Ao compreender o papel atual da cozinha como um espaço de convivência, lazer e experimentação na residência, o diálogo entre tecnologia e arquitetura ganha relevância por trazer movimento, adaptabilidade e flexibilidade aos espaços domésticos. Embora as cozinhas representem a essência de diferentes culturas, preservando desde receitas e processos antigos até heranças e tradições, a arquitetura desses espaços abre caminho para a integração de acabamentos de materiais inovadores a tecnologias invisíveis, combinando resistência, eficiência energética e design.
Porcelanatos inspiradas en piedra. Image Cortesía de GILSA
Em sua busca constante por criar espaços funcionais que também estabeleçam uma conexão visual e emocional com quem os habita, a arquitetura encontrou na natureza uma fonte de inspiração. Desde a proporção áurea, presente em estruturas biológicas, até o uso de materiais próprios do contexto, o ambiente natural oferece uma lição de formas e texturas que alimentam o pensamento arquitetônico. Um exemplo emblemático é a Casa da Cascata, onde a pedra atua como elemento de integração entre a construção e o seu entorno. Embora essa obra evidencie o potencial da pedra, sua presença e caráter evoluíram para novos formatos, como o porcelanato, ampliando as alternativas no design e consolidando a importância das texturas e tonalidades pétreas em projetos contemporâneos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143307/entre-a-pedra-e-o-design-4-texturas-e-tons-que-se-conectam-com-o-entorno-naturalEnrique Tovar
Na Grécia Antiga e em Roma, as ágoras e os fóruns eram espaços onde mercadores e artesãos exibiam seus produtos. Embora não fossem showrooms no sentido moderno, já funcionavam como cenários voltados ao estímulo visual. O conceito que conhecemos hoje tomou forma séculos mais tarde, durante a Revolução Industrial, quando as novidades em louças começaram a ser apresentadas em ambientes cuidadosamente projetados. E aí está a chave: projetar. Ao longo do tempo, os espaços dedicados a exibir materiais, móveis e objetos têm sido muito mais do que vitrines; funcionaram como plataformas de exploração e experimentação. O que hoje chamamos de showroom herda esse espírito: espaços onde o design não é apenas observado, mas também tocado e projetado em tempo real, abrindo espaço para ferramentas como os moodboards.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142909/tocar-e-ver-materiais-para-projetar-4-moodboards-sensoriais-criados-a-partir-do-showroomEnrique Tovar
A arquitetura de hoje está vivenciando um momento de profunda mudança. Os projetos são cada vez mais ambiciosos, os prazos mais curtos e as demandas de sustentabilidade mais exigentes. Diante desse cenário, os/as arquitetos/as não precisam apenas de criatividade: também necessitam de ferramentas que os/as ajudem a imaginar, testar e construir com mais rapidez, precisão e confiança.
Os softwares especializados —como AutoCAD, DaVinci, Revit ou Nuke— são hoje peças-chave no fluxo de trabalho de arquitetura. No entanto, seu potencial máximo é alcançado quando integrados a hardwares de alto desempenho e tecnologias emergentes como a inteligência artificial (IA), que elevam significativamente a capacidade de projeto, análise e execução.
Hotel Hyatt Regency Andares / Sordo Madaleno Arquitectos. Image
A água, além de ser um recurso de projeto amplamente valorizado por sua estética e por sua contribuição funcional, pode se transformar em um adversário formidável ao se infiltrar por meio de rachaduras e fissuras nas superfícies construídas. Por essa razão, a impermeabilização não é apenas uma medida de proteção, mas sim uma estratégia essencial para prolongar a vida útil das estruturas, garantir a habitabilidade dos espaços e evitar problemas como infiltrações e deterioração precoce. De terraços e telhados verdes a superfícies de uso intenso, controlar a umidade representa um desafio constante para profissionais de arquitetura, engenharia e construção. Isso se torna especialmente importante em um contexto que exige materiais impermeabilizantes com desempenho cada vez mais eficiente e maior resistência contra fatores ambientais adversos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140835/arquitetura-a-prova-dagua-o-poder-dos-impermeabilizantes-de-alto-desempenhoEnrique Tovar
Os fatores externos que influenciam o ambiente construído desempenham um papel determinante na configuração das edificações, especialmente no que diz respeito às fachadas. Esses fatores podem abranger tanto fenômenos físicos, como a pressão do vento ou os movimentos sísmicos, quanto aspectos climatológicos, tais como a precipitação pluvial, a incidência solar e as mudanças de temperatura.
