O Brick Award reconhece e celebra a arquitetura de tijolos excepcional em todo o mundo. O prêmio cria uma plataforma para que profissionais de arquitetura e planejamento apresentem seus projetos e criações inovadoras e criativas a um público internacional.
A arquitetura pode alcançar grandes feitos e unir culturas e natureza, como demonstram os edifícios de destaque que venceram o International Brick Award 22. Pela décima vez, a Wienerberger destacou projetos excepcionais de construção em tijolo de todo o mundo. O objetivo do Brick Award é servir de guia e fonte de inspiração para a arquitetura, o planejamento, o desenvolvimento urbano e a cultura. Os 50 projetos indicados também demonstram o potencial estético e funcional dos materiais de construção cerâmicos.
De 21 a 25 de setembro, foi realizado o Festival Mextrópoli + XII Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo na Cidade do México. No âmbito do evento, o ArchDaily conversou com o vencedor do Prêmio Pritzker de 2014, Shigeru Ban, sobre o tema central "Habitar à margem", uma proposta que buscava visibilizar o trabalho de quem está trazendo soluções para as crescentes necessidades sociais, ambientais e econômicas à margem do sistema.
A importância do uso de tecnologias avançadas, como a realidade virtual (VR) no cenário arquitetônico, tornou-se cada vez mais evidente. Por mais bela que seja uma imagem renderizada, ela sempre carecerá da capacidade de transmitir plenamente a escala geral e a sensação de um projeto. Isso reforça ainda mais a necessidade de adotar essas tecnologias no campo profissional.
Arquitetos e arquitetas que optam por não utilizar a tecnologia de realidade virtual no processo de projeto acabam em desvantagem. Atualmente, a questão já não passa pela acessibilidade, uma vez que a VR está ao alcance de profissionais de todas as origens.
A consultoria de gestão global McKinsey & Company observou, em 2016, que o setor da construção civil estava pronto para uma disrupção. Considerado um dos maiores setores do mundo, o avanço forçado e a adoção de tecnologias inovadoras permitiram que a indústria de engenharia e construção (E&C) perseverasse nos últimos dois anos. De fato, um relatório mais recente, também da McKinsey, apontou que o setor tende a emergir da pandemia mais enxuto, mais digitalizado e com um olhar mais atento à sustentabilidade.
À medida que as discussões sobre a forma como trabalhamos avançam para além das preocupações iniciais da pandemia e de formatos híbridos, remotos ou do chamado escritório tradicional, tanto empregadores quanto profissionais continuam a reavaliar as necessidades de bem-estar mental no cenário pós-pandemia. Embora existam diversos tipos de ambientes de trabalho e necessidades profissionais que devem ser tratados de forma distinta (indo muito além dos profissionais de escritório ou do conhecimento), tanto no âmbito do design quanto das políticas corporativas, um modelo específico e recente vem despontando nos últimos anos. Trata-se de uma proposta observada, até o momento, em alguns escritórios japoneses singulares que, apesar de pequena escala, desafiam as convenções vigentes.
Tsz Yan Ng é diretora de escritório, professora, acadêmica e artista sediada em Michigan, cujo trabalho interdisciplinar e colaborativo busca desafiar e aprimorar a manufatura e as práticas de fabricação contemporâneas. “Faz muito tempo que não mudamos nossa forma de construir”, afirma Ng. “Precisamos fazer com que a construção seja melhor, e não apenas mais barata, buscando inspiração em diferentes áreas. A arquitetura é um ecossistema global de pessoas, e o todo deve ser maior do que a soma das partes.”
O piso é um elemento capaz de consagrar ou arruinar um espaço. Com o design adequado, ele valoriza o projeto do ambiente, causa uma excelente primeira impressão e impacta positivamente a experiência de uso. No entanto, como os pisos precisam resistir a condições adversas — como exposição à umidade e ao calor, tráfego constante de pessoas e movimentação de móveis pesados —, é natural que se desgastem com o tempo. Por isso, a renovação dos pisos é crucial para manter os interiores em bom estado, especialmente aqueles com alto fluxo de uso.
