Com o início do novo ano analisamos os projetos mais esperados para 2022. Em uma mistura de programas culturais e comerciais, os projetos estão localizados nos cinco continentes, muitos com previsão de construção para vários anos. Projetados em uma ampla gama de escalas, eles representam uma mistura de paisagens interconectadas, museus e novos arranha-céus.
Assim como outras profissões, Arquitetura e Urbanismo muitas vezes gira em torno de um linguajar próprio. O que pode parecer um termo básico para profissionais da área, muitas vezes podem soar completamente estranho ou sem sentido para aqueles que iniciam seus estudos ou são curiosos pelo campo. Por esse motivo, criamos um pequeno glossário com algumas palavras que são importantes para ampliar o seu vocabulário e colaborar para uma futura discussão sobre o seu projeto.
Ao redor do mundo, os museus funcionam como símbolos culturais - espaços de significado que frequentemente se tornam símbolos da paisagem arquitetônica de uma cidade. Exemplos históricos como o Museum de Fundatie, na Holanda, e o Museu do Louvre, na França continuam a atrair milhões de visitantes, com as intervenções arquitetônicas contemporâneas sobre eles redefinindo suas contribuições espaciais a seus contextos locais.
Temos usado tecido para criar abrigos por milhares de anos, tornando-se uma forma arquetípica de construção. Hoje, a arquitetura contemporânea tem redescobrindo o princípio da tenda e levou seu desenvolvimento adiante, implementando novas tecnologias para gerar tecidos mais avançados e duráveis que permitem a extensão de áreas maiores. Tornando-se um setor altamente especializado na indústria da construção, várias formas têxteis tornaram-se comuns em uma ampla gama de aplicações arquitetônicas - não apenas para estruturas temporárias, mas também para edifícios permanentes. Para além da sua utilização em fachadas, estas podem ser utilizadas em interiores para criar espaços altamente funcionais com experiências sensoriais únicas.
A fachada é um dos fatores mais importantes em determinados edifícios, podendo transformar completamente a experiência dos ocupantes e o desempenho energético. O Whole Building Design Guide mostra que a fachada pode ter uma participação de até 40% no uso total de energia do edifício. Além do uso de energia, as fachadas também impactam significativamente a produtividade dos ocupantes dentro de um edifício e, claro, a aparência do mesmo. Existem muitos fatores que contribuem para a criação de uma fachada de alto desempenho. Neste artigo, descrevemos as 5 principais coisas que uma equipe de projeto deve considerar.
https://www.archdaily.com.br/pt/975291/5-pontos-a-considerar-ao-projetar-uma-fachada-de-alto-desempenhoSponsored Post
Como parte das atividades que integram a programação da Semana de Arte na Cidade do México, a CAPITALES apresenta sua quinta exposição, intitulada "Objetos Arquitetônicos", de 8 a 13 de fevereiro de 2022 na Frontera 88, Roma Norte. A mostra foi realizada em colaboração com Manada Architectural Boundaries e conta com a participação de 27 estúdios, tais como Alejandro Tapia, Ariel Rojo, Blanca Arcos, Carlos Bedoya, Carlos Candia, Carlos Torre Hütt, Chuen Mx, Déjate Querer, Dosa Studio, EDAA, Enrique Rosas, Estudio Atemporal, Fernando Polidura, Jimena Hogrebe, Julia Reyes Retana C, Lanza Atelier, Lupe Toys, María Santibáñez, Martacarmela, Onnis Luque, PRODUCTORA, PLECA, Rafael Rodríguez, Roberto Michelsen, Unidad de Protocolos e Vera Primavera.
Poner la mesa. Image Cortesía de Florencia Köncke y Paula Olea Fonti
"Pôr a mesa" é uma reflexão ilustrada das arquitetas Florencia Köncke e Paula Olea Fonti. Nos parágrafos seguintes, as autoras desenvolvem uma primeira abordagem do estudo da mesa como "o centro de nossa noção de domesticidade"(1). Na relação entre espaço, objetos e pessoas e como catalisador social de encontro e troca.
https://www.archdaily.com.br/pt/975334/por-a-mesa-reflexoes-ilustradas-sobre-o-elemento-central-da-vida-domesticaFlorencia Köncke + Paula Olea Fonti
Instant City - ICSID 1971. Image Cortesía de OAB Office of Architecture in Barcelona
André Ricard e Daniel Giralt-Miracle, membro responsável pelo o ADI/FAD, propõem a ilha de Ibiza como sede do congresso bienal do ICSID em 1971. Assim começa a história. A essa altura, o chamado “Urquinaona Design Open Group” já existia em Barcelona. O grupo, com Carlos Ferrater à frente, ofereceu ajuda à organização do congresso. Eles negaram pois tudo parecia já organizado. Junto com Fernando Bendito, Ferrater pergunta sobre a hospedagem dos alunos. Eles ainda não tinham nada. Surge a oportunidade que estavam esperando. Milhares de convites são enviados para estudantes de todo o mundo. O número de respostas é maior que o número de inscritos.
