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Sustainable Design: O mais recente de arquitetura e notícia

Entre Florestas em Chamas e Cidades Utópicas: Projetando a Transição Climática

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Não faltam formas de imaginar como será o mundo após uma catástrofe climática. Gêneros inteiros de filmes e romances foram construídos em torno da pergunta sobre o que acontece quando as salvaguardas contemporâneas falham, desde a ficção distópica e a literatura pós-apocalíptica até filmes de desastre, histórias em quadrinhos e videogames. Florestas em chamas, cidades submersas, infraestrutura abandonada, escassez de recursos e deslocamentos em massa constituem um vocabulário visual e narrativo familiar. Tornamo-nos extraordinariamente fluentes em imaginar as consequências de um mundo que falha em responder às mudanças climáticas.

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Acima da linha de neve: 11 abrigos erguidos nos limites da construção

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Não há lugar mais difícil para se construir do que a alta montanha, e nenhum outro onde uma edificação pareça tão provisória. Dos Andes ao Himalaia e aos Alpes, a construção em alta altitude reduz a arquitetura às suas relações mais elementares. A rocha evoca a própria permanência; no entanto, uma estrutura implantada próxima ao limite do habitável existe em constante negociação com quase tudo ao seu redor: com o vento que sopra livre de obstruções, com um solo íngreme e congelado demais para ser escavado, e com a premissa de que tudo de que necessita deve vir de muito abaixo. O que pode ser transportado montanha acima, o que pode ser montado por poucas mãos e o que pode se autossustentar são algumas das variáveis dessa equação.

Essas restrições geraram uma cultura construtiva notavelmente consistente em cordilheiras que, de outro modo, não teriam relação entre si. O refúgio, a cabana, o bivaque e o observatório pertencem a uma tipologia compartilhada na qual o abrigo é indissociável da logística, e onde a leveza, a pré-fabricação e a autossuficiência eram necessidades estruturais muito antes de se tornarem virtudes.

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Kengo Kuma receberá o Prêmio Andrée Putman pelo Conjunto da Obra de 2027

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O arquiteto japonês Kengo Kuma foi selecionado para receber o Andrée Putman Lifetime Achievement Award no 2027 Créateurs Design Awards (CDA). O prêmio, uma das duas distinções da categoria Legacy Awards concedidas pela organização, reconhece uma trajetória que influenciou a arquitetura e o ambiente construído ao longo de gerações e em diferentes contextos geográficos. Kuma receberá a homenagem durante a cerimônia de premiação do CDA, que será realizada no Shangri-La Paris em 16 de janeiro de 2027.

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Pensar através das mãos: Atelier CRAFT sobre projeto e fazer

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Que narrativas os materiais carregam e como os "rastros" visíveis dos/as artesãos/ãs podem dialogar com os processos de fabricação e com a industrialização? Entre a concepção e a construção, o ato de pensar através do fazer pode se tornar o princípio norteador de uma filosofia de projeto. Combinando madeira, materiais industriais e objetos reaproveitados, a abordagem do Atelier CRAFT está enraizada na arquitetura reversível, guiada por seu manifesto: "Transformar o projeto através do fazer". Sediado em Saint-Ouen, Paris, o escritório explora as relações entre o ser humano e a matéria, o ato de fazer e os processos de fabricação.

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Entre Memória e Matéria: Por dentro da obra do escritório uzbeque ARC Architects

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Diante da transformação das cidades do Uzbequistão, o escritório ARC Architects desenvolve uma arquitetura que busca conectar o passado ao presente. Fundado em 2017 por Bobir Klichev, o estúdio surgiu da comunidade de arquitetura de Bucara e permanece estreitamente conectado às particularidades culturais e climáticas do país. Com escritórios em Tashkent e Bucara, o ARC combina minimalismo e referências étnicas para desenvolver uma linguagem contemporânea enraizada em seu contexto.

Em vez de reproduzir uma imagem tradicional da arquitetura uzbeque, o estúdio busca compreender como essa herança pode ser reinterpretada hoje — um exercício que dialoga necessariamente com as camadas históricas sobrepostas que atravessam o país. Durante séculos, cidades como Samarcanda e Bucara foram importantes centros comerciais e culturais da Ásia Central. Sua arquitetura desenvolveu-se em torno de pátios internos e ruelas estreitas, conformando tecidos urbanos nos quais as edificações e os espaços coletivos são indissociáveis.