Ao selecionar um novo material para substituir a superfície antiga, proprietários/as, arquitetos/as e designers devem considerar diversos fatores-chave, como conforto, durabilidade e estética. Contudo, em edifícios de uso cotidiano contínuo que não podem fechar por longos períodos — como supermercados, escritórios e restaurantes —, a rapidez na instalação costuma se tornar a prioridade máxima. Afinal, como diz o ditado, "tempo é dinheiro".
Sempre em voga: a cadeira Ghost de Philippe Starck para a Kartell, a luminária Snoopy de Achille Castiglioni para a Flos, a poltrona Husk de Patricia Urquiola para a B&B Italia, a icônica banqueta Mezzadro de Castiglioni para a Zanotta, a mesa Tulip de Eero Saarinen como parte da Pedestal Collection para a Knoll International e a banqueta Ulmer de Max Bill, produzida pela wb form
A sustentabilidade está em pauta hoje em dia — mas geralmente com foco no futuro e no questionamento sobre como é possível consumir menos recursos, produzir de forma mais sustentável e reduzir resíduos. No entanto, a sustentabilidade também pode ser vivenciada com os olhos voltados para o passado ou para o presente — mais especificamente, por meio de um ambiente doméstico composto por móveis duráveis, que transcendem tendências e nunca saem de moda. Na terceira parte da nossa série sobre ícones do design, destacamos Philippe Starck, Eero Saarinen, Achille Castiglioni, Patricia Urquiola e Max Bill com suas peças de mobiliário atemporais, que podem ser encontradas em architonic.com.
Em preparação para o Disrupt Symposium, à medida que se aproxima o lançamento da conferência, planejado para o dia 1º de maio, conversei com Krista Kim, artista contemporânea e fundadora do movimento Techism, cujo trabalho explora o conceito de consciência digital. Seu interesse pela tecnologia digital e por seus efeitos revolucionários na percepção humana, na mídia, nas estruturas sociais e na comunicação a levou a trabalhar tanto no ambiente digital quanto no físico.
O aguardado marco urbano de Miami, o Elysee Edgewater, teve finalmente suas obras concluídas. Projetada pelo escritório Arquitectonica, a torre de vidro de 198 metros de altura conta com 57 pavimentos de residências de luxo, além de áreas de lazer e bem-estar distribuídas em seus pavimentos escalonados. O fotógrafo de arquitetura Paul Clemence divulgou imagens do edifício recém-concluído, que passa a ser a torre residencial mais alta do bairro de Edgewater.
O Presidio Tunnel Tops é o mais novo parque nacional de São Francisco, com abertura prevista para 17 de julho. O projeto reconecta o parque, antes dividido em dois pela rodovia Doyle Drive, ao criar uma nova área paisagística sobre a via que agora passa por um túnel subterrâneo. Projetado pelo escritório James Corner Field Operations, responsável pelo High Line de Nova York, o projeto adiciona 5,6 hectares (14 acres) de novas áreas verdes à Bay Area, com trilhas, áreas de piquenique, mirantes com vista para a cidade e um espaço de recreação natural para crianças.
Quais são os seus planos para este verão? Se você quer testar sua paixão pelo design ambiental, um dos principais programas de verão pode mudar a sua vida.
A Faculdade de Design Ambiental da UC Berkeley tem a satisfação de anunciar que seus Programas de Verão estão de volta ao campus este ano. O corpo docente da UC Berkeley e os/as principais inovadores/as da Área da Baía de São Francisco aguardam ansiosamente pelas aulas presenciais e práticas.
Sob a liderança criativa de Miriam van der Lubbe, e contando com Marjan van Aubel e Formafantasma como embaixadores/as, a 21ª edição da Dutch Design Week aconteceu na última semana de outubro em Eindhoven, nos Países Baixos. Sob o lema "Get Set", a DDW 2022 exibiu mais de 50 instalações artísticas e arquitetônicas para convocar profissionais de design e comunidades a mudarem da preparação para a ação diante dos desafios de nosso tempo, encerrando-se com uma mostra de graduação (Graduation Show) de mais de 200 estudantes da Design Academy Eindhoven.
Com o objetivo de inspirar profissionais de design a incorporar inovação e sustentabilidade, além de familiarizar o público com tudo o que a tecnologia tem a oferecer, o ArchDaily selecionou 9 obras relevantes focadas em biomateriais e sistemas modulares. Ao destacar pesquisas de design em andamento, a seleção evidencia projetos que reinventam nossa relação com a natureza e com o espaço em que vivemos.
