A probabilidade de que sua próxima partida de basquete favorita aconteça sobre um piso de vidro personalizável e interativo é relativamente alta. Mais do que isso, as chances de que essa maravilha de vidro seja fabricada pela ASB GlassFloor são significativamente maiores. No mundo em constante evolução da arquitetura esportiva e corporativa, elementos de design inovadores ganham cada vez mais protagonismo. Um desses marcos que vem chamando a atenção é o piso de vidro—um recurso que, embora pareça uma novidade recente, tornou-se um elemento essencial em arenas de grande prestígio ao redor do mundo. Mas, além de iluminar quadras esportivas, a ASB GlassFloor tem muitas cartas na manga para surpreender o mercado. A entrada no segmento corporativo é apenas um desses movimentos estratégicos.
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Imagens do conceito de design "airPure" (renderizações 3D). Imagem cortesia de Johnson Controls-Hitachi Air Conditioning
Os primeiros sistemas de ar-condicionado foram criados pelo engenheiro eletricista Willis Carrier em 1902 para resolver um problema de uma gráfica no Brooklyn, em Nova York, onde a umidade ameaçava arruinar o papel. Desde então, o ar-condicionado evoluiu de um sistema revolucionário de conforto térmico para um elemento essencial em residências e locais de trabalho. Inicialmente, as unidades eram grandes e centralizadas, ocultas devido à natureza de seus sistemas de dutos. No entanto, essa abordagem está mudando rapidamente, à medida que aparelhos de ar-condicionado sem dutos, mais eficientes energeticamente, tornam-se mais integrados aos interiores contemporâneos.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais das áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e discussões pessoais.
Diversos temas são abordados com franqueza e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas de profissão, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre a vida cotidiana e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, do escritório FAME Architecture & Design, discutem as responsabilidades e os papéis do/a Arquiteto/a de Design e do/a Arquiteto/a de Registro (AOR), também conhecido/a como Arquiteto/a Executivo/a, ao trabalharem em conjunto em cada etapa do projeto — desde o pré-projeto ao estudo preliminar, anteprojeto, desenvolvimento do projeto, detalhamento técnico, licitação e obra. A dupla também aborda responsabilidades legais, diferenças de honorários, a sobreposição de conhecimentos e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143139/the-second-studio-podcast-as-funcoes-de-arquiteto-a-executivo-a-e-arquiteto-a-de-concepcao-explicadasThe Second Studio Podcast
A cada ano, a equipe de Curadoria de Projetos do ArchDaily rememora a vasta gama de obras publicadas ao longo desse período, apresentando retrospectivas que permitem não apenas identificar tendências e variações na produção arquitetônica, mas também reconhecer de que forma impactam a nossa audiência. No ArchDaily Brasil, a seleção anual de melhores casas – que ano após ano, segue permanecendo como nossa categoria de projeto mais popular – representa uma amostra das variadas soluções, estratégias, técnicas e materiais encontrados na arquitetura residencial dos países de língua portuguesa.
No cenário atual da arquitetura e do design, já não basta apresentar plantas ou desenhos técnicos a clientes — o desejo é visualizar o produto final antes mesmo do início da construção. É justamente nesse contexto que entram em cena os estúdios de visualização 3D. Ao oferecer renderizações fotorrealistas, passeios virtuais e configuradores interativos, esses estúdios facilitam a comunicação de ideias por parte de arquitetos/as, deixando uma impressão duradoura em seu público. Com o auxílio dessas ferramentas de última geração, arquitetos/as podem criar apresentações impressionantes que de fato proporcionam o efeito "uau" em todas as etapas do projeto. Veja a seguir como o estúdio DEGO render alcança esse resultado com suas soluções singulares.
A arquitetura romana, celebrada por sua grandiosidade, precisão e inovações técnicas, tem fascinado historiadores e entusiastas por séculos. Ao combinar funcionalidade e estética, ela transformou as paisagens urbanas da antiguidade e deixou um legado que continua a influenciar a arquitetura contemporânea. Estruturas icônicas, como o Coliseu, o Panteão e os aquedutos romanos, exemplificam a engenhosidade romana no uso de materiais como o concreto e na aplicação de técnicas avançadas, como o arco e a abóbada, que garantiam durabilidade e eficiência às construções. No entanto, grande parte da teoria e do conhecimento que sustentaram esses feitos extraordinários se perdeu ao longo do tempo, deixando lacunas intrigantes em nossa compreensão de seus métodos e práticas.
