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Community Driven Design: O mais recente de arquitetura e notícia

20 Práticas que ampliam a atuação da arquitetura: os vencedores do ArchDaily 2026 Next Practices Awards

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O ArchDaily tem o orgulho de anunciar os/as vencedores/as do Next Practices Awards 2026, que reconhece 20 escritórios emergentes e inovadores que expandem as possibilidades da arquitetura contemporânea.

Em sua sexta edição, o Next Practices continua a olhar para além das definições convencionais da profissão a fim de identificar as pessoas, ideias e metodologias que impulsionam a disciplina. A edição de 2026 é a nossa mais robusta e globalmente representativa até o momento, reunindo diferentes abordagens, escalas e contextos que ampliam nossa compreensão sobre como e por quem a arquitetura é praticada.

De climas extremos a comunidades rurais, cidades informais e territórios afetados pelo deslocamento e pela vulnerabilidade ambiental, a seleção deste ano dialoga com uma ampla gama de realidades. Apoiando-se na engenharia, ecologia, fabricação digital, pesquisa de materiais, conhecimentos vernaculares e indígenas, ativismo e pesquisa crítica, estes escritórios refletem o que está por vir: a capacidade de responder a condições específicas e moldar ativamente o mundo ao seu redor.

Assemble transformará o Bromley Hall, tombado como Grau II*, em um novo espaço de trabalho criativo e de indústria leve em Londres

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O coletivo de arte, arquitetura e design Assemble, com sede em Londres, anunciou recentemente um novo projeto de espaço de trabalho na capital inglesa. Desde sua fundação em 2010, o estúdio construiu uma comunidade em torno do fazer artesanal e manual, oferecendo espaços criativos e de indústria leve resistentes às forças do mercado, funcionando como uma plataforma para trabalhos ecológica e socialmente engajados. O grupo garantiu recentemente um contrato de arrendamento de 25 anos, com opção de compra, de Bromley Hall, um casarão do início do período Tudor considerado uma das casas mais antigas de Londres. O plano é transformar os três edifícios do local — Bromley Hall (c. 1485), a Old Poplar Library (c. 1904–5) e o edifício de contêineres RedBox — no maior espaço de trabalho do Assemble até o momento, adicionando cerca de 1.300 m² (14.000 pés quadrados) à sua oferta atual de espaços de trabalho, com um plano de desenvolvimento de longo prazo que prevê dobrar essa área. O novo projeto do escritório tem um duplo objetivo: restaurar um edifício tombado como patrimônio de Grau II* (Grade II*) e aumentar a estabilidade para a comunidade das indústrias criativas, por meio de contratos de aluguel de longo prazo e um novo espaço de colaboração.

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O papel do desenho urbano na segurança das mulheres: lições de quatro espaços públicos

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O espaço público costuma ser idealizado como um ambiente universal, mas a experiência de acesso a ele é desigual. Para muitas mulheres, deslocar-se pela cidade exige uma avaliação contínua de exposição, visibilidade, proximidade com outras pessoas, iluminação, acesso ao transporte, rotas de fuga e a probabilidade de sofrer assédio. Esses cálculos são moldados tanto pelas condições espaciais quanto pelas sociais. A segurança é uma questão de forma urbana, manutenção, mobilidade, governança e distribuição de investimento público. Embora o ambiente construído possa não ser a causa direta da violência de gênero, ele tem o poder de intensificar a vulnerabilidade e normalizar o acesso desigual, especialmente a espaços públicos.

Para profissionais de arquitetura e planejamento urbano, existe uma distinção fundamental entre projetar para o controle de segurança e projetar para a sensação de segurança. Estratégias de controle de segurança tendem a se concentrar em vigilância, policiamento e gestão de fluxos, ao passo que a segurança urbana cotidiana depende de as pessoas poderem ver e ser vistas, de as rotas serem legíveis, de os espaços públicos acolherem atividades ao longo do dia e de como a manutenção de longo prazo é viabilizada. O papel do design é alterar as condições nas quais a vida pública acontece.

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"Promovendo outra forma de viver junto": Em conversa com Cristina Gamboa, da Lacol

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No Congresso Mundial de Arquitetos da UIA de 2026 em Barcelona, as discussões sobre o futuro da habitação frequentemente foram além das questões de projeto para abranger temas como governança, propriedade e gestão a longo prazo. Entre os/as palestrantes que participaram dessas conversas estava Cristina Gamboa, cofundadora da Lacol, cooperativa com sede em Barcelona, cuja prática alia arquitetura, ativismo pela habitação, gestão de obras e pesquisa ambiental por meio de um modelo cooperativo. Durante o Congresso, o ArchDaily conversou com Gamboa sobre como a prática cooperativa redefine o papel do/a arquiteto/a, por que a participação vai muito além da mera consulta e de que forma projetos como La Borda e La Morada continuam a alimentar debates mais amplos sobre habitação, cuidado e vida coletiva.

