Somos geralmente treinados para considerar o contexto quando o edifício está concluído, mas frequentemente negligenciamos a fase de construção. Se a arquitetura é avaliada com base em seus impactos no entorno a partir do momento em que ela é concluída, o que se pode aprender com o processo de construção? Os vídeos em timelapsesão uma ferramenta que podem ajudar arquitetos a compreender os impactos da construção, já que nestes vídeos, anos de desenvolvimento são comprimidos em poucos minutos, o que pode auxiliar a identificar padrões de impacto social e econômico.
O que os vídeos em timelapse revelam pode ser tão perturbador quanto interessante; quando desvelado, o processo de construção pode evidenciar, por exemplo, que o consumo de energia é tão monumental quanto o próprio edifício. Estes vídeos permitem que o espectador tenha uma melhor compreensão dos tipos e quantidades de materiais empregados na construção e do impacto desta no entorno imediato. Ao comparar vídeos em timelapse de diferentes processo, que pistas encontramos acerca de como o processo fisicamente generativo da arquitetura afeta as pessoas e os lugares?
Desde que Frederick Taylor nos anos 1880’ se concentrou na engenharia do lucro através da organização metódica da produção e da gestão, estava inventado o taylorismo – os princípios científicos da organização e da gestão. Com base no estudo minucioso dos tempos e métodos de trabalho e da divisão fina do processo de produção em tarefas simples, sequenciadas e repetidas, e uma cadeia de gestos também simples e de operações de montagens até à finalização de um produto complexo fabricado em massa para uma economia eficiente, estava a função montada. Tempos modernos para o espírito novo. Henry Ford apurou e expandiu a fórmula, afinando a produtividade do sistema de produção em série de carros pretos e pagando salários suficientes para que qualquer operário da Ford pudesse comprar um carro. A produção em massa seria exponenciada pelo consumo em massa e estava inventada a felicidade do mundo, o fordismo. A engenharia industrial produziria uma engenharia social para o progresso da civilização e a racionalidade tecnológica seria a chave para a justiça social. O passado era para enterrar.
Em Nova Déli, 70% da energia consumida é produzida em outras regiões do paós e mais de metade desta é proveniente de fontes de carbono.
São estas fontes que contribuem em grande medida para os altos índices de contaminação atmosférica que afetam a capital indiana e que em 2014 renderam à Nova Déli o título de cidade mais poluída do mundo, segundo a OMS.
O modelo virtual compartilhado este mês pela Archilogic é um passeio pela primeira Case Study House, projetada por Julius Ralph Davidson. Após a Segunda Guerra Mundial, os soldados dos EUA voltaram dos campos de batalha na Europa para seu país. Com muitos traumas oriundos da guerra, provavelmente só queriam reconstruir suas vidas e se instalar definitivamente em algum local.
Deve ter sido difícil voltar à normalidade. Algumas pessoas queriam viver o "sonho americano": a busca pela felicidade à qual todo cidadão estadunidense tem direito. Esta era uma ideia frequentemente refletida em filmes hollywoodianos e sugeria que todos que trabalhassem duro obteriam sucesso pessoal. Hollywood produziu repetidamente histórias do Sonho Americano.
https://www.archdaily.com.br/pt/785401/um-passeio-virtual-pela-case-study-house-number-1-de-julius-ralph-davidsonDavid Tran and Florian Meier, Archilogic
Alvar Aalto nasceu em Alajärvi, na região central da Finlândia, e cresceu em Jyväskylä. Após a conclusão de seus estudos na Universidade de Tecnologia de Helsinki, fundou seu próprio escritório em Jyväskylä em 1923. Embora muitos de seus primeiros projetos sejam exemplos do "Classicismo Nórdico", após casar-se com a arquiteta Aino Marsio-Aalto, sua obra assume a estética modernista. De edifícios cívicos a casas de cultura, centros universitários, os dez projetos compilados aqui - construídos entre 1935 e 1978 - celebram a abrangência da obra de Aalto.
A quinta temporada da premiada série Mad Men acontece em junho de 1966 e Draper se muda com sua jovem esposa, Megan, para seu novo apartamento.O cenário, projetado por Claudette Didul e a equipe de Mad Men, é um psicograma de um homem que está prestes a desmoronar.