Consequentemente, as fachadas evoluíram para se ajustar às condições de projeto que enfrentam, promovendo a incorporação de sistemas que funcionam como envoltórios leves. Nesse cenário, destacam-se as soluções de parede de fachada de Panel Rey. Esses sistemas são utilizados como revestimento externo, empregando diversos substratos, perfis, entre outros elementos. Juntos, eles conferem à fachada leveza e resistência.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140276/construindo-com-sistemas-leves-solucoes-para-paredes-de-fachadaEnrique Tovar
O design de interiores surpreende ano após ano com novas tendências de cores, materiais, texturas e padrões que chegam para protagonizar os espaços que habitamos. Manter um diálogo equilibrado, considerando tanto as necessidades a serem atendidas quanto as sensações a serem transmitidas, faz parte da concepção de múltiplos ambientes. Os revestimentos com cerâmicas, mosaicos ou porcelanatos permitem criar ambientes que vão desde os quentes e acolhedores até os elegantes e sofisticados.
Qual é o papel do mobiliário urbano no espaço público? Alinhado aos comportamentos humanos em sociedade, o desenho dos espaços públicos insere-se em uma investigação complexa que compreende, além da análise de usos, a participação da comunidade, o estudo das condições climáticas e geográficas, a economia de recursos, entre tantos outros fatores, a seleção de equipamentos e elementos urbanos adequados para satisfazer as necessidades de uma grande parcela da população. Como defende o arquiteto e urbanista espanhol Oriol Bohigas Guardiola, a arquitetura, além de uma arte, é um serviço direto à sociedade. Portanto, a harmonia entre as múltiplas disciplinas que intervêm simultaneamente deveria consolidar ferramentas que melhorem e/ou facilitem a vida em comunidade. Compreender o papel que o mobiliário urbano desempenha ao colaborar para a realização de certas atividades — de acordo com sua disposição, dimensões, materialidade e vida útil de longo prazo — é parte importante do funcionamento atual e futuro dos espaços urbanos.
No âmbito da Expo OBRA BLANCA 2024, realizada de 15 a 17 de outubro na Expo Santa Fe, na Cidade do México, a Porcelana Corona México e a Ambiance exibiram, com sua marcante presença no setor da construção e do design, suas recentes inovações em louças sanitárias, juntamente com uma ampla gama de produtos voltados para arquitetos/as, construtores/as e distribuidores/as no estande 224 do Pavilhão de Banheiros e Metais.
A atmosfera de uma residência se constrói gradualmente através da interação entre arquitetura, mobiliário e materiais. Cada componente traz cor, textura e profundidade, tornando a experiência de habitar sensorial e envolvente. Dentre eles, os materiais desempenham um papel decisivo: não apenas definem o aspecto visual, mas também transmitem tato, luz, temperatura e conexão com o entorno, transformando nossa percepção do lar. Quando observados de maneira contextualizada, revelam novas possibilidades para projetar e vivenciar interiores e exteriores, lembrando-nos de que cada escolha influencia o conforto e a funcionalidade.
Com o objetivo de dar visibilidade à valiosa produção das universidades argentinas, lançamos uma chamada aberta na qual convidamos nossos leitores e leitoras na Argentina a enviar seus projetos de conclusão de curso, difundindo o fruto do trabalho que lhes permitiu se tornarem, recentemente, arquitetos e arquitetas.
Após receber mais de 70 propostas de diferentes faculdades e cidades argentinas, nossa equipe editorial selecionou 10 delas, considerando os projetos que evidenciavam um pensamento crítico em relação às problemáticas, à forma adotada e à sua representação. A seleção não apenas valoriza os projetos que entregaram a melhor arquitetura possível por meio de um desenho simples, adequado ao seu contexto, ao seu programa e aos seus usuários e usuárias, mas também aqueles que demonstram uma atenção especial à escala humana, à mediação e transição, e a novas formas de abordar a arquitetura nas cidades.
Confira os nossos 10 projetos de destaque a seguir.
Uma das principais marcas da cultura mexicana – além de sua arquitetura e de toda a rica história das civilizações pré-hispânicas – é a sua gastronomia, tanto que, atualmente, o país conta com o reconhecimento da UNESCO, que declarou sua culinária tradicional como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. No entanto, uma das comidas mais emblemáticas e versáteis é o famoso taco – e se há algo em que os/as mexicanos/as são especialistas, é em transformar absolutamente tudo (ou quase tudo) em um taco.
Com smartphones e tablets cada vez mais potentes, o conceito do escritório de arquitetura tradicional foi profundamente transformado desde a introdução de aplicativos móveis no setor. Essas ferramentas proporcionam fluxos de trabalho muito mais eficientes e práticos diretamente no canteiro de obras ou em trânsito, cobrindo todos os aspectos do projeto graças à sua variedade e versatilidade. Com interfaces amigáveis, modos de operação intuitivos e amplos recursos de informação, alguns são voltados para profissionais do setor, enquanto outros atraem qualquer entusiasta da arquitetura.
