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Arquitetos: Peris+Toral.arquitectes
- Área: 6140 m²
- Ano: 2022
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Fabricantes: AISLUX Catalunya S.A., ALUMINIOS CORTIZO S.A, ARREGUI, GLS Prefabricados, GRADHERMETIC , +4


O pátio interno de Rozzol Melara mede duzentos metros de cada lado, o que o torna maior do que qualquer praça em Trieste. Dois blocos em L de concreto aparente o circundam, sendo um deles com o dobro da altura do outro, subindo de sete a quinze pavimentos à medida que a encosta desce em direção ao golfo, quatro quilômetros abaixo. Pilares de concreto, espaçados a cada quinze metros, sustentam os blocos sobre um declive que eles nunca chegam a tocar de fato, abrindo pórticos profundos o suficiente para a circulação de pedestres, enquanto acima deles as fachadas se resolvem em loggias na escala de um único cômodo. Visto da estrada costeira, nada disso é legível; percebe-se apenas uma linha cinza traçada sobre as colinas.
No interior do complexo, o Istituto Autonomo Case Popolari de Trieste construiu o equivalente a uma cidade. Os 648 apartamentos ocupam uma parcela menor do projeto do que as escolas, a agência de correios, o centro de saúde, o salão paroquial, as cerca de vinte lojas e a garagem de dois níveis, todos acessados por ruas cobertas que percorrem toda a extensão dos blocos e cruzam o pátio em uma passarela elevada, de forma que o trajeto diário entre a porta de entrada e uma mercearia ou sala de aula passa pelo espaço coletivo sem que seja preciso sair ao ar livre. Uma equipe de vinte e nove arquitetos/as trabalhou no projeto sob a coordenação de Carlo Celli, baseando-se em estudos sociológicos encomendados antes do início do projeto.


As notícias desta semana destacaram como a arquitetura dialoga com o preexistente e se comunica para além do próprio edifício. Diversas reportagens exploraram a restauração e o reuso, desde a renovação de um salão universitário histórico até a preservação de espaços expositivos de um artista e a incorporação de materiais reaproveitados em novas construções. Em outras frentes, a arquitetura continuou a servir tanto como tema quanto como cenário de exposições, com anúncios de novos museus e espaços culturais que analisam os contextos social, tecnológico e ecológico mais amplos da disciplina. No radar, três projetos para acompanhar: em Berlim, o escritório sauerbruch hutton venceu o concurso para ampliar a sede do Ministério Federal da Defesa no Bendlerblock; em Santa Barbara, a SOM e a Mithun revelaram o projeto de um novo e importante complexo de habitação estudantil na UC Santa Barbara; e, abordando uma forma totalmente diferente de intervenção, o escritório Autonoma, liderado pelo arquiteto Paulo Tavares, lançou a Documental, uma plataforma de código aberto que permite a jornalistas, pesquisadores/as e organizações civis transformar dados, fotos e imagens de satélite em narrativas digitais geolocalizadas em defesa dos direitos humanos e ambientais.

A artista japonesa Yayoi Kusama, cuja carreira de sete décadas abrangeu pintura, escultura, instalação, performance, literatura e cinema, faleceu aos 97 anos. Kusama faleceu em um hospital em Tóquio em 14 de agosto de 2026, de acordo com um comunicado da Yayoi Kusama Inc. e da Yayoi Kusama Studio Inc. Conhecida internacionalmente por suas estampas de poá, suas abóboras e pelas salas Infinity Mirror Rooms, Kusama desenvolveu uma linguagem artística marcante em torno da repetição, do infinito, da autodissolução e da relação entre o indivíduo e o mundo.







Construir uma cidade do zero não é tarefa fácil. Nunca foi e nunca será. A própria ideia de criar de forma planejada o que de outro modo se desenvolveria e cresceria gradualmente exige recursos, organização e, acima de tudo, mão de obra. Foi o que aconteceu em 1958, quando o Planalto Central do Brasil se transformou em um dos maiores canteiros de obras do século XX para a construção de Brasília. Dezenas de milhares de candangos (migrantes vindos predominantemente do Nordeste, muitos sem formação técnica prévia) chegaram para erguer uma capital inteira em pouco mais de três anos, sob o lema do então presidente Juscelino Kubitschek de realizar "cinquenta anos de progresso em cinco". A arquitetura de Oscar Niemeyer e o plano de Lúcio Costa não teriam sido possíveis sem a premissa de que haveria mão de obra suficiente e disposta a suportar baixos salários e condições extremamente severas para transformar concreto e curvas em um símbolo nacional.

O escritório Steven Holl Architects foi selecionado para liderar a renovação do Ida Noyes Hall na Universidade de Chicago, em Illinois. O projeto atualizará a infraestrutura do edifício de 111 anos, melhorará a acessibilidade e criará novos espaços para programas, eventos e encontros informais, preservando seu caráter histórico. Projetado por Shepley, Rutan & Coolidge e concluído em 1916, o Ida Noyes Hall foi originalmente concebido como um clube feminino e, desde então, tornou-se um espaço de convivência mais amplo no campus. O JLK Architects atuará como o escritório de preservação histórica, enquanto o Workshop Architects liderará a programação da vida estudantil e o planejamento operacional.