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Materiais Locais: O mais recente de arquitetura e notícia

Além da estética do feito à mão: por que o fazer artesanal precisa de novas economias da construção

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Nunca houve um momento tão celebrado para o trabalho artesanal na arquitetura. Em revistas, premiações e exposições internacionais, o tijolo artesanal, o revestimento de cal, a pedra entalhada, o bambu trançado e a taipa de pilão ressurgiram como símbolos de responsabilidade ambiental, continuidade cultural e autenticidade arquitetônica. No entanto, por trás desses projetos cuidadosamente documentados, reside outra realidade. A esmagadora maioria dos edifícios construídos hoje — de blocos de apartamentos e torres de escritórios a habitações de interesse social e empreendimentos comerciais — continua a depender de sistemas industrializados que deixam pouco espaço para artesãos/ãs qualificados/as. O ofício tornou-se cada vez mais visível justamente no momento em que se tornou cada vez mais incomum. Em países como a Índia, o contraste é difícil de ignorar. Tradições construtivas centenárias coexistem com uma das indústrias da construção que mais cresce no mundo. Para reformular a questão de por que o trabalho artesanal está retornando, talvez a verdadeira intriga seja por que ele agora surge principalmente onde os orçamentos de construção, os cronogramas e os/as clientes podem financiá-lo.

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Artesanato na era da terra impressa em 3D: as ferramentas digitais podem criar um novo tipo de artesão/ã?

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Em 2021, uma colaboração entre o escritório de arquitetura italiano Mario Cucinella Architects e a WASP, uma empresa italiana de impressão 3D, levou ao desenvolvimento da TECLA: uma casa impressa em 3D inteiramente com terra crua. Cinco anos depois, a tecnologia por trás do projeto evoluiu, espalhando-se discretamente por diversos continentes e práticas de projeto. Ao controlar a velocidade, o ângulo e a trajetória do bocal de extrusão, arquitetos e arquitetas conseguem ir muito além da criação de paredes convencionais. Ao longo dos anos, esses/as profissionais vêm experimentando maneiras de moldar o material impresso em 3D em padrões de superfície detalhados, reintroduzindo relevos, texturas e grafismos complexos diretamente na estrutura. Dessa forma, busca-se estabelecer uma ponte entre as tradições da construção com terra e a computação digital, em uma era em que o código começa a influenciar a forma e a expressão material na arquitetura.

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Como o movimento Arts and Crafts ainda molda a arquitetura contemporânea

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O movimento Arts and Crafts costuma ser lembrado como um estilo arquitetônico definido por detalhes artesanais, escala íntima, materiais naturais e pela rejeição ao excesso e à indústria. Sua influência é frequentemente rastreada por meio de características visuais que continuam a aparecer na arquitetura e nos interiores contemporâneos — da madeira exposta e da marcenaria artesanal à ênfase na textura e na permanência —, contudo, reduzir o movimento a um vocabulário estético significa ignorar sua contribuição muito mais significativa. Para William Morris, Philip Webb, John Ruskin e seus contemporâneos, a arquitetura era uma questão de como as coisas eram feitas, quem as fazia e se o processo de feitura poderia cultivar dignidade, significado, cultura e beleza.

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No Dia Internacional dos Povos Indígenas: rumo a uma compreensão mais profunda da cultura construtiva ancestral

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Desde 1994, a cada ano no dia 9 de agosto, a UNESCO comemora o Dia Internacional dos Povos Indígenas. As Nações Unidas ainda não adotaram uma definição oficial para o termo "povos indígenas", mas consideram, para fins de reconhecimento social, os grupos não dominantes da sociedade que se autoidentificam como tais, com língua, cultura e crenças distintas, organizados em sistemas sociais, econômicos e políticos próprios. Sob uma perspectiva territorial, a ONU compreende o termo a partir da continuidade histórica com sociedades pré-coloniais ou pré-colonizadoras, além dos fortes laços desses grupos com seus territórios e recursos naturais circundantes. A persistência em manter e reproduzir ambientes e sistemas ancestrais também é reconhecida como um elemento de identidade, englobando outras denominações como primeiros povos/nações, aborígenes ou grupos étnicos. Alinhando-se ao objetivo da data de conscientizar o público, apresentamos neste artigo reflexões contemporâneas, casos regionais e entrevistas sobre o conhecimento construtivo ancestral e seu potencial para moldar o futuro.

