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Agricultura: O mais recente de arquitetura e notícia

As Torres de Terra de Shibam: Uma Cidade Vertical no Deserto do Iêmen

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Símbolos do desenvolvimento tecnológico e da densidade urbana, os edifícios em altura, tal qual conhecemos hoje, surgiram no final do século XIX, principalmente nos Estados Unidos, como resposta ao crescimento acelerado do comércio urbano e à necessidade de expandir as cidades sem ocupar mais território. O termo arranha-céu, por exemplo, foi cunhado na década de 1880 e originalmente se referia a edifícios com cerca de 10 a 20 pavimentos — uma altura impressionante para a época.

No entanto, a ideia de construir verticalmente é bem mais antiga do que os arranha-céus de aço e vidro sugerem. Muito antes da revolução industrial, algumas sociedades já experimentavam formas de urbanização vertical como solução para limitações de espaço, defesa territorial ou adaptação ambiental.

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Alimentar a Terra: O que comemos construiu o mundo que habitamos

Existe uma forma convencional de contar a história da arquitetura e da alimentação. Ela começa com a decisão humana de cultivar, armazenar, distribuir e consumir, e termina com o edifício que essa decisão produziu. Nessa versão dos fatos, o alimento é o pretexto e a arquitetura é a resposta.

Mas e se a história for diferente? E se o tomate tivesse construído Almería? E se o bacalhau tivesse redesenhado o Atlântico Norte? E se a soja estiver, neste exato momento, construindo um porto em Santos e, ao mesmo tempo, devastando uma floresta no Cerrado, sem que o/a arquiteto/a simplesmente tenha sido avisado/a? Trata-se da descrição de processos já concluídos, ou em andamento avançado, que produziram algumas das paisagens contemporâneas de maior impacto espacial. Grande parte do ambiente construído é moldada pelas pressões, metabolismos e ambições territoriais daquilo que comemos. Nisso, a arquitetura costuma ser menos um projeto e mais uma consequência — e a disciplina tem contado sua própria história pelo lado errado.

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Foster + Partners projeta expansão do campus do Ellison Institute of Technology em Oxford

O escritório Foster + Partners divulgou seu projeto para o campus do Ellison Institute of Technology (EIT) em Oxford. Inicialmente estabelecido como centro de pesquisa e desenvolvimento, o campus está ganhando uma expansão significativa. O foco principal e a pesquisa do Instituto giravam em torno de bem-estar e saúde pública em geral, mas agora sua missão está sendo estendida para abranger novos domínios vitais: ciência médica e cuidados de saúde, segurança alimentar, agricultura sustentável, energia limpa, mudanças climáticas e política governamental econômica.

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Transformando subprodutos agrícolas em materiais de construção: o trabalho de Willow Technologies em Gana

Willow Technologies é uma empresa voltada para pesquisa de materiais e tecnologias de construção que foi selecionada como parte das Melhores Novas Práticas de 2023 do ArchDaily. Fundada pela arquiteta e cientista ganense-filipina Mae-Ling Lokko, opera na lacuna entre pesquisa, desenvolvimento e difusão de materiais construtivos feitos a partir de biomassa. Trabalhar com resíduos agrícolas e materiais de base biológica levanta questões técnicas relacionadas à escalabilidade, produção industrial, padronização, resistência ao fogo e resistência mecânica. Explorar esses dados é um dos focos da Willow Technologies, que o faz de forma peculiar através da perspectiva de regiões em desenvolvimento na África Ocidental. Por meio de trabalhos abrangentes com coqueiros, moringas, arroz e outras espécies, a prática de Lokko tem sido capaz de investigar e catalogar as características materiais de várias culturas, seus possíveis subprodutos, técnicas locais de transformação e as perspectivas e desafios da escalabilidade como materiais de construção.

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URB divulga proposta para o maior destino de agroturismo do mundo, em Dubai

A URB desenvolverá em Dubai o maior destino de agroturismo do mundo para fornecer segurança alimentar e promover a sustentabilidade das comunidades, do patrimônio e das paisagens locais. Alinhado com a ambição da cidade de transformar suas áreas rurais em instalações de restauração, o "Agri Hub" visa criar dez mil novos empregos em vários setores, incluindo um novo instituto de pesquisa agrícola e uma fazenda pública para fins educacionais e comerciais.