Formar-se em arquitetura costuma vir acompanhado da expectativa de trabalhar em um escritório das 9h às 18h. No entanto, a realidade é que muitos/as recém-formados/as estão se aventurando em carreiras diversificadas e explorando campos como fotografia de arquitetura, escrita, renderização, cenografia e gerenciamento de projetos. Neste Editor's Talk, o/a fundador/a e editor/a-chefe do ArchDaily, o/a diretor/a de desenvolvimento de produtos de software, os/as editores/as executivos/as e o/a editor/a de redes sociais compartilham suas experiências de graduação em arquitetura e como acabaram explorando caminhos profissionais diferentes, porém altamente complementares, provando que a prática da arquitetura vai muito além de projetar espaços físicos construídos.
DELFT, PAÍSES BAIXOS - 19 DE AGOSTO DE 2017: Estudantes trabalhando na Biblioteca da Universidade Técnica de Delft, Países Baixos. Imagem via Shutterstock/ por T.W. van Urk
O ranking anual Quacquarelli Symonds World University Rankings (QS) divulgou as melhores universidades de 2022. Abrangendo 51 áreas de estudo diferentes, o índice avalia universidades de todo o mundo de acordo com a reputação acadêmica, a reputação entre empregadores e o impacto das pesquisas. Com poucas alterações entre as 10 melhores na categoria de Arquitetura e Ambiente Construído de 2022, o MIT manteve-se na liderança pelo terceiro ano consecutivo, liderando também a lista geral do QS World University Rankings.
A Universidade de Tecnologia de Delft, nos Países Baixos, ocupou o segundo lugar, enquanto a UCL, no Reino Unido, ficou em terceiro. A ETH Zurique, Harvard e a Universidade Nacional de Singapura (NUS) mantiveram a quarta, quinta e sexta colocações, respectivamente. A Manchester School of Architecture subiu para a sétima posição este ano, deslocando a Universidade da Califórnia em Berkeley (UCB) para o oitavo lugar e a Universidade Tsinghua, em Pequim (China), para o nono. O Politecnico di Milano, na Itália, permanece estável em décimo lugar.
Não é incomum ver conjuntos habitacionais que integram espaços comerciais no térreo. No entanto, o desafio de mediar as esferas pública e privada em uma escala menor, sobretudo com a ascensão do *home office*, tem forçado arquitetos e arquitetas a explorar todos os aspectos da estrutura — desde a topografia em que se insere até a orientação da luz e dos ventos, passando pelo desenho e pela organização do espaço doméstico. Este foco em interiores explora diferentes soluções projetuais que mostram como profissionais de arquitetura e design de interiores transformaram seus projetos de simples moradias em tipologias de uso misto, levando em consideração privacidade, flexibilidade, funcionalidade e requisitos espaciais predefinidos.
Tempos difíceis unem as pessoas. Nos últimos anos, vimos como o trabalho coletivo pode ser uma força motriz para ajudar as pessoas afetadas por desastres naturais ou causados pela ação humana. Após uma catástrofe ou deslocamento forçado, um ambiente físico seguro costuma ser essencial. Diante disso, a coordenação de esforços torna-se um fator crucial para prestar assistência em momentos de necessidade.
Arquitetos e arquitetas, como especialistas em abrigos, desempenham um papel fundamental na criação de ambientes seguros e adequados, sejam habitações individuais, edifícios públicos, escolas ou acampamentos temporários de emergência. No entanto, como afirma o arquiteto Diébédo Francis Kéré: "Quando você não tem nada e quer convencer a sua comunidade a acreditar em uma ideia, pode acontecer de todos começarem a trabalhar com você, mas é preciso continuar lutando para convencê-los".
Steven Holl costuma ser visto lendo poesia e pintando aquarelas em uma pequena cabana com vista para flores de lótus na beira de um lago em Rhinebeck, Nova York. A cabana fica em uma reserva de 28 acres que Holl comprou em 2014 e que hoje abriga seu escritório permanente, além do ‘T’ Space, uma organização artística sem fins lucrativos que oferece exposições criativas, instalações ambientais e residências de arquitetura. Contornando várias árvores de grande porte e conectando-se por meio de uma passagem a outra cabana existente de 1959, o Arquivo de Arquitetura e Biblioteca de Pesquisa da Fundação Steven Myron Holl, construído in 2019, é a mais recente edificação a ser cuidadosamente inserida na exuberante paisagem.
