na UABB 2019, envie sua proposta para a convocatória aberta "Eyes of the City" até 31 de maio de 2019: www.eyesofthecity.net
https://www.archdaily.com.br/pt/1118351/seoul-city-machine-liam-young-para-a-bienal-de-shenzhen-uabb-2019Liam Young
O novo paradigma laboral, derivado da transformação digital, está introduzindo mudanças importantes nos perfis profissionais e nos postos de trabalho ocupados pelas pessoas em seu ambiente de trabalho. Na Actiu, essas mudanças representam uma oportunidade de transformar os espaços de trabalho em alavancas estratégicas de mudança, para que as organizações possam alinhar seus desafios de transformação com as necessidades de bem-estar e satisfação de suas equipes.
O mercado de arquitetura não é nem a sombra do que costumava ser. Em um mundo onde a maioria dos serviços é adquirida pela internet, profissionais de arquitetura que ignoram o marketing online estão cavando a própria cova. Quem prospera faz uso efetivo da tecnologia e das ferramentas oferecidas pelo marketing digital, garantindo maior presença na internet e mais contato com potenciais oportunidades — que certamente não chegarão até você se estiver cometendo os seguintes seis erros:
Desde 1980, com a primeira exposição dedicada exclusivamente à arquitetura, intitulada A presença do passado e dirigida por Paolo Portoghesi, a Bienal de Veneza se posicionou como um dos pontos de inflexão da história da arquitetura contemporânea. Desde então, 16 edições já ocuparam os espaços do Giardini e do Arsenale, abordando temas que vão dos elementos fundamentais da arquitetura ao futuro da disciplina.
Prevê-se que, nas próximas décadas, a Terra não terá absolutamente nada a oferecer a quem ou ao que for capaz de sobreviver nela. Embora a humanidade seja a única responsável pelos danos causados ao planeta, ainda é possível vislumbrar uma tênue esperança se mudarmos radicalmente a maneira como habitamos a Terra e como a sustentamos.
Como arquitetos/as e designers carregam a responsabilidade de construir um futuro viável, reunimos uma lista de A a Z de todos os termos de sustentabilidade com os quais você pode se deparar. A cada semana, um novo conjunto de letras será publicado, ajudando você a se manter atualizado/a sobre tudo o que se refere à arquitetura e ao design sustentáveis. Abaixo estão os termos que começam com as letras D, E e F.
Há alguns meses temos realizado a publicação de um compilado de projetos residenciais brasileiros numa variedade temática em nossa série Casas Brasileiras. No entanto, pensando nos diferentes desafios e escalas que regem a profissão em arquitetura e, sobretudo, do morar contemporâneo, iniciamos a partir de hoje nosso primeiro artigo da série Apartamentos Brasileiros, onde exploraremos os desafios projetuais nesta tipologia, soluções inovadoras e usos de novas materialidades.
Ainda que o livro A Arquitetura da Felicidade não tenha causado muito alvoroço logo após a sua publicação no início dos anos 2000, o conceito defendido pelo seu escritor, Alan de Botton, de que a arquitetura é um elemento fundamental para a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas, parece estar ganhando cada vez mais força e seguidores ao longo dos últimos anos. Pensando nisso, o Canadian Centre for Architecture de Arquitetura (CCA), em parceria com o curador Francesco Garutti, está apresentando uma exposição questionando as maneiras pelas quais a "indústria da felicidade" tem passado a explorar e controlar a vida das pessoas depois da crise financeira de 2008.
Our Happy Life, Architecture and Well-being in the Age of Emotional Capitalism (Nossa Vida Feliz, Arquitetura e Bem-estar na Era do Capitalismo Emocional) é uma exposição de projetos de arquitetura, obras de arte e fotografias. Samuel Medina, editor da Metropolis Magazine, conversou com Garutti para esclarecer os conceitos por trás da exposição do CCA, o impacto das mídias sociais em nossas vidas e o significado da arquitetura nos dias de hoje.