Video games e mundos virtuais estão cheios de ambientes criativos para explorar, tempos alternativos para conhecer e estilos arquitetônicos inventados para folhear em cada realidade em que escolhermos mergulhar. Com os avanços recentes em tecnologia, maiores do que em qualquer momento da história, estamos testemunhando gerações de consoles e PCs com habilidade de produzir cenários praticamente reais, onde jogadores podem perambular, se perder, e explorar todas as nuances pertencentes a essas realidades praticamente autênticas.
Conjunto Habitacional Márquez de Valparaíso / Pedro Goldsack
A captura de uma imagem tornou-se espontânea e imediata. Embora a fotografia móvel mantenha a qualidade, perde-se o ritual de fotografar — isto é, o ato de pensar uma imagem ao caminhar por uma nova cidade ou de explorar as possibilidades de enquadramento de um edifício a partir do seu ponto de vista. Em suma, cada imagem é o resultado do foco, da abertura, da exposição e das características do próprio espaço. Viajar com uma câmera de 35 mm impõe limites: há quem diga que se trata da lente mais próxima do olho humano, enquanto outros a consideram muito estreita para capturar uma obra pelo exterior; sem dúvida, contudo, tudo depende do seu critério e das capacidades do equipamento disponível.
Embora a pesquisa pareça ser intrínseca ao processo de projeto, a pesquisa arquitetônica é um caminho profissional em si, cujo objetivo é destacar evidências científicas e explorar alternativas fora das normas pré-estabelecidas ou considerações empíricas. Seu objetivo é criar uma estrutura de conhecimento que possa informar o design visando alcançar resultados objetivamente melhores. A seguir, discutimos o papel e o estado da pesquisa em arquitetura, algumas áreas de investigação proeminentes e os arquitetos ou instituições que dedicam seu trabalho a esses assuntos.
A escolha pelo uso de carros particulares é compreensível para além da chamada “cultura do automóvel”. A possibilidade de um transporte que leva da origem direto ao destino, com horário flexível e que oferece sensação de segurança justifica seu uso, especialmente em locais onde os sistemas de transportes mais sustentáveis não atendem toda a população de forma satisfatória. Mas será que os motoristas realmente pagam pelos impactos que causam?
https://www.archdaily.com.br/pt/976456/entenda-por-que-voce-paga-pelos-carros-mesmo-se-nao-usa-losITDP Brasil
Existe um grupo de jovens arquitetos/as chineses/as que se define de forma única e apresenta ao público a “nova geração” de profissionais da área. Não se apegam a definições e rompem com as convenções. Pensam por si e agem de acordo com suas próprias crenças. Além de arquitetos/as, também são artistas, pintores/as, escultores/as e pesquisadores/as. A identidade já não é única entre a nova geração; sua forma de trabalhar é determinada por seus propósitos, e seguir o caminho que escolheram os/as guiará a uma nova direção e a uma nova vida.
O conceito de "cidade ideal" é algo que se fala muito hoje, quando olhamos para o futuro e pensamos em que aspectos da vida urbana sentimos serem mais importantes para que os habitantes prosperem em uma comunidade saudável. Entretanto, as cidades ideais foram concebidas durante o Renascimento italiano, com arquitetos e urbanistas que priorizaram a lógica em seus projetos focalizando os valores humanos, as capacidades urbanas e as recorrentes ondas de revoluções culturais e artísticas que influenciaram os projetos de planejamento em larga escala.
Cortesía de Museo Cooperativo de la ciudad de Eldorado
O contexto global de crise energética e ecológica tem feito com que, há vários anos, esses temas comecem a ecoar em diversas disciplinas. A arquitetura não permaneceu alheia a isso. É nesse momento que surge o questionamento sobre a contribuição dos nossos edifícios para mitigar esses problemas. Nesse contexto, invadiram a cena global da produção arquitetônica edifícios que abordam o problema com uma alta dependência tecnológica. Com o objetivo de enfrentar os problemas ambientais, há quem tenha esquecido que a arquitetura pode assumi-los em uma resposta sintética, por meio da compreensão do lugar e da manipulação da forma, da matéria e da energia.