A arquitetura do Studio Muoto abrange infinitas definições do que a arquitetura deve ser, mas, acima de tudo, do que ela pode vir a se tornar. O escopo de trabalho do escritório sediado em Paris, fundado em 2003 por Gilles Delalex e Yves Moreau, abrange projetos nas áreas de arquitetura, design de exposições, planejamento urbano, ensino e pesquisa. Tudo isso resulta em uma arquitetura de estruturas mínimas que envelhecem com elegância, que evolui e se adapta com o tempo, e que é econômica e ambientalmente sustentável.
O Kunsthaus Graz, projetado por Peter Cook e Colin Fournier, redefine de forma ousada a arquitetura contemporânea em uma cidade histórica. Concluído em 2003 como peça central das celebrações de Graz como Capital Europeia da Cultura, sua forma biomórfica, apelidada de "Friendly Alien" ("alien amigável"), atraiu as atenções do mundo todo. Em meio ao seu entorno barroco e medieval, o edifício estabelece uma ponte entre o passado e o futuro, servindo como testemunho das ambições culturais da cidade.
Situado às margens do Rio Mur, no distrito de Lend, o Kunsthaus desafia as normas arquitetônicas tradicionais com seu design orgânico e fluido. Ao rejeitar a geometria ortogonal, o museu funde de forma harmônica arte, arquitetura e interação pública, redefinindo o conceito de instituição cultural. Seu impacto vai muito além da estética, impulsionando a revitalização urbana de um bairro outrora negligenciado, além de trazer dinamismo cultural e atividade econômica.
Há apenas dois anos, a IA era mais ficção científica do que realidade — algo de que se fazia piada após referências distópicas a filmes como Eu, Robô. No entanto, com o lançamento do ChatGPT pela OpenAI em 2022, o interesse pela tecnologia atingiu o ápice, à medida que ela reformula rapidamente setores que vão da tecnologia e do direito à saúde e, claro, o de AEC (Arquitetura, Engenharia e Construção).
Há um velho ditado que diz: "Para quem só tem um martelo, tudo parece prego". Com ferramentas de design baseadas em IA como o Snaptrude, softwares de automação generativa como o TestFit e ferramentas de sustentabilidade como o Cove.tool, fica claro que a IA está impactando profundamente o setor de AEC em múltiplos aspectos.
Em seu quinto aniversário, o Encontro de Intervenções Efêmeras celebra a abertura dos pátios históricos de Puebla à arte, à criatividade e à comunidade. Ao longo desses cinco anos, o evento recebeu com orgulho mais de 150 propostas em suas convocatórias do Pátio Efêmero. Dessas, 42 instalações foram realizadas com a colaboração de 132 artistas, intervindo em 42 pátios históricos para o desfrute de mais de 45.000 pessoas. Este sucesso foi possível graças ao apoio de mais de 130 colaboradores, entre proprietários/as e instituições públicas e privadas. Além disso, 24 pesquisadores/as apresentaram seus trabalhos no Pátio Acadêmico. Este ano, celebra-se a maravilhosa comunidade Pátio.
Para alguns, a perfeição da natureza revela a assinatura de uma força divina, algo que desafia explicações racionais. Resultado de milhões de anos de adaptação e evolução, as estruturas e organismos naturais operam com uma eficiência difícil de não admirar. Cada forma parece ter um propósito preciso, exibindo uma engenhosidade onde funcionalidade e beleza coexistem harmoniosamente. Das folhas aos menores organismos, a natureza segue uma lógica impecável de economia e precisão, eliminando desperdícios. Demonstra que a simplicidade é, muitas vezes, a mais pura expressão de sofisticação.
As árvores, por exemplo, crescem de forma a maximizar a força e a estabilidade enquanto minimizam o uso de recursos. Essa eficiência estrutural é alcançada ao alinhar fibras ao longo dos caminhos de máxima tensão e ao modelar troncos e galhos para distribuir cargas de maneira ideal. Isso é uma prova de que a natureza, acima de tudo, é uma engenheira magistral.
O movimento *farm-to-table* (da fazenda à mesa) representa uma mudança profunda na forma como os alimentos são cultivados, distribuídos e consumidos. Baseado na sustentabilidade e no apoio às economias locais, o movimento prioriza ingredientes frescos de origem local e promove relações diretas entre produtores e consumidores. Embora o conceito se concentre na comida, os espaços onde essas conexões ocorrem são igualmente importantes na construção da experiência, destacando o papel fundamental da arquitetura.
