Dos hashis aos templos religiosos, frequentemente associado à cultura e, mais especificamente, à arquitetura produzida nos países asiáticos, o bambu é um material muito versátil, com grande desempenho ecológico, seguro e resistente. Graças a seu rápido crescimento, é um material relativamente barato em relação a outras técnicas construtivas e tem seus exemplos de uso mais notável em projetos que se valem de sua materialidade, cor e ritmo.
Construção do estádio Al Wakrah. Image Cortesia de Supreme Committee for Delivery and Legacy’
O ano é 2010. O Catar como o primeiro país árabe a sediar o Mundial da FIFA em 2022 já inicia intensamente os preparativos para receber dali a 12 anos o tão esperado e custoso evento. São postos em marcha extensos esforços de construção e reconstrução não só de equipamentos diretamente ligados às demandas feitas pela FIFA, mas também e de forma mais ampla, sistemas infraestruturais urbanos das principais cidades do país.
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Image Courtesy of TuDelft and the Spong3d project
O termo “resiliência” tem sido utilizado para os mais distintos assuntos. Sua definição científica é a capacidade de uma substância ou objeto retornar à forma depois de sofrer algum trauma. Ou seja, é bem diferente da resistência, pois trata-se da capacidade de adaptação e recuperação. Na ecologia, a resiliência trata da capacidade de um ecossistema em responder a uma perturbação ou a distúrbios, resistindo a danos e recuperando-se rapidamente. Já na arquitetura, desenhar algo tendo a resiliência em mente pode levar a diversas abordagens. Um projeto resiliente é sempre localmente específico. Prever os possíveis cenários típicos de uso da edificação e mesmo as situações de desastre que poderiam desafiar a integridade do projeto e dos ocupantes é um importante ponto de partida. Além disso, podemos abordar sobre as estruturas e materiais adaptáveis que podem “aprender” de seus ambientes e se reinventar continuamente. Se pensamos em programas e robôs com logaritmos que aprendem com o contexto, porque não podemos usar o mesmo raciocínio em nossas construções?
Selecionamos 10 materiais e soluções adaptativas que trabalham no conceito da Resiliência na Arquitetura e Construção. A pergunta que fica é se essas soluções algumas dia terão uma aplicação massiva ou serão apenas inovações pontuais.
O que acontece quando a cidade repleta de sensores adquire a capacidade de ver – quase como se tivesse olhos? Antes da Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Interações Urbanas", o ArchDaily colabora com a curadoria da seção "Olhos da Cidade" da Bienal para estimular o debate sobre como as novas tecnologias – e a Inteligência Artificial em particular – podem impactar a arquitetura e a vida urbana. Aquivocê pode ler o manifesto curatorial de “Olhos da Cidade”, elaborado por Carlo Ratti, pelo Politecnico di Torino e pela SCUT.
https://www.archdaily.com.br/pt/1119180/de-quem-sao-os-olhos-da-rua-liu-jian-para-a-bienal-de-shenzhen-uabb-2019Jian Liu
Com exibição programada para o festival ADFF:NOLA, o documentário Frank Gehry: Building Justice mostra como ateliês de estudantes de arquitetura liderados por Gehry desenvolveram propostas para prisões mais humanas.
Graças a iniciativas como o Art for Justice Fund, a Open Society Foundations e uma série de reportagens investigativas profundas, o sistema de justiça criminal norte-americano tem enfrentado forte escrutínio e pressão por reformas. Algumas dessas mudanças têm sido bastante proeminentes — como a crescente descriminalização da maconha e importantes projetos de lei federais em andamento — e encontram oposição no forte lobby das corporações de prisões privadas. No entanto, apesar da profundidade e do alcance da reforma da justiça criminal, um elemento crucial continua sendo amplamente negligenciado: o projeto dos estabelecimentos prisionais.
O escritório de arquitetura SAGA Space, em colaboração com a D-MARS, construiu um laboratório de habitação em Marte no Deserto de Negev, em Israel, simulando as condições de vida em espaços limitados na superfície peculiar do planeta. Esta estrutura experimental complementa o habitat analógico de Marte original da D-MARS, integrando um experimento de maior escala. O espaço habitacional servirá de protótipo para um plano de longo prazo projetado para 2020.
Após a Segunda Guerra Mundial, o brutalismo se espalhou pela Europa, redefinindo a arquitetura moderna e estabelecendo um novo estilo para moradias populares e edifícios comunitários. Embora a maior parte da atenção tenha se detido em monumentos nas principais cidades, os subúrbios europeus também abrigam muitos edifícios brutalistas excepcionais.
Para apresentar a arquitetura brutalista "despercebida" da Europa Central e Oriental, a editora Zupagrafika registrou e reuniu mais de 100 fotografias em um livro intitulado Eastern Blocks, convidando os leitores a explorar conjuntos habitacionais brutalistas em Moscou, Berlim Oriental, Varsóvia, Budapeste, Kiev e São Petersburgo.