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Kéré Architecture projeta centro de saúde no Burundi utilizando materiais locais e construção comunitária

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O escritório Kéré Architecture projetou um novo centro de saúde na região de Bubanza, no Burundi, cerca de 40 quilômetros ao norte da antiga capital do país, Bujumbura. Comissionado pela ONG Ineza Clinic, o projeto visa melhorar o acesso à saúde para a população rural da região, complementando os serviços do hospital geral já existente, com foco em maternidade e atendimento cirúrgico especializado. O plano de Francis Kéré distribui o programa em dez pavilhões conectados por uma via que sobe a encosta em zigue-zague em direção a um centro de visitantes, formando um complexo de 3.000 m². O projeto combina materiais provenientes da região circundante, artesanato tradicional e transferência de conhecimento, minimizando sua pegada de carbono, apoiando a economia local e fortalecendo as equipes da região. A construção já foi iniciada, e a conclusão da primeira fase está prevista para este ano.

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Espaço Público em Uso: Región Austral e a Arquitetura do Cotidiano

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A arquitetura costuma ser avaliada pelo que é construído. No entanto, em muitos casos, o que realmente importa acontece depois: a forma como os espaços são usados, adaptados e integrados à vida cotidiana. Para o Región Austral, vencedor do prêmio 2025 Next Practices Awards do ArchDaily, é exatamente aí que o projeto começa. Trabalhando em múltiplos contextos, o escritório aborda o espaço público não como um objeto isolado, mas como algo que precisa ser ativado, negociado e mantido ao longo do tempo. Seus projetos focam menos na definição da forma e mais na criação de condições de uso, fazendo do projeto o ponto de partida.

Essa abordagem se manifesta em diferentes contextos, desde a Praça do Bairro Olímpico até a rede Playón de Chacarita. Embora cada projeto responda a uma situação específica, ambos exploram como o espaço público pode acolher a vida coletiva em áreas marcadas pela fragmentação e pela desigualdade. Em vez de adotar uma abordagem predefinida, o trabalho se adapta a diferentes condições urbanas, utilizando processos participativos e estratégias incrementais para moldar o funcionamento dos espaços ao longo do tempo.

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ONU-Habitat lança guia prático para criar espaços urbanos sustentáveis

O Laboratório Urbano UN-Habitat publicou "My Neighborhood", uma publicação que oferece uma lista de princípios de projeto urbano com o objetivo de criar cidades mais sustentáveis e resilientes. Contendo ações aplicáveis ​​à escala do bairro, o guia se dedica a apresentar uma abordagem integrada que responde a setores-chave, como transporte, iniciativas urbanas locais, moradia, espaços públicos, serviços públicos e outros.

Planejamento participativo: moldando cidades por meio do envolvimento comunitário

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Afastando-se de abordagens hierárquicas, as práticas contemporâneas adotam modelos mais inclusivos e participativos nos processos de projeto. O planejamento participativo, uma noção que prioriza envolver toda a comunidade na tomada de decisão, tem recebido reconhecimento e popularidade em todo o mundo. Cidades ao redor do planeta interpretaram o planejamento participativo de acordo com suas necessidades únicas, utilizando tecnologia e recursos governamentais para acelerar e aprimorar o processo.

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Planejamento urbano "top-down" e "bottom-up": uma abordagem sinérgica

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Desde as cidades gregas antigas até as idealizadas pela Renascença, a história do planejamento urbano é um reflexo das estruturas de poder em evolução e das prioridades da sociedade. A estrutura organizacional de uma cidade está profundamente enraizada nas necessidades culturais e nas relações sociais. O desenvolvimento urbano contemporâneo, por sua vez, é marcado por uma dicotomia — o contraste entre estratégias de planejamento de cima para baixo (top-down), lideradas por entidades influentes e órgãos governamentais, e as iniciativas de baixo para cima (bottom-up), impulsionadas pelas comunidades locais. Essa interação molda as cidades, influenciando desde aspectos da infraestrutura e espaços públicos até os modelos habitacionais e a atmosfera urbana. Investigar as diferenças entre essas estratégias é essencial para a construção de uma paisagem urbana harmônica que atenda às necessidades de seus moradores.

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Arquitetura de pés descalços: 10 projetos de Yasmeen Lari, vencedora da RIBA Royal Gold Medal 2023

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Yasmeen Lari, reconhecida como a primeira arquiteta do Paquistão, teve um impacto significativo tanto em seu país de origem quanto internacionalmente devido à sua abordagem inovadora e socialmente consciente em relação à arquitetura. Através de uma visão sistemática, o trabalho de Lari leva em consideração a cultura local, as oportunidades específicas da região e os desafios. Nascida no Paquistão em 1941, Yasmeen Lari mudou-se para Londres com sua família aos 15 anos. Depois de se formar na Oxford Brooks School of Architecture, ela voltou ao Paquistão aos 23 anos para iniciar a Lari Associates com seu marido, Suhail Zaheer Lari. O casal se estabeleceu em Karachi. Ali, ela começou a estudar as cidades antigas do Paquistão e a arquitetura vernacular de terra, despertando seu interesse pelo patrimônio arquitetônico e pelas técnicas tradicionais de seu país. Em 1980, ela cofundou a Heritage Foundation of Pakistan com seu marido, uma fundação ativa na preservação do rico patrimônio cultural do Paquistão.

