Ao longo dos anos, os banheiros foram vistos como espaços puramente funcionais, estritamente programados para a higiene e a privacidade. Tornando-se cada vez menores e mais práticos, o box de chuveiro utilitário, que economiza espaço, passou a ser considerado a norma, empurrando a banheira para a obsolescência ou restringindo-a a um luxo adicional para quem dispõe de espaço (e orçamento) extra. Recentemente, contudo, à medida que as mudanças no estilo de vida impulsionadas pela pandemia colocaram o bem-estar como prioridade máxima, a noção do banheiro como um santuário consolidou-se definitivamente. Com isso, os banheiros contemporâneos foram reimaginados, voltando-se para espaços abertos de relaxamento, conforto e recuperação. E as banheiras – com sua inerente natureza meditativa – voltaram ao centro das atenções.
Mapa Conceitual de Crescimento de Imagine Austin / Cidade de Austin. Imagem cortesia de The Dirt
“As práticas de planejamento do passado são inadequadas para os desafios de hoje”, afirmou David Rouse, ASLA, arquiteto paisagista e urbanista, na American Planning Association‘s Conferência Nacional de Planejamento em San Diego. Rápidas mudanças tecnológicas, desigualdades socioeconômicas, o esgotamento dos recursos naturais e as mudanças climáticas estão forçando profissionais de planejamento e design a se adaptarem. “Como a prática do planejamento pode evoluir para se tornar mais sustentável e equitativa?”
https://www.archdaily.com.br/pt/1134580/planejadores-agora-devem-antecipar-o-inesperadoJared Green
Ainda estamos no alvorecer do Metaverso, a próxima onda da internet. As atuais plataformas de Metaverso mais populares servem como recipientes experimentais para abrigar os sonhos mais ousados de mundos virtuais onde deveríamos libertar a imaginação. No entanto, sob a perspectiva do design espacial, até agora elas têm sido sem graça e comuns. Sem as restrições do mundo físico, como elaborar os projetos urbanos no metaverso? Acredito que os/as planejadores/as do metaverso podem encontrar inspiração em As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino, obra na qual o autor revela uma abordagem poética e matemática do "planejamento urbano" em mundos imaginários.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134433/o-que-os-as-planejadores-as-do-metaverso-podem-aprender-com-star-as-cidades-invisiveis-star-de-italo-calvinoChloe Sun
Arca de Convivencia / LEA Atelier + TAKK . Image Cortesía de Festival Model
"Arca de Convivência" é a instalação temporária que LEA Atelier e TAKK Architecture projetaram para o Festival Model — um evento que, durante dez dias de maio, tomou a cidade de Barcelona como campo de experimentação e debate. Trata-se de um artefato móvel situado na Ronda de Sant Antoni que abriga uma infinidade de árvores, plantas, arbustos e insetos, lembrando-nos da urgente necessidade de criar espaços públicos para reverter os efeitos do aquecimento global e estimular a biodiversidade.
A regra se aplica a todas as disciplinas criativas: obras de design verdadeiramente únicas e de alta qualidade são quase sempre o resultado de certas constelações favoráveis. Isso vale tanto para cineastas e profissionais da música quanto para arquitetos/as e designers. Afinal, grandes ideias criativas muitas vezes só podem ser realizadas em equipe, em cooperação com colaboradores/as.
Há dois anos, a jovem cantora, violinista e compositora suíça Chiara Dubey lançou um álbum intitulado 'Constellations'. Um céu estrelado adorna a capa – de modo que, aqui também, trata-se de uma interação especial sob uma boa estrela. Mas como, você deve estar se perguntando, passamos de capas de álbuns para uma empresa de mobiliário?
O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast explícito sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma ampla gama de assuntos é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas de profissão, avaliações de edifícios e projetos, ou reflexões informais sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina recebem Stuart Graff, presidente e CEO da Fundação Frank Lloyd Wright, para discutir a missão da organização; o papel das instituições culturais no apoio às profissões criativas; a preservação e a difusão do legado de Wright por meio de programas e colaborações; propriedade intelectual; a trajetória de Stuart até se tornar CEO da fundação; a gestão de uma organização sem fins lucrativos de sucesso; os princípios de Frank Lloyd Wright, entre outros temas.