Tudo no cenário foi projetado para parecer perfeitamente adequado à sua época. Há um banco revestido veludo branco e uma cozinha moderna com cores vibrantes. Os elementos masculinos incluem uma poltrona de couro e um balde de gelo em forma de tambor. O projeto foi inspirado no livro de 1965 "Decoration USA", de Jose Wilson e Arthur Leaman, e nos famosos livros de Betty Pepis. Trata-se de um projeto pop, não uma obra-prima do modernismo, trata-se de fingir ser feliz, em vez de abordar as questões da civilização. Um discreto sinal de depravação: a sala de estar tem mais que o dobro do tamanho da sala de jantar. Quem se importa com as maneiras à mesa quando sua esposa tem metade da sua idade?
https://www.archdaily.com.br/pt/784978/um-passeio-virtual-pelo-apartamento-de-don-draper-da-serie-mad-menMadlaina Kalunder and Monika Kedrova, Archilogic
No começo de 2016, apresentamos o Vardehaugen, um escritório norueguês que criou uma série de desenhos em escala real dos seus projetos em seu próprio pátio posterior. Após publicar este exercício no nosso local, desde a Espanha, o arquiteto e acadêmico Alberto T. Estévez nos contou que é o mesmo exercício que desenvolve na ESARQ (UIC Barcelona) há 10 anos, com alunos de segundo e terceiro ano de Arquitetura. Segundo Estévez, o exercício 'supõe algo insubstituível: aproximar-se da moradia dos espaços de escala real desde obras de arquitetura paradigmáticas' desde a casa Farnsworth até a Casa da Marina de José Antonio Coderch.
Há aproximadamente 10 anos, comecei a realizar uma atividade docente especial. O que me pareceu interessante e instrutiva. Assim, comecei a ministrar aulas práticas como se comenta com alunos de segundo e terceiro ano de Arquitetura, na ESARQ (UIC Barcelona): a Escola de Arquitetura fundada há 20 anos como primeiro Diretor na Universidade Internacional da Catalunha.
Desde então, fazemos este trabalho todo o ano nas disciplinas de Composição Arquitetônica que ministro e que aborda a teoria e a história da arquitetura.
Nesta nova colaboração intitulada originalmente 'Arquiteturas para o sistema e sistemas para a arquitetura', o arquiteto espanhol Manuel Saga - cofundador do blog MetaSpace - faz uma reflexão sobre a experiência de desenvolver (e desafiar) um jogo de vídeo-game onde a arquitetura tem um papel fundamental, seja para o programador ou para o jogador. Os casos de estudo? Nada menos que quatro grandes jogos históricos de nossos tempos: Starcraft, Age of Empires, Diabloe Dungeon of the Endless.
Em MetaSpace temos introduzido de forma geral os desafios que os programadores de games enfrentam quando criam arquiteturas, cidades e inclusive cartografias. Nesta ocasião iremos um passo adiante: o que ocorre quando um jogo não oferece uma narração nem um mapa fixo, mas um sistema arquitetônico que pode ser apropriado pelo jogador? Como responde a equipe de desenho diante disso?
Em dezembro, a cidade de Milão, Itália, mostrou níveis de poluição atmosférica tão altos que fizeram com que as autoridades locais rapidamente decretassem várias medidas para dar aos seus habitantes outras opções de transporte que não fossem os automóveis.
Nesse sentido, a cidade investiu no fomento da mobilidade sustentável, estabelecendo o valor de 1,50 Euro na passagem de ônibus e metrô durante o dia, a gratuidade do uso das bicicletas públicas e a proibição dos automóveis no centro da cidade entre as 10h e as 16h.
A busca pela conexão com a natureza tem sido valorosa para a arquitetura, não somente em um entendimento por respeitar e potencializar as condições naturais de um lugar, mas também com a intenção de criar uma relação holística entre o usuário e o espaço.
O primeiro quarto deste ano já terminou e na nossa tarefa em destacar a arquitetura mais representativa de cada mês, no Projeto do Mês de março, apresentaremos uma obra residencial localizada em um contexto paisagístico único, a zona de Tepozteco no México, onde a arquitetura une-se com a natureza através de uma construção que se mimetiza com o entorno e ao mesmo tempo encaixa-se à ele de maneira singular.
https://www.archdaily.com.br/pt/785149/projeto-do-mes-casa-meztitlaAD Editorial Team
O metrô de Miami conta com duas linhas de 40 km de extensão e 23 estações. Como se trata de um metrô de superfície, apresenta espaços livres sob sua infraestrutura que, em certos trechos, foram aproveitados para a construção de ciclovias.
No entanto, o desenho destas ciclovias são é mais eficiente, tampouco seguro, apresentando diversas curvas, grandes cruzamentos, pouca distinção dos espaços destinados a ciclistas e pedestres, falta de sinalização e iluminação e pontos cegos, entre outros inconvenientes mostrados no vídeo acima.
O uso da bicicleta como meio de transporte é uma revolução silenciosa e inevitável. Ao menos esta foi a conclusão a qual chegou um relatório do Transport for London (TfL), que indica que, em poucos anos, o número de ciclistas será superior ao de motoristas na capital inglesa.
