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Entre o artesanato em madeira e o design de pequenos espaços: conhecendo as obras do Madeiguincho em Portugal

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Como é possível maximizar a habitabilidade em espaços pequenos? Que decisões projetuais colaboram para a funcionalidade e para a satisfação das necessidades essenciais de seus habitantes? Na última década, a arquitetura em pequena escala ganhou protagonismo na busca por novas maneiras de habitar em conexão com a natureza e com o objetivo de alcançar uma relativa autossuficiência, entre outras razões. De casas mínimas ou casas na árvore a soluções de marcenaria fina e esculturas, o escritório de design português Madeiguincho se dedica ao desenvolvimento de soluções em madeira, buscando promover o conhecimento do trabalho artesanal com esse material como matéria-prima e recurso construtivo.

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O papel dos espaços urbanos ao moldar movimentos: 7 locais de resistência e protesto nos EUA

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Protestos, desobediência civil e dissidência não são apenas uma parte definidora de nossa história compartilhada desde a era colonial; eles também continuam vivos até os dias de hoje em campi universitários, convenções políticas e outros espaços. Nesse contexto, embora algumas marchas históricas, ocupações e outras ações estejam consagradas em nossa narrativa coletiva, outras desapareceram da memória; no entanto, as paisagens culturais que serviram de palco para esses eventos ainda existem. Esses locais são o foco de Landslide 2024: Demonstration Grounds e servem como um portal para resgatar as histórias de acontecimentos pouco conhecidos ou até esquecidos que foram fundamentais na história dos EUA. Os treze diferentes locais espalhados pelo país, representados no novo relatório e na exposição digital da The Cultural Landscape Foundation (TCLF), abordam fatos que moldaram indivíduos e desencadearam movimentos.

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Vozes do ArchDaily: Miwa Negoro

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Com atuação entre Berlim e Viena, Miwa Negoro traz uma perspectiva transcultural e transdisciplinar para sua atuação no ArchDaily, moldada por sua formação em arquitetura e experiências profissionais no Leste Asiático e na Europa. Seu trabalho explora como o ambiente construído ao mesmo tempo reflete e desafia contextos socioculturais, posicionando a arquitetura como um diálogo dinâmico entre a história, a sociedade e as possibilidades futuras.

A abordagem curatorial de Miwa enfatiza a interação entre o contexto regional, os processos de projeto e a relevância social, paralelamente a considerações materiais e estéticas. Ela busca projetos que ecoem além de seu entorno imediato, oferecendo reflexões que engajam o discurso arquitetônico de forma mais ampla. Ao defender uma gama diversa de tipologias construtivas, escalas e origens geográficas, Miwa trabalha ativamente para ampliar o escopo de vozes e narrativas representadas no campo.

Arquiteturas infláveis no espaço público: conhecendo as obras de Conjuntos Empáticos na Espanha

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Como se comportam as estruturas infláveis nos espaços públicos? Que relações ou vínculos elas são capazes de estabelecer entre as pessoas? Sob a perspectiva do Conjuntos Empáticos, as estruturas infláveis atuam como organismos capazes de interpelar os transeuntes por sua leveza, materialidade e efeito surpresa, garantindo experiências sensoriais em diferentes ambientes e espaços públicos. Essas estruturas permitem acolher desde intervenções coletivas até momentos de lazer, fomentando o convívio social como forma de interação e criando atmosferas que dissociam a escala da cidade do espaço doméstico.

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Desbloquear o potencial inexplorado dos nossos edifícios existentes para um futuro mais saudável

O Grupo VELUX está lançando o próximo passo de sua agenda de Liderança de Ação como um experimento para explorar como as edificações existentes podem servir melhor tanto às pessoas quanto ao planeta. O experimento se baseia em décadas de projetos de demonstração e pesquisas sobre edifícios saudáveis, incluindo o Living Places, que alcançou uma pegada de carbono ultrabaixa e um clima interno de primeira classe de forma viável e economicamente acessível. Esse próximo passo direciona o foco para as construções existentes, indo além da obra nova em direção à reforma — sob o nome de Re:Living.

O Re:Living é um experimento inovador que busca reimaginar a reforma para além de uma simples atualização técnica, enxergando-a como uma oportunidade holística para melhorar o bem-estar humano, apoiar a biodiversidade e reduzir o impacto ambiental. A iniciativa faz parte do compromisso de longo prazo da VELUX de liderar o setor da construção civil rumo a práticas mais saudáveis e sustentáveis, impulsionada pela convicção de que apenas reduzir danos já não é suficiente.

