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Arquitetos: AR Arquitetos
- Área: 407 m²
- Ano: 2024





Ao projetar espaços de dimensões reduzidas, a adoção de uma configuração e distribuição eficientes é determinante para a experiência de seus/suas usuários/as e para o desenvolvimento fluido das atividades e tarefas a serem realizadas. No caso de bares e restaurantes, profissionais de arquitetura e de design de interiores buscam, diariamente, atender às necessidades de clientes, funcionários/as e proprietários/as, levando em consideração desde as instalações e tecnologias necessárias até os serviços, ambientações e mobiliário adequados ao tipo de gastronomia oferecido.

Para além da ampla variedade de particularidades paisagísticas, ambientais, econômicas, sociais e culturais que distinguem cada região da América Latina, a renovação dos espaços internos que compõem a vida doméstica geralmente apresenta uma abordagem focada em alcançar a maior integração possível dos ambientes, somada à busca por flexibilidade, amplitude e melhores condições de ventilação e iluminação natural. Com o objetivo de valorizar os espaços em desuso e/ou dar-lhes uma nova vida, as reformas se propõem a transformar os modos de habitar por meio de estratégias capazes de abranger a restauração de materiais, a preservação de estruturas, a manutenção de instalações, entre outras ações.

Na arquitetura de interiores contemporânea, as instalações prediais — sistemas mecânicos, elétricos, de climatização (HVAC) e hidráulicos — são quase sempre tratadas como elementos a serem ocultados. Cavidades de parede mais espessas, amplos forros rebaixados e, em regiões onde prevalece a construção maciça (como tijolo ou concreto), paredes falsas de gesso são rotineiramente empregadas para esconder esses sistemas. Essa abordagem tornou-se tão normalizada que frequentemente constitui a premissa inicial do planejamento espacial, limitando intrinsecamente a imaginação e reduzindo a gama de possibilidades espaciais. A prioridade passa a ser a ocultação, em vez de se explorar como esses sistemas poderiam coexistir de forma visível dentro de uma linguagem de projeto.

A segunda rodada de vencedores do World Architecture Festival (WAF) de 2025 foi anunciada após o encerramento do segundo dia do maior evento internacional de arquitetura com julgamento ao vivo do mundo, realizado no Miami Beach Convention Center, na Flórida.
Ao todo, o festival de três dias contará com mais de 460 apresentações ao vivo dos finalistas de 2025, avaliadas por mais de 160 jurados e juradas internacionais. Hoje, projetos selecionados de todo o mundo competiram em 21 categorias nas áreas de Edifícios Concluídos, Projetos Futuros e Interiores. Entre os premiados estão OMA, Sordo Madaleno, Studio Arthur Casas e NIKKEN SEKKEI.

Embora se tenha assumido por muito tempo que os recém-nascidos não enxergam cores, estudos mais recentes mostram que eles conseguem, de fato, distinguir diferentes tonalidades. E mesmo que as mentes jovens ainda não compreendam totalmente o que estão vendo, a impressão e o impacto de um estímulo visual vibrante geram uma resposta potente. Isso permanece válido ao longo de toda a vida: as cores podem influenciar nossos sentimentos de maneira profunda. Profissionais de arquitetura e design há muito utilizam essa relação a seu favor, especialmente em espaços internos. Seja para destacar elementos arquitetônicos específicos, criar determinadas atmosferas, delimitar áreas em layouts de conceito aberto ou iluminar um ambiente através dos acabamentos, as cores são ferramentas fundamentais para os/as profissionais durante todo o processo de projeto. Em especial, a combinação de múltiplos tons vibrantes — técnica conhecida como color blocking — pode ser um verdadeiro sucesso se bem executada.

Como parte da nossa retrospectiva 2023: Retrospectiva do Ano, no ArchDaily revisitamos e refletimos sobre as publicações deste ano. A arquitetura residencial continua sendo uma das categorias mais visitadas em nossa plataforma quando se trata de obras construídas, despertando o interesse de usuários e usuárias de todo o mundo.

Apartamentos urbanos são frequentemente elogiados pelo uso inteligente do espaço, mas como tem sido sua abordagem em relação às cores? Incorporar cores de forma pensada vai além de uma decisão estética; tem o potencial de moldar respostas emocionais, influenciar o humor e criar ilusões espaciais. Pesquisas em psicologia das cores mostram que as cores afetam nossas reações sociais, culturais e psicológicas, tornando-se ferramentas de projeto poderosas. Variações de azul, por exemplo, demonstraram retardar a produção de melatonina, mantendo as pessoas mais despertas e alertas, enquanto tons de verde aliviam a tensão do sistema nervoso, ajudando-nos a sentir mais calma e equilíbrio. A cor nos espaços arquitetônicos pode inclusive alterar nossa percepção, criando ilusões de profundidade, movimento e textura que influenciam a maneira como vivenciamos o espaço. Tons mais quentes, como laranjas e vermelhos, tendem a tornar o ambiente mais íntimo e acolhedor, ao passo que brancos e azuis frios conferem uma sensação de abertura, fazendo com que os espaços pareçam mais altos e amplos.

Dois métodos principais de construção são comumente identificados na arquitetura e no design: a construção sólida versus a construção oca. Esses métodos variam significativamente entre diferentes culturas e regiões, especificamente no que diz respeito aos sistemas de divisórias internas, mesmo quando parecem intercambiáveis. Cada um possui suas próprias práticas consolidadas, influenciadas por materiais locais, preferências da mão de obra, condições climáticas e tradições culturais. Quando arquitetos/as e designers se concentram apenas em seu contexto local, é fácil ignorar premissas construtivas mais amplas, o que limita a flexibilidade e a metodologia projetual. Isso levanta uma questão importante: como essas duas abordagens construtivas se diferenciam?
Concentrando-se principalmente nos sistemas internos, as distinções entre a construção sólida e a oca decorrem, em grande parte, da disponibilidade de materiais e das preferências da mão de obra. Por exemplo, nos Estados Unidos e no Japão, paredes estruturadas em montantes (studs), tanto de madeira quanto de metal, são frequentemente utilizadas para divisórias. Por outro lado, o tijolo continua sendo o material predominante para paredes divisórias em regiões como Hong Kong e o sul da China. Por que construímos de maneiras tão distintas, e quais são as vantagens e os desafios de cada metodologia construtiva?

Falar sobre reutilização adaptativa envolve explorar múltiplos campos de atuação e disciplinas, interpretar perspectivas e opiniões contrapostas de diferentes atores, e até mesmo impulsionar a reativação ou revitalização de certos espaços em prol das comunidades. Embora nos últimos anos tenham surgido notáveis projetos de conversão de fábricas e galpões industriais, bem como transformações de estruturas industriais em escritórios modernos, a reutilização adaptativa de edificações existentes continuou a evoluir e a se expandir com cada vez mais intervenções em nível global ao longo de 2024, buscando melhorar a qualidade de vida dos habitantes e, além disso, contribuir para a preservação do meio ambiente.
