Usina de energia e centro de recreação urbana CopenHill / BIG. Image
Qualquer atividade humana impacta de alguma forma o meio ambiente. Algumas menos, outras muito mais. Segundo o United Nations Environment Programme (Unep), o setor da construção é responsável por até 30% de todas as emissões de gases que contribuem ao efeito estufa. Atividades como mineração, processamento, transporte, operação de indústria e combinação de produtos químicos resultam na liberação de gases como o CO2, CH4, N2O, O3, halocarbonos e vapor d' água. Estes, quando lançados na atmosfera, absorvem uma parte dos raios do sol e os redistribuem em forma de radiação na atmosfera, aquecendo o planeta. Com uma quantidade desenfreada de gases sendo lançados cotidianamente, essa camada é engrossada, fazendo com que a radiação solar entre e não consiga sair do planeta, acarretando em impactos quase incalculáveis para a humanidade, como desertificação, derretimento das geladeiras, escassez de água, tempestades, furacões, inundações, alterações de ecossistemas, redução da biodiversidade.
Como arquitetos, uma das nossas maiores preocupações deveria ser de que forma é possível diminuir as emissões de carbono incorporados nas construções. Conseguir mensurar, quantificar e qualificar os impactos é um primeiro caminho.
Apesar de todos os obstáculos e dores, 2020 não nos decepcionou em termos de conteúdo. Reagindo à situação global, a equipe de editores do ArchDaily abordou todas as questões urgentes que desencadearam o estado de turbulência mundial este ano. Enquanto todo o planeta estava em pausa, nossos redatores produziam editoriais exclusivos, explorando temas e preocupações da atualidade. Escrevendo artigos em 4 idiomas, inglês, espanhol, português e chinês, este grupo oferece perspectivas locais e globais, alcançando todos os interessados em arquitetura.
Buscando oferecer inspiração e conhecimento aplicados à área, os melhores artigos do ArchDaily exploraram assuntos distintos em formatos variados. Nossa plataforma concentrou seus esforços em cobrir uma vasta gama de temas, desde as consequências da pandemia sobre o ambiente construído, as cidades e suas transformações, conhecimentos técnicos e especificações materiais, até a inteligência artificial e o futuro.
Durante o último Festival do Design Indaba, tivemos a oportunidade de entrevistar Lyndon Neri e Rossana Hu, do Neri&Hu Design and Research Office, um escritório multidisciplinar de arquitetura com sede em Xangai. Leia a entrevista a seguir para saber mais sobre o trabalho da dupla.
Temos visto uma maior atenção com a utilização da madeira na construção civil de alguns anos para cá. Com todas as preocupações em relação à sustentabilidade e a pegada de carbono nas edificações, novos métodos construtivos têm sido desenvolvidos junto a possibilidades inovadoras no uso deste material. De fato, a madeira pode ser considerada um material renovável, desde que a exploração seja sustentável, e se tomado alguns cuidados no seu manejo, permitindo que as florestas se regenerem naturalmente. Mas é a versatilidade da madeira é o que a torna tão onipresente nas edificações. De tábuas, vigas, assoalhos, até a telhas e isolantes térmicos e acústicos, a madeira pode estar presente em diversas etapas da obra e com distintos graus de processamento e acabamento.
O Relatório Brundtland, de 1987 -“Nosso Futuro comum”- trouxe a noção de que o uso sustentável dos recursos naturais deve "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas". Desde então, o termo sustentabilidade tem sido cada vez mais popularizado e, muitas vezes, banalizado nos nossos cotidianos. Na indústria da construção civil isso não é diferente. Por mais que saibamos que para construir, precisamos destruir, de que forma é possível mitigar os impactos na construção, durante a vida útil e na demolição das edificações? Um edifício sustentável, na sua concepção, construção ou operação, deve reduzir ou eliminar os impactos negativos e podendo até criar impactos positivos no clima e meio ambiente, preservando recursos e melhorando a qualidade de vida dos ocupantes. Dizer que um edifício é sustentável é algo fácil e até sedutor. Mas o que torna, exatamente, uma construção sustentável?