Forma, função e um toque de rosa: por dentro da coleção Barbie x HEWI

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A Barbie™ e a HEWI uniram forças para lançar uma ousada coleção de produtos para banheiros que alia o design atemporal da Bauhaus ao inconfundível universo cor-de-rosa da boneca. Apresentada em 2025, a linha Barbie x HEWI abrange quase 40 produtos para banheiros, de porta-toalhas a barras de apoio articuladas, e foi projetada para ser tanto funcional quanto inclusiva. Focando na individualidade e na acessibilidade, a colaboração reimagina o banheiro como um espaço onde o design se encontra com a diversidade, seja em hotéis boutique, residências particulares ou estabelecimentos de saúde. Ancorada no legado do design alemão da HEWI e na influência cultural global da Barbie, a série convida as pessoas a vivenciarem o "Design com Possibilidades Ilimitadas".

E se cada tijolo tivesse um futuro? Repensando a demolição e o reuso de materiais na economia circular

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Durante décadas, o ciclo de vida dos edifícios seguiu uma fórmula simples: planejamento, projeto, construção, demolição e, claro, o grande vilão dessa história: o aterro sanitário. Com o tempo, a prática arquitetônica passou a incorporar conceitos como reuso, desmontagem e demolição circular — contudo, frequentemente como elementos secundários, integrantes de uma transição gradual em direção a uma economia circular na construção civil. Mas e se esses princípios deixassem de ser exceções? E se projetássemos ou escolhêssemos cada componente construtivo para manter seu valor e propósito muito além do uso original? A verdade é que existe vida após a demolição. Essa transição — da demolição para práticas focadas em reuso, ressignificação e desmontagem sustentável — está cada vez mais próxima da realidade. Até a chegada de 2030, poderemos remodelar fundamentalmente nossa abordagem sobre os processos, os edifícios e o próprio mercado. À medida que essas mudanças se desdobram, torna-se essencial avaliar como nossas estratégias se alinham às metas e aos desafios em constante evolução relacionados à sustentabilidade — e, evidentemente, às novas oportunidades que surgem com eles.

Arquitetura em Mumbai: um caleidoscópio de culturas

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Para quem a visita pela primeira vez, Mumbai se apresenta como um caleidoscópio de sobrecarga sensorial. Sob a perspectiva arquitetônica, a cidade peninsular abriga inúmeros estilos. A identidade arquitetônica de Mumbai emerge de séculos de intercâmbio cultural e influência colonial. O que torna essa experiência diferente daquela de outras cidades históricas é a densidade e a proximidade em que ocorrem as justaposições.

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Projetando os Sentidos: Como a Sinestesia Molda o Nosso Mundo Construído?

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O Museu Judaico de Berlim, projetado por Daniel Libeskind, utiliza a sinestesia para evocar sentimentos de desorientação, perda e memória por meio de uma geometria fragmentada, iluminação contrastante e escolhas de materiais. Inspirado em uma Estrela de Davi despedaçada, o edifício conduz os/as visitantes por corredores inclinados e estreitos, gerando instabilidade e desconforto. A luz, ora filtrada por frestas, ora quase totalmente ausente em certas áreas, reforça a atmosfera opressiva. O concreto aparente, com sua textura fria e rígida, intensifica essa experiência, enquanto o vazio ressoa com ecos e silêncio. No espaço Shalekhet (Folhas Caídas), placas de metal em forma de rostos emitem sons perturbadores ao serem pisadas, criando uma experiência auditiva desconfortável. O museu transcende sua função como espaço expositivo e se torna uma experiência arquitetônica imersiva, na qual luz, som, textura e forma se combinam para transmitir a dor e a memória do Holocausto.

