A SOFA (State of Address) é a primeira comunidade de design do mundo baseada em blockchain, transformando a forma como o design e a arquitetura são criados, adquiridos e colecionados. Fundada por quatro empreendedores de Melbourne — Chris Stribley, Domenic Cerantonio, AJ Batra e Anmol Sekhon —, a plataforma utiliza tokens não fungíveis (NFTs) para transformar projetos de arquitetura e design em ativos tokenizados exclusivos, raros, transferíveis e com valor de investimento. Tudo isso oferece uma ampla utilidade digital e física, com potencial de revenda para retornos de longo prazo.
Atualmente, o custo para que pessoas e comunidades contratem profissionais de arquitetura é elevado, tornando-se inacessível para o público geral. No entanto, o valor de espaços bem projetados — tanto físicos quanto virtuais — nunca foi tão crucial em nossas vidas. Ao utilizar NFTs, a SOFA democratiza o design arquitetônico, reduzindo custos elevados ao permitir que o consumidor final adquira uma unidade de coleções limitadas de projetos. Ao mesmo tempo, a iniciativa permite que designers (tanto em início de carreira quanto consagrados/as) distribuam seus custos de produção por meio dessas séries limitadas, gerando royalties perpétuos a partir de projetos de qualidade.
“Viajar nem sempre é bonito. Nem sempre é confortável. Às vezes dói, chega a partir o coração. Mas tudo bem. A jornada transforma você; ela deve transformar. Deixa marcas na memória, na consciência, no coração e no corpo. Você leva algo consigo. E, com sorte, deixa algo bom para trás.” – Anthony Bourdain
A frase do saudoso Anthony Bourdain se aplica perfeitamente ao desenvolvimento de projetos de arquitetura no exterior. A curva de aprendizado é íngreme, repleta de riscos e recompensas. Como se preparar? Uma excelente referência está na atualização recente do documento de contrato da AIA (American Institute of Architects), o B161 - Agreement Between Client and Consultant for design consulting services where the Project is located outside the United States, publicado originalmente em 2002. A seguir, apresentamos uma breve introdução a esta nova versão do documento, disponível em aiacontracts.org.
Um novo espaço para o design — State of Address (SOFA) — é a primeira comunidade de design do mundo baseada em blockchain, transformando a maneira como o design e a arquitetura são criados, adquiridos e colecionados.
Fundada por quatro mentes empreendedoras de Melbourne — Chris Stribley, Domenic Cerantonio, AJ Batra e Anmol Sekhon —, a SOFA utiliza tokens não fungíveis (NFTs) para transformar produtos de arquitetura e design em ativos tokenizados e passíveis de investimento que são únicos, escassos e transferíveis. Todos esses ativos oferecem uma ampla gama de utilidades físicas e digitais, além de apresentarem potencial de revenda para ganhos a longo prazo.
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Cedric Price. Potteries Thinkbelt. Cedric Price fonds, Canadian Centre for Architecture, Montréal. Imagem cortesia de CCA
Todos os edifícios se movem — naturalmente, alguns mais do que outros. Há uma série de considerações projetuais que profissionais de arquitetura levam em conta para permitir, ou até mesmo promover, o movimento em quase todas as edificações. Contudo, há profissionais que recorrem à sua formação multidisciplinar e à sua capacidade de resolver problemas para conceber soluções que literalmente percorrem o mundo. Seja na forma de minicasas sobre rodas, instituições de ensino em trens ou programas de design instalados em caminhões, às vezes as edificações e a própria arquitetura precisam se deslocar até o público que atendem ou para outros ambientes. Este vídeo apresenta alguns exemplos desse espectro, a começar pela maneira como profissionais de arquitetura costumam lidar com o movimento em estruturas e fundações, passando pelo projeto Potteries Thinkbelt, de Cedric Price, e chegando ao Chicago Mobile Makers, uma oficina maker itinerante para crianças fundada por Maya Bird Murphy.
A arquitetura inflável deu asas à imaginação de visionários ambientais de todos os tipos. De figuras como Buckminster Fuller ao grupo Ant Farm, as estruturas infláveis prometem libertar as pessoas das intempéries da natureza ou da tirania da arquitetura. Desenvolvidos originalmente pelas Forças Armadas dos EUA como coberturas para radares no Ártico, os infláveis foram adotados pela NASA antes que seus segredos fossem revelados ao público, que passou a utilizá-los para resolver os mais diversos problemas, desde a cobertura de piscinas até estádios.
