Com uma espetacular estrutura amorfa, Bloodlust Wine Bar está localizado no Ejido El Porvenir, no coração do Vale de Guadalupe, Baixa Califórnia, México. Suas origens remontam ao final de 2019, sob a idealização de Juliette Cheanne, Poncho Muriedas e Yuri Muriedas, três mentes extremamente criativas com uma única missão em comum: dar vida a um espaço gastronômico onde, além de contar com uma fachada arquitetônica inimitável concebida pelo ilustrador surrealista Jaime Zuverza, o local também oferecesse uma experiência sonora e visual a todos que o visitassem.
Fundado em 2017, o Studio 10 é um escritório de design multidisciplinar com foco em arquitetura. Baseado nas cidades de Shenzhen e Hong Kong, o estúdio dedica-se a oferecer serviços personalizados e de alta qualidade em arquitetura, interiores, design de produtos e outras soluções criativas. Nosso escopo de pesquisa e projeto abrange tanto os ambientes urbanos de maior densidade do mundo contemporâneo quanto áreas rurais de baixa densidade. Como um estúdio multidisciplinar, compreendemos a arquitetura e o espaço como os mediadores mais importantes e onipresentes entre o ser humano e seu entorno natural, social e cultural. Em nossa prática, a arquitetura e o espaço não são apenas abrigos no ambiente ou meios de percepção do entorno, mas também catalisadores e geradores para a revitalização de comunidades urbanas e rurais, bem como para a melhoria ambiental. Ao longo desse processo, refletimos continuamente sobre nosso papel, buscando promover o progresso econômico, cultural e social por meio do espaço construído, em busca de um equilíbrio e de uma harmonia atemporais entre as pessoas e o meio ambiente.
Visando reconectar o ser humano à natureza, exploramos tratamentos não ortodoxos de formas e materiais no projeto, expressando o desejo de humanizar a arquitetura. Ao reintroduzir processos artesanais da era pré-industrial e pré-digital em nosso processo projetual, a arquitetura e o espaço tornam-se um híbrido de razão e intuição. Também investigamos constantemente materiais naturais e industriais recicláveis, reciclados ou reutilizados, ressignificando seu uso de forma inovadora para promover a conscientização e a sensibilidade ambiental.
The Breadbox ADU . Imagem cortesia de Los Angeles Department of Building and Safety e WELCOME PROJECTS
Em uma época na qual os preços dos imóveis residenciais são inacessíveis e as pessoas buscam, mais do que nunca, reduzir o tamanho de suas moradias, surge o conceito de Unidades Habitacionais Acessórias (ADUs, na sigla em inglês). Essas residências de pequenas dimensões e altamente personalizáveis estão conquistando os quintais de todos os Estados Unidos, permitindo que proprietários/as construam em seus terrenos e as aluguem para inquilinos/as.
No dia 23 de setembro, a LIGA celebrou 10 anos de apoio e fortalecimento a jovens arquitetos/as latino-americanos/as. O jantar foi realizado em seu espaço principal na Cidade do México. A LIGA está localizada em uma antiga fábrica têxtil (La Laguna) que abriu suas portas na primeira década do século XIX, atualmente transformada em um multiespaço colaborativo projetado pelo escritório de arquitetura PRODUCTORA, que abriga projetos independentes mexicanos que vão desde uma cafeteria e um escritório de arquitetura até um ateliê de cerâmica.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134474/sombra-realiza-instalacao-luminosa-para-celebrar-10-anos-da-liga-na-cidade-do-mexicoArchDaily Team
Fundado em 2004 pelo arquiteto chinês Ma Yansong, o escritório MAD Architects é liderado por Ma Yansong, Dang Qun e Yosuke Hayano. Dedicado a explorar o caminho do futuro da arquitetura, o escritório integra o pensamento oriental à prática arquitetônica, criando atmosferas que promovem o diálogo entre o ser humano, a natureza e o cosmos, além de investigar novas práticas culturais na arquitetura. Diariamente, profissionais de arquitetura nos escritórios do MAD em Pequim, Los Angeles e Roma canalizam sua paixão pelo design para expressar e transmitir nossa compreensão do espaço arquitetônico, gerando ambientes fluidos, visionários e tecnologicamente avançados.
O MAD Architects é um estúdio global de arquitetos/as, designers e pensadores/as criativos/as de grande talento. Dedicamo-nos a transformar a experiência e a compreensão do espaço construído que nos cerca e, a partir disso, desenvolvemos projetos visionários, fluidos e tecnologicamente avançados que personificam uma interpretação contemporânea da afinidade oriental com a natureza.