Uma superfície faz mais do que simplesmente cobrir um espaço — ela o transforma, infundindo personalidade, ritmo e alma. Deixa de ser um mero pano de fundo para se tornar um elemento ativo que molda a atmosfera por meio da interação entre material, forma e luz. O equilíbrio do toque, a espessura, as incisões, os tons e os reflexos luminosos podem transformar superfícies em experiências sensoriais. Texturas podem evocar estabilidade ou leveza, sulcos introduzem dinamismo, cores definem estados de espírito e a luz esculpe profundidade e movimento. A cerâmica, com sua versatilidade estética e funcional, é particularmente adequada para esse papel, oferecendo a arquitetos e arquitetas uma ampla paleta de possibilidades criativas.
A Bienal de Arquitetura Beta 2024, em Timișoara, na Romênia, marca o décimo aniversário deste influente evento. Com curadoria de Oana Stănescu, a edição deste ano, intitulada "cover me softly", explora as nuances da relação entre originalidade e influência, desafiando noções convencionais de cópia, imitação e apropriação. Além do Beta Awards, que busca destacar contribuições significativas para a arquitetura na Romênia, Hungria e Sérvia, a exposição principal oferece uma interpretação singular de temas recorrentes no campo da arquitetura.
La Valiente Focaccería + Maíz / OHIO Estudio. Image Cortesía de OHIO Estudio
Criar espaços de interação social envolve processos de projeto que buscam enfrentar a individualização do ser, fomentando os vínculos e as conexões entre as pessoas. Embora o avanço das tecnologias de informação e comunicação traga novas ferramentas que otimizam o desenvolvimento de certas atividades e funções, seu impacto na sociedade tende, por vezes, a intensificar práticas individuais como o trabalho remoto, atividades físicas à distância por aplicativos ou o consumo digital de bens, serviços e eventos, entre outros. Da arquitetura ao design de interiores, passando pelo urbanismo, inúmeros escritórios emergentes enfrentam o desafio de consolidar espaços de interação social por meio de estratégias de projeto, usos e conexões naturais que evitem a substituição do espaço físico pelo virtual.
Buildner anunciou os resultados de seu concurso, o Last Nuclear Bomb Memorial No. 4. A competição é realizada anualmente em apoio à proibição universal de armas nucleares. Em 2017, no 75º aniversário dos bombardeios de 1945 em Nagasaki e Hiroshima, que tiraram a vida de mais de 100 mil pessoas, a Organização das Nações Unidas adotou o Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares.
Em reconhecimento a esse tratado, a Buildner convida o desenvolvimento de projetos conceituais para um memorial a ser implantado em qualquer local conhecido de testes de armas nucleares desativado. O memorial conceitual busca refletir sobre a história e a ameaça contínua das armas nucleares, com o objetivo de promover a conscientização pública sobre o desarmamento nuclear.
Playtime movie (Jaques Tati 1967) . Image via screenshot
Espera-se que a crítica de arquitetura e o jornalismo anunciem “o bom, o ruim e o feio” na arquitetura e no ambiente construído. Seus propósitos, porém, vão além disso. Como disse Michael Sorkin, “vendo além da novidade brilhante da forma, é papel da crítica avaliar e promover os efeitos positivos que a arquitetura pode trazer à sociedade e ao mundo em geral”. Em outras palavras, ao nos dizer o que estão vendo, os críticos também estão nos mostrando onde olhar para identificar e abordar os problemas que assolam nosso ambiente construído.
O campo do jornalismo de arquitetura tem sido liderado por escritoras mesmo em tempos nos quais que a busca pela carreira na arquitetura era desencorajada e inacessível para as mulheres. Ada Louise Huxtable estabeleceu a profissão de jornalista de arquitetura ao ocupar o primeiro cargo em tempo integral de crítica de arquitetura em um jornal americano de interesse geral. Em 1970, ela também recebeu o primeiro Prêmio Pulitzer de crítica. Esther McCoy começou sua carreira como desenhista em um escritório de arquitetura mas, por causa de seu gênero, foi desencorajada a se formar como arquiteta profissional, apesar de suas ambições de se especializar na área. Através de seus escritos, ela conseguiu chamar atenção para a cena arquitetônica negligenciada da costa oeste americana e defender os valores do modernismo regional.
