Na segunda-feira, 10 de agosto de 2026, um terremoto de magnitude 7,4 atingiu as costas do Pacífico e do Caribe da Colômbia. Embora o evento sísmico tenha afetado levemente a fronteira sul do Panamá e a fronteira norte do Equador, a Colômbia declarou estado de emergência nacional. O terremoto causou 111 mortes, de acordo com relatórios oficiais, e a expectativa é de que esse número aumente à medida que os esforços de busca e resgate continuam. Segundo o Servicio Geológico Colombiano (SGC), o epicentro foi localizado a 96 quilômetros de profundidade, próximo a San José del Palmar, uma área rural no noroeste da província de Chocó. Os danos à infraestrutura se estendem a cidades densamente povoadas, incluindo Cali, Pereira, Manizales e Armenia, afetando uma área com uma população de cerca de 3,5 milhões de pessoas. Este evento sísmico ocorre logo após outros quatro ocorridos há menos de dois meses no Japão, nos Estados Unidos e na Venezuela, somando-se aos esforços de reconstrução já em andamento em todo o mundo.
Em 2021, uma colaboração entre o escritório de arquitetura italiano Mario Cucinella Architects e a WASP, uma empresa italiana de impressão 3D, levou ao desenvolvimento da TECLA: uma casa impressa em 3D inteiramente com terra crua. Cinco anos depois, a tecnologia por trás do projeto evoluiu, espalhando-se discretamente por diversos continentes e práticas de projeto. Ao controlar a velocidade, o ângulo e a trajetória do bocal de extrusão, arquitetos e arquitetas conseguem ir muito além da criação de paredes convencionais. Ao longo dos anos, esses/as profissionais vêm experimentando maneiras de moldar o material impresso em 3D em padrões de superfície detalhados, reintroduzindo relevos, texturas e grafismos complexos diretamente na estrutura. Dessa forma, busca-se estabelecer uma ponte entre as tradições da construção com terra e a computação digital, em uma era em que o código começa a influenciar a forma e a expressão material na arquitetura.
A Turquia anunciou para o seu Pavilhão a exposição oficial "Spolia Futures" para a 20ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza, que acontecerá de 8 de maio a 21 de novembro de 2027. Comissionada pela Fundação de Istambul para a Cultura e as Artes (İKSV), a exposição terá curadoria do coletivo ba-be commons, um grupo de pesquisa composto por Başak Eren, Asya Ece Uzmay, Beril Sarısakal Erkent e Ece Yetim. A proposta foi selecionada por meio de uma chamada aberta e de um processo de avaliação em duas etapas para representar a Turquia na edição de 2027 da Bienal de Arquitetura de Veneza. O projeto examina o conceito de spolia — tradicionalmente compreendido como o reuso de elementos arquitetônicos — como um método de projeto em constante evolução, e não apenas como uma prática histórica.
Desde 1994, a cada ano no dia 9 de agosto, a UNESCO comemora o Dia Internacional dos Povos Indígenas. As Nações Unidas ainda não adotaram uma definição oficial para o termo "povos indígenas", mas consideram, para fins de reconhecimento social, os grupos não dominantes da sociedade que se autoidentificam como tais, com língua, cultura e crenças distintas, organizados em sistemas sociais, econômicos e políticos próprios. Sob uma perspectiva territorial, a ONU compreende o termo a partir da continuidade histórica com sociedades pré-coloniais ou pré-colonizadoras, além dos fortes laços desses grupos com seus territórios e recursos naturais circundantes. A persistência em manter e reproduzir ambientes e sistemas ancestrais também é reconhecida como um elemento de identidade, englobando outras denominações como primeiros povos/nações, aborígenes ou grupos étnicos. Alinhando-se ao objetivo da data de conscientizar o público, apresentamos neste artigo reflexões contemporâneas, casos regionais e entrevistas sobre o conhecimento construtivo ancestral e seu potencial para moldar o futuro.
Em 2021, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou um levantamento a respeito da quantidade de equipamentos culturais e sociais existentes nas cidades do Brasil. Os resultados eram alarmantes, apenas 29,6% dos municípios brasileiros possuíam equipamentos culturais e sociais como museus, enquanto teatros e casas de espetáculos estavam presentes em apenas 23,3% das cidades. Um recorte que diz muito em relação à carência de espaços desse gênero nas cidades brasileiras. Nesse contexto, quando uma cooperativa de mulheres no Maranhão ou um grupo de voluntários na Bahia decide construir seu próprio equipamento cultural e comunitário, o gesto não apenas supre uma carência material, mas reivindica, por iniciativa própria, um direito que deveria ser garantido como política pública.