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Da tenda ao terminal: o ofício beduíno na infraestrutura contemporânea

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Em toda a região do Golfo, o patrimônio beduíno costuma entrar na arquitetura, primeiramente, como imagem. Terminais aeroportuários remetem a silhuetas de tendas, centros de visitantes incorporam painéis trançados e pavilhões reinterpretam têxteis tradicionais como fachadas decorativas. Essas referências tornaram-se uma linguagem visual familiar para expressar a identidade regional. No entanto, elas também correm o risco de reduzir uma das mais sofisticadas tradições construtivas vernáculas do mundo a um mero motivo arquitetônico. Muito antes de a tenda beduína se tornar um símbolo cultural, ela era uma tecnologia ambiental: uma estrutura leve e adaptável, capaz de proporcionar conforto em um dos climas mais rigorosos do planeta. O que a infraestrutura contemporânea pode herdar não é a silhueta da tenda, mas sim a inteligência construtiva nela tecida.

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O que é infraestrutura azul? Repensando o papel da água no desenho urbano

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Soluções baseadas na natureza são uma das principais estratégias para a adaptação climática contemporânea e para a resiliência ecológica urbana, adotadas por cidades independentemente de sua geografia ou zona climática. Telhados verdes, florestas urbanas, biovaletas, ampliação da cobertura arbórea, áreas úmidas protegidas e paisagens permeáveis ocupam posição de destaque nos planos municipais de adaptação. Essas intervenções são implantadas nos bairros, distribuídas pelas redes viárias e mensuradas por hectares restaurados, árvores plantadas, águas pluviais retidas ou redução de temperatura. Essa mudança amplia o papel da ecologia nas cidades, estabelecendo elementos ambientais como sistemas de infraestrutura e proporcionando a profissionais de planejamento uma estrutura sólida para integrar sistemas naturais ao desenvolvimento urbano.

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Como o movimento Arts and Crafts ainda molda a arquitetura contemporânea

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O movimento Arts and Crafts costuma ser lembrado como um estilo arquitetônico definido por detalhes artesanais, escala íntima, materiais naturais e pela rejeição ao excesso e à indústria. Sua influência é frequentemente rastreada por meio de características visuais que continuam a aparecer na arquitetura e nos interiores contemporâneos — da madeira exposta e da marcenaria artesanal à ênfase na textura e na permanência —, contudo, reduzir o movimento a um vocabulário estético significa ignorar sua contribuição muito mais significativa. Para William Morris, Philip Webb, John Ruskin e seus contemporâneos, a arquitetura era uma questão de como as coisas eram feitas, quem as fazia e se o processo de feitura poderia cultivar dignidade, significado, cultura e beleza.

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O que é a arquitetura metamoderna? Entre a ironia pós-moderna e uma nova sinceridade

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Em um volume esguio de capa com bordas amarelas, publicado recentemente pela editora portuense Circo de Ideias, o arquiteto Paulo Martins Barata (sócio fundador do Promontório) faz uma afirmação cuja audácia se esconde sob uma aparente simplicidade: a de que a arquitetura produzida na Europa desde a Grande Recessão não pertence a nenhum dos dois campos que estruturaram o debate disciplinar mais acirrado do século XX.

The Language of Metamodern Architecture toma emprestado seu título, com evidente ironia, de The Language of Post-Modern Architecture (1977), de Charles Jencks — o livro que declarou celebremente a morte da arquitetura moderna às 15h32 de 15 de julho de 1972, com a demolição de Pruitt-Igoe. Sua aposta é de que outra morte, nunca oficialmente certificada, ocorreu por volta de 2008, e de que a arquitetura tem vivido, em grande parte sem perceber, naquilo que cresceu ao redor do túmulo.

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O oásis não é um destino: arquitetura ao longo das rotas do deserto

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Durante muito tempo, a arquitetura foi definida pela permanência. Os edifícios são celebrados por durarem, as cidades por estabelecerem estabilidade perante a incerteza, e os monumentos por resistirem à passagem do tempo. No entanto, algumas das mais antigas tradições urbanas da humanidade surgiram em paisagens onde a permanência, por si só, jamais poderia garantir a sobrevivência. Nos desertos do Norte da África e da Península Arábica, os assentamentos em oásis desenvolveram-se não como refúgios isolados em meio a um vazio estéril, mas como pausas cuidadosamente mantidas dentro de paisagens já moldadas pelo movimento. Muito antes de rodovias e aeroportos conectarem continentes, caravanas, peregrinos/as, pastores/as e comerciantes cruzavam esses territórios por meio de redes de poços, sistemas de irrigação, palmeirais cultivados e cidades mercantis. O oásis nunca foi o fim de uma jornada. Poços, palmeirais sombreados, campos irrigados e mercados de caravanas eram o que permitia o início da próxima etapa da viagem.