Desde planejamentos urbanos de grande escala até complexos urbanos de uso misto dotados de grande imaginação, museus, teatros de ópera, habitação social, requalificação de centros históricos e obras de arte, o MAD mantém uma perspectiva de design única ao mesmo tempo em que busca estabelecer um equilíbrio harmonioso entre a humanidade, a cidade e o meio ambiente. Atualmente, a atuação global do MAD inclui projetos como o Museu Lucas de Arte Narrativa, a Praça Cultural de Shenzhen Bay, a Estação Ferroviária de Jiaxing, o Grande Teatro de Yiwu, a Biblioteca Cloudscape de Hainan e projetos residenciais em Paris, Roma e Los Angeles.
Nossa equipe de 130 profissionais atua nos escritórios de Pequim, Los Angeles e Roma. Nossos projetos abrangem desde desenvolvimentos urbanos e masterplans de grande escala até edifícios públicos, culturais, residenciais e hoteleiros imaginativos de diversas proporções. Empenhamo-nos em aprimorar o equilíbrio entre as pessoas, o ambiente construído e o entorno natural.
Existe um grupo de jovens arquitetos/as chineses/as que se define de forma única e apresenta ao público a “nova geração” de profissionais da área. Não se apegam a definições e rompem com as convenções. Pensam por si e agem de acordo com suas próprias crenças. Além de arquitetos/as, também são artistas, pintores/as, escultores/as e pesquisadores/as. A identidade já não é única entre a nova geração; sua forma de trabalhar é determinada por seus propósitos, e seguir o caminho que escolheram os/as guiará a uma nova direção e a uma nova vida.
Vista externa do hospital l’Eau Vive, Soisy-sur-Seine, França, anos 1960. Imagem cortesia dos Arquivos de Nicole Sonolet, coleção de Christine de Bremond d’Ars
O que significaria projetar edifícios que transcendam a contabilidade econômica da biopolítica liberal, oferecendo, em vez disso, uma lógica inteiramente diferente para a promoção da saúde? Nos anos em que Michel Foucault conceituou o termo biopolítica, ele fazia parte de uma constelação de pesquisadores/as e arquitetos/as que desenvolveram práxis de cuidado que definiam o valor da vida e de sua manutenção por meio de um cálculo baseado no desejo. As instituições do Estado de bem-estar social da arquiteta Nicole Sonolet, em particular — hospitais psiquiátricos, conjuntos de habitação social e novas tipologias de aldeias construídas principalmente na França do pós-guerra e na Argélia pós-colonial, entre as décadas de 1950 e 1980 —, foram projetadas não apenas para apoiar, mas para centralizar as necessidades de pessoas frequentemente excluídas dos processos de projeto. Os centros de saúde mental de Sonolet para residentes do 13º arrondissement de Paris, em especial, foram projetos fundamentais para a descoberta de uma prática projetual vinculada à prestação do cuidado em si.
Na década de 1960, Jane Jacobs criticou o planejamento urbano modernista sob a perspectiva da cidade integrada. Para ela, o objetivo da renovação urbana seria estabelecer uma relação mais integrada entre o espaço e as funções urbanas, reparando a lacuna existente entre ambos, em vez de apenas "embelezar" o ambiente urbano.
O A' Design Awards — a principal competição internacional anual de design com júri do mundo — foi criado para promover e reconhecer os melhores trabalhos de design de todos os países e em todas as disciplinas criativas. A premiação conta com 100 categorias principais, incluindo Design de Arquitetura, Edificações e Estruturas, Design de Interiores e Exposições e Design de Mobiliário, além de outras relacionadas às áreas de Iluminação, Paisagismo, Materiais de Construção, entre muitas outras. A edição deste ano já está com inscrições abertas; profissionais de design podem inscrever seus projetos aqui.
O co-living é um modelo de moradia comunitária residencial, que se refere a uma forma moderna de habitação coletiva que transformou significativamente a vida em Londres e no Reino Unido como um todo. O conceito de co-living popularizou-se ainda mais com a ascensão de startups do setor habitacional, muitas das quais oferecem moradia acessível em casas e apartamentos compartilhados por um grupo de moradores/as.
As janelas desempenham múltiplas funções essenciais em qualquer projeto, desde emoldurar vistas até fornecer iluminação e ventilação naturais. À medida que as necessidades humanas mudaram e a tecnologia avançou significativamente ao longo dos anos, elas evoluíram em caráter, forma e uso de materiais. O que começou como pequenas seteiras usadas para defesa em fortificações medievais mais tarde se transformou em aberturas mais amplas que simbolizavam status e riqueza. Os romanos foram os primeiros a usar o vidro, mas este foi considerado um bem precioso por séculos. Painéis complexos de vitrais adornavam inúmeras igrejas e catedrais medievais, enquanto a maioria dos moradores de residências comuns tinha que se contentar em cobrir suas “janelas” com madeira, peles de animais e outros materiais.