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Verdade do solo: como a sede do BCIE em Honduras falou através da pedra local

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As nações da América Central ocupam uma estreita ponte de terra entre o México e a Colômbia, mas não nasceram como países separados. Elas surgiram de uma única entidade: a República Federal da América Central em 1823. Essa federação entrou em colapso, mas o ideal de uma região unificada nunca morreu por completo. Em 1951, os governos assinaram a Carta de San Salvador, criando a ODECA, a Organização dos Estados Centro-Americanos. Quatro décadas depois, o Protocolo de Tegucigalpa de 1991 a substituiu pelo SICA, o Sistema de Integração Centro-Americana, a estrutura que norteia a cooperação regional na atualidade. No âmbito desse processo de integração, o Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE) foi fundado em 1960 por Guatemala, El Salvador, Honduras e Nicarágua, estabelecendo sua sede em Tegucigalpa. À primeira vista, trata-se de um complexo de escritórios convencional do final do século XX; contudo, ao observar sua fachada mais de perto, o edifício se transforma em um manifesto sobre identidade — escrito em pedra de cantaria rosada extraída das próprias colinas que cercam a capital hondurenha.

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Arquitetura que empodera comunidades: as histórias por trás dos projetos de Francis Kéré

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"Minha única preocupação é que meu trabalho tenha um impacto positivo nas comunidades em que está inserido", afirma Francis Kéré em seu livro Francis Kéré: Building Stories. Sua própria história de vida, o contexto em que cresceu e as experiências pelas quais passou moldam sua abordagem da arquitetura. Trata-se de um compromisso que se estende às pessoas e aos lugares que chamam de lar — valorizando a materialidade, o aprendizado coletivo e a troca de saberes. Descobrir as histórias por trás de projetos como a Escola Primária em Gando e a Escola Secundária Naaba Belem Goumma inspira uma reflexão sobre como projetar espaços que verdadeiramente sirvam à humanidade.

A história de Francis Kéré começa em uma aldeia na África Subsaariana e se estende por muitos lugares. Gando foi o cenário de sua formação inicial, onde absorveu a essência e os princípios que mais tarde moldaram os valores fundamentais de sua trajetória profissional, somados a influências de outras culturas. A estrutura de Gando é constituída por diferentes famílias que se organizam, segundo costumes estabelecidos, em pátios espalhados pela savana. Crescer nessa aldeia remota na savana de Burkina Faso fomenta um forte senso de comunidade, tornado tangível pela compreensão de que cada habitante de cada pátio faz parte da vida do todo.

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Da extração do sal à arquitetura: uma jornada pela história

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ALEA RESORT HIDEAWAY / Iluminação por OLEV / PLAJER + FRANZ. Imagem © Ken Schluchtmann - diephotodesigner.de

A arquitetura frequentemente recorre à história de um lugar, traduzindo narrativas locais em formas, materiais e experiências espaciais contemporâneas. Localizado na estância termal de Bad Orb, perto de Frankfurt, o ALEA RESORT HIDEAWAY segue essa premissa, inspirando-se no histórico de extração de sal da região.

Projetado pelo escritório PLAJER + FRANZ, o projeto de hospitalidade de 5.200 m² faz referência à geometria dos cristais de sal por meio de sua linguagem arquitetônica, ao mesmo tempo em que utiliza soluções de iluminação da OLEV para moldar a atmosfera de seus espaços internos. Nesta entrevista, o arquiteto Alexander Plajer discute a relação do projeto com seu contexto, o processo de concepção e o papel da iluminação.

“O material é onde a história começa”: Studio NEiDA sobre construir através do ofício e do contexto

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O Studio NEiDA atua na intersecção entre prática arquitetônica, pesquisa e trabalho curatorial, com um foco constante em como os edifícios emergem das condições materiais e culturais de um lugar. Em vez de tratar a materialidade como uma linguagem de acabamento, o estúdio a define como o início de uma narrativa arquitetônica — partindo do que está disponível localmente, a equipe analisa qual conhecimento artesanal existe no território e como esses recursos e habilidades situam um projeto dentro de uma linhagem arquitetônica. Essa abordagem coloca as limitações e possibilidades em primeiro plano como forças produtivas, posicionando o projeto como um processo iterativo de alinhamento da intenção espacial com as realidades da cultura construtiva e da inteligência vernacular.

Ao longo de seu trabalho, os interesses do NEiDA vão além da forma, voltando-se para os contextos sociopolíticos e climáticos que moldam a maneira como a arquitetura é feita e habitada. A equipe enfatiza o aprendizado a partir de práticas de construção sem autoria, vernaculares e informais, como forma de estabelecer uma gramática comum para a intervenção, e descreve a continuidade entre interior e exterior não como uma preferência estilística, mas como uma resposta à vida local e às lógicas de ventilação — onde os espaços externos podem ser tão definidos espacialmente e programaticamente centrais quanto os internos. Nesse contexto, a colaboração não é um elemento acessório: o estúdio destaca a troca no canteiro de obras com artesãos/ãs e construtores/as como uma metodologia fundamental, na qual os projetos evoluem por meio da inteligência coletiva e da comunicação adaptativa.