Responder isso pode não ser tão simples. É por isso que nos últimos 30 anos foram criadas diversas certificações de sustentabilidade de edificações, que através de avaliações terceirizadas e imparciais de diversas esferas, são verificados os aspectos sustentáveis de uma construção. Cada uma delas concentra-se em aspectos particulares e, muitas vezes, são mais focadas em determinadas regiões do mundo. Enquanto há certificações que atestam se a edificação atende ou não a critérios de eficiência ou impactos, outras criam distintas classificações, segundo a pontuação recebida pela edificação para os diferentes aspectos. Abaixo, listamos algumas das principais certificações de sustentabilidade existentes no mundo, alfabeticamente, suas principais aplicações e uma breve explicação:
Apesar das imagens estáticas serem o meio mais comum para representar um projeto, alguns arquitetos optam por convidar o público a experienciar a arquitetura de modo mais imersivo. Desde 2006, o Spirit of Space, estúdio de cinema especializado em arquitetura, vem envolvendo os espectadores em curtas-metragens de obras concebidas por arquitetos de renome mundial, como Peter Zumthor, Steven Holl, Daniel Libeskind e Jeanne Gang. A equipe multidisciplinar do estúdio combina recursos visuais com trilhas sonoras criadas especialmente para os filmes, transformando o percurso fílmico em uma experiência multissensorial.
O desafio de projetar uma casa com um orçamento apertado e metros quadrados escassos, juntamente com o dever essencial de responder corretamente aos requisitos específicos do usuário, pode ser uma das atribuições mais motivadoras e provocativas para um arquiteto. Como aproveitar o espaço da melhor maneira? Como evitar o desperdício de material? Como antecipar a possível expansão futura da habitação? Como desenvolver uma arquitetura simples e ao mesmo tempo entregar um alto valor a seus habitantes?
Mergulhamos em nossa biblioteca de obras para ajudá-lo neste processo, selecionando 30 casas que oferecem soluções arquitetônicas interessantes em 70, 80 e 90 metros quadrados.
A atuação profissional de um arquiteto urbanista pode assumir inúmeras frentes graças à diversa composição curricular em grande parte dos cursos de graduação, com disciplinas que lidam com o desenho e o projeto em diferentes âmbitos. Dos grandes planos urbanos às reformas de apartamentos, da metrópole ao mobiliário, esses profissionais trabalham com objetos diversos, mas levam em comum sua ferramenta expressiva e de comunicação de ideais, o desenho e as maquetes.
Seja qual for o propósito de projeto, o desenho está presente enquanto forma de representar a realidade, ideias, especulações, concepções. A escala, fator que estabelece o nível de leitura que se deve fazer dessas representações, determina o vínculo entre o mundo real e as dimensões do desenho ou maquete - não por acaso, a escala 1:1 é conhecida também como "escala real".
Nos momentos em que as pessoas passam mais e mais tempo dentro de suas casas, escritórios e outros espaços fechados, é importante garantir que estamos oferecendo ambientes seguros e saudáveis, especialmente em interiores projetados para crianças e idosos. Existe um composto químico que ganhou popularidade nos últimos anos, pois está presente em vários materiais que moldam os espaços em que habitamos, influenciando diretamente a qualidade do ar que respiramos: o formaldeído.
À medida em que todos nós diminuímos o ritmo para reduzir o impacto da pandemia de COVID-19, quero compartilhar com vocês como o ArchDaily está enfrentando essa situação e o que estamos fazendo (juntos com vocês) para manter a comunidade da arquitetura informada e conectada. Esta é nossa responsabilidade.
Todo dia 8 de março, em nível global, a luta por direitos iguais e sufrágio universal é comemorada como parte de uma data estabelecida pela ONU em 1975. Essa comemoração reúne os esforços de mulheres que exigiram seu direito de votar, estudar, ocupar cargos públicos e combater a discriminação no trabalho. Essa luta é fruto da luta de muitas mulheres que se sacrificaram pela causa. Vários eventos que vivemos todos os dias mostram que a situação social mudou. No entanto, é essencial que homens e mulheres se comprometam com o progresso e a justiça para que as coisas aconteçam.
https://www.archdaily.com.br/pt/935286/mulheres-no-archdaily-refletem-sobre-o-futuro-da-arquiteturaArchDaily Team
Insuficientemente regulada em grande parte do mundo, a resistência de vidros ante o fogo é uma questão essencial que geralmente é mal resolvida, colocando em risco a vida dos ocupantes das edificações. Que características um vidro deve ter para resistir ao fogo? Quais opções escolher em cada caso? Conversamos com os especialistas da Cristales Dialum para aprofundarmos nas opções disponíveis.