O ArchDaily selecionou os aplicativos de arquitetura mais populares de 2022, abrangendo desde desenho técnico e modelagem até esboços em diferentes níveis, plataformas de construção e gerenciamento, ferramentas utilitárias e aplicativos para buscar inspiração. Continue lendo para descobrir os aplicativos mais destacados para sistemas iOS e Android.
Um dos fatores mais importantes ao projetar é o clima específico do local. Isso pode representar uma dificuldade quando se trata de climas extremos, em que é necessário utilizar materiais isolantes que se adaptem a condições variáveis. No entanto, quando se fala do México e de seu clima privilegiado, esse aspecto atua a favor dos/as arquitetos/as, permitindo criar microclimas e espaços que se fundem na transição entre o interior e o exterior.
Os pátios se tornaram um elemento tradicional de projeto, e os efeitos psicológicos que produzem são fundamentais para serem retomados em propostas futuras, pois constituem o ponto de encontro entre o interior e o exterior, o comum e o privado. É uma forma de trazer o sol e a chuva para o interior da casa, abrindo espaço para o acaso de outras trajetórias e vivências que não ocorrem plenamente nos espaços internos. A seguir, apresentamos uma seleção de projetos no México que utilizam o pátio como recurso principal de projeto.
“Um desenho deve ser a chave para a compreensão da arquitetura – o que há para gostar ou desgostar, de onde surgem as ideias dos/as arquitetos/as, como essas ideias chegam ao papel e o que é importante nesse processo.” - Sergei Tchoban
Durante o último mês, o arquiteto, artista e colecionador russo-alemão Sergei Tchoban foi o tema central da exposição *Sergei Tchoban: Drawing Buildings/Building Drawings*, que reuniu cinquenta dos desenhos de fantasia urbana em grande escala do arquiteto. Esses desenhos, embora intrigantes por seu valor técnico e artístico, também refletem as reflexões profundamente pessoais de Tchoban sobre o passado, presente e futuro de suas cidades favoritas — São Petersburgo, Roma, Amsterdã, Veneza, Berlim, Nova York — além de uma documentação detalhada de cinco projetos construídos (dois museus, dois pavilhões de exposição e uma cenografia teatral).
Ao resgatar a história da arquitetura japonesa, pensamos de imediato em estruturas complexas de madeira, telhados inclinados e uma relação próxima com a água. Hoje, o país também desponta como líder em inovação espacial, acumulando conquistas notáveis que vão de arranha-céus e edifícios corporativos a micro-habitações. No entanto, este perfil no Instagram decidiu explorar uma tipologia arquitetônica frequentemente negligenciada: os banheiros públicos.
Com um nome desavergonhadamente direto, o perfil @toilets_a_go_go tem como propósito levar quem o acompanha a "explorar os banheiros do Japão". O conteúdo compartilhado é extremamente variado, indo de quiosques públicos inspirados na arquitetura tradicional japonesa a cabines que remetem ao Metabolismo — as quais utilizam estruturas inovadoras para proporcionar uma escala confortável. Se o nome explícito do perfil ainda puder gerar algum mal-entendido ou sugerir segundas intenções, as publicações logo dissipam as dúvidas. Embora costumemos ignorar essa tipologia ou até nutrir visões negativas sobre ela, as fotografias têm o poder de revelar a beleza dessas estruturas, mostrando que usar um banheiro público pode — e deve — ser uma experiência agradável.
As casas com pátio chinesas são uma das tipologias residenciais mais comuns, estendendo-se desde a capital do norte, Pequim, até as poéticas cidades do sul, como Hangzhou, e retornando às pitorescas regiões de Yunnan. Tradicionalmente chamadas de heyuan, essas casas com pátio são simplesmente um “pátio fechado nos quatro lados”.
Como em qualquer setor, a maior parte das habilidades na construção civil é adquirida por meio de anos de prática e resolução de problemas cotidianos, indo muito além do que é ensinado em sala de aula. Para recém-formados/as em arquitetura, interagir com empreiteiros/as, engenheiros/as e construtores/as durante suas primeiras visitas à obra pode parecer intimidador, especialmente por ser o primeiro contato com a prática profissional real.
Entre os muitos aprendizados adquiridos no canteiro de obras estão as terminologias utilizadas pelas equipes de execução, que nem sempre são abordadas na faculdade. Embora um dicionário de arquitetura pareça ser a solução ideal, carregar um livro com mais de 25.000 verbetes — como o clássico Dictionary of Architecture and Construction de Cyril M. Harris — não seria a opção mais prática para o dia a dia da obra. Por isso, reunimos uma seleção de 50 termos e conceitos de construção com os quais todo/a arquiteto/a se deparará pelo menos uma vez ao longo de sua trajetória profissional.