A acessibilidade universal na arquitetura refere-se à capacidade de todas as pessoas acessarem e habitarem um espaço, independentemente de suas capacidades cognitivas e físicas, tratando-se de um tema que não pode ser negligenciado. Embora pequenas modificações possam fazer a diferença, o ideal é que os espaços sejam pensados desde o início de acordo com as diretrizes do desenho universal.
No caso das cozinhas, surgiram diversas novas tecnologias que aumentam o conforto e a eficiência dos nossos espaços cotidianos. Com isso, multiplicam-se suas funções e viabiliza-se um melhor aproveitamento da superfície disponível. A seguir, apresentamos as últimas inovações da Häfele.
Profissionais de gerenciamento de projetos continuam sendo a força motriz por trás dessa mudança e têm grande demanda em todo o mundo. O PMI também apontou a necessidade de 97,7 milhões de profissionais da área de projetos globalmente até 2027. Sem talentos qualificados nessas posições, empresas do mundo todo podem perder bilhões de dólares.
https://www.archdaily.com.br/pt/1071249/de-arquiteto-a-a-gerente-de-projetos-dando-o-saltoSponsored Post
O Chile é um paísacostumado tanto com desastres naturais quanto com processos de reconstrução. No entanto, a frequência desses ciclos tem aumentado ao longo dos anos. De acordo com o Ministério do Interior, 43% de todos os desastres naturais registrados no Chile desde 1960 ocorreram entre 2014 e 2017.Inclusive o governo já está envolvido em vários processos de reconstrução em todo o país.
Aproveitando da oportunidade de participar da 9a Semana de Arquitetura e Urbanismo do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF), nós do Arquicast gravamos o programa da quinzena a partir do tema que deu nome ao evento: Escalas e Lugares. Ocorrida em maio, a semana foi organizada pelos alunos do curso e contou com uma série de palestras e atividades, dentre as quais este programa especial, abordando algumas relações sobre a importância da escala e do lugar no processo de ensino e de prática de projeto, em suas diferentes dimensões. O convidado foi o arquiteto e professor Frederico Halfeld que compartilhou com a gente um pouco da sua experiência como docente, além de outras percepções sobre o tema.
A série de artigos de Nikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy y Ernesto Philibert-Petit sobre o estudo da habitação social na América Latina continua, e nesta ocasião os autores questionam as escolhas dos materiais construtivos mais frequentemente empregados.
https://www.archdaily.com.br/pt/920498/a-necessidade-de-materiais-adaptaveis-na-habitacao-social-latino-americanaNikos A. Salingaros, David Brain, Andrés M. Duany, Michael W. Mehaffy & Ernesto Philibert-Petit
A cena é comum. Você está em um restaurante e parece ouvir mais a conversa da outra mesa do que da pessoa que está ao seu lado. Para tentar resolver isso, todos começam a falar mais alto, tornando o ambiente caótico. Ou, quando vendo um filme e precisa aumentar o som para entender alguma coisa, faz seu vizinho perder o sono. Absorção, reflexão, reverberação, frequência, decibéis, etc. Ainda que a acústica seja uma ciência complexa e possa tornar edifícios quase inabitáveis quando mal pensada, nem sempre os arquitetos possuem os recursos teóricos e a preocupação necessária para desenvolver espaços confortáveis acusticamente.
O Festival de Arquitetura de Londres, o maior evento anual do mundo desse tipo, ocupou diversas partes da capital britânica em junho deste ano. Com um mês de duração, o festival recebeu milhares de visitantes, convidando-os a explorar instalações e intervenções arquitetônicas, além de participar das atividades e discussões - que incluíram um evento organizado pelo estúdio SKNYPL.
O tema este ano era 'Fronteiras' - em todas as suas formas: regiões, muros, limites municipais… E para o sua primeira mostra internacional, o SKNYPL apresentou PHOBOS, um filme sobre Moscou e o profundo impacto causado pelas fronteiras físicas e metafísicas. O estúdio publicou uma versão online do filme especialmente para os leitores do ArchDaily.
Com murais pintados ao redor do mundo, em cidades como Chihuahua e CDMX no México, Bogotá na Colômbia, Quito, Cuenca e Ambato no Equador, Trier, Limbach-Oberfrohna e Mühldorf na Alemanha, Viena na Áustria, Esch-sur-Alzette em Luxemburgo, Lyon e Saint-Dié-des-Vosges na França, Nova York e Harrisburg nos Estados Unidos e Loures em Portugal, ela propõe, em nossa conversa a seguir, uma mensagem sobre como a sociedade percebe a feminilidade.
Uma casa unifamiliar costuma ser considerada um pixel minúsculo no contexto urbano; no entanto, a verdade é que, em média, mais de cinquenta por cento do tecido urbano é moldado por esses pequenos fragmentos. Como bem disse Tadao Ando: “A casa é a tipologia de edifício capaz de mudar a sociedade”. Dessa forma, é assim que clientes, incorporadores/as, construtores/as, arquitetos/as ou designers podem e devem assumir a responsabilidade e participar voluntariamente de um esforço coletivo para moldar um contexto urbano melhor.
Embora o sol esteja a quase 150 milhões de quilômetros de distância, é essa estrela o que possibilita a vida no nosso planeta. Mas nem sempre a arquitetura aproveita da melhor forma todos os recursos oferecidos pela natureza.