Do descartável ao sustentável: a transformação do poliuretano reciclado em produtos de alto desempenho

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O poliuretano (PU) surgiu como solução para a escassez de recursos na década de 1930, mas hoje consolidou-se como um material fundamental em diversos setores, desde o isolamento térmico até o estofamento. Desenvolvido em 1937 por Otto Bayer e sua equipe na Alemanha, o PU foi concebido originalmente como uma alternativa econômica e versátil à borracha. O material rapidamente ganhou popularidade em revestimentos e adesivos devido à sua forte aderência e propriedades protetoras. O poliuretano é produzido pela reação entre polióis e isocianatos que, ao gerar calor na presença de agentes de expansão (como água ou gases), cria bolhas que expandem o material, resultando em uma espuma de densidade e estrutura ajustáveis. Essa flexibilidade permitiu que o PU revolucionasse indústrias inteiras com produtos voltados ao isolamento e ao preenchimento. No entanto, sua durabilidade e natureza não biodegradável geraram crescentes preocupações ambientais. Diante disso, empresas como a Purman lideram iniciativas de reciclagem de resíduos de PU, ajudando a mitigar seu impacto ambiental ao mesmo tempo em que promovem alternativas mais sustentáveis.

Ver Através das Paredes: Reuso Adaptativo por Meio de Dados, IA e Design Circular

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Por trás de camadas de gesso, tinta e acabamentos, esconde-se uma complexa rede de tubulações, conduítes elétricos, vigas e outros elementos estruturais que fazem um edifício funcionar e se manter de pé, mas que permanecem invisíveis aos olhos do dia a dia. Nessas camadas, acumulam-se vestígios de diferentes épocas: sistemas substituídos, adaptações improvisadas e soluções técnicas que um dia responderam a contextos e urgências específicas. No reuso adaptativo, o maior desafio costuma começar antes mesmo do início das obras: compreender o que está por trás das paredes quando há pouca ou nenhuma documentação confiável disponível. Durante uma reforma, surpresas agradáveis ou desagradáveis são inevitáveis. O inesperado faz parte do processo, mas também representa fatores de custo, atraso e risco que frequentemente desestimulam investidores e profissionais a se envolverem nesse tipo de projeto.

De Pequena Veneza a Veneza: A Narrativa do Pavilhão da Venezuela de Carlo Scarpa

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Situado em meio à profusão de pavilhões nacionais grandiosos e cuidadosamente projetados no Giardini della Biennale, na cidade italiana de Veneza, encontra-se uma estrutura projetada por aquele que talvez seja o arquiteto moderno mais conhecido da região. Localizado entre os pavilhões da Rússia e da Suíça, o Pavilhão da Venezuela é de autoria de Carlo Scarpa. Em muitos aspectos, o edifício sintetiza a abordagem projetual de seu arquiteto, embora apresente idiossincrasias próprias. Construído para a mais importante exposição bienal de arte da Europa, o pavilhão integra um conjunto de estruturas modernistas que sucederam as primeiras edificações, de caráter mais classicista. Esta é a sua história.

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Esculpindo a visão urbana da Arábia Saudita: Buildner revela os vencedores do Mujassam Watan Challenge

A Buildner e a Iniciativa Mujassam Watan anunciaram os resultados do Mujassam Watan Urban Sculpture Challenge.

Este concurso internacional convidou arquitetos/as, artistas e designers a criarem esculturas públicas visionárias que refletissem o rico patrimônio cultural e as ambições futuras da Arábia Saudita. À medida que o Reino passa por uma profunda transformação sob a chancela da Vision 2030, esta iniciativa — organizada em parceria com a Iniciativa Mujassam Watan — buscou propostas que dialogassem tanto com a história quanto com o futuro, a tradição e a inovação no espaço público.

Tendências Arquitetônicas Convergentes em 2025: Circularidade, Biomateriais e Design Consciente de Carbono

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O fenômeno conhecido na biologia como evolução convergente descreve como espécies distantes podem desenvolver estruturas semelhantes ao enfrentarem desafios comparáveis. Golfinhos e ictiossauros, por exemplo, são separados por milhões de anos de história evolutiva, mas ambos desenvolveram corpos hidrodinâmicos quase idênticos. A arquitetura tem seus próprios paralelos: as estruturas em pórtico (A-frame) surgiram de forma independente tanto nos Alpes europeus quanto no Japão, mesmo sem intercâmbio cultural direto, como respostas espontâneas à neve, ao vento e à escassez de recursos.