O desafio da produção de alimentos em uma cidade planetária

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Em uma era de globalização sem precedentes, nossas cadeias de abastecimento de alimentos – as instituições e mecanismos envolvidos na produção e distribuição de suprimentos – tornaram-se mais longas. Tanto que dificilmente são percebidas como cadeias ou sistemas. Elas foram integrados em nossas vidas e em nossas cidades e transformaram nossas relações com a comida. E, no entanto, essas longas cadeias de abastecimento de alimentos estão envolvidas em alguns dos nossos problemas globais mais prementes, desde a segurança alimentar e o desperdício até a biodiversidade e as mudanças climáticas. Essas cadeias de abastecimento chegaram ao seu estado atual, sua extensão atual, ao longo de décadas, ou talvez séculos, por meio de todos os tipos de processos políticos, sociais, culturais e econômicos, e carregam consigo uma série de fardos: relações vagas entre produtor e consumidor, e uma série de externalidades ambientais negativas, entre muitas outras.

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Como conciliar criação pecuária e ambiente urbano?

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À medida que as pessoas continuam a migrar das áreas rurais para as urbanas, o espaço se torna um privilégio. Muitos lugares estão ficando cada vez mais congestionados – com moradias adequadas e acessíveis em escassez e sistemas de transporte lutando para atender os moradores. Mas, por mais que a conversa sobre urbanização seja sobre pessoas, às vezes também é sobre os animais que vêm com essas pessoas – a criação pecuária urbana que desempenha um papel fundamental no sustento a nível individual, além de se tornar uma via para o comércio.

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Agro-waste: resíduos como cascas, bagaço e palha transformados em materiais de construção eficientes

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O conceito de upcycling refere-se a pegar um item que seria considerado resíduo e melhorá-lo de forma a torná-lo útil novamente, agregando valor e funcionalidades novas ao mesmo. Essa é uma palavra já comum em diversas indústrias, como da moda e mobiliário. Na construção civil este conceito também pode ser incorporado, fazendo recircular os resíduos que a própria indústria gera ou mesmo importando o que seria descartado de outras para serem processados e incorporados às construções. É este o caso de transformar os resíduos da agricultura em materiais de construção, trazendo um novo uso aos descartes, reduzindo a utilização de recursos naturais e criando produtos com excelentes características.

MVRDV projeta edifício comercial escalonado com terraços jardins na China

O MVRDV acaba de apresentar o seu mais novo projeto, um edifício comercial escalonado com terraços jardins a ser construído na cidade de Xangai, China. Desenvolvido para a empresa de tecnologia aplicada à agricultura, a Lankuaikei Agriculture Development (LAD), o edifício encontra-se situado em uma nova área de expansão urbana de Xangai e está composto por onze pavimentos escalonados cobertos por uma série de jardins acessíveis. Além disso, buscando transparecer a visão de uma empresa dedicada ao desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas à agricultura, a estrutura conta com uma cobertura curva de alta tecnologia que acompanha a topografia construída do edifício. Incorporando uma série de princípios e critérios de sustentabilidade, o projeto desenvolvido pelo escritório holandês apropria-se de sua topografia escalonada para criar inúmeros jardins cultiváveis e acessíveis, incorporando diversos sistemas de energias renováveis e apropriando-se de materiais com baixo teor de carbono.

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O futuro da alimentação é flexível, autônomo e passa pelas cidades

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Há 12 mil anos, nossos ancestrais perceberam que onde caía uma semente ou um fruto, nascia uma planta. A partir daí, eles analisaram que poderiam plantar as sementes e um tempo depois colher os seus frutos. Por isso, pararam de se mudar de um lugar para outro em busca de alimentos e começaram a morar somente no lugar onde podiam plantar. E assim começaram a se estabelecer nas primeiras cidades do mundo e criar o que hoje chamamos de agricultura.

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Da fazenda ao prato: como a arquitetura pode contribuir para o fornecimento de alimentos mais frescos

Da fazenda ao prato: como a arquitetura pode contribuir para o fornecimento de alimentos mais frescos - Image 1 of 4Da fazenda ao prato: como a arquitetura pode contribuir para o fornecimento de alimentos mais frescos - Image 2 of 4Da fazenda ao prato: como a arquitetura pode contribuir para o fornecimento de alimentos mais frescos - Image 3 of 4Da fazenda ao prato: como a arquitetura pode contribuir para o fornecimento de alimentos mais frescos - Image 4 of 4Da fazenda ao prato: como a arquitetura pode contribuir para o fornecimento de alimentos mais frescos - Mais Imagens+ 6

Se pararmos para pensar, a maioria dos alimentos que vemos em nosso prato possui uma história marcada por um longo trajeto que somos incapazes de descrever. Robyn Shotwell Metcalfe, em seu livro Food Routes: Growing Bananas in Iceland and Other Tales from the Logistics of Eating (2019), cita como exemplo a improvável rota dos peixes que são pescados na Nova Inglaterra, exportados para o Japão, e depois enviados de volta como sushi, revelando uma grande e complexa rede invisível aos olhos de quem compra a bandeja de comida japonesa no mercadinho da esquina.