O projeto de iluminação natural é um aspecto essencial para criar edifícios mais claros e saudáveis para todas as pessoas. Como a luz natural tem a capacidade única de moldar a experiência de um espaço, é fundamental que profissionais de arquitetura e design a levem em consideração para construir edifícios mais saudáveis e sustentáveis. Um bom projeto de iluminação natural pode melhorar a saúde, o humor, as habilidades cognitivas e a produtividade de ocupantes de residências, escolas ou locais de trabalho, ao mesmo tempo que reduz o consumo de energia da edificação.
A seguir, exploramos alguns fatores-chave que influenciam a disponibilidade de luz natural nos edifícios e como considerá-los em seu próximo projeto.
Memoria Cronotópica / FLEXOARQUITECTURA. Image Cortesía de Festival Model
"Memória Cronotópica" é uma instalação temporária do escritório FLEXOARQUITECTURA realizada no terreno dos antigos tribunais de Barcelona durante o Festival Model — um evento que, durante dez dias de maio, tomou a cidade como campo de experimentação e debate.
Este projeto buscou refletir sobre as lógicas da circularidade e da reutilização, a partir do registro e da justaposição das arquiteturas que desapareceram do terreno entre os séculos VII e XXI — desde a necrópole medieval até o edifício dos tribunais, passando pelos jardins de la Fusina e o Palau de Belles Arts.
A cadeira Chelsea da BoConcept foi desenhada por Karim Rashid, designer industrial amplamente conhecido por seus produtos de formas orgânicas. Com cantos arredondados e formato simples, a peça parece totalmente natural e elementar, quase como um "não-design". Ainda assim, é evidente que houve muita reflexão e experimentação no processo de criação de um objeto de leitura tão clara.
Para começar o dia com a mente relaxada, é fundamental contar com uma sensação natural de calma interior ou, na falta desta, com um refúgio tranquilo onde o estresse possa ser deixado da porta para fora. Em sua primeira colaboração, a Duravit e o designer Sebastian Herkner transformam o banheiro em um espaço de verdadeiro bem-estar – voltado para a purificação restauradora do corpo, da mente e da alma. Nesse ambiente, nada remete à rotina diária, pois a linha de banheiros Zencha nos transporta para longe, prestando homenagem à tradicional cerimônia do chá japonesa.
A arquitetura é uma ferramenta privilegiada para marcas com posicionamento de alto padrão que, para além da qualidade de seus próprios produtos, precisam alimentar um imaginário de prestígio, estilo e sofisticação. Dos showrooms às lojas, a moda precisa de arquitetos/as tanto quanto de estilistas, fotógrafos/as e modelistas.
Há trinta anos, um clássico contemporâneo era lançado pela Dornbracht: TARA. A linha de metais tornou-se o maior sucesso de vendas da marca, uma vez que sua versatilidade e modernismo atemporal permitiram sua ampla especificação. Ao celebrar três décadas de sua coleção mais popular, a fabricante alemã de metais de luxo olha para o futuro, apresentando novas variantes de produtos e acabamentos para este clássico moderno.
Laura Foraster i Lloret é secretária-geral do DIPLOCAT, um consórcio público-privado que tem como objetivo conectar a Catalunha com o resto do mundo e promover atividades que projetem sua imagem no exterior. Entre seus 38 membros, estão representadas tanto as suas principais instituições públicas quanto as suas principais entidades dos âmbitos empresarial, social, sindical, acadêmico e esportivo: do Fútbol Club Barcelona à Universitat de Barcelona.