Design sem esforço? Explorando ferramentas de arquitetura que potencializam o processo criativo de projeto

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Encontrar as ferramentas certas para representar a ideia de um projeto ou executar uma obra continua sendo um desafio constante para profissionais de arquitetura e design. Embora softwares de desenho, modelagem 3D e cálculo tenham aumentado a precisão e a eficiência, muitos/as arquitetos/as continuam utilizando ferramentas legadas aprendidas na academia ou na prática — ferramentas que parecem familiares, mas que não oferecem necessariamente a melhor experiência de projeto. De interfaces sobrecarregadas e fluxos de trabalho travados a plug-ins infinitos e ao vaivém constante entre softwares desconectados, as ferramentas tradicionais de projeto costumam revelar sua complexidade e fragmentação.

Casamento de Materiais: Quando a Madeira Dialoga com suas Contrapartes Contemporâneas

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A matemática nos mostra como, a partir de apenas alguns elementos, podemos gerar combinações quase infinitas e como cada novo arranjo pode transformar completamente o conjunto original. Teorias como as do caos e da complexidade apontam na mesma direção: pequenas variações iniciais, como uma escolha, um desvio ou um novo elemento, podem desencadear mudanças profundas e inesperadas. Na arquitetura, isso se manifesta de forma concreta no cotidiano de profissionais de projeto. A escolha dos materiais e a forma como são combinados pode parecer uma decisão meramente estética ou funcional, mas tem o poder de redefinir a linguagem de um edifício, o rumo do projeto e sua relação com o entorno e seus habitantes.

A Arquitetura da Cultura Hoje: Foco Editorial de Outubro do ArchDaily

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A cultura é o conjunto de saberes e práticas que as pessoas utilizam para se expressar e, de forma coletiva, dar sentido ao mundo. Como lembra a filósofa brasileira Marilena Chauí, a palavra deriva do latim colere, que significa "cuidar de". Nesse sentido, a agricultura significa o cuidado com o solo, enquanto os cultos religiosos representam o cuidado com os deuses. Em sua essência, a cultura é a criação de universos simbólicos, expressos por meio de diferentes linguagens — incluindo a arquitetura — que tecem conexões através do tempo. Ela salvaguarda as memórias do passado ao mesmo tempo que abre novas possibilidades para o futuro.

Este mês, o ArchDaily explora A Arquitetura da Cultura Hoje, propondo uma pergunta central: de que maneira a arquitetura molda a forma como a cultura é produzida, consumida e vivenciada? Este tema examina como a arquitetura ao mesmo tempo molda e responde à vida cultural — desde a permanência de museus, teatros e bibliotecas até a efemeridade de pavilhões, instalações e plataformas virtuais. O foco abrange o papel do/a arquiteto/a na curadoria, cenografia e design de exposições, bem como a representação de espaços culturais no cinema e em meios digitais.

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Esculpida em Pedra: Tufo, Basalto e a Arquitetura da Armênia

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Situada entre os picos majestosos do Cáucaso e as paisagens fascinantes do Oriente Próximo, a Armênia é uma nação pequena, mas intensamente orgulhosa, moldada por montanhas escarpadas e vulcões antigos. Sendo um dos países mais antigos do mundo, suas raízes remontam ao século VI a.C., situando-se no cruzamento de impérios—persa, romano, bizantino e otomano. No entanto, ao longo de séculos de transformações, a Armênia preservou sua identidade singular, esculpida em seu idioma, em sua arquitetura e em suas ricas tradições culturais—o que lhe rendeu o título evocativo de "a terra das pedras". 

Apartamentos no Brasil: interiores que reutilizam e recuperam seus materiais

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No campo da arquitetura e da construção, o conceito de reutilização de materiais está vinculado à economia circular e à redução da pegada de carbono, em busca de consolidar um futuro mais sustentável e responsável. Ao incorporar práticas de reciclagem, recuperação, restauração e/ou reutilização de materiais de demolição, o aproveitamento de recursos aliado à redução do consumo de energia viabiliza a experimentação com técnicas, aplicações e novas materialidades que celebram a memória dos espaços e, ao mesmo tempo, dão nova vida tanto a interiores quanto a exteriores.

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Estudos de Caso em Habitação Centrada na Comunidade: Design Residencial Inovador

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A arquitetura evolui, sobretudo na forma como reflete as relações entre as pessoas, seu comportamento e o ambiente. Mesmo variações sutis nessas dinâmicas podem influenciar nossa maneira de pensar e viver em comunidade. Segundo o Banco Mundial, atualmente 56% da população vive em ambientes urbanos, e estima-se que até 2050 esse número chegue a 70%. Essa projeção reflete a velocidade e a magnitude do crescimento urbano, impondo desafios para arquitetos/as e escritórios de design — desde a viabilidade das edificações até a sustentabilidade do ambiente construído, englobando a arquitetura residencial e outras tipologias que influenciam a vida cotidiana.