O escritório de arquitetura australiano Conrad Gargett venceu o concurso internacional para projetar a sede da Fundação Misk na Arábia Saudita. A Fundação Mohammed bin Salman, “Misk”, anunciou o concurso para a nova sede, que ficará localizada na "Cidade Sem Fins Lucrativos" Prince Mohammed Bin Salman, no bairro de Irqah, na capital Riad. A nova cidade, com uma área de 3,4 quilômetros quadrados e lançada em novembro de 2021, busca capacitar os jovens e apoiar a inovação e o empreendedorismo, tornando-se um modelo para o desenvolvimento do setor sem fins lucrativos globalmente e uma incubadora para grupos de jovens e voluntários, bem como para instituições sem fins lucrativos locais e internacionais. Um dos objetivos declarados da cidade e da Misk é a transição de uma economia baseada no petróleo para uma economia baseada no conhecimento.
De acordo com uma pesquisa recente realizada pelo RIBA em parceria com a Microsoft, intitulada "Digital Transformation in Architecture", 87% dos escritórios de arquitetura concordam que as tecnologias digitais estão transformando sua maneira de trabalhar, e a maioria já iniciou sua jornada de transformação digital. O estudo demonstra que profissionais do campo da arquitetura estão adotando facilmente a digitalização por meio do desenho assistido por computador em 3D e avançando rapidamente em direção ao Building Information Modeling (BIM) e à Internet das Coisas (IoT).
https://www.archdaily.com.br/pt/1135034/marketing-para-arquitetos-as-na-era-digital-como-destacar-sua-marca-globalmentePola Mora
Luminárias de teto pendentes Calla. Imagem cortesia de Cocoweb
Caracterizada por uma estrutura simples e telhado de duas águas, a tipologia tradicional de celeiro responde à sua função original: abrigar produtos agrícolas e gado. Nos últimos anos, no entanto, a estética dos celeiros evoluiu drasticamente, despertando o interesse de designers por seu charme rústico duradouro, forma minimalista, ornamentação refinada e modularidade — qualidades que há muito a tornam popular em refúgios de campo. Reinterpretada para se adequar a um estilo contemporâneo, essa tipologia vintage conquistou projetos modernos que buscam oferecer um refúgio da realidade densa e acelerada da vida urbana. Ao reformar fazendas históricas ou construir novas residências projetadas para se assemelharem a celeiros, arquitetos e arquitetas têm se inspirado nas origens industriais das instalações agrícolas tradicionais, mas com um toque moderno.
A seleção curada desta semana de Melhor Arquitetura Não Construída destaca projetos educacionais e culturais enviados pela comunidade do ArchDaily. A partir de exemplos de diversas partes do mundo, o artigo explora como esses espaços de conhecimento e descoberta são projetados para inspirar e informar.
Com um museu monolítico em Portugal, um centro de patrimônio digital com fachada de mídia na Coreia e um centro de pesquisa em mobilidade na Turquia, esta seleção abrange vários tipos de espaços educacionais e culturais, bem como diferentes abordagens em relação ao ambiente construído ou natural. Os projetos a seguir revelam as ideias que moldam os espaços de conhecimento em diferentes contextos, ilustrando diversas abordagens sobre o que constitui uma instituição cultural.
As escadas costumam ser um elemento inevitável no DNA de uma edificação. Hoje em dia, elas não apenas cumprem uma função prática, mas também se tornaram verdadeiros elementos de destaque, especialmente quando combinadas com uma cor que certamente atrairá olhares. Entre as cores quentes, o vermelho é considerado a mais poderosa. Se, por um lado, evoca sensações de alegria e energia, por outro, remete a alerta e perigo. O vermelho é capaz de estimular uma ampla gama de emoções e, por isso, seu uso deve ser cuidadoso, delicado e bem planejado.
Casa Moderna - De Aya: Life in Yop City por Marguerite Abouet e Clément Oubrerie, traduzido por Helge Dasche. Imagem cortesia de Drawn & Quarterly
As tiras de quadrinhos, a bande dessinée, a graphic novel. Todas fazem parte de um meio com uma conexão intrínseca com a narrativa arquitetônica. Trata-se de um meio que há muito tempo é utilizado para fantasiar e especular sobre possíveis futuros arquitetônicos ou, em um contexto menos espetacular, usado simplesmente como um recurso para mostrar o percurso em perspectiva por um projeto de arquitetura. No entanto, quando os quadrinhos mesclam ficção e imaginação arquitetônica, não ocorre apenas a especulação sobre cenários futuros. Há também o registro e a crítica das condições urbanas de nossas cidades contemporâneas ou do passado.