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O que podemos aprender com a habitação coletiva na Índia

Em quase todas as línguas indianas, um termo coloquial para "família" (ghar wale em hindi, por exemplo) se traduz literalmente como "aqueles que estão em (minha) casa". Tradicionalmente, os lares indianos abrigavam gerações de uma família sob o mesmo teto, formando bairros próximos de parentes e amigos. A arquitetura residencial, portanto, foi influenciada pelas necessidades desse sistema familiar. Espaços de interação social são essenciais na habitação coletiva, assim como estruturas que se adaptam às necessidades de mudança de cada família. A relação matizada entre cultura, tradições e arquitetura é maravilhosamente manifestada na sintaxe espacial da habitação indiana.

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Como a arte urbana transforma as cidades

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“O objetivo da arte não é representar a aparência exterior das coisas, mas o seu significado interior”, observou o polímata grego Aristóteles. A arte urbana em espaços públicos busca esse objetivo, oferecendo significado e identificação aos moradores de cidades do mundo todo. Tomando a forma de murais, instalações, esculturas e estátuas, a arte urbana envolve o público fora dos museus e no espaço público. Esta arte apresenta uma maneira democrática de redefinir coletivamente conceitos como comunidade, identidade e engajamento social.

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O conforto está nos matando?

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“Nos últimos anos, ficamos cada vez mais confinados em nossas casas”, diz o mentor e empresário de saúde, Enitor Joiner. “Isso nos tornou mais conscientes dos (des)confortos do nosso ambiente imediato. Por exemplo, ficar sentado por longos períodos enquanto se trabalha em casa levou a queixas físicas, como LER (lesões por esforço repetitivo). Um ambiente cotidiano medíocre também pode causar estresse e desafios mentais. A solidão é um problema crescente na sociedade, e a falta geral de conhecimento sobre padrões de vida saudáveis levou a um aumento das doenças. Com isso em mente, Marc Koehler Architects e eu começamos a nos perguntar: como podemos criar um ambiente agradável que contribua automaticamente para um estilo de vida saudável?”

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Placemaking através do lúdico: projetando para o prazer urbano

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As cidades humanas giram em torno das relações entre pessoas e lugares. As comunidades prosperam com recursos compartilhados, espaços públicos e uma visão coletiva para sua localidade. Para nutrir cidades felizes e saudáveis, arquitetos e o público em geral aplicam métodos de placemaking ao ambiente urbano. Placemaking - a criação de lugares significativos - depende fortemente da participação comunitária para produzir efetivamente espaços públicos atraentes.

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A varanda: um espaço de transição desaparecendo na Índia

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Um antigo conto folclórico indiano narra a história de um semideus, Hiranyakashipu, que recebeu a dádiva da indestrutibilidade. Ele desejou que sua morte nunca fosse provocada por qualquer arma, humana ou animal, nem de dia ou de noite, e nem dentro nem fora de sua residência. Entretanto, para cessar sua trajetória, o Senhor Vishnu assumiu a forma de um ser meio-humano-meio-animal para matar o semideus durante crepúsculo no limiar de sua casa.

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Pátios comunitários em escolas públicas: uma oportunidade de mudança para o futuro

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Um recente relatório publicado pela The Trust for Public Land (TPL), apresenta dados bastante convincentes, os quais poderão incentivar a transformação de muitos pátios de escolas públicas em áreas de uso comum abertas às comunidades locais. A TPL reitera que abrir e disponibilizar os pátios e infraestruturas públicas das escolas para os moradores locais após o horário escolar e também nos finais de semana, pode ser uma poderosa ferramenta para fortalecer e engajar comunidades. Se todas as 90.000 escolas públicas dos Estados Unidos disponibilizassem seus pátios às comunidades onde se encontram, mais pessoas teriam acesso a espaços públicos e infra-estruturas esportivas a um passo de suas casas. A TPL argumenta ainda que a abertura de todos os pátios de escolas públicas do país, essencialmente transformando-os em centros comunitários de acesso irrestrito em horários específicos, “disponibilizaria de imediato um novo parque a uma distancia de apenas 10 minutos de casa para quase 20 milhões de pessoas— resolvendo a dificuldade de acesso a espaços públicos de qualidade para um quinto das mais de 100 milhões de pessoas que atualmente não contam com um parque nas proximidades de sua casa.”

Bairro flutuante em Amsterdã oferece uma nova perspectiva sobre circularidade e resiliência

Schoonschip é um inovador bairro circular de Amsterdã, um projeto comunitário definido para se tornar um protótipo para empreendimentos urbanos flutuantes. Com um masterplan elaborado pelo escritório de arquitetura holandês Space & Matter, o projeto compreende 46 residências em 30 lotes de água conectados por um cais e que emprega recursos descentralizados e sustentáveis de energia, água e sistemas de esgoto. Com o último de seus edifícios concluído este ano, o empreendimento apresenta uma estratégia de adaptação importante de ser considerada, em face das mudanças climáticas e da elevação do nível do mar.

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