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Eliel Saarinen e a cristalização de uma Finlândia: a Estação de Helsinki

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Kenneth Frampton, importante crítico arquitetônico, caracteriza um conjunto de obras do século XIX como sendo da “Nova Tradição”: com sua origem situada entre 1900 e 1914, como “um estilo historicista conscientemente modernizado” (1997, p. 255). Propõe esses edifícios como resposta a dois significativos eventos históricos: por um lado, o incipiente modernismo Europeu, tendendo à estética da máquina, ao funcionalismo, à abstração formal; por outro, a consolidação de Estados nacionais que ocorria neste mesmo continente. 

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Materiais do futuro: 4 arquitetos que estão levando a madeira laminada cruzada a outro nível

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Este artigo foi originalmente publicado no The Architect's Newspaper como "Architects apply the latest in fabrication, design, and visualization to age-old timber."

De tempos em tempos, o desenvolvimento de novas tecnologias e o surgimento de novos materiais faz com que o mundo da arquitetura opere uma completa mudança de paradigma. O concreto foi a força motriz da expansão do Império Romano, o aço por sua vez, permitiu densificar nossas cidades e construir edifícios em alturas até então inimagináveis. Mais recentemente, os materiais plásticos foram os responsáveis por provocar uma profunda transformação dos nossos espaços interiores assim como da economia da construção.

Mas seria razoável perguntar-se por que, em pleno século XXI, um material conhecido pelo homem desde tempos imemoriais esteja sendo apresentado como o futuro da arquitetura. Ainda que a madeira nos acompanhe desde os primórdios da história da humanidade, as novas tecnologias estão nos ajudando a transformá-la em um material cada vez mais versátil, resistente e sustentável. Apesar de ser material naturalmente heterogêneo e que ainda por cima demanda um processo de montagem bastante elementar – representando a antítese da atual conjuntura da industria da construção civil –, a madeira como um material de altíssima durabilidade e um recurso renovável com capacidade de fixar carbono - ao invés de liberá-lo - tem inspirado a indústria da construção civil a investir fortemente em seu futuro.

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Da crise climática a como viveremos juntos: os temas mais relevantes da arquitetura em 2020

Diante dos desafios globais atuais, surge a pergunta: o que devemos abordar primeiro?

Este ano de 2020 foi uma grande oportunidade para concentrar todos os nossos esforços e atenção nas questões mais urgentes da arquitetura. Por meio de chamadas, artigos, entrevistas, debates e projetos, os tópicos mensais do ArchDaily apresentaram debates e reflexões acerca dos temas mais relevantes do campo – da crise climática e arquitetura emergencial à inteligência artificial e como viveremos juntos.

Por que a madeira é um material interessante para a construção de escolas

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Grande parte de nossas memórias da infância são da escola. Sejam elas boas ou nem tanto, a maioria das crianças e jovens passa boa parte dos dias em salas de aula ou instalações educacionais. De acordo com IQAir, “todos os anos, as crianças permanecem uma média de 1.300 horas em edifícios escolares”. Mas mesmo com todas as mudanças do mundo nas últimas décadas, principalmente quanto à disseminação do conhecimento através da internet, é notável que os projetos das escolas, mantêm-se muito similares a modelos, de alguma forma, ultrapassados. Como observado neste artigo, idealmente a tipologia dos espaços educacionais e a configuração das salas de aula deveriam se adequar a formas mais contemporâneas de ensinar e aprender, não necessariamente na usual organização de carteiras enfileiradas com um professor à frente. Mas é importante que as análises não parem por aí. Todas as superfícies e materiais exercem uma influência importante tanto para o bem-estar como para o aprendizado dos usuários do espaço.