À medida que continuamos a lidar com as repercussões da pandemia, o futuro dos escritórios e espaços de trabalho tem sido amplamente debatido. No entanto, alguns efeitos imediatos já são evidentes: o modelo rígido, essencialmente presencial, foi rapidamente substituído pelo trabalho híbrido, no qual a adaptabilidade e o conforto se tornaram as principais prioridades. Assim, embora as consequências a longo prazo ainda não estejam totalmente claras, as empresas certamente precisarão buscar o equilíbrio ideal entre os métodos tradicionais e o trabalho remoto, visando promover a eficiência e o bem-estar das equipes. Sob a perspectiva do design e da arquitetura, a demanda se concentrará em ambientes de trabalho flexíveis que estimulem a criatividade, a produtividade e o conforto – além de responderem aos desafios tecnológicos, econômicos e de sustentabilidade associados.
Blair Kamin deixou o cargo de crítico de arquitetura do Chicago Tribune em janeiro de 2021, após quase 30 anos na função. Ele recebeu o Prêmio Pulitzer em 1999 pelo conjunto de sua obra, com destaque para uma série sobre a orla de Chicago, incluindo uma reportagem que documentou a disparidade racial e de classe entre as frentes de lago norte e sul da cidade. Anteriormente, ele publicou duas coletâneas de seu trabalho: Why Architecture Matters (2001) e Terror and Wonder (2010), ambos pela University of Chicago Press. Sua terceira coletânea, Who is the City For? Architecture, Equity, and the Public Realm in Chicago, foi lançada na semana passada. Recentemente, conversei com Kamin sobre o novo livro, o estado de Chicago no pós-pandemia e a necessidade de uma crítica de arquitetura mais presente na grande mídia. Amanhã publicarei a segunda parte da nossa conversa, na qual o crítico defende a necessidade de redefinir a expressão “equidade no design”.
É um elemento arquitetônico essencial, que costumamos notar imediatamente ao olhar para edifícios novos — o telhado. As coberturas que abrigam os edifícios de nossas cidades apresentam tipologias diversas. Telhados planos são comuns nos centros das grandes metrópoles, coberturas em quatro águas são escolhas populares para residências no mundo todo, e o telhado em duas águas é indiscutivelmente o mais comum de todos, sendo o tipo de cobertura mais frequente nas representações estilizadas de uma casa padrão.
Seja integrando-se ao contexto urbano ou destacando-se para atrair a atenção, a fachada conta a história de um edifício. Trata-se de um meio expressivo pelo qual interagimos com a arquitetura, definindo as primeiras impressões e determinando o tom do interior ao experimentar com transparência, movimento, textura e cor, entre outras possibilidades estéticas. Naturalmente, o envelope também desempenha um papel funcional crucial, atuando como barreira protetora contra condições climáticas extremas e impactando diretamente a transmissão de luz, a eficiência energética e o conforto acústico. Os arquitetos e arquitetas enfrentam, portanto, um desafio importante: alcançar o equilíbrio entre uma estética atraente e o desempenho técnico. Para tanto, é fundamental especificar os materiais adequados ainda na fase de projeto.
Com o objetivo de oferecer mais aos nossos usuários e a partir de três perspectivas diferentes — porém unidas —, Designboom, Architonic e ArchDaily, que integram as plataformas DAAily, oferecerão aos/às visitantes da Semana de Design de Milão 2022 uma seleção exclusiva de destaques inspiradores de arquitetura e design por meio de dois guias abrangentes. O DAAily fair guide e DAAily city guide servirão como o melhor exemplo do que a união dessas três frentes proporciona aos/às profissionais criativos/as durante um dos maiores eventos de design do ano.
Com origens na Índia antiga e transmitido oralmente ao longo das eras, o yoga tornou-se uma prática amplamente difundida e popular que engaja o corpo e o espírito para alcançar a quietude da mente e uma autoconsciência clara. Embora existam variadas vertentes de yoga que refletem diferentes origens e tipos de práticas, todas elas exigem uma combinação de movimento físico com consciência mental e espiritual. Os benefícios para as saúdes física e mental que uma prática regular pode proporcionar, mesmo em tempos turbulentos ou difíceis, foram reconhecidos pelas Nações Unidas no Dia do Yoga de 21 de junho de 2022, sob o tema "Yoga pela Humanidade".
