Hoje, 11 de julho, é celebrado o Dia Mundial da População, um evento anual iniciado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em 1990 que visa aumentar a conscientização sobre questões demográficas globais. Uma questão ainda mais urgente hoje: não só seremos dez bilhões de pessoas em 2050, como também dois terços de nós viverão em cidades, segundo relatórios recentes da ONU-Habitat.
Anualmente, o World Population Review avalia o crescimento das cidades e o número de residentes que vivem em áreas metropolitanas para entender as tendências globais em transformação. Embora na lista das 20 cidades mais populosas do mundo encontremos muitas da Ásia, como Tóquio, Delhi e Xangai, ao mesmo tempo, diversas cidades latino-americanas, como São Paulo, Cidade do México e Buenos Aires, também marcam presença. Decidimos, portanto, listar as dez cidades mais populosas da América Latina e, assim, entender seu crescimento e participação no contexto global.
Charles-Édouard Jeanneret-Gris, mais conhecido como Le Corbusier, é um dos principais referenciais e grandes mestres do Movimento Moderno. Sob a direção de Gerardo Panero, o documentário de longa-metragem intitulado “Plan para Buenos Aires” busca expor as tentativas do arquiteto de concretizar suas ideias sobre o traçado da cidade de Buenos Aires.
A consultoria de gestão global McKinsey & Company observou, em 2016, que o setor da construção civil estava pronto para uma disrupção. Considerado um dos maiores setores do mundo, o avanço forçado e a adoção de tecnologias inovadoras permitiram que a indústria de engenharia e construção (E&C) perseverasse nos últimos dois anos. De fato, um relatório mais recente, também da McKinsey, apontou que o setor tende a emergir da pandemia mais enxuto, mais digitalizado e com um olhar mais atento à sustentabilidade.
Houve algum momento em que os/as arquitetos/as se sentiram devidamente valorizados/as? Provavelmente não. Certamente não desde que a profissão se tornou dependente dos negócios da América, cujo negócio principal são os negócios em si. Com o crescimento econômico como diretriz primordial do país ao longo do século XX, os/as arquitetos/as — como membros da indústria da construção — desempenharam seu papel. Como? Projetando edifícios de todos os tipos que fossem mais leves, baratos e rápidos de erguer. Os valores dos/as arquitetos/as podiam ser sociais, artísticos e até cósmicos, mas seu valor para a sociedade tem sido primordialmente econômico.
Ao longo de sessenta anos, Le Corbusier utilizou uma ampla variedade de meios para explorar temas e formas, do desenho ao planejamento urbano, pintura, arquitetura e escultura. Ele descobriu a tapeçaria pela primeira vez em 1936, em resposta a um pedido de Marie Cuttoli, que na época estava encomendando obras de arte têxtil em uma fábrica em Aubusson a pintores modernos. No entanto, apenas doze anos depois ele manifestou o interesse em produzir obras de tecelagem a partir dos seus desenhos e chegou a esta cidade do centro de França, onde se iniciou um verdadeiro renascimento da tapeçaria, por iniciativa de Jean Lurçat e Jean Picart LeDoux.
Há poucas perguntas mais poderosas que “de onde você é?”. As pessoas se sentem profundamente conectadas às cidades e se identificam com outras pessoas que sentem essa mesma conexão. Em outras palavras, tendemos a entender e vivenciar os lugares de uma forma muito pessoal.
No entanto, para entender o lugar – na verdade, para entender os assentamentos humanos em geral – é importante reconhecer que os lugares não são criados por acaso. Eles são criados com o propósito de promover uma agenda política ou econômica. Cidades melhores surgem quando as pessoas que as moldam pensam de forma mais ampla e consciente sobre os lugares que estão criando.
Arranha-céus são elementos inerentes às cidades contemporâneas. Seja em São Paulo ou Nova York, em Seul ou Dubai, essas estruturas imponentes são onipresentes no tecido urbano e a imagem convencional que se tem delas é de planos de vidro. Isso não ocorre no Iêmen, onde há exemplos antigos que são bem diferentes dos arranha-céus atuais. No centro do país, a cidade de Shibam é cercada por uma muralha fortificada e é o lar de exemplos deslumbrantes de habilidade arquitetônica: casas em torre que datam do século XVI com até sete andares de altura.
Sempre em voga: a cadeira Ghost de Philippe Starck para a Kartell, a luminária Snoopy de Achille Castiglioni para a Flos, a poltrona Husk de Patricia Urquiola para a B&B Italia, a icônica banqueta Mezzadro de Castiglioni para a Zanotta, a mesa Tulip de Eero Saarinen como parte da Pedestal Collection para a Knoll International e a banqueta Ulmer de Max Bill, produzida pela wb form
A sustentabilidade está em pauta hoje em dia — mas geralmente com foco no futuro e no questionamento sobre como é possível consumir menos recursos, produzir de forma mais sustentável e reduzir resíduos. No entanto, a sustentabilidade também pode ser vivenciada com os olhos voltados para o passado ou para o presente — mais especificamente, por meio de um ambiente doméstico composto por móveis duráveis, que transcendem tendências e nunca saem de moda. Na terceira parte da nossa série sobre ícones do design, destacamos Philippe Starck, Eero Saarinen, Achille Castiglioni, Patricia Urquiola e Max Bill com suas peças de mobiliário atemporais, que podem ser encontradas em architonic.com.