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Kéré Architecture projeta centro de saúde no Burundi utilizando materiais locais e construção comunitária

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O escritório Kéré Architecture projetou um novo centro de saúde na região de Bubanza, no Burundi, cerca de 40 quilômetros ao norte da antiga capital do país, Bujumbura. Comissionado pela ONG Ineza Clinic, o projeto visa melhorar o acesso à saúde para a população rural da região, complementando os serviços do hospital geral já existente, com foco em maternidade e atendimento cirúrgico especializado. O plano de Francis Kéré distribui o programa em dez pavilhões conectados por uma via que sobe a encosta em zigue-zague em direção a um centro de visitantes, formando um complexo de 3.000 m². O projeto combina materiais provenientes da região circundante, artesanato tradicional e transferência de conhecimento, minimizando sua pegada de carbono, apoiando a economia local e fortalecendo as equipes da região. A construção já foi iniciada, e a conclusão da primeira fase está prevista para este ano.

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Entre o sítio e o ofício: quatro projetos de messina | rivas em Cunha

O município de Cunha, localizado no estado de São Paulo, é uma região conhecida por sua paisagem interiorana, terreno montanhoso e, especialmente, uma grande produção de cerâmicas de renome nacional. É nesse contexto que o escritório messina | rivas vem atuando desde 2017, com um conjunto de projetos localizados em uma fazenda. Seu trabalho, que integra design e construção de forma indissociável, resulta em intervenções que revelam uma abordagem sensível às condições preexistentes e ao ambiente ao seu redor.

A relação entre o escritório, liderado pelos arquitetos Francisco Rivas e Rodrigo Messina, e o local começou com uma pequena reforma de uma casa de hóspedes para receber amigos. O projeto resultou na transformação de dois quartos existentes em suítes e na criação de uma cozinha externa. Desde então, as demandas crescentes e a necessidade de adaptar os edifícios existentes impulsionaram o design de outros projetos distribuídos pelo mesmo local.

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Laboratório rural: o campo como espaço de experimentação na América Latina

E se o futuro da arquitetura não estiver nas cidades, mas além delas? Há décadas, a urbanização domina discursos e estatísticas. Somos constantemente bombardeados por dados que confirmam a ubiquidade da condição urbana, mas raramente nos perguntamos o inverso: o que aqueles que se mudaram para a cidade deixaram para trás? O que permanece vivo e em transformação longe dos centros urbanos?

O campo — historicamente subestimado — tem emergido como um território fértil de possibilidades. Mais do que um "espaço marginalizado", o rural latino-americano se afirma hoje como um verdadeiro laboratório de experimentação arquitetônica, social e ecológica. De comunidades agroecológicas a tecnologias de baixo impacto, das relações entre humanos, máquinas e outros seres vivos às soluções locais para desafios globais como a crise climática, a segurança alimentar e a migração — o campo está redesenhando, com autonomia e inventividade, seu próprio futuro.

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Entre algoritmos e saberes ancestrais: expandindo o conceito de inteligência arquitetônica

A presença da inteligência artificial (IA) na arquitetura não é mais uma promessa futurista, mas uma realidade concreta que transforma radicalmente o modo de projetar. Em questão de segundos, sistemas computacionais são capazes de processar e validar múltiplas variáveis — formais, programáticas, contextuais, normativas — conduzindo arquitetos a soluções altamente otimizadas. Contudo, enquanto celebramos essa revolução algorítmica, emerge uma inquietação crítica: será que a inteligência arquitetônica pode ser limitada a uma operação lógica de dados? Em resposta, ganham força abordagens que revalorizam modos de construir baseados na experiência sensível, na adaptação ao território e na transmissão intergeracional de conhecimento. Nesse diálogo entre inteligências artificiais e ancestrais, emerge uma compreensão mais profunda. A verdadeira inteligência não reside nas ferramentas em si, mas na intencionalidade e na sensibilidade com que as utilizamos para responder às complexidades do contexto.

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O que são tecnologias vernaculares?

A arquitetura vernacular tem ganhado cada vez mais espaço na teoria e na prática projetual com suas características sendo estudadas e revisadas. Um impulso relacionado a diferentes fatores, mas principalmente, ao contexto de mudanças climáticas o qual estamos vivendo que pede por soluções construtivas mais sustentáveis e conectadas ao contexto.