À primeira vista, Quarticciolo é um bairro atraente de Roma. Trata-se de um complexo de habitação social em escala humana, composto por edifícios de média altura vermelhos e amarelos dispostos em torno de pátios internos e jardins. Projetado pelo arquiteto Roberto Nicolini durante o regime fascista, esse aspecto de vilarejo não é encontrado nos massivos conjuntos residenciais do pós-guerra em outras partes da capital. À semelhança de outros/as arquitetos/as racionalistas, Nicolini se inspirou na cidade antiga. Baseando o traçado em uma malha ortogonal clássica, ele permitiu apenas uma estrutura alta: a Casa del Fascio (sede do partido fascista), uma torre fortificada que se impõe sobre a praça principal. A maioria dos edifícios foi construída entre 1938 e 1943 para abrigar uma população de classe trabalhadora que foi transferida à força do centro histórico de Roma para a periferia, abrindo caminho para as grandes obras públicas de Mussolini.
https://www.archdaily.com.br/pt/1135137/reconstruindo-e-destigmatizando-o-bairro-quarticciolo-em-romaMarina Engel
El proceso de HerCity usando la herramienta MethodKit en GoDown, Nairobi, Kenia. Image Cortesía de ONU-Habitat
Muitos de nós concordamos que o design ainda costuma ser considerado um privilégio de poucos. Por isso, devemos nos perguntar o que é verdadeiramente democrático no âmbito do design — e, a partir desse ponto de partida, podemos ajudar a definir e oferecer nossa visão para uma sociedade mais justa. Sob a perspectiva da arquitetura e do urbanismo, podemos olhar para essa democratização sob diferentes ângulos, incluindo as pessoas nos processos participativos, já que são elas que melhor conhecem suas necessidades diárias, e projetando nossas cidades de forma mais inclusiva. Na base de tudo isso está a busca urgente por respostas para melhorar a habitabilidade e a acessibilidade na vida das pessoas.
Os ruídos –especialmente aqueles que não podemos controlar– afetam profundamente tanto a saúde física quanto a mental. Sejam provenientes da rua, da vizinhança do andar de cima ou do cômodo ao lado, pesquisas sugerem que eles podem aumentar o estresse, reduzir a produtividade, interferir na comunicação e contribuir para o desenvolvimento de problemas como a hipertensão arterial. Em última análise, a qualidade acústica define a experiência de uso e (literalmente) dá o tom para o restante do interior. A má notícia é que a maioria dos materiais de construção convencionais utilizados hoje na arquitetura moderna –concreto, vidro, alvenaria– possui superfícies extremamente duras e propriedades acústicas limitadas, o que faz o som reverberar várias vezes e força as pessoas a elevarem a voz para se fazerem entender. Somado ao crescimento da densidade urbana e à adoção de layouts de uso misto nos projetos, tudo isso resulta em ambientes de vida e trabalho cada vez mais barulhentos, desconfortáveis e dispersivos.
Burgess Creek Promenade, Steamboat Springs, Colorado. Imagem cortesia de Wenk Associates
A necessidade de se adaptar rapidamente às mudanças climáticas assumiu, com razão, o centro das atenções. No entanto, as conexões entre as mudanças climáticas e a gestão de águas pluviais frequentemente passam despercebidas. As mudanças climáticas impactam o ciclo hidrológico ao aumentar a escassez de água e a frequência e intensidade das inundações, além de contaminar os cursos d'água. Gerenciar melhor as águas pluviais é fundamental para a gestão dos recursos hídricos e para a proteção de nossa segurança e da saúde do meio ambiente.
Como resposta a um mundo em rápida transformação, a flexibilidade tornou-se prioridade absoluta no design de interiores contemporâneo. Isso explica, por exemplo, a crescente demanda por espaços amplos e multifuncionais em detrimento de layouts rígidos e fechados — como demonstra a tendência das cozinhas integradas. Essa mudança nas necessidades espaciais sugere que projetar para o presente e para o futuro significa criar espaços capazes de se adaptar facilmente a múltiplos usos: em um dia, uma sala pode ser destinada a um grande evento; no outro, pode ser necessária para atividades menores e mais reservadas. Diante disso, materiais, produtos e outros elementos do design de interiores devem responder à altura, integrando tecnologia e inovação para criar espaços flexíveis e, ao mesmo tempo, funcionais.