A escritora Eva Hagberg e eu nos conhecemos há muito tempo. Há bastante tempo, em um ano do qual não me lembro, eu lhe passei uma de suas primeiras pautas para uma revista. Literalmente, dezenas de outras pautas se seguiram. Foi, portanto, com certa expectativa e um pouco de surpresa que recebi seu novo livro When Eero Met His Match: Aline Louchheim Saarinen and the Making of an Architect (Princeton University Press), um texto híbrido intrigante, parte biografia de Aline e Eero, parte memórias das experiências de Hagberg como redatora de design e assessora de imprensa. (Sou brevemente mencionado no livro.) A tese principal do livro é que Aline Saarinen inventou, em grande medida, o papel de assessora de imprensa de arquitetura. Recentemente, fui até o Brooklyn Navy Yard para conversar com Eva, grávida de muitos meses, sobre o que a motivou a escrever seu novo livro, sua estrutura dupla e a ética jornalística de Aline Saarinen.
Áustria – Projetado por Büro Wagner – Fabricado por Bau- und Möbelschreinerei Leutenbauer / Fotografia de Florian Holzherr . Imagem
Este ano trouxe mais uma rodada de projetos impressionantes inscritos no FritsJurgens Best Pivot Doors 2022, reunindo uma quantidade surpreendente de portas pivotantes de alto padrão — abrangendo portas internas e externas, divisórias móveis, passagens ocultas e muito mais. Após um período de deliberação, o júri tomou sua decisão: confira a seguir os vencedores do FritsJurgens Best Pivot Doors de 2022.
Com o objetivo de impulsionar a transição sustentável de recursos na indústria da construção, a ETH Zurich, em colaboração com a FenX AG, está utilizando a impressão 3D de espuma (F3DP) para fabricar fôrmas de geometria complexa destinadas à produção de elementos especiais de concreto.
Uma mostra interativa de design de todo o mundo. É assim que se apresenta o EXPERIENCE VALENCIA, festival internacional que trará a Valência grandes nomes do design de 13 a 18 de junho. Neste mesmo ano, em que Valência é a Capital Mundial do Design, a cidade coloca ao alcance de todos os cidadãos o acesso privilegiado a um evento único sobre o design e seu poder transformador.
Museu Coreano de Urbanismo e Arquitetura | Coreia do Sul. Imagem cortesia de Atelier of spatial matters
A seleção desta semana de melhores propostas de Arquitetura Não Construída destaca centros culturais enviados pela comunidade ArchDaily. De uma galeria em espiral que simboliza a cultura de Jinju na Coreia do Sul e um edifício dedicado à cultura irlandesa a uma galeria que serve como incubadora cultural na Indonésia, esta seleção de projetos não construídos mostra como arquitetos/as, comunidades e instituições se unem para promover cultura, artes, história e reflexão.
Impulsionado em grande parte pela migração rural para as cidades e pelo crescimento populacional geral, 68% das pessoas em todo o mundo viverão em áreas urbanas até 2050. Com isso, grande parte da população se beneficiará de um maior acesso a serviços básicos, da proximidade com o transporte público e de melhores oportunidades de educação e emprego. No entanto, a busca por uma vida urbana também leva ao isolamento do ambiente externo — seja uma floresta, um campo ou as montanhas —, o que pode impactar negativamente nossa saúde física e mental. Há muito se comprovou que a exposição à natureza reduz os níveis de estresse, melhora o humor, estimula a produtividade e, acima de tudo, potencializa o bem-estar. Portanto, considerando que costumamos passar cerca de 93% do nosso tempo em espaços fechados (e que a pandemia ampliou essa estatística), hoje, mais do que nunca, buscamos uma conexão com o exterior e todos os seus benefícios inerentes. Assim, os/as arquitetos/as enfrentam o importante desafio de trazer a natureza para o interior, que é justamente onde o design biofílico entra em cena.