
A captura de uma imagem tornou-se espontânea e imediata. Embora a fotografia móvel mantenha a qualidade, perde-se o ritual de fotografar — isto é, o ato de pensar uma imagem ao caminhar por uma nova cidade ou de explorar as possibilidades de enquadramento de um edifício a partir do seu ponto de vista. Em suma, cada imagem é o resultado do foco, da abertura, da exposição e das características do próprio espaço. Viajar com uma câmera de 35 mm impõe limites: há quem diga que se trata da lente mais próxima do olho humano, enquanto outros a consideram muito estreita para capturar uma obra pelo exterior; sem dúvida, contudo, tudo depende do seu critério e das capacidades do equipamento disponível.














