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Arquitetos: S+PS Architects
- Área: 520 m²
- Ano: 2015



O desenvolvimento imobiliário tradicional segue um modelo arriscado: projetar, construir em escala real e torcer para que tudo funcione como planejado. Os protótipos de habitação sustentável invertem essa lógica ao criarem microversões funcionais de visões mais amplas. Essa abordagem metódica permite que profissionais de design experimentem novos materiais, tecnologias e sistemas sem os enormes riscos financeiros e ambientais associados ao desenvolvimento em escala real. Protótipos de edifícios sustentáveis funcionam como laboratórios compactos onde teorias podem ser testadas antes de uma implementação mais ampla.

As tendências sempre vêm e vão no cenário em constante evolução e um tanto cíclico da arquitetura de interiores. Seja uma nova estética, um revestimento de parede inovador ou a última cor viral, certos elementos de design ganham destaque a todo momento nesse setor dinâmico. Alguns desaparecem tão rapidamente quanto surgem ou ressurgem sob novas formas anos mais tarde, ao passo que outros resistem e superam o teste do tempo por meio de uma reinvenção contínua — muitas vezes graças ao seu caráter versátil e adaptável. Os painéis ripados são um exemplo claro deste último caso. Com sua capacidade de adicionar textura e apelo visual a diversos estilos de design, tornaram-se uma escolha popular de revestimento para quartos, cozinhas e salas de estar nas últimas décadas. E agora, mais do que nunca, alinhando-se às preferências atuais que priorizam elementos elegantes, táteis e estruturados, eles consolidaram sua presença nos interiores residenciais contemporâneos.


Trabalhar sob as restrições de uma pegada de carbono limitada pode ser uma das partes mais difíceis — mas também mais gratificantes — do papel do/a arquiteto/a contemporâneo/a. Seja para atender ao relatório de sustentabilidade de uma grande corporação multinacional, obter a certificação LEED ou equivalente para uma incorporadora comercial, ou construir uma casa ecológica para um/a cliente particular consciente do clima — ou mesmo alguém que apenas deseja gastar menos com energia —, é fundamental manter-se atualizado/a com as mais recentes práticas e materiais de construção de baixo carbono e neutros em carbono.
Seja analisando a fase estrutural inicial de um projeto, seus acabamentos de alto padrão ou pensando de forma mais holística em todo o seu ciclo de vida, há grandes avanços a serem conquistados com substitutos e alternativas sustentáveis aos materiais e técnicas tradicionais.

Piscinas de design agregam status a residências de luxo e a espaços hoteleiros cinco estrelas. No entanto, somar os benefícios refresfantes, calmantes, revigorantes e ambientais de um corpo d'água hiperlocal a uma residência pode superar, e muito, o custo de instalação. Além disso, com uma variedade de opções de paisagismo viáveis a curto e longo prazo, o luxo se torna acessível para qualquer orçamento.
A maioria das piscinas é construída abaixo do nível do solo para manter as linhas visuais desobstruídas na superfície. Embora todas as piscinas enterradas comecem da mesma forma — com a escavação, seguida pela conexão dos sistemas hidráulico e de filtragem —, a principal diferença reside na construção da estrutura do tanque. O método mais simples e rápido consiste em posicionar um tanque pré-fabricado de plástico reforçado ou de concreto pré-moldado na cavidade, realizando em seguida a conexão da tubulação e o aterro do recuo com areia. Essa solução, contudo, só é adequada para piscinas prontas com geometrias simples. A fim de aproveitar o espaço disponível da maneira mais eficiente, formatos e dimensões sob medida são mais bem alcançados por meio da aplicação de concreto moldado in loco ou jateado sobre uma armadura de vergalhões ou fôrmas de madeira.

Assim como estilistas usam alfinetes, agulhas e tecidos para dar vida às suas criações, arquitetos dependem dos materiais para moldar o ambiente construído. Do aço e vidro à madeira e concreto, esses formam a paleta artística que transforma plantas em estruturas tangíveis, preenchendo a lacuna entre imaginação e realidade. É tão simples e tão complexo quanto isso. Mas, com tantos materiais e inúmeras formas, acabamentos, texturas e cores disponíveis nos dias de hoje, fazer as escolhas corretas para um projeto específico pode ser bastante desafiador. Várias perguntas naturalmente surgem: Como os arquitetos navegam pelas possibilidades infinitas para escolher os elementos que darão vida às suas criações? O que o processo de especificação de materiais envolve? Por onde começar?

A Índia ultrapassou recentemente a China, sua vizinha subcontinental, tornando-se o país mais populoso do mundo, com uma população de mais de 1,4286 bilhão de pessoas. Com dados das Nações Unidas estimando também uma taxa de crescimento populacional anual de 0,7%, o ambiente construído do país está prestes a interagir com um novo discurso demográfico e a apresentar sua própria perspectiva sobre como construir para bilhões. Diante disso, o país enfrentará novos desafios de infraestrutura, transporte e habitação adequada que, à primeira vista, forçarão as cidades a uma expansão constante para responder a essas demandas dinâmicas. Contudo, um olhar crítico sobre a distribuição demográfica interna revela que a maioria dos indianos ainda vive em áreas rurais, as quais abrigam 65% da população, apesar da crescente migração campo-cidade. Esse cenário aponta para um caminho diferente — um em que o planejamento e o desenvolvimento das áreas rurais têm precedência sobre as cidades. Um caminho que explora a arquitetura no meio rural, sua relação com os centros urbanos e seu futuro como estrutura primordial para abrigar esse contingente populacional em rápida expansão.


Os seres humanos nascem com uma propensão inata para se conectar com a natureza: ouvindo o estalar do fogo, sentindo o aroma da chuva na terra, experimentando as propriedades curativas das plantas e do verde, ou buscando a proximidade com os animais. Por essa razão, e diante da severa degradação ambiental e da rápida urbanização contemporâneas, os/as arquitetos/as têm voltado suas atenções para projetos ecologicamente conscientes a fim de reaproximar as pessoas da natureza. Diversas abordagens são exploradas: construção de estruturas em taipa, uso de materiais e mobiliário reciclados, orientação solar das residências... Contudo, essa prática é fortemente influenciada pela arquitetura sustentável, e a fronteira entre a real sustentabilidade ecológica e a falsa "maquiagem verde" (greenwashing) tem se tornado cada vez mais tênue. O que de fato potencializa essa conexão intrínseca entre os seres vivos e a natureza é o design biofílico e a estratégia de trazer o exterior para o interior.

Ao se tornar um país soberano, livre do domínio britânico, o povo da Índia se viu diante de perguntas que nunca haviam respondido. Vindo de diferentes culturas e origens, os cidadãos começaram a se perguntar o que significaria a Índia pós-independência. Os habitantes agora tinham a opção de construir seu próprio futuro, com a responsabilidade de recuperar sua identidade — mas qual era a identidade da Índia? Eram os templos e as cabanas do povo indígena, os altos palácios da era Mughal ou os escombros do domínio britânico? Iniciou-se a busca por uma sensibilidade indiana contemporânea que levasse as histórias coletivas dos cidadãos em direção a um futuro de esperança.

Ambientes saudáveis e visualmente atraentes se tornaram alvo de um interesse renovado quando se trata de projetar casas e espaços residenciais, especialmente no contexto global atual. Um modo de alcançar isso é por meio de um cuidadoso projeto paisagístico que complemente a arquitetura. A arte do paisagismo é o arranjo de elementos da natureza combinados com elementos arquitetônicos, como estruturas externas e pavimentação, a fim de criar soluções específicas que melhorem a qualidade dos espaços.