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Verdade do solo: como a sede do BCIE em Honduras falou através da pedra local

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As nações da América Central ocupam uma estreita ponte de terra entre o México e a Colômbia, mas não nasceram como países separados. Elas surgiram de uma única entidade: a República Federal da América Central em 1823. Essa federação entrou em colapso, mas o ideal de uma região unificada nunca morreu por completo. Em 1951, os governos assinaram a Carta de San Salvador, criando a ODECA, a Organização dos Estados Centro-Americanos. Quatro décadas depois, o Protocolo de Tegucigalpa de 1991 a substituiu pelo SICA, o Sistema de Integração Centro-Americana, a estrutura que norteia a cooperação regional na atualidade. No âmbito desse processo de integração, o Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE) foi fundado em 1960 por Guatemala, El Salvador, Honduras e Nicarágua, estabelecendo sua sede em Tegucigalpa. À primeira vista, trata-se de um complexo de escritórios convencional do final do século XX; contudo, ao observar sua fachada mais de perto, o edifício se transforma em um manifesto sobre identidade — escrito em pedra de cantaria rosada extraída das próprias colinas que cercam a capital hondurenha.

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Ao sul de tudo: arquitetura e presença territorial na Antártica

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A Antártica não tem governo, população permanente ou economia. Além disso, desde 1959, não possui proprietário legalmente reconhecido, uma vez que o Tratado da Antártica congela qualquer reivindicação territorial no continente. No papel, isso faz da Antártica o que há de mais próximo na Terra de um verdadeiro bem comum. Na prática, cerca de trinta países operam atualmente mais de setenta estações de pesquisa por lá, várias delas a uma curta distância de voo umas das outras, e uma dessas estações conta com escola, capela, cemitério e um cartório de registro civil que já registrou onze nascimentos desde 1978.

Nada nessa arquitetura é acidental, e muito pouco se explica apenas pela ciência. Uma estação de pesquisa custa milhões de dólares para ser construída e abastecida em um dos lugares logisticamente mais hostis do planeta; um país não assume esse custo apenas para medir o ozônio atmosférico que poderia, em muitos casos, monitorar de um local mais próximo. O que uma estação faz, de fato, é marcar presença em um território onde isso é legalmente proibido.

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MVRDV vence concurso para projetar a Embaixada Shift em Roterdã

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O escritório MVRDV venceu o concurso internacional de projeto organizado pela empresa social Shift para projetar a Shift Embassy, um novo destino cultural planejado para o distrito em desenvolvimento de Waterkant, em Roterdã. Concebida como um híbrido entre arquitetura e paisagem, a proposta, intitulada "Rotterdam ROCKS!", combina espaços expositivos, hotelaria, educação, equipamentos públicos e infraestrutura ecológica em um edifício de acesso público, cujo objetivo é apoiar a missão da Shift de engajar visitantes em desafios ambientais e sociais. O projeto fará parte do Waterkant, um desenvolvimento urbano de grande escala na margem sul do rio Mosa, planejado para incluir 3.750 moradias, além de escolas, locais de trabalho, espaços culturais e áreas públicas.

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Reflexões da UIA 2026 Barcelona sobre o futuro do ambiente construído

 | Em colaboração
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Com o encerramento do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2026 em Barcelona, uma mensagem central ecoou em debates, exposições, palestras e conversas: o futuro da arquitetura dependerá menos de respostas definitivas do que da capacidade de aceitar transformações e questionar coletivamente os modelos estabelecidos. No Congresso deste ano, sob o tema "Devir. Arquiteturas para um Planeta em Transição", a arquitetura foi apresentada como uma prática em constante evolução, moldada pelo diálogo interdisciplinar, pela pesquisa e pela colaboração.