Banheiro CYO Metropolitan. Imagem cortesia de Dornbracht
À medida que as cidades se tornam mais densas e a pandemia continua a moldar os padrões de vida e de trabalho, as pessoas passaram a ter plena consciência de que o espaço que habitam influencia profundamente o seu bem-estar físico e mental. Diante disso, o design de interiores residencial passou a focar na promoção da sensibilidade, do conforto e da tranquilidade como uma forma de escapar das incertezas do mundo exterior. Por ser um espaço seguro onde praticamente começamos e terminamos cada dia, o banheiro moderno também se adaptou a essa realidade, assumindo um papel fundamental como um ambiente dedicado ao relaxamento e ao autocuidado. Assim, o que costumava ser uma zona puramente funcional é agora percebido como um refúgio pessoal revigorante e um espaço de convivência flexível que pode até adotar outras funções – de academia a spa privado.
Para um designer ou arquiteto, o feio não tem sido historicamente algo pelo qual se esforçar. No entanto, culturalmente, estamos cada vez mais cansados da perfeição.
Depois de anos de projetos se comportando de maneiras igualmente simples e ordeiras, especialmente no século XX com o racionalismo e a pureza do modernismo, ansiamos por expressões que sejam menos higiênicas e, ao mesmo tempo, mais humanas.
No último dia 8 de fevereiro, na Torre Glorieta Cibeles e como parte da Semana de Arte da Cidade do México, a MASA Inc. apresentou uma mostra que reúne peças de Manuel Bañó, Hollie Bowden, Frida Escobedo, Héctor Esrawe, Mario García Torres, Adeline de Monseignat, Marrow, Brian Thoreen, Joe Sweeney, ROOMS Studio, EWE Studio e VISSIO.
Figura 6. Matilde Cassani, Countryside worship/A celebration Day, 2014 — XIV Bienal de Veneza. Fonte: http://www.matildecassani.com/. Imagem via VAD
As leis italianas nunca negaram explicitamente o acesso das mulheres à universidade; no entanto, a sua escassa presença no século XIX —de 1867 a 1900 houve apenas 224 mulheres graduadas na Itália— demonstra como o que poderia ser definido como uma dupla discriminação, baseada tanto no gênero quanto na classe social, operava por meio de um sistema educacional intrinsecamente elitista e dualista.
No início do século XX, o artista Luigi Russolo apresentou sua obra “Dinamismo di une Automobile” (Dinamismo de um Automóvel), que representava o poder e a força da velocidade de um veículo automotivo. Russolo era um entusiasta do futuro e uma das principais vozes do futurismo, uma vanguarda artística que apreciava o desenvolvimento tecnológico e a inovação.
https://www.archdaily.com.br/pt/976371/reduzir-a-velocidade-dos-veiculos-pode-melhorar-o-transitoRuan Victor Amaral
Mais de 60 anos após sua morte, a história de Frank Lloyd Wright permanece relevante e intensamente estudada devido ao grande legado que ele deixou à arquitetura. Considerado o primeiro arquiteto verdadeiramente estadunidense e a primeira "estrela" de seu ofício, Wright continua vivo através de seus edifícios, sua influência e sua presença na imaginação dos arquitetos. Surpreendentemente, contudo, mais da metade dos 1.171 projetos de Wright nunca foram construídos.
Concreto armado com ferragem exposta. Imagem via Shutterstock
Concreto armado é o material de construção mais usado no mundo. No Brasil, o maior expoente da arquitetura nacional, Oscar Niemeyer, era um apaixonado pelo elemento, pois dizia que era o único que conseguia dar forma às suas curvas sinuosas.
Construtores amam o concreto, tornando-o o material de construção mais usado no mundo – mas a produção do cimento usado na maioria do concreto é responsável por 8% das emissões globais de gases do efeito estufa.
As cidades são muito criticadas pela forma como lidam com sua frota de veículos particulares, mas você já pensou em quanto do solo é dedicado aos estacionamentos térreos? Na verdade, esta pode ser uma das características mais marcantes da cidade do pós-guerra nos Estados Unidos. Habitação, instalações comunitárias e infraestrutura rodoviária muitas vezes atraem a atenção, mas a quantidade de área dedicada apenas para estacionar os carros é surpreendente.