Nesse âmbito, muito se fala sobre as diferentes técnicas vernaculares empregadas na arquitetura, seja a produção dos tijolos em adobe, os telhados de palha, as paredes trançadas de bambu, entre muitas outras. No entanto, enquanto a técnica vernacular concentra-se em ações ou habilidades específicas, seu significado difere das tecnologias vernaculares.

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Cidades amazônicas: como é viver tão próximo da maior floresta tropical do planeta

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O mundo está de olho na Amazônia. Dados geográficos desse território, de 6,74 milhões de km2, espalhado por oito países da América Latina, são constantemente estampados nas mídias nacionais e internacionais. Os números preferidos das matérias estão sempre vinculados a sua magnitude como a maior floresta tropical do mundo, o lar de 10% da biodiversidade mundial, a responsável por 15% da água doce do planeta. No entanto, pouco se fala sobre o que acontece debaixo de suas árvores, no chão onde as pessoas vivem.

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A construção da Mesquita de Abijo: uma jornada arquitetônica

O documentário "Mesquita de Abijo", lançado recentemente, explora a jornada de projeto e construção da Mesquita de Abijo em Lagos, Nigéria. O documentário oferece uma narrativa detalhada do processo projetual e do contexto cultural que envolve a nova estrutura. Projetada pela Patrickwaheed Design Consultancy (PWDC), a mesquita é um exemplo da integração de materiais tradicionais com a arquitetura contemporânea. Além disso, o projeto da Mesquita de Abijo ajuda a promover a "linguagem arquitetônica nigeriana".

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A 4ª Bienal de Lagos: explorando as implicações espaciais e sócio-políticas do refúgio

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No dia 3 de fevereiro, a Bienal de Lagos deste ano foi inaugurada na Praça Tafawa Balewa, em Lagos, Nigéria, um local emblemático que já foi palco das celebrações da independência do país em 1960. Como a 4ª edição da feira de arte, ela continua com o objetivo de utilizar a arte para ativar marcos históricos que perderam significado tanto pelo uso funcional quanto pelo significado simbólico para os moradores da antiga capital.

As edições anteriores da Bienal exploraram vários aspectos da arquitetura da cidade, seu significado simbólico, implicações políticas, soberania, propriedade, noções de pertencimento e sua relação com o público. Este ano, o tema "Refúgio" na Praça Tafawa Balewa leva essa exploração ainda mais longe. Os curadores Kathryn Weir e Folakunle Oshun destacam que esse tema faz com que a praça aborde o conceito de um estado-nação. Também reúne artistas e arquitetos de diferentes disciplinas para explorar abordagens alternativas na construção de comunidades renováveis e promoção da justiça ambiental.

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Explorando as cabanas vernaculares africanas: tecelagem como arquitetura social e bioclimática

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Tecer não é apenas uma habilidade técnica, mas também uma forma de projetar experiências materiais. O envolvimento no processo da tecelagem nos permite estruturar, comunicar, refletir e conectar nossos desenhos. Ao experimentar diferentes estruturas de tecido, temos insights sobre como os materiais se comportam sob tensão e compressão. Esse entendimento nos ajuda a ultrapassar os limites dos materiais, resultando em estruturas que ampliam e testam as propriedades dos elementos.

Na arquitetura, o tecer como mecanismo de construção centraliza o abrigo no processo construtivo. Nesse sentido, ele se torna uma manifestação direta da produção material. Além disso, a tecelagem oferece inúmeros benefícios ambientais e sociais ao criar abrigos que interagem ativamente com materiais, ferramentas, tecnologias e potenciais criativos, apoiando assim o placemaking.

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Catedrais de Camarões: um patrimônio de influência bizantina e gótica

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Camarões possui um valioso patrimônio arquitetônico representado por edifícios destinados ao culto cristão católico. Essas construções abrangem uma variedade de estilos, que incluem designs contemporâneos, explorações em tijolo de terracota e influências arquitetônicas góticas e bizantinas. Desde a chegada de missionários em 1890, inúmeros edifícios religiosos foram erguidos com a participação ativa das comunidades locais. Essas estruturas não apenas desempenharam um papel fundamental na popularização da fé cristã, mas também se tornaram espaços propícios para a troca de influências arquitetônicas entre as comunidades locais e estrangeiras.

Durante o período, Camarões explorou os movimentos gótico e bizantino, que estavam no auge na Europa, para criar suas igrejas. Esses estilos foram reinterpretados por meio das práticas locais de construção e, atualmente, representam o patrimônio histórico das catedrais do país.

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