A fachada é a única parte do edifício que pode ser vista do exterior, tendo a função de comunicar uma mensagem que deriva de seu projeto. Por isso, merece atenção especial em cada detalhe. Uma fachada bem proporcionada em termos de cores e materiais, que facilite a conexão entre o interior e o exterior, gera uma atração inicial para quem passa pela rua, convidando a entrar.
De uma pequena casa revestida de azulejos clássicos a grandes marcas como Apple ou Louis Vuitton, as fachadas são utilizadas como expressão arquitetônica para antecipar os primeiros elementos que encontraremos no interior do espaço. No design de interiores, o hall de entrada de uma residência concentra muitas pistas do que veremos a seguir. O efeito dessa primeira impressão seria ainda mais positivo se a fachada contasse com um projeto que instigue a curiosidade das pessoas.
Reforma em Sants, Um oásis no coração de Poblenou, Apartamento THE DUKE, Reforma de habitação na rua Calábria. Montagem com fotografias de reformas em Barcelona. Imagem via ArchDaily
Atualmente, a reforma completa de apartamentos em Barcelona é uma das atividades a que mais se dedicam tanto arquitetos/as autônomos/as quanto escritórios de arquitetura locais. Este dado não é surpreendente em se tratando de uma cidade com mais de 4.000 anos de história, onde há muitos edifícios construídos e pouco espaço para novas obras.
Ao superar o arranha-céu Tour First, a HEKLA Tower, com seus 48 pavimentos e 220 metros de altura, será o edifício mais alto do distrito financeiro de La Défense, em Paris, além do segundo edifício mais alto de toda a França. Atualmente em construção e projetada pelo vencedor do Prêmio Pritzker Jean Nouvel, a torre está destinada a se tornar um forte manifesto arquitetônico. Com conclusão prevista para este ano de 2022, em meio ao programa de revitalização do setor, o arranha-céu futurista distribui seus 76.000 m² de área construída em escritórios, serviços, lobbies, um anfiteatro, salas de projeção e espetáculos, restaurantes, bares, academias e loggias. Tudo isso com o objetivo de proporcionar uma experiência de uso única, com espaços de trabalho amplos e flexíveis que promovem a interação e o bem-estar.
Há quatro anos, o vencedor do Prêmio Pritzker Tadao Ando converteu de forma espetacular um edifício residencial da década de 1920 no bairro de Lincoln Park, em Chicago, em espaços expositivos para uma galeria batizada — em referência ao seu endereço — de Wrightwood 659. Atualmente, a galeria apresenta uma engenhosa exposição sobre a construção em wood-frame, o método pelo qual mais de 90% das casas nos EUA são construídas.
Raramente o wood-frame foi tema de uma exposição de arquitetura. É um assunto corriqueiro demais — ou pelo menos parecia ser, até que a dupla de docentes da Universidade de Illinois em Chicago, Paul Andersen e Paul Preissner, idealizasse a exposição American Framing para o Pavilhão dos EUA na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2021. Um ano depois de Veneza, a badalada exposição faz sua estreia em solo americano na Wrightwood 659.
À medida que as mudanças climáticas atingem níveis sem precedentes, muitos apontam para a necessidade de ampliar a circularidade no setor da construção. Em essência, a economia circular visa eliminar o desperdício e o uso contínuo de recursos por meio do reaproveitamento, reparo ou reciclagem sistemática de materiais. Esta abordagem cíclica é capaz de atender à demanda e minimizar as emissões de CO2 ao estender a vida útil dos produtos, o que é particularmente importante diante de recursos limitados. Ao contrário do tradicional método extrativo linear — no qual tudo passa por um processo extremamente poluente de "extrair-produzir-descartar" —, a circularidade mantém os materiais em uso pelo maior tempo possível para extrair deles o valor máximo. Isso, por sua vez, reduz a poluição, regenera os sistemas naturais e contribui para um ambiente construído mais saudável, gerando, assim, capital econômico, natural e social.
Market Street East (1960-62), Philadelphia Civic Center (1956-57).. Imagem cortesia de Lars Muller Books, The Architectural Archives at the University of Pennsylvania, Sue Ann Kahn, e do Museum of Modern Art.
Em uma era de e-books e publicações prioritariamente digitais, Louis Kahn: The Importance of a Drawing (Lars Müller Publishers) é um resgate audacioso: um livro suntuoso de mais de 500 páginas, um objeto perfeitamente condizente com seu tema, cujos edifícios possuíam um peso, tanto literal quanto figurativo, que constituía parte de seu poder e apelo. Concebido e editado por Michael Merrill, o livro constitui tanto um exame profundo do processo criativo de Kahn — narrado por meio do desenho à mão — quanto um retrato revelador do homem por trás dessas obras e ilustrações. Merrill é arquiteto e educador, atuando atualmente como diretor de pesquisa no Institute for Building Typology no Karlsruhe Institute of Technology, na Alemanha. Também é autor de dois livros anteriores sobre o mestre da arquitetura, Louis Kahn: Drawing to Find Out e Louis Kahn: On the Thoughtful Making of Spaces.