Durante o Festival de Arquiteturas Model, que tomou conta de Barcelona durante o mês de maio — um evento que já começa a preparar o terreno para a nomeação da cidade como Capital Mundial da Arquitetura em 2026 —, ela nos procurou justamente com esse propósito: conversar sobre como a arquitetura é um dos elementos fundamentais que utilizam no momento de se apresentar e se projetar para o exterior. Confira as principais reflexões de Laura Foraster i Lloret a seguir.
Kenneth Caldwell, da Metropolis Magazine, visita o Eames Ranch em Petaluma, Califórnia, para desvendar os objetivos e segredos do Eames Institute of Infinite Curiosity. O autor explica que talvez não seja a melhor pessoa para escrever objetivamente sobre o recente lançamento público do Eames Institute of Infinite Curiosity, uma organização sem fins lucrativos criada em 2019 para nos ajudar a explorar o legado de Charles e Ray Eames — em especial, seu processo de design iterativo e atemporal. Afinal, a cadeira na qual se senta todos os dias foi projetada pelo casal Eames no ano de seu nascimento, e o trabalho deles faz parte de sua vida desde a infância, quando buscava o futuro em revistas de arquitetura na biblioteca pública local.
Quando consideramos algo comestível, compreendemos sua capacidade de ser comido, consumido ou ingerido, independentemente de seu sabor. Se a nossa relação contemporânea com o ambiente construído refletisse esse processo, no que se tornariam as cidades e os ambientes construídos?
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast explícito sobre design, arquitetura e cotidiano. Apresentado por David Lee e Marina Bourderonnet, profissionais da arquitetura, o programa recebe diferentes profissionais das áreas criativas em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Diversos temas são abordados com franqueza e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para profissionais de design, análises de edifícios e projetos, ou reflexões informais sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana David e Marina conversam com o arquiteto de interiores e designer Jaime Bush, diretor e fundador da Jamie Bush + CO., sobre crescer cercado por profissionais do design, da fotografia e das artes; estudar arquitetura no exterior, em Veneza; a transição para a arquitetura de interiores; o distanciamento entre a arquitetura e o design de interiores; como diferenciar as duas disciplinas; modelos de cobrança e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135126/the-second-studio-podcast-entrevista-com-jamie-bushThe Second Studio Podcast
As periferias constituem um dos campos de ação preferidos de quem trabalha com arquitetura social em contextos de "primeiro mundo". Em 2020, um grupo de estudantes do curso de Architecture for Humanity da YAcademy — a renomada escola internacional de arquitetura localizada em Bolonha, na Itália — teve a oportunidade de trabalhar com Michele De Lucchi para levar arte, beleza e qualidade às cinzentas periferias de Milão.
O A’ Design Award nasceu "do desejo de destacar os melhores designs e produtos bem projetados". Trata-se de um prêmio internacional cujo objetivo é proporcionar a designers, arquitetos/as e inovadores/as de todas as áreas do design uma plataforma para apresentar seus trabalhos e produtos a um público global. A edição deste ano já está aberta para inscrições antecipadas; os/as profissionais podem registrar seus projetos aqui.
A Era da Digitalização começou há quase 40 anos com a ascensão da tecnologia da informação. Com ela, vieram mudanças profundas na maneira como os seres humanos interagem e as indústrias operam — exceto, contudo, no campo da educação. Por muito tempo, apesar das tecnologias em constante evolução ao nosso redor, o aprendizado em sala de aula permaneceu o mesmo. O/A professor/a se posicionava diante dos/as estudantes, transmitindo conhecimento por meio de métodos convencionais de leitura, oratória e desenhos na lousa. Essa também tem sido a realidade do ensino de arquitetura até o momento. No entanto, os tempos estão mudando. Os/As estudantes de hoje cresceram cercados/as por tecnologias digitais e, por isso, podem se beneficiar de novos métodos de aprendizado, como a gamificação, para desafiar seus intelectos.
Muitos concordam com Roman Mars, do 99% Invisible, quando ele diz que "tendemos a não notar as coisas bem desenhadas" — mas muitos também concordam que o design costuma ser considerado algo para poucos. Por isso, devemos nos perguntar o que é verdadeiramente democrático na questão do design — e, a partir daí, podemos ajudar a definir e a contribuir com nossa visão para uma sociedade mais justa.
