Oslo, Noruega. Foto por Collection Maykova, via Shutterstock
Oslo é a capital e maior cidade da Noruega, servindo como o centro político, econômico e cultural do país. Situada na cabeceira do Fiorde de Oslo e cercada por colinas florestais, abriga cerca de 700.000 pessoas em sua área urbana, com mais de um milhão de habitantes em sua região metropolitana. Fundada há cerca de mil anos, Oslo tem uma longa história como entreposto comercial e sede administrativa. No entanto, grande parte de seu caráter moderno foi moldada depois que um grande incêndio no século XVII levou a uma reconstrução completa sob o domínio dinamarquês, época em que foi temporariamente rebatizada de Cristiania. Hoje, a cidade figura constantemente entre as mais habitáveis do mundo, valorizada por sua harmonia entre a vida urbana e o fácil acesso à natureza.
Vista a partir da água, Tallinn apresenta o perfil urbano de uma cidade mercantil hanseática. Durante o período soviético, a maior parte da orla era uma zona militar restrita, restando o porto como um dos poucos pontos de encontro entre a cidade e o mar. Até mesmo o Linnahall, a imensa arena de concreto construída para as competições de vela dos Jogos Olímpicos de Moscou de 1980, foi implantado, em parte, de modo a preservar a vista da cidade antiga para as embarcações que se aproximavam do porto. Durante meio século, Tallinn cresceu de costas para a água que outrora a transformara em uma cidade comercial. Desse modo, quando a independência foi restaurada em 1991, algumas das áreas mais valiosas da capital estavam também entre as menos familiares para a sua população.
A arquitetura recente de Tallinn é, em grande medida, uma arquitetura de reconexão. A cidade vem reabrindo o que havia sido isolado e adaptando o que perdeu sua função, ao mesmo tempo em que constrói novas estruturas onde os limites entre cidade, infraestrutura e paisagem ainda estão sendo negociados. As fábricas ao redor do centro medieval — dos moinhos de Rotermann, próximos ao porto, aos estaleiros de submarinos em Noblessner — haviam perdido seu propósito original. Desde então, sua conversão gradual tornou-se uma das narrativas definidoras da Tallinn contemporânea. Grande parte dessa arquitetura é deliberadamente discreta, extraindo seu impacto da maneira como estruturas antigas, novos usos e a orla marítima foram reintegrados à vida da cidade.
O Centro de Exposições e Espetáculos de Songshan Lake, projetado pelo escritório ZHA em colaboração com o Beijing Institute of Architectural Design, é um novo complexo cultural e esportivo na cidade de Dongguan , na China. O edifício está localizado na Zona de Desenvolvimento Industrial de Alta Tecnologia da cidade, um polo de inovação tecnológica e ciência estabelecido em 2001 como um centro de pesquisa, desenvolvimento e manufatura de alta tecnologia. Com uma área construída total de 45.000 metros quadrados, o novo centro cultural foi projetado para ser uma âncora cívica e cultural para a Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau (GBA). A construção do edifício à beira-rio teve início em 2021, e o complexo foi inaugurado oficialmente em 30 de março de 2026.
O escritório de paisagismo e desenho urbano SLA revelou o projeto para o espaço público e as vias urbanas de uma nova comunidade de 39,8 hectares à beira-mar em Toronto. O projeto de paisagismo urbano "Ookwemin Minising" está localizado em Port Lands, um distrito industrial e recreativo a sudeste do centro de Toronto, que atualmente passa por uma revitalização urbana para transformar a antiga zona industrial em um vale fluvial renaturalizado, bairros de uso misto e parques públicos. A transformação geral está sendo liderada pela Waterfront Toronto, uma corporação sem fins lucrativos financiada por recursos públicos, fundada em 2001 para supervisionar a regeneração da área, como parte de uma iniciativa governamental mais ampla para renaturalizar áreas urbanas e aumentar a densidade habitacional. Espera-se que a reurbanização de Ookwemin Minising seja concluída em fases entre 2031 e 2040.