Podemos construir com alimentos? Experimentos circulares no Matter Matters Lab

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O que significa construir com cuidado, utilizando aquilo que os outros deixam para trás? Essa pergunta molda o trabalho do Matter Matters Lab, uma iniciativa fundada pela arquiteta e pesquisadora Catherine Söderberg Esper durante o isolamento da pandemia. A partir de experiências multiculturais e motivada por uma transformação pessoal durante a maternidade, Catherine começou a investigar resíduos cotidianos como matéria-prima para sistemas construtivos regenerativos. Seu primeiro experimento consistiu em colar seus próprios cabelos cortados usando cola branca, dando início a uma abordagem radicalmente íntima e artesanal. Desde então, o laboratório tem se concentrado em transformar resíduos orgânicos em materiais arquitetônicos de baixo impacto, inspirando-se em sistemas de conhecimento indígenas e buscando romper com modelos extrativistas na construção civil. Projetos como os Avocado Bricks, feitos a partir de caroços de abacate descartados, exemplificam essa abordagem local, circular e enraizada na ideia de reciprocidade entre matéria, lugar e cuidado, oferecendo uma nova maneira de construir com resíduos.

Investigando a impressão 3D a partir da academia: protótipos que fomentam a colaboração na arquitetura

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Segundo a empresa de análise Gartner, as vendas de impressoras 3D dispararam 75% por volta de 2014; no entanto, essa tecnologia ainda segue apresentando um forte crescimento. Embora existam múltiplos debates no campo da arquitetura sobre se a impressão 3D pode ser considerada artesanato ou se é viável a mistura de materiais locais com impressão 3D, sua implementação no meio acadêmico busca criar novas experiências, pesquisas e conhecimentos que colaborem para o desenvolvimento e a aplicação dessa tecnologia. Diante disso, como a integração da impressão 3D a partir da academia poderia provocar mudanças na indústria da construção no futuro? Como o ensino de arquitetura e design poderia fomentar a colaboração com outras disciplinas e criar novas aplicações em outros campos?

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Da rapidez à especificidade: múltiplas dimensões do desenvolvimento arquitetônico de Shenzhen

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Shenzhen é a primeira Zona Econômica Especial (ZEE) da China, servindo como uma janela para a Reforma e Abertura do país e como uma cidade de imigrantes em ascensão. A cidade evoluiu para uma metrópole internacional influente e moderna, criando a mundialmente famosa "Velocidade de Shenzhen" e conquistando a reputação de "Cidade do Design". O projeto arquitetônico se destaca como a expressão mais intuitiva do espírito de integração e inovação de Shenzhen. Ao longo da última década (2015-2025), o desenvolvimento da arquitetura urbana em Shenzhen integrou-se estreitamente ao seu caráter urbano aberto e inclusivo, às suas vantagens ecológicas de estar situada entre as montanhas e o mar, e ao espírito local de fundir a cultura tradicional com a tecnologia inovadora, revelando o charme singular e a forte vitalidade de Shenzhen sob múltiplas dimensões.

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Em diálogo com a natureza: uma jornada arquitetônica por instalações na paisagem na Dinamarca e na Noruega

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O design escandinavo há muito é admirado por sua estética minimalista e funcionalidade, que valorizam as coisas simples, com raízes profundas no conceito de Hygge. Esta reverência vai além do design de interiores, estendendo-se também ao mundo natural, o que resulta em projetos de arquitetura e instalações paisagísticas de alta qualidade que estreitam a conexão humana com ambientes intocados. Em vez de impor grandes estruturas ao meio ambiente, a abordagem escandinava propõe intervenções sutis e precisas. Estes projetos não buscam dominar, mas sim estabelecer um diálogo com a paisagem existente, valendo-se de um desenho sensível para potencializar suas formas, cores e texturas intrínsecas. O objetivo é complementar e valorizar a natureza, criando espaços funcionais que, ao mesmo tempo, aprofundam a relação de quem os visita com o entorno.

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