O fotografo Manuel Sá compartilhou conosco seu ensaio do Restaurante Coati, projetado em 1987 por Lina Bo Bardi, João Filgueiras Lima - Lelé (pré-fabricados de argamassa armada), Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki. O conjunto completo, um restaurante, um bar e três casarões que seriam transformados em nove apartamentos com uso comercial no térreo, está na região do Pelourinho em Salvador e faz parte do Projeto piloto para o Plano de Recuperação do Centro Histórico da Bahia proposto por Lina. O restaurante está, infelizmente, abandonado e em processo de arruinamento, assim como o restante do conjunto.
https://www.archdaily.com.br/pt/917357/restaurante-coati-projetado-por-lina-bo-bardi-e-lele-pelas-lentes-de-manuel-saPedro Vada
Muitas figuras pioneiras são inoportunas, chegam cedo demais. José Miguel de Prada Poole [1938-atualidade] não é uma exceção; pelo contrário, ocupa seu lugar na história como um dos nomes mais singulares, distantes da norma e personalistas da arquitetura do século XX na Espanha. Precursor da arquitetura baseada em superfícies pneumáticas, sem dúvida a tendência pop da época — representada por grupos como Archigram, Archizoom ou Team 10 — influenciou a caracterização de sua prática. Ele sempre se mostrou particularmente interessado no “trabalho móvel e desdobrável” das vanguardas, concretamente exemplificado naquelas estruturas capazes de dar uma resposta variável a um uso em constante mudança. Em suma, podemos considerá-lo um dos primeiros a cunhar termos como "sustentabilidade" dentro de um âmbito puramente arquitetônico: todas as suas obras minimizavam o consumo energético ou eram capazes de gerar microclimas por si mesmas.
Netherlandish Proverbs, de Pieter Bruegel the Elder, 1559, uma reprodução fotográfica de Google Cultural Institute
O que acontece quando a cidade imbuída de sensores adquire a capacidade de enxergar - quase como se tivesse olhos? Antes da Bienal de Urbanismo e Arquitetura de 2019 em Shenzhen (UABB), intitulada "Urban Interactions" [Interações Urbanas],o Archdaily está trabalhando com os curadores da seção "Eyes of the City” [Olhos da Cidade] na Bienal para estimular uma discussão sobre como as novas tecnologias – e Inteligência Artificial em particular – pode afetar a arquitetura e a vida urbana. Aqui você pode ler a declaração curatorial “Eyes of the City” de Carlo Ratti,Politecnico di Torino e SCUT. Se você se interessar em participar da exposição na UABB 2019, envie sua proposta para a Chamada Aberta “Eyes of the City” até 31 de maio de 2019: www.eyesofthecity.net
Sem a cidade, a modernidade nunca poderia ter sido inventada. O que estamos descobrindo agora é se a modernidade pode sobreviver em uma cidade transformada pela revolução digital. A cidade pode oferecer segurança e comunidade, mas o que não permite aos seus habitantes é a possibilidade de serem diferentes, um fenômeno que é tão verdadeiro agora quanto era durante a era das bruxas.
A indústria da construção civil movimenta recursos econômicos consideráveis em todo o mundo, gera inúmeros empregos e muita receita. Ao mesmo tempo, também implica em impactos negativos que vão desde o consumo dos recursos naturais, até a elevada geração de resíduos, seja durante a etapa construtiva e nas demolições. Para se ter uma ideia, no Brasil estima-se que 61% do total de resíduos gerados sejam representados pelos Resíduos de Construção e Demolição e 28% pelos resíduos domiciliares [1].
Paul Goldberger lançou um novo livro, publicado justamente esta semana, intitulado Ballpark: Baseball in the American City. Inspirando-se no estilo do documentarista Ken Burns, a obra examina uma tipologia arquitetônica tipicamente americana como uma lente para analisar a cultura urbana de forma mais ampla. A premissa de Goldberger é excelente: os estádios de beisebol (ballparks) acompanham, em um grau impressionante, as tendências do urbanismo americano. Começam como um refúgio da cidade, que depois se desenvolve ao seu redor. Após a Segunda Guerra Mundial, migram para os subúrbios, para depois de décadas retornarem ao centro urbano. Hoje, a privatização do espaço público e o desenvolvimento imobiliário ditam as regras. Recentemente, conversei com Goldberger sobre o novo livro e uma série de estádios mágicos, tanto os que resistem quanto os que já desapareceram.