A história do concreto remonta à Roma Antiga, há aproximadamente 2000 anos atrás. A mistura de pedra calcária, cinza vulcânica e água do mar, conhecida como “Concreto Romano”, possibilitou a construção de aquedutos, estradas e templos, muitos deles ainda de pé. Algum tempo atrás descobriu-se que essa mistura original forma um mineral chamado tobermorita aluminosa, que se torna mais forte com o passar do tempo.
Possivelmente não damos a importância que merecem os vasos sanitários às nossas vidas e à nossa saúde. As "regras de ouro" que os tornam extremamente úteis para a saúde humana é que eles imediatamente nos separam do nosso resíduo e transportam os mesmos para tratamento, evitando que poluam o meio ambiente ou deixem as pessoas doentes.
Além de ser um ótimo local para ter boas ideias, repassar o feed do Instagram e colocar alguns emails em dia, ter o acesso a um vaso sanitário é algo que nos previne de diversas doenças e que acabamos só dando a real importância quando não temos. Vamos revisar algumas dicas baseadas nos produtos e dispositivos desenvolvidos pela empresa Corona.
Durante o último ano foram construídos 6.900 milhões de metros quadrados destinados a espaços de escritório, consolidando um aumento de 12% em relação ao ano anterior, segundo um estudo realizado pela Avison Young que pesquisa o mercado imobiliário de escritórios a América do Norte, Europa e Ásia.
Fachadas ventiladas ou de pele dupla. Nomes quase auto-explicativos para sistemas de fachadas compostas por duas peles, geralmente de vidro, em que o ar flui através da cavidade intermediária. Esse espaço - que pode variar entre 20 cm a alguns metros - atua como isolamento contra temperaturas extremas, ventos e som, melhorando a eficiência térmica da edificação, tanto para temperaturas altas como baixas. Talvez um dos exemplos mais famosos de fachadas ventiladas seja o edifício 30 St Mary Axe “The Gherkin”, de Foster + Partners. O fluxo de ar pela cavidade pode se dar naturalmente, ou ser impulsionado mecanicamente. Entre essas peles podem ser incluídos dispositivos de sombreamento solar.
Os revestimentos em granilite são produzidos através da base cimentícia (areia, água e cimento) com grânulos de pedras naturais diversas, e podem ser aplicados em qualquer tipo de superfície horizontal ou vertical. A técnica, produzida a partir de um processo totalmente artesanal, foi amplamente aplicada nos edifícios modernos espalhados por todo o mundo e tem como sua principais vantagens sua durabilidade, resistência (à água e abrasão) e fácil manutenção sendo comumente aplicado em pisos de casas e halls de prédios residenciais e comerciais.
Atualmente, apresenta-se como uma forte tendência da arquitetura contemporânea. É possível confirmar isso observando as diversas marcas que tem apresentado produtos para casa e decoração fabricados a partir da técnica ou que, pelo menos, fazem referências à ela.
Em caso de incêndio, proteger as vidas das pessoas é o mais importante. Todos os ocupantes do edifício devem ter a oportunidade de evacuar o local e o tempo disponível depende em grande parte dos materiais escolhidos e do seu comportamento perante o fogo.
Para facilitar e otimizar este processo, a União Europeia adotou a Norma EN 13501, introduzida nos anos 2000, que especifica uma série de 'classes' que determinarão as propriedades anti-fogo dos diferentes materiais em uma obra. Suas classificações são unificadas e comparadas com base nos mesmos métodos de teste e atualmente são tomadas como referência em muitos países do mundo.
Nós compilamos suas nomenclaturas mais importantes, para entender melhor o nível de 'segurança' do nosso ambiente construído e a proteção que oferecemos como arquitetos na escolha dos materiais de nossos projetos.