
Ondas de calor estão se tornando cada vez mais frequentes em todo o mundo, levando arquitetos e arquitetas a reconsiderarem como as envoltórias dos edifícios são concebidas e projetadas. O foco não está mais apenas em limitar a perda de calor durante os meses mais frios, mas também em controlar a quantidade de calor que entra nas edificações durante períodos de radiação solar intensa. Ao compreender o sombreamento solar como uma decisão de projeto — e não como um elemento meramente decorativo ou de condicionamento interno —, ele passa a integrar as estratégias passivas de eficiência energética, que podem contribuir para o conforto térmico e visual ao mesmo tempo em que reduzem a demanda por resfriamento.
Historicamente, muitas decisões relacionadas ao desempenho térmico das edificações concentravam-se em reter o calor durante o inverno. No entanto, a frequência crescente de temperaturas extremas está direcionando a atenção para a prevenção do superaquecimento, sem comprometer a iluminação natural, as vistas ou a conexão com o exterior. Edifícios com grandes superfícies envidraçadas, por exemplo, exigem estratégias para controlar a radiação solar e evitar ganhos excessivos de calor. Um edifício de escritórios com fachada envidraçada voltada para o oeste pode apresentar seu pico de demanda de resfriamento entre as 15h e as 19h, quando a luz solar direta incide sobre o vidro. Com uma estratégia integrada de sombreamento solar, esse ganho de calor pode ser mitigado antes mesmo que o sistema de climatização precise compensá-lo.