Por definição, “energia solar passiva é a coleta e a distribuição de energia obtida pelo sol usando meios naturais”. O conceito simples e o processo de implementação de sistemas passivos de energia solar fornecem calor, iluminação, energia mecânica e eletricidade aos edifícios da maneira mais ambientalmente consciente possível.
Neste artigo, forneceremos um guia completo de implementação de sistemas solares passivos em seus projetos.
Apresentar seu modelo com diversos assets pode proporcionar ao/à cliente uma melhor compreensão e visão de como tudo ficará na realidade. Não há necessidade de modelar objetos 3D por conta própria ou gastar muito dinheiro com eles. Por exemplo, quem possui uma licença do Enscape tem acesso a vários tipos de modelos 3D, como pessoas, mobiliário, vegetação, elementos urbanos, veículos e outros acessórios. Com um simples "arrastar e soltar", é possível inserir os assets no modelo e dimensioná-los na escala necessária.
Em alguns casos, usuários/as experientes seriam capazes de criar conteúdos semelhantes usando seu próprio software CAD ou importá-los de outras fontes — mas, mesmo assim, esses elementos exigiriam muito mais recursos do sistema. Afinal, ao utilizar geometrias excessivamente complexas ou externas no CAD, esses assets consumiriam muito processamento, tornando as visualizações 3D significativamente mais lentas. O conteúdo do Enscape, por outro lado, é representado por um marcador (placeholder) simples no programa CAD (Revit, SketchUp, Rhino ou ArchiCAD) e substituído por esses componentes de alta qualidade no ambiente de renderização em tempo real do Enscape. A biblioteca online é atualizada regularmente.
O recente corte de verba do orçamento das Universidades Federais reacendeu um debate que merece permanecer sempre ativo, o da qualidade da educação no Brasil. A primeira edição dosEncontros de Arquitetura, promovido pelo IABsp, propôs abordar o tema a partir do espectro da arquitetura, trazendo à roda quatro profissionais com ampla experiência em projetos de escolas: Catherine Otondo, Marina Grinover (Base Urbana), Keila Costa (+K) e Pablo Hereñú (Hereñú & Ferroni Arquitetos).
https://www.archdaily.com.br/pt/920497/arquitetura-e-educacao-a-construcao-de-um-espaco-pedagogicoChristina de Castro Melo, Gabriela de Matos, Marco Artigas e Romullo Baratto
Design:ED Podcast mostra um olhar interno ao campo da arquitetura contado a partir da perspectiva de indivíduos que estão liderando a indústria. Semanalmente, os convidados em destaque compartilham os altos e baixos de suas jornadas profissionais, oferecendo uma rara oportunidade do público conhecer de perto o caminho percorrido pelos nomes mais aclamados da arquitetura mundial.
Neste episódio. Patrik Schumacher, diretor do escritório Zaha Hadid Architects, discute o futuro do projeto paramétrico, os primórdios da firma de Zaha e como a empresa está dando continuidade ao inestimável legado da arquiteta iraquiana.
Bancas, avaliações, 15 minutos de inferno... não importa o nome que se dê, uma banca é sempre um momento agonizante. Por mais confiante que você esteja em relação à sua proposta e por mais que tenha dedicado reflexão e esforço a cada detalhe, pelo menos uma pessoa da banca fará questão de encontrar algo do que reclamar.
Para ajudar na preparação para as suas próximas apresentações, a artista Chanel Dehondilustrou 12 passos para se ter uma banca bem-sucedida (ou, pelo menos, sobreviver a ela).
Rio de Janeiro. Fotografia de Sandeepa and Chetan, via Flickr. Licença CC BY-NC-ND 2.0
Muito recentemente, no Brasil, a paisagem cultural apareceu como uma nova categoria para a preservação do patrimônio cultural. Compreender os seus significados pressupõe, de um lado, evocar a experiência de preservação em duas diferentes esferas, tanto a das instituições internacionais, como aquela que se desenvolveu no Brasil. Por outro lado, a compreensão demanda igualmente chamar atenção para os conteúdos específicos da origem acadêmica do conceito paisagem cultural.
Entre os mercados de carne lotados, os emaranhados de fios elétricos, as luzes vibrantes de néon e densa neblina de Xangai, encontramos as antigas casas "Shikumen". Construídas entre o final do século XIX e a Segunda Guerra Mundial, estas casas foram inspiradas nos estilos francês e britânico colonial e Art Déco e no estilo residencial chinês "Hutong". Mas o tempo para essas estruturas está se esgotando: as casas Shikumen, em toda a cidade de Xangai, estão sendo demolidas.
Como parte de sua série Shanghai Streets, o fotógrafo Cody Ellingham quis congelar o tempo e registrar essas ruas históricas antes que sejam completamente demolidas e esquecidas.
Não parece estranho que um dos índices mais respeitados sobre o uso da bicicleta seja elaborado por uma empresa dinamarquesa. Este ranking da Copenhagenize Design Company, indica, através de um sistema de pontos, as cidades que se esforçam em reestabelecer a bicicleta como uma forma de transporte aceita e prática.