Carlos Moreira: Entre o Clássico e o Barroco

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As figuras humanas ganham protagonismo frente aos edifícios e ruas nas lentes do fotógrafo Carlos Moreira, 82. O espaço urbano aparece retratado a partir de recortes, não apenas sugeridos pelos monumentos históricos (eles estão lá), mas sobretudo pelo corpo e suas ações. Disso emerge uma visão emocional e viva das cidades; capaz de provocar uma expansão sensorial dos retratos dos espaços.

São Paulo e o litoral (Santos e Guarujá) são o pano de fundo principal de suas composições, além das derivas pela América do Sul, América do Norte, Ásia e Europa. Em suas fotos batidas ao longo de cinco décadas, a passagem de tempo das cidades se mostra pelas vestimentas e – o que talvez seja o mais surpreendente nas imagens –  também pelos trejeitos, expressões e posições corporais que assim como a arquitetura, denunciam sua idade.

Para Moreira, a arte poderia ser dividida entre o clássico e o barroco. As 350 ampliações fotográficas exibidas na mostra “Carlos Moreira: retrospectiva – WRONG SO WELL” (Centro Cultural Porto Seguro, realizada em 2019) traduzem a translação entre esses dois polos na sua produção fotográfica. Resultado da imersão em um acervo de 220 mil cliques, a exposição traçou um novo olhar panorâmico sobre o veterano que tem no currículo exposições em museus como o PS1 em Nova York e o Pompidou em Paris.

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Sobre este autor
Cita: Gabriel Kogan. "Carlos Moreira: Entre o Clássico e o Barroco " 15 Dez 2019. ArchDaily em Português. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/930067/carlos-moreira-entre-o-classico-e-o-barroco> ISSN 0719-8906

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