Nas últimas décadas, cidades de todo o mundo testemunharam um aumento na demolição de vias expressas elevadas de concreto. Taipé, Seul, Portland e Boston, por exemplo, vivenciaram a ascensão e a queda dessas infraestruturas para dar lugar a parques e a novas propostas de regeneração urbana. Em outros casos, como em Montreal, no Canadá, houve forte oposição popular às vias expressas antes mesmo de serem construídas, o que resultou no desvio de viadutos, na preservação do patrimônio e na liberação das vistas para a orla. Em São Francisco, nos Estados Unidos, a história da Embarcadero Freeway é uma dessas narrativas que servem como estudo de caso sobre a ambição infraestrutural de meados do século XX, a reação da comunidade ao projeto e sua eventual reversão em prol da conectividade urbana.
O escritório MAD Architects apresentou o plano de renovação para o depósito "Wanmicang" localizado no extremo sul da Fábrica de Cimento Zhangjiang, em Xangai. Esta transformação converterá o edifício em um espaço público multifuncional à beira-mar destinado à cultura, criatividade e comércio. Embora o projeto preserve a essência do antigo local industrial, adiciona um elemento inovador na forma de um volume metálico em forma de arca "flutuante", criando um contraste distinto entre as estruturas antigas e as novas. A conclusão do projeto está programada para o ano de 2026.
O consórcio AKIN foi eleito vencedor do concurso de projeto para o Barangaroo Harbour Park, um projeto que transformará uma região central ao longo da orla marítima de Sydney, Austrália. A equipe vencedora é liderada por arquitetos indígenas e composta pelos escritórios Yerrabingin, Architectus, Flying Fish Blue, Jacob Nash Design e Studio Chris Fox, com consultoria de engenharia da Arup. Multidisciplinar, o grupo integra sistemas de conhecimento indígena com arquitetura paisagística, design regenerativo e arte pública.
O National Museums Liverpool (NML) anunciou uma versão revisada do projeto da orla da cidade, desenvolvido pelo arquiteto Asif Khan e pelo artista Theaster Gates. Os planos incluem a reforma dos espaços públicos em Canning Dock, uma área histórica central nos portos de Liverpool. Como parte do Waterfront Transformation Project, as intervenções visam criar espaços públicos acessíveis para atender melhor a comunidade e criar uma ligação entre os museus próximos. A proposta preliminar está aberta para consulta pública.
Elaborado inicialmente por Renzo Piano e desenvolvido pela RPBW e OBR, o Waterfront di Levante é um projeto que visa transformar o que antes era o fundo de um porto em uma nova fachada urbana para o mar. O projeto está previsto para se tornar um novo marco na frente marítima de Gênova, Itália, trazendo novas funções urbanas e portuárias, tanto públicas quanto privadas, para uma área subutilizada. Ao controlar a relação entre a área construída e aberta, o complexo procura também melhorar a conexão entre a cidade e o mar. O projeto introduz funções como o novo Parque Urbano, uma nova doca, residências, escritórios, alojamentos estudantis, instalações comerciais, apart-hotéis e um novo pavilhão esportivo.
Entre o aumento dos níveis das marés e a intensificação dos fenômenos migratórios assim como o crescimento acelerado das áreas urbanizadas no planeta, arquitetos e urbanistas devem considerar uma infinidade de diferentes fatores climáticos, sociais e econômicos ao desenvolver projetos. Resiliência, infraestrutura sustentável e economia circular são termos cada vez mais comuns na pratica da arquitetura, refletindo as demandas trazidas pelos principais desafios enfrentados pelas cidades em todo o mundo. Repensando a própria forma de se fazer arquitetura, arquitetos e urbanistas têm procurado desenvolver novas soluções para promover uma maior conscientização da população, e muitas destas iniciativas abordam áreas urbanas litorâneas.