Considerada um dos materiais de construção mais nobres — e também uma das favoritas de muitos profissionais da arquitetura em todo o mundo —, a madeira oferece valor estético, estrutural e prático das maneiras mais versáteis. Por meio de diferentes técnicas, como o trabalho artesanal ou a pré-fabricação, a construção em madeira permanece relevante não apenas historicamente, mas também na vanguarda da arquitetura e do design (graças a novas tecnologias que expandiram suas possibilidades).
De pavilhões temporários a residências unifamiliares e edifícios institucionais de grande porte em múltiplos pavimentos, a madeira tem demonstrado seu valor no mesmo patamar de outros materiais estruturais, como o aço, o tijolo ou até mesmo o concreto. Esse protagonismo é especialmente evidente nos Estados Unidos, onde arquitetos e arquitetas de renome utilizam novas técnicas para aprimorar as soluções que o material pode oferecer. Além disso, novas regulamentações estão permitindo que esses(as) profissionais explorem ainda mais a diversidade e as possibilidades da construção em madeira.
Com o apoio do ThinkWood, reunimos 100 exemplos das melhores estruturas de madeira nos Estados Unidos.
Existe uma forma convencional de contar a história da arquitetura e da alimentação. Ela começa com a decisão humana de cultivar, armazenar, distribuir e consumir, e termina com o edifício que essa decisão produziu. Nessa versão dos fatos, o alimento é o pretexto e a arquitetura é a resposta.
Mas e se a história for diferente? E se o tomate tivesse construído Almería? E se o bacalhau tivesse redesenhado o Atlântico Norte? E se a soja estiver, neste exato momento, construindo um porto em Santos e, ao mesmo tempo, devastando uma floresta no Cerrado, sem que o/a arquiteto/a simplesmente tenha sido avisado/a? Trata-se da descrição de processos já concluídos, ou em andamento avançado, que produziram algumas das paisagens contemporâneas de maior impacto espacial. Grande parte do ambiente construído é moldada pelas pressões, metabolismos e ambições territoriais daquilo que comemos. Nisso, a arquitetura costuma ser menos um projeto e mais uma consequência — e a disciplina tem contado sua própria história pelo lado errado.
No campo da arquitetura, entretanto, essa pergunta ainda permanece relativamente marginal. Muitas vezes sabemos quem projetou um edifício, conhecemos seus acabamentos, o fabricante de suas esquadrias, a marca de seus revestimentos e até mesmo seu desempenho energético mas, quase nunca, nos perguntamos de onde vieram as toneladas de matéria que tornaram sua existência possível.
Nas décadas que se seguiram à independência, alguns dos experimentos arquitetônicos mais ambiciosos do mundo não surgiram em museus, monumentos ou palácios governamentais. Eles surgiram por meio de universidades. No Sul da Ásia e na África, nações recém-formadas transformaram seus campi em campos de teste para maneiras inteiramente novas de conceber a vida coletiva. Esses campi funcionaram como muito mais do que simples instituições de ensino. Tornaram-se territórios onde o Estado testava como organizar a modernidade — espaços voltados para a convivência cidadã, o funcionamento das instituições, a definição da arquitetura a partir do clima e a transformação das realidades locais por ideias importadas.
Em 2025, o mercado global de saúde animal movimentou cerca de 70 bilhões de dólares, e a projeção é de que esse número dobre até 2033. Por trás da cifra, no entanto, há também uma transformação silenciosa no espaço construído, sendo o hospital veterinário um exemplo disso. Esse programa que por décadas ocupou fundos de clínicas improvisadas e anexos de petshops, tem ganhado cada vez mais uma linguagem e identidade próprias. É a consolidação arquitetônica de um vínculo que já dura mais de 15 mil anos.
A habitação moderna foi um dos campos em que o modernismo fez sua promessa mais audaciosa: a de que a arquitetura poderia remodelar não apenas a cidade, mas a própria maneira como as pessoas nela viviam. Como argumenta o historiador da arquitetura argentino Ramón Gutiérrez, a habitação popular é "o grande tema pendente, que geralmente não aparece nas histórias da arquitetura". Na América Latina, essa ausência é significativa. Ao longo do século XX, a expansão das cidades transformou a habitação em uma das vias mais evidentes para projetar a mudança urbana, e o modernismo penetrou não apenas em planos e desenhos, mas em apartamentos, bairros, ruas e rotinas domésticas.
No entanto, uma vez construídos, esses projetos inseriram-se em cidades moldadas pela política, pela memória, pela desigualdade e pelas dinâmicas mutáveis de ocupação. Seus significados deixaram de pertencer exclusivamente ao plano original, passando a residir nas formas como foram habitados, alterados e transformados ao longo do tempo. O que essa história revela não é uma mera adaptação, mas sim um atrito: o momento exato em que a arquitetura deixa de ser um modelo idealizado para se deparar com uma cidade que ela não consegue controlar plenamente.