Documentário “Women in Architecture”: Tosin Oshinowo. Imagem cortesia de SkyFrame
A arquitetura é uma disciplina em que teoria e prática se encontram, transformando ideias abstratas em espaços que moldam e respondem às vidas e identidades humanas. Para a arquiteta e curadora nigeriana Tosin Oshinowo, essa dinâmica está no cerne de seu trabalho. Como fundadora do Oshinowo Studio e curadora da Trienal de Arquitetura de Sharjah de 2023, ela traçou um caminho singular na arquitetura contemporânea, combinando especificidade cultural, consciência climática e relevância global.
O mundo perdeu 60% de suas populações de animais desde 1970. Esse declínio impressionante reflete as crescentes pressões sobre os ecossistemas, desde a destruição de habitats até as mudanças climáticas. Além disso, um milhão de espécies enfrentam hoje a ameaça de extinção. À medida que esses problemas continuam a se agravar, a importância de preservar a biodiversidade e restaurar os ecossistemas torna-se cada vez mais evidente.
A Forestier colabora com designers de renome para criar peças de iluminação que misturam formas geométricas e orgânicas, valorizando qualquer espaço interior. Imagem cortesia de Forestier
Lida isoladamente, a premissa da Maison Forestier de uma constante "busca pela originalidade perpétua e o domínio do delicado equilíbrio entre a natureza e o design" pode soar um pouco abstrata. No entanto, a marca parisiense de iluminação – desde sua fundação inspirada na topiaria por Bernard Forestier em 1992 – conquistou um nicho singular em seu setor, unindo paixão, liberdade e descoberta para criar peças radiantes que mesclam uma estética única com extrema funcionalidade, adaptando-se aos mais diversos ambientes.
Temos o prazer de anunciar nossos próximos workshops de dezembro em parceria com a Parametric Architecture, nossa parceira do ArchDaily Plus. Esses workshops foram cuidadosamente planejados para capacitar arquitetos/as, designers e entusiastas, proporcionando-lhes as mais recentes perspectivas e habilidades no dinâmico campo do design paramétrico. Conduzidas por especialistas e profissionais visionários do setor, essas sessões imersivas explorarão técnicas de ponta, ferramentas inovadoras e aplicações práticas, criando um ambiente de aprendizado dinâmico e inspirador onde os/as participantes poderão elevar seus conhecimentos em design a patamares inéditos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140218/workshops-de-dezembro-de-arquitetura-parametricaArchDaily Team
Há alguns meses, a arquiteta francesa Renée Gailhoustet ganhou o Prêmio de Arquitetura da Royal Academy 2022. Como Paris e outras cidades francesas continuam enfrentando desafios habitacionais até hoje, Gailhoustet foi uma escolha oportuna. Seu trabalho nos subúrbios de Paris na década de 1960 continua sendo um exemplo convincente de uma abordagem de habitação social que, ao mesmo tempo, abraça a comunidade e tem uma forma única.
Embora exista mais equilíbrio entre o número de mulheres e homens na arquitetura atualmente, a paisagem era bem diferente há algumas décadas. As mulheres pioneiras arquitetas tiveram que resistir em uma profissão dominada por homens e enfrentaram ceticismo em contextos desafiadores, como os próprios canteiros de obra. Zaha Hadid comentou sobre a dificuldade de inclusão no que chamou de "Boys Club", listando as dificuldades em chegar a acordos ou criar parcerias. Lina Bo Bardi, por sua vez, usou sua forte personalidade para superar o machismo de seu tempo. Embora com essas dificuldades, algumas mulheres sempre encontraram uma maneira de se destacar e trazer contribuições inestimáveis à profissão.
Em diversas ocasiões, lembramos de arquitetos famosos e suas descobertas materiais ao longo do tempo. Mas que tal reconhecer as contribuições das mulheres para a disciplina? Discutir suas explorações materiais pioneiras é essencial para entender seu papel nos projetos. Com uma análise do trabalho das conhecidas arquitetas Lina Bo Bardi, Norma Merrick Sklarek e Zaha Hadid - que introduziram técnicas inovadoras e tendências materiais - a discussão a seguir traz à luz como as ideias das mulheres influenciaram o desenvolvimento da arquitetura. Identificar suas abordagens sobre como gerenciar estruturas e materiais ajuda a entender a personalidade de seu trabalho e como implementar estratégias semelhantes no futuro.