O documento analisou o aumento do uso da bicicleta no período de 1990 a 2014. Neste intervalo, a quantidade de veículos particulares no centro de Londres caiu pela metade, passando de 137 mil para 64 mil. Ao mesmo tempo, a quantidade de ciclistas aumentou de 12 mil para 36 mil na região central (dados mostrados no gráfico abaixo, estando em verde o número de ciclistas e em amarelo o de condutores). E as boas notícias não param por aí: quando se observam os números de toda a cidade, vemos um crescimento de 40 mil ciclistas em 1990 para 180 mil em 2014.
Estamos iniciando o quarto mês de 2016. Eu não sei você, mas aquele ímpeto otimista do Ano Novo está começando a definhar. Eu sempre começo com entusiasmo para conseguir fazer grandes coisas. Eu tenho uma lista de coisas a fazer, tão longa quanto meu braço. Quero lançar muitos novos cursos. Quero escrever um livro. Quero criar grandes projetos para grandes clientes.
O problema é que o mundo real tem uma maneira de interferir nesses objetivos. Há prazos para terminar e contas a pagar. Todo esse tempo eu tive de lidar com coisas que não poderiam ser antecipadas, como os dias de neve, crianças doentes e inesperadas viagens para fora da cidade. E quanto a você? Sentindo-se da mesma maneira?
É essa época do ano que você precisa rever como está trabalhando e fazer alguns ajustes para que possa alcançar essas metas. Com isso em mente, aqui estão 5 maneiras para você sair da crise de inverno e trabalhar de forma mais inteligente este ano.
A Curry Stone Foundation anunciou a Society for the Promotion of Area Resource Centers (SPARC) como vencedora do prêmio Curry Stone Design Prize Vision Award de 2016. Por mais de 30 anos, o SPARC tem apoiado, representado e implementado melhorias para os cidadãos indianos que habitam favelas por todo o paós. Por meio de alianças com a National Slum Dwellers Federation (NSDF) e com a Mahila Milan (Women Together), o SPARC agora é ativo em mais de 70 cidades da Índia, promovendo melhorais físicas, sociais e legais, bem como facilitando a construção de habitações para mais de 8.500 famílias e banheiros comunitários para mais de 500.000 pontos de favelas carentes destes equipamentos.
“O SPARC, junto da National Slum Dwellers Federation e da Mahila Milan, está impulsionando mudanças ao usar o conhecimento e a capacidade da pobreza urbana", afirmou Emiliano Gandolfi, diretor do Curry Stone Design Prize. “Com seu trabalho, eles estabeleceram uma estrutura social que permite que populações sub-representadas tenham voz nos processos de decisão que determina a qualidade de vida".
Uma das histórias mais controversas nas notícias recentes de arquitetura foi a revelação de Blair Kamin, do jornal Chicago Tribune, que um dos vencedores do prêmio Excelência em Design do AIA Chicago tinha uma imagem na qual elementos visualmente desagradáveis do projeto foram removidos com o software Photoshop.
A "guerra contra a realidade" (como um comentarista ironicamente se referiu ao assunto) é um tema que polariza as pessoas que discutem sobre o efeito que este tipo de "trapaça" no Photoshop tem sobre a nossa percepção do nosso mundo. No entanto, muitas pessoas desconhecem o que se passa nos bastidores dessas imagens. Decidimos pedir a alguns fotógrafos uma opinião sincera sobre o papel do Photoshop nos processos diários de fotografia de arquitetura, e como estabelecem os limites da documentação ética dos edifícios. Leia, a seguir, suas opiniões.
Em 2008, o então prefeito de Nova Iorque, MIchael Bloomber, juntamente com a comissária de transportes, Janette Sadik-Khan, anunciou o programa "Summer Streets", que consistia em abrir uma rota de 11km apenas para pedestres e ciclistas, uma experiência verdadeiramente nova em uma cidade que tinha uma cultura centrada no automóvel.
No entanto, durante três sábados consecutivos daquele ano, as centenas de pedestres e ciclistas que transitaram entre às 7h e às 13h no trecho que liga a Ponte do Brooklyn e a 72th Street, demonstraram que existia um grande interesse em recuperar as ruas para outras atividades que não necessariamente envolvem o simples transporte.
Na medida em que nos tornamos um planeta de seres urbanos, planejadores e projetistas têm a missão de conceberem comunidades que tenham um desempenho melhor que nunca. Mas o que exatamente significa "desempenho"? Comunidades devem contam com sistemas de economia de energia e água, mas em outro nível, elas também exigem uma abordagem mais holística que busque criar um sentimento de lugar e de conexão, sendo, ao mesmo tempo, acessível a diferentes classes e vibrante durante todo o dia. A seguir, compartilhamos estão cinco ingredientes essenciais para a concepção de uma comunidade de alto desempenho.
https://www.archdaily.com.br/pt/784623/5-passos-para-criar-comunidades-de-alta-performanceNoah Friedman and Kristen Hall
A Associação Nacional de Funcionários de Transporte de Cidades, conhecida por sua sigla NACTO, elaborou seis princípios para desenhar cruzamentos que falam sobre como se pode aproveitar as ruas para oferecer deslocamentos mais eficientes e seguras a todos os usuários do espaço viário - pedestres, ciclistas, usuários do transporte público e motoristas.