O que é agricultura urbana?

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Segundo a ONU, a parcela da população que vive em áreas urbanas, hoje correspondente a cerca de 55% da população mundial, aumentará para 70% em 2050. A capacidade dos governos de administrar o crescimento urbano acelerado é uma tarefa difícil e, entre os desafios mais comuns a serem enfrentados diante dessa perspectiva, está o fornecimento de moradia, serviços básicos e alimentos aos habitantes das cidades. A questão da segurança alimentar nos grandes centros depende de vários fatores, como a disponibilidade, o acesso e a qualidade dos alimentos.

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Dia Mundial da Alimentação: arquitetura e a promoção da segurança alimentar

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Em 16 de outubro é comemorado o Dia Mundial da Alimentação. Nesse mesmo dia, em 1945, foi criada a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e desde 1981 a data é comemorada como forma de lançar luz sobre questões relativas ao acesso aos alimentos e à promoção de uma dieta saudável para todos.

Como forma de traçar um importante paralelo entre a arquitetura e urbanismo e questões relativas à alimentação, selecionamos uma série de artigos que mostram as possibilidades de promover, por meio de projetos arquitetônicos e urbanos, uma maior segurança alimentar para as pessoas. 

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Assista a esta série de debates sobre agricultura e arquitetura publicada pela Trienal de Lisboa

A Trienal de Arquitetura de Lisboa divulgou em seu canal no Vimeo a série de debates Talk, Talk, Talk realizada no âmbito de sua edição de sua 5ª edição, que teve curadoria geral de Éric Lapierre. Dividida em cinco grandes exposições, a Trienal abordou em uma delas a relação entre agricultura e arquitetura, tema destes debates aqui mostrados.

Como será o campo quando todo mundo estiver vivendo na cidade?

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Em fevereiro de 2020, o Guggenheim de Nova Iorque irá inaugurar uma exposição idealizada por Rem Koolhaas e desenvolvida dentro do AMO, o estúdio de pesquisa e design do OMA. Intitulada de “Countryside, The Future”, a exposição é o resultado de uma das principais linhas de pesquisa desenvolvidas por Koolhaas ao longo dos últimos anos; o impacto de um mundo cada vez mais urbanizado nas áreas não urbanas.

Trienal de Lisboa explora a relação entre agricultura e arquitetura no mundo contemporâneo

Dentro do escopo de A Poética da Razão, a Trienal de Arquitetura de Lisboa deste ano explora o nexo entre a Agricultura e a Arquitetura, dois campos complementares que começaram a despontar há cerca de 10 mil anos, na Revolução Neolítica e, posteriormente, no Antropoceno. Dado o atual problema ambiental, a hipótese básica da exposição Agricultura e Arquitectura: Do Lado do Campo, com curadoria de Sébastien Marot, é que nenhum raciocínio consistente pode se desenvolver no futuro de ambas as disciplinas, a não ser que estas sejam de novo aliadas e repensadas fundamentalmente em conjunto uma com a outra.

Lendager Group propõe fazenda de permacultura em floresta da Suécia

O Lendager Group divulgou desenhos e imagens do projeto Stedsans in the Woods, um empreendimento agrícola atualmente em andamento, localizado nas florestas da Suécia. Uma colaboração com os proprietários de restaurantes Mette Helbæk e Flemming Hansen, o projeto contará com uma fazenda de permacultura, um restaurante e quartos de hotel. O foco na sustentabilidade e a vivência da paisagem impulsionam a arquitetura e a marca Stedsans, que enfatizam a ideia de "dar mais do que retirar". Localizado em Bohult, na Suécia, o projeto oferece aos visitantes uma fuga da cidade com oportunidades de boa gastronomia e contato com a natureza.

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Fazendas flutuantes podem ser uma alternativa para alimentar futuras populações

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Acione um comando no seu celular e vá para o chuveiro; desça a escada 15 minutos depois e terá uma caneca de café esperando por você. Este é um ritual que não é mais uma fantasia para muitas pessoas. O crescimento da Internet das Coisas permitiu-nos controlar ações com o simples tocar em uma tela. Até agora, a escala destes processos é limitada a dispositivos pessoais: qualquer coisa entre passar café pela manhã a ligar o carro. Mas e se pudéssemos cultivar alimento para milhares de pessoas com um simples botão? Este é o objetivo do projeto Smart Floating Farms [Fazendas Flutuantes Inteligentes], desenvolvido pelo Forward Thinking Architecture.

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