Sob a perspectiva do design e da arquitetura, podemos analisar a democratização do design sob diferentes ângulos: debatendo desde como incluir soluções para as necessidades cotidianas até como projetar de maneira inclusiva. Na base de tudo isso está a busca por respostas para melhorar a acessibilidade e a habitabilidade em nossas vidas.
Afinal, é possível que o design seja para todas as pessoas? E, se for assim, como alcançamos isso? Perguntamos a vocês, nossos leitores e leitoras, por meio de uma chamada aberta, e, após ler uma quantidade imensa de comentários recebidos, tanto de profissionais da construção civil quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, foi uma surpresa encontrar pontos em comum: não apenas todos nós vivenciamos o design de forma direta ou indireta, mas também precisamos dele para romper estereótipos e paradigmas. Leia alguns dos comentários a seguir.
O acesso à moradia adequada é um direito humano. Contudo, diante do aumento drástico dos preços, de rendimentos que não crescem proporcionalmente e de políticas públicas ineficazes, a falta de lares seguros e acessíveis alimenta uma constante crise habitacional global. Na realidade, constatou-se que 90% de 200 cidades pesquisadas foram consideradas inacessíveis para se viver, com o impacto da COVID-19 apenas agravando a situação e forçando grande parte da população mundial a se submeter a condições de vida precárias. Espera-se que esse cenário se agrave ainda mais em um futuro próximo; até 2025, o Banco Mundial estima que 1,6 bilhão de pessoas serão afetadas pela escassez de moradias.
O Europa Minimal Frame, um novo sistema arquitetônico de alumínio, foi desenvolvido pelo Departamento de P&D da empresa como um sistema de correr de alto desempenho, com ênfase na funcionalidade, no design e na estética. Recentemente premiado com o Red Dot Award: Product Design 2022 na categoria de Elementos de Design de Interiores, o sistema de alumínio Minimal Frame e sua inovação, funcionalidade e longevidade oferecem diversos benefícios para projetos que aspiram a um minimalismo capaz de aliar simplicidade estética e luxo.
A coprodução tem a capacidade de potencializar processos e atores, bem como de se aproximar de espaços e sistemas que tradicionalmente foram invisibilizados pelas políticas públicas urbanas e pelas agendas arquitetônicas convencionais. Em uma conjuntura de insegurança alimentar, agravada pela pandemia e pelo pós-pandemia, o projeto ‘KNOW - Conhecimento em ação para la igualdade urbana’, por meio de uma metodologia participativa e de uma articulação horizontal entre os agentes envolvidos, busca consolidar a criação de uma rede de cuidados que supere as lacunas multidimensionais para além da insegurança alimentar. Dois projetos-piloto foram desenvolvidos no distrito de San Juan de Lurigancho; as áreas de intervenção foram identificadas em decorrência das carências de infraestrutura para o funcionamento das cozinhas comunitárias, uma situação recorrente em outras periferias de Lima.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135146/conhecimento-em-acao-para-a-igualdade-urbana-praticas-comunitarias-para-a-seguranca-alimentar-em-san-juan-de-luriganchoBelen Desmaison, Lia Elier y Diego Vivas
Em um mundo no qual nossa compreensão sobre o que define o luxo passa por uma profunda transformação, o MDF — outrora um humilde material de construção — ganha um novo protagonismo. No campo específico do design e da arquitetura, o que hoje se considera luxuoso não é tanto o recurso raro e brilhante, mas sim aquilo que é produzido de forma consciente e sustentável. Esse luxo não se define por quilates ou brilho, mas por circularidade, durabilidade e adaptabilidade. Nas mãos certas, o que é simples pode se tornar nobre.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135295/mobiliario-e-elementos-fixos-esculturais-a-nova-geracao-de-produtos-em-mdfEmma Moore