De metodologias lúdicas a cenários fictícios: 5 jovens escritórios da Europa

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Cinco novos escritórios de arquitetura, com sede em Portugal, Espanha, França e República Checa, foram escolhidos pelo New Generations, uma plataforma que observa o que há de mais inovador dentre os arquitetos europeus, proporcionando um espaço para troca de conhecimento e confronto, teoria e produção. Desde a sua fundação em 2013, a New Generations trouxe à público mais de 300 escritórios promissores de arquitetura, apresentando um cenário diversificado de studios e ateliês dedicados às mais diferentes atividades culturais, promovendo festivais, exposições, chamadas abertas, entrevistas e oficinas.

As melhores exposições virtuais de 2020

Diante do cenário da pandemia de coronavírus, foi preciso repensar a relação entre as pessoas e o espaço à sua volta. Enquanto espaços fechados, que costumam reunir aglomerações de pessoas, os museus não tiveram outra saída a não ser fechar as portas à medida que o número de casos de infecções aumentava. A programação destes espaços, por outro lado, não necessariamente foi interrompida. Ainda que alguns grandes eventos na área de arquitetura e urbanismo tenham sido adiados para uma data em que espera-se que a pandemia tenha sido controlada (como é o caso da 17ª edição da Bienal de Arquitetura de Veneza), muitos museus, galerias e demais espaços expositivos viram o momento como uma oportunidade para estreitar suas relações com o formato virtual.

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As melhores casas de 2020

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A arquitetura residencial é uma das categorias mais populares entre nossos leitores. Durante 2020, publicamos mais de 2.000 casas, apresentando projetos de diferentes regiões do mundo e oferecendo uma variedade de soluções, materiais, contextos, ambientes, escalas e tipologias. Fornecemos, assim, uma ampla fonte de inspiração para quem busca ideias para seus próprios projetos residenciais.

A seguir, apresentamos os 20 projetos residenciais mais visitados no ArchDaily em 2020. Esta seleção representa o que há de melhor no conteúdo criado e compartilhado pela comunidade do ArchDaily nos últimos 11 meses.

Corbusierhaus pelas lentes de Bahaa Ghoussainy

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Em resposta à crise imobiliária na Europa após a Segunda Guerra Mundial, Le Corbusier começou a projetar estruturas residenciais em grande escala. Um de seus projetos de habitação comunitária mais notáveis foi a Unidade de Habitação em Berlim, também conhecido como Corbusierhaus, concluído em 1959.

Explorando a composição particular do edifício, o fotógrafo de arquitetura Bahaa Ghoussainy colocou a unidade habitacional de Le Corbusier na mira de suas lentes.

O nascimento dos movimentos arquitetônicos: onde estamos agora?

A arquitetura, e todos os aspectos do mundo do design, experimentou vários movimentos ao longo do tempo que definiram a maneira como nos expressamos por meio de edifícios, artes e outros meios. Criadas a partir de uma insatisfação com o status quo ou do surgimento de novas tecnologias, houve mudanças arquitetônicas particularmente notáveis e ideologias emergentes nos últimos 100 anos. Isso nos deixa com a pergunta - em que momento estamos agora e o que o caracteriza? Como iremos refletir retroativamente sobre este momento arquitetônico, e a pandemia de COVID-19 irá acelerar a inovação para nos levar à nossa próxima era de projeto?

UN-Habitat lança manual para o desenvolvimento urbano sustentável em pequenas cidades

A Un-Habitat ou agência das Nações Unidas para o desenvolvimento urbano sustentável, cujo foco principal é lidar com os desafios impostos pelo rápido e voraz processo de expansão urbana em países em desenvolvimento, vem desenvolvendo abordagens inovadoras no campo da arquitetura e do urbanismo, centradas nos usuários e nos processos participativos. Pensando nisso, p ArchDaily se associou à UN-Habitat para trazer notícias semanais, artigos e entrevistas que destacam neste setor, disponibilizando conteúdos em primeira mão e direto da fonte.