Usando como ponto de partida estas diretrizes, a associação formulou cinco propostas que seriam aplicadas em diversos tipos de cruzamentos e que poderiam ser implementadas em diferentes cidades do mundo.
Como já mencionei anteriormente, é o contexto que transforma um render artístico em uma imagem fotorrealista que retrata precisamente um edifício. Com isto em mente, e numa tentativa contínua de melhorar a precisão dos renders, alguns artistas estão agora tirando proveito do uso dos drones para buscar um novo ponto de vista para seus trabalhos.
No passado, registrar imagens aéreas de uma área não era possível sem helicópteros ou aviões, ambos disponíveis a preços bastante elevados. Drones equipados com câmeras podem agora ser adquiridos por uma fração deste preço, tornando a fotografia aérea muito mais acessível. Além de registrar imagens e vídeos, os drones - associados a softwaes específicos - também oferecem a possibilidade de mapear precisamente a topografia de um local, que pode então ser inserida no render, tornando a imagem ainda mais fiel à realidade.
Após estabelecer as regras que regem estas práticas artísticas, os coletivos artísticos puderam começar a experimentar a cidade não apenas a partir de suas características urbanas, mas também da importância iconográfica de sua imagem. Incorporando o cidadão, estas intervenções artísticas perderam o caráter de vandalismo com o qual eram anteriormente associadas.
Videos
Oblong Voidspace - Jene Highstein & Steven Holl. The Snow Show, Lapônia, 2003 e 2004. Imagem Cortesia de Fung Collaboratives, Créditos da Foto: Kostamoinen
O inverno, em alguns países, é o momento perfeito para construir estruturas com gelo. É uma época e uma técnica que, juntas, oferecem a possibilidade de uma arquitetura branca pura. Com o céu nublado, o cenário se tornou impressionante: a arquitetura branca, a paisagem e o céu se dissolvem em uma unidade difusa sem um horizonte visível. O céu claro cria um contraste sutil de branco quente e frio, com reflexo do sol no céu azul. No entanto, o próprio gelo tem efeitos marcantes, como a aparência da sua superfície que varia de um cristal transparente para um branco opacao. Para as longas noites, a iluminação atinge um brilho mágico adicional e prolonga o tempo de luz dos dias curtos.
Em todo o mundo, mostras de neve, hotéis de gelo e festivais de gelo têm atraído inúmeros visitantes, com impressionantes esculturas e estruturas, além de inpumeras soluções de iluminação. Além disso, a água congelada apresenta uma excelente solução sustentável, onde a fabricação e o descarte não causa danos ao meio ambiente. Leia mais para ver projetos interessante com arquitetos e artistas da Finlândia para a China.
No atual debate sobre as mulheres na profissão de arquitetura, é difícil ouvir um argumento do porque da representação igualitária é importante, geralmente é assumido como um imperativo moral inquestionável. No entanto, neste artigo originalmente publicado no Huffington Post como "Why Women's Leadership Is Essential for Architects," Lance Hosey argumenta que, independente de sua posição na igualdade como um imperativo moral, a melhor representação de mulheres na arquitetura poderia beneficiar todos na profissão - e de maneiras bastante tangíveis.
Recentemente, no Dia Internacional das Mulheres, o Instituto Americano de Arquitetos, (AIA em sua sigla em inglês) publicou "Diversity in the Profession of Architecture," seu primeiro relatório de diversidade em uma década. Esta publicação acompanhou a criação no mês de dezembro da "Comissão da Igualdade na Arquitetura," um painel de vinte arquitetos, educadores, e profissionais da diversidade para pesquisar sobre diversidade e inclusão na profissão. O novo relatório documenta uma pesquisa com mais de 7.300 profissionais de arquitetura e estudantes, incluindo homens e mulheres, 79% deles brancos e 21% de outras etnias.
Já há algum tempo temos ouvido falar sobre o conceito de pavimentação com painéis solares, como os bons resultados obtidos com a ciclovia solar na Holanda e a intenção de levar esta tecnologia para as rodovias. Seguindo esta diretriz, o governo francês anunciou recentemente que instalará painéis fotovoltaicos ao longo de 1000 km de rodovias nos próximos cinco anos.
A ideia é que a rodovia abasteça com energia renovável 5 milhões de pessoas, isto é, aproximadamente 8% da população nacional.
https://www.archdaily.com.br/pt/784333/franca-anuncia-a-pavimentacao-de-mil-quilometros-de-rodovias-com-paineis-solaresEquipo Plataforma Urbana