O termo "arquiteto/a" pode ter muitas interpretações, quase como uma homenagem prestada a um/a artista. No entanto, a definição mais aceita para esse papel é a de alguém que projeta e planeja edifícios, sendo uma figura fundamental na construção civil. Como profissão, a arquitetura engloba uma ampla gama de caminhos profissionais. Por ser uma disciplina que concilia arte e ciência, ela exige uma sensibilidade aguçada para diferentes áreas do conhecimento, habilidades estas que também podem ser aplicadas em diversos outros setores.
Por conta de uma perspectiva míope, estudantes de arquitetura muitas vezes se veem limitados por uma trajetória rígida, baseada na premissa de que os/as profissionais da área devem seguir um caminho único para prosperar. Contudo, a realidade se mostra muito mais interessante quando se descobre a vasta gama de oportunidades de desenvolvimento disponíveis. A seguir, apresentamos arquitetos/as que romperam com essas amarras e se tornaram estilistas de sucesso.
A seleção desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca propostas vencedoras de concursos e menções honrosas enviadas pela comunidade ArchDaily. De desenvolvimentos urbanos em grande escala a pequenas intervenções e instalações, este artigo apresenta uma seleção de projetos que participaram de concursos internacionais ou nacionais e receberam o reconhecimento de seus júris.
De uma renovação de estação de metrô que destaca as cores de Belgrado a um parque memorial na costa de Miami, as propostas premiadas foram desenvolvidas por jovens arquitetos/as que reimaginaram projetos culturais, comerciais e urbanos, oferecendo soluções inovadoras que atendem à cidade e à comunidade. Esta seleção também inclui projetos no Paquistão, República Checa, Alemanha, Vietnã e Turquia.
O surgimento do fenômeno do gêmeo digital (ou mapeamento digital) prenuncia uma enorme transformação no planejamento urbano. Em essência, ele consiste na representação virtual da dinâmica de uma cidade, garantindo que cada elemento — desde estruturas históricas e novas construções até o transporte público — seja refletido em um modelo tridimensional. Além de apresentar os elementos cruciais da paisagem, ele também incorpora condicionantes frequentemente negligenciados, como insolação, sombreamento, vegetação e a presença de árvores. Tudo isso contribui para uma melhor análise preliminar do local.
“A cor é vida; pois um mundo sem cor nos parece morto.” O ilustre pintor Johannes Itten descreveu com essas palavras o poder excepcional da cor em nossa percepção do mundo. Como um evento sensorial, a cor define não apenas o que vemos, mas também como nos sentimos e pensamos; comprovadamente, ela é capaz de alterar a produtividade, inspirar a tomada de decisões, moldar nossa perspectiva e influenciar nosso bem-estar. Especialmente na arquitetura, esses efeitos se materializam e atingem seu esplendor máximo. O design é, afinal, uma forma visual de comunicação, e as paletas de cores –combinadas com luz, sombra, textura e brilho– desempenham um papel fundamental na transmissão da mensagem de um edifício. Elas criam a atmosfera que apoia a função de um espaço, transformando completamente a experiência de uso. Até mesmo os grandes nomes reconheceram esse poder: “A policromia é uma ferramenta arquitetônica tão poderosa quanto a planta e o corte,” disse uma vez Le Corbusier.
The Smile. Imagem cortesia de Alison Brooks Architects.
A arquiteta estabelecida em Londres Alison Brooks nasceu e cresceu no Canadá, onde estudou arquitetura na Universidade de Waterloo, em Waterloo, Ontário. Após se formar em 1988, partiu para Londres, onde, depois de trabalhar com o designer Ron Arad por sete anos, fundou o escritório Alison Brooks Architects em 1996. Suas obras mais representativas incluem o Accordia Brass Building em Cambridge (vencedor do Stirling Prize), o Cohen Quad do Exeter College em Oxford, o pavilhão The Smile para o London Design Festival de 2016 e diversas residências unifamiliares expressivas em Londres: VXO House, Fold House, Lens House, Mesh House e Windward House.
Entre os projetos atuais do escritório estão o The Passages em Surrey, no Canadá; o Homerton College em Cambridge, além de outros projetos residenciais e culturais no Reino Unido e na América do Norte. Este mês, a proposta do escritório foi selecionada para a lista de finalistas do LSE Firoz Lalji Global Hub e do Institute for Africa, em Londres. Junto ao escritório nigeriano Studio Contra, a equipe liderada pelo ABA foi uma das seis finalistas escolhidas entre 190 propostas internacionais.