Com a principal intenção de apoiar e dar suporte aos governos locais de países em processo de desenvolvimento no que se refere a implementação de uma Nova Agenda Urbana que esteja de acordo com os objetivos traçados para estabelecer processos de Desenvolvimento Urbano Sustentável, a UN-Habitat acaba de lançar um Guia de Planejamento Urbano Participativo, “uma espécie de roteiro ou guia para avaliar, projetar, operacionalizar e implementar processos participativos de planejamento urbano sustentável”. O livro guia propõe um cronograma dividido em fases, blocos e atividades, ajudando os líderes comunitários assim como todas as partes interessadas a ter uma visão mais abrangente e estratégica do projeto à execução.

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7 Arquitetos que não têm medo de usar as cores em seus projetos

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Alguns arquitetos são apaixonados por cores, alguns são impassíveis a ela, outros a odeiam e tem aqueles que preferem descartá-la como algo desnecessário na arquitetura. Em um ensaio sobre o assunto, Timothy Brittain-Catlin menciona o "puritanismo inato entre os clientes de arquitetura", os arquitetos e seu "constrangimento em relação ao uso da cor", e como "o modernismo buscou contornar o uso das cores vibrantes na arquitetura". O debate sobre a cor na arquitetura está longe de ser algo novo, no entanto não há uma conclusão unânime, e provavelmente, nunca a teremos.

Atualmente, onde o estereótipo do arquiteto sobriamente vestido de preto ainda persiste, e enquanto meditamos silenciosamente sobre a estranha definição da Cosmic Latte, existem arquitetos que não têm medo de usar amplamente a cor em tudo o que fazem. Por isso, editamos uma lista com 7 importantes arquitetos que seguiram este caminho, tanto no passado como no presente.

Andaimes: de equipamento auxiliar a protagonista na arquitetura

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Fala-se pouco sobre a contribuição dos andaimes na história da construção. Estas estruturas geralmente foram tratadas como meros equipamentos e, por isso, seus registros são bastante escassos. Sem elas, no entanto, seria quase inviável construir a maioria dos edifícios que conhecemos. Os andaimes permitem atingir e deslocar materiais a pontos difíceis em uma construção, proporcionando segurança e algum conforto aos trabalhadores. Mas além do seu papel de estrutura de apoio para as construções, temos visto que os andaimes também podem servir para estruturas móveis, temporárias e mesmo permanentes. Conheça um pouco da história e das suas possibilidades a seguir.

Os melhores projetos de arquitetura de 2020

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Em nome de toda a equipe do ArchDaily, gostaríamos de agradecer seu apoio – a participação de vocês, leitoras e leitores, ajudou a tornar 2020 um ano melhor. Podemos dizer com satisfação que este ano, mais que em qualquer outro, alcançamos profissionais da arquitetura de todas as partes do mundo, contribuindo com ferramentas e inspiração para a criação de espaços melhores. 

Com mais de 5.500 obras diferentes publicadas ao longo do ano, nossa equipe de curadores tem o prazer de compartilhar esta seleção dos 100 projetos mais acessados de 2020. Esta lista representa o que há de melhor no conteúdo criado e compartilhado pela comunidade do ArchDaily nos últimos 11 meses.

Repensando o manifesto de Le Corbusier: 6 explorações que rompem os ideais modernistas

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Uma maquete de Corbusier é a única imagem que me traz à mente a ideia de um suicídio imediato. - Ivan Chtcheglov

Apesar de suas brincadeiras, os situacionistas podem estar certos, afinal. A angústia dos estudantes de arquitetura pode não ser resultado de um trabalho excessivo no estúdio, mas sim da repetição infinita dos ideais modernistas que continuam a ser ensinados. Em seu manifesto Vers une Architecture (Por uma arquitetura), Le Corbusier defende a adoção da arquitetura moderna como a solução para as crises globais do século XX, de uma forma que agora parece bastante limitadora.

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O que 2020 significou para a crise climática e ambiental?