Sonhar nas ruínas: como um ritual do sono em Logroño propõe uma nova arquitetura cívica

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As cidades são cada vez mais projetadas para mitigar riscos e, para isso, precisam coletar dados sobre o clima, a infraestrutura, a biodiversidade e a fragmentação social, de modo que a linguagem da resiliência se torne parte integrante do planejamento. No entanto, as condições subjacentes que produzem a polarização, o desengajamento cívico e o colapso ecológico muitas vezes não são questionadas. As ferramentas que dominam a prática urbana tendem a abordar apenas um registro da experiência humana, enquanto as dimensões emocionais e imaginativas da transformação não são tratadas como soluções viáveis.

O filósofo Félix Guattari propôs que a transformação ecológica sustentada depende da atenção simultânea a três ecologias distintas: a ecologia da mente, a ecologia da sociedade e a ecologia do meio ambiente. As políticas ambientais hegemônicas tendem a se concentrar em apenas uma ou duas delas, achatando uma condição complexa em um problema delimitado com uma resposta clara. Rituais ancestrais nos lembram que a transformação depende de práticas que engajam simultaneamente o corpo, a comunidade e o meio ambiente.

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Decisões arquitetônicas, implicações planetárias: entrevista com a equipe curatorial da UIA 2026 Barcelona

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Barcelona é a primeira cidade na história do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA a sediar o evento duas vezes. A edição de 1996, Presente e Futuros: Arquitetura nas Cidades, aconteceu em um momento de forte efervescência, quando a cidade pós-olímpica consolidava um modelo urbano que se tornaria um dos mais estudados e contestados do urbanismo contemporâneo, e quando a arquitetura aprendia a pensar a grande metrópole como seu principal campo de investigação. Trinta anos depois, a mesma cidade retoma a questão sob uma condição distinta: aquela em que o ambiente construído não pode mais ser compreendido como um objeto autônomo, mas apenas por meio dos sistemas ecológicos, materiais e políticos mais amplos que o sustentam. O tema do Congresso de 2026 — Devir. Arquiteturas para um Planeta em Transição — não abandona as preocupações urbanas de 1996; ele as reabre a partir de uma escala planetária.

A equipe de curadoria por trás desta edição, formada por Pau Bajet, Maria Giramé, Mariona Benedito, Tomeu Ramis, Pau Sarquella e Carmen Torres, aborda a arquitetura como uma ferramenta crítica e transformadora enraizada no território, atuando na intersecção entre prática profissional, pesquisa e ensino. Seu programa estrutura o Congresso em torno de seis linhas temáticas interconectadas (Devir Mais-que-humano, Devir Circular, Devir Incorporado, Devir Interdependente, Devir Hiperconsciente e Devir Sintonizado) e o distribui por três locais de características bastante distintas — Les Tres Xemeneies del Besòs, o Disseny Hub em Glòries e o CCIB —, cada um escolhido tanto pelo que representa quanto pelo que pode abrigar.

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Representação como Argumento: Lyndon Neri sobre o que os júris buscam em concursos de arquitetura

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Em um setor definido por códigos de obras, pela urgência climática e pelas pressões do mercado imobiliário, os concursos de arquitetura tornaram-se, de forma discreta, um dos espaços mais geradores da disciplina. Livres de orçamentos, clientes ou regulamentações municipais, as propostas enviadas a concursos permitem que arquitetos e arquitetas pensem no limite do que o ambiente construído poderia ser. Cada vez mais, esse trabalho especulativo é levado a sério como uma contribuição cultural e intelectual por si só. O Buildner's Unbuilt Award, atualmente em sua segunda edição, é uma dessas iniciativas, ao tratar o projeto não construído como uma plataforma para que profissionais de arquitetura e design compartilhem conceitos que desafiam fronteiras e inspiram possibilidades futuras. Desse modo, premiações como essa permitem que estudantes e profissionais da área apresentem ideias e visões que, mesmo sem serem executadas, refletem o espírito de exploração e engenhosidade na arquitetura.

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Como os projetos vencedores do concurso Concrete Pavilion da Buildner estão repensando o material mais comum da arquitetura

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Buildner anunciou os resultados do seu concurso, o Concrete Pavilion. Como parte da série Material Studies da Buildner, a competição convidou arquitetos/as e designers a explorarem o potencial arquitetônico do concreto por meio do projeto de um pavilhão experimental. O desafio era reconsiderar o material para além de seu uso convencional, investigando suas possibilidades espaciais, estruturais e sensoriais.