Afirmamos isso com convicção, cientes de que a demografia da cidade (quase 80% de população afro-americana e um dos maiores índices de pobreza dos Estados Unidos) impõe desafios únicos para a geração de oportunidades econômicas. E dizemos isso com certeza, sabendo que um histórico pernicioso de redlining, discriminação de crédito e outras desigualdades negou à maioria negra de Detroit o poder de decisão e influência no design e no desenvolvimento econômico que geraria resultados mais favoráveis.
Notre Dame de Paris em construção em fevereiro de 2022. Imagem via Shutterstock, de Jacky D
A catedral de Notre Dame em Paris está a caminho de reabrir aos fiéis e ao público em 2024, de acordo com o comunicado da ministra da Cultura, Rima Abdul Malak, feito na quinta-feira, quase três anos após o incêndio devastador. No comunicado, ela salientou que a fase de limpeza do projeto de restauração já está concluída, permitindo que as obras de reconstrução sejam iniciadas. A catedral do século XII está sendo restaurada como era no projeto anterior, incluindo a torre de 96 metros projetada pelo arquiteto Eugene Viollet-le-Duc em meados de 1800, para a qual uma nova madeira foi selecionada.
As obras arquitetônicas de todo o mundo são a principal inspiração de Erika Moreno, criadora do HUAJJE, um projeto de ilustração digital. O projeto nasceu em 2019, um ano após Erika concluir sua graduação em arquitetura em Tijuana. “O projeto nasceu de forma acidental; o único objetivo de fazer esses desenhos era aprender a usar mais ferramentas do Photoshop, era um desafio pessoal”. Com o objetivo de documentar seu processo, ela decidiu abrir uma conta no Instagram, onde se formou uma comunidade bastante orgânica que compartilha e apoia seu trabalho. Isso a encorajou a superar seus medos e, inclusive, a ministrar oficinas sobre o tema em diferentes formatos.
Casa Maca / Workshop, Diseño y Construcción. Imagem
Ao longo dos anos, a arquitetura de interiores evoluiu de acordo com as necessidades que foram surgindo mas, sobretudo, com as experiências que procura evocar no usuário. Nos últimos dois anos pudemos testemunhar uma mudança radical e um interesse especial por este tema já que a pandemia obrigou-nos a dar uma atenção específica à configuração dos lugares que habitamos. Isso trouxe consigo projetos muito mais abrangentes que buscam atender ao bem-estar do usuário, combinando cores, experiências sensoriais, tecnologia e elementos naturais que promovem a saúde.
Durante a Semana de Design de Milão deste ano, a Designboom, a Architonic e o ArchDaily, que juntos compõem as plataformas DAAily, criaram um espaço único focado em narrativas para entusiastas de design e arquitetura, batizado de DAAily Bar. O espaço contou com ciclos de palestras com curadoria especial e áreas de convivência, além de instalações de arte imersivas de designers de renome.
Como parte dos DAAily Bar Live Talks, o fundador e editor-chefe do ArchDaily, David Basulto, conversou com Carlo Ratti, diretor do Senseable City Lab do MIT e fundador do estúdio de inovação Carlo Ratti Associati, sobre essa abordagem multidisciplinar, os limites difusos da profissão e seus projetos recentes.
Nascida em 1947 na cidade de Quito, Guadalupe Ibarra se estabeleceu em Cuenca durante sua adolescência graças ao trabalho de seu pai no exército. Ali ela decidiu estudar arquitetura e se matriculou na Universidade de Cuenca em 1963. Estudante de alto rendimento, Ibarra obteve sua graduação em arquitetura em 1970, tornando-se a primeira equatoriana a se formar nesta profissão no país.
https://www.archdaily.com.br/pt/986360/guadalupe-ibarra-a-primeira-arquiteta-equatorianaVerónica Rosero & María José Freire
Teve início a construção na 126 East 57th Street, um projeto desenvolvido pelo escritório de arquitetura ODA, com interiores projetados por Gambellini Sheppard. Na 57th Street, um portal espelhado de cobre conduz os/as residentes por um átrio de seis pavimentos em direção à torre residencial de 28 andares. O terreno se estende ao longo de toda a largura do quarteirão, da 56th à 57th Street, e a torre proposta tem cerca de 16.250 metros quadrados (175.000 pés quadrados), contando com terraços privativos ao ar livre em todas as unidades, criados pelos recuos em intervalos irregulares da fachada pixelada de concreto moldado in loco.
Doreen Adengo, arquiteta ugandense e pioneira, faleceu em 22 de julho deste ano, após lutar contra uma longa doença. Ela fundou o Adengo Architecture, um escritório sediado em sua cidade natal, Kampala. Como designer que estudou nos Estados Unidos, trabalhou em escritórios em Nova York, Washington e Londres, e lecionava na Uganda Martyrs University, seu legado é nada menos que extraordinário. Trata-se de um legado que abrange disciplinas e geografias — mas também profundamente enraizado no contexto da África, de Uganda e de Kampala.
In 1969, o coletivo "The Architects' Resistance", formado por estudantes da Universidade de Yale, da Universidade de Columbia e do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), publicou um manifesto intitulado "Arquitetura: a quem ela serve?"
Com este manifesto, o grupo buscava situar a prática da arquitetura em um contexto econômico, social e ambiental mais amplo do que aquele ensinado nas salas de aula das universidades. Em apenas duas páginas e meia