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Muitos de nós concordamos que o design ainda costuma ser considerado um privilégio de poucos. Por isso, devemos nos perguntar o que é verdadeiramente democrático no âmbito do design — e, a partir desse ponto de partida, podemos ajudar a definir e oferecer nossa visão para uma sociedade mais justa. Sob a perspectiva da arquitetura e do urbanismo, podemos olhar para essa democratização sob diferentes ângulos, incluindo as pessoas nos processos participativos, já que são elas que melhor conhecem suas necessidades diárias, e projetando nossas cidades de forma mais inclusiva. Na base de tudo isso está a busca urgente por respostas para melhorar a habitabilidade e a acessibilidade na vida das pessoas.
Naomi Hoogervorst está atualmente à frente da Seção de Planejamento, Finanças e Economia da ONU-Habitat. Graduada em Arquitetura, Urbanismo e Ciências da Construção pela Universidade Técnica de Delft, e com uma trajetória profissional de mais de 15 anos tanto em organizações não governamentais quanto no setor privado — atuando na gestão de programas e projetos de desenvolvimento urbano sustentável e inclusivo —, ela se tornou uma referência quando o assunto é pensar justamente sobre a democratização do design.
É realmente possível que o design seja para todas as pessoas? Como é o processo de trabalho para enfrentar esse desafio? Qual é o futuro da igualdade no design e no planejamento das cidades? Estas são algumas das perguntas que Naomi Hoogervorst responde na entrevista a seguir.

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