Durante o primeiro lockdown, o mundo inteiro parece ter parado ou ao menos, diminuindo de ritmo. Alguns ambientalistas foram rápidos em afirmar o lado positivo daquela situação: nunca antes havíamos presenciado uma queda tão significativa nas emissões de dióxido de carbono na atmosfera do nosso planeta. Entretanto, essa circunstância durou pouco—ou quase nada. Considerando a atual conjuntura no que se refere ao agravamento das consequências do aquecimento global, o que este ano atípico pode ter significado quanto aos esforços para combater a crise climática?

Habitação não pode ser um bom investimento e acessível ao mesmo tempo

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A promoção da casa própria como uma estratégia de investimento é uma proposta arriscada. Nenhum consultor financeiro recomendaria contrair dívidas para aplicar uma parte tão grande de suas economias em um único ativo financeiro, qualquer que seja, por ser uma grande concentração de risco.

Pior ainda, esse risco não é aleatório: ele recai mais pesadamente sobre os compradores de baixa renda, que recebem condições de financiamento piores e cujos bairros são sistematicamente mais propensos a ter valores residenciais mais baixos ou mesmo em queda, causando resultados devastadores sobre a diferença de riqueza entre grupos raciais.

Quais são as megatendências que estão remodelando o campo da arquitetura e a indústria da construção?

Antes da pandemia, o mundo já enfrentava uma série de transformações globais no campo da construção, e os países emergentes estavam na vanguarda de uma poderosa mudança econômica. Como a população mundial deve atingir a marca de 10 bilhões de pessoas antes de 2100, o setor de construção deve ser capaz de entender e se adaptar às tendências que estão remodelando o globo.

Cidades estão crescendo na horizontal e não na vertical: 3 razões por que isso é um problema

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Imagine Lagos, na Nigéria, uma cidade de 22 milhões de pessoas. O que uma vez foi uma pequena cidade costeira, há apenas algumas décadas explodiu em uma megacidade dispersa que se estende por mais de 1.170 quilômetros quadrados. O rápido crescimento pressionou os serviços municipais ao máximo: menos de 10% das pessoas vivem em casas conectadas às redes de esgoto; menos de 20% têm acesso à água encanada. Muitas casas estão em favelas ou assentamentos informais na periferia da cidade.

Agora imagine Lagos duas vezes maior.

O que é Desenvolvimento Urbano Orientado ao Transporte Sustentável – DOTS ?

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Diante da urgência climática a qual estamos vivenciando hoje, nosso modelo de cidade ditado pelo crescimento acelerado e desordenado que favorece a segregação social e impacta negativamente o meio ambiente precisa ser substituído.

Em meio a este cenário, o conceito DOTS, Desenvolvimento Urbano Orientado ao Transporte Sustentável, surge para romper com os padrões de planejamento territorial vigentes. Como o próprio nome diz, o DOTS propõe estratégias de atuação que integram o desenho urbano e o planejamento de transportes e mobilidade podendo ser concretizadas por meio de políticas públicas ou de projetos urbanísticos.

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Os melhores artigos de 2020

Apesar de todos os obstáculos e dores, 2020 não nos decepcionou em termos de conteúdo. Reagindo à situação global, a equipe de editores do ArchDaily abordou todas as questões urgentes que desencadearam o estado de turbulência mundial este ano. Enquanto todo o planeta estava em pausa, nossos redatores produziam editoriais exclusivos, explorando temas e preocupações da atualidade. Escrevendo artigos em 4 idiomas, inglês, espanhol, português e chinês, este grupo oferece perspectivas locais e globais, alcançando todos os interessados em arquitetura.

Buscando oferecer inspiração e conhecimento aplicados à área, os melhores artigos do ArchDaily exploraram assuntos distintos em formatos variados. Nossa plataforma concentrou seus esforços em cobrir uma vasta gama de temas, desde as consequências da pandemia sobre o ambiente construído, as cidades e suas transformações, conhecimentos técnicos e especificações materiais, até a inteligência artificial e o futuro.

Resignificando paisagens: novas discussões sobre a cidade indo-portuguesa de Cochim

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Dedicamos as seguintes palavras ao debate de um tema caro à compreensão da presença lusitana no mundo: os processos de urbanização. Elegendo a paisagem de Cochim como estudo de caso, buscamos construir caminhos alternativos para se pensar as cidades “portuguesas” pelo mundo e suas relações com os diversos agentes e culturas com os quais os lusitanos estiveram em contato ao longo de suas atividades no ultramar ao longo de praticamente todo o globo. E nesse mar de opções, a escolha de  Cochim para exposição se dá em função de dois aspectos principais.

Primeiro, Cochim foi a primeira localidade onde os portugueses fincaram base sólida no Oceano Índico, já no início do século XVI. Se os portugueses haviam até então acumulado um conjunto de experiências na costa oeste africana e nas ilhas atlânticas, o mesmo não se podia dizer sobre o Índico: Cochim foi o primeiro laboratório perene da experiência portuguesa nas costas asiáticas. Nesse sentido, o caso permite-nos analisar como os lusitanos acomodaram-se num contexto ainda desconhecido, bem como debater suas estratégias e instrumentos.

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Castelos d'água: infraestruturas icônicas, oportunidades desperdiçadas

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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Sou relativamente novo na região Centro-Oeste dos EUA e, de todos os elementos que chamaram minha atenção, destacam-se os castelos d'água ou reservatórios elevados. Em meu estado natal, Minnesota, eles estão por toda parte. Essas maravilhas da engenharia têm mais de 45 m de altura e assumem todos os tipos de formas e proezas metalúrgicas, desde um tanque de armazenamento elevado (pedesphere) até estruturas com colunas caneladas para os tanques esferoidais e elipsoidais. Como diz a lenda, estes objetos foram alvos de tiros frenéticos durante a transmissão de Orson Welles em "Guerra dos Mundos". Posso afirmar que, ao chegar o crepúsculo do dia, essas torres com diversos apoios – ou, melhor, silhuetas – podem parecer de outro mundo.

Antigos miranetes persas são transformados em colagens retrofuturistas

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No passado, os minaretes eram considerados um importante elemento arquitetônico com diversos propósitos. Eles eram construídos ao lado das mesquitas para a chamada à oração, bem como nas entradas das cidades como um marco para orientar os viajantes. Hoje, entretanto, não têm a mesma utilidade de outrora, tornando-se símbolos de tempos históricos.

Na mais recente série de seu projeto Retrofuturismo, o arquiteto e artista visual iraniano Mohammad Hassan Forouzanfar introduziu uma nova função nos históricos minaretes persas por meio de ilustrações fantásticas que complementam as antigas estruturas de tijolos com a arqueologia industrial contemporânea.

O ensino livre de arquitetura no Brasil: da teoria à prática

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O primeiro curso de arquitetura no Brasil foi criado há mais de 200 anos como parte da “Missão Francesa” de 1816. A Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios do Rio de Janeiro ofereceu o único curso do país por mais de cinquenta anos e era uma instituição orientada para o ensino da elite brasileira, sem finalidade de pesquisa, e que formava um “arquiteto-artista, à serviço da corte”.

Segundo a arquiteta e pesquisadora Sônia Marques, as exigências para ingresso na Escola Real eram “saber ler, escrever e contar” e o currículo do curso de arquitetura era composto por disciplinas como: desenho de ornatos; escultura de ornatos; arqueologia e matemática aplicada; perspectiva e sombras; estereotomia (técnica para corte de materiais de construção); entre outras. Sua base visava corresponder às necessidades de uma clientela consumidora de bens simbólicos, desenvolvida e fomentada principalmente pela recente presença da corte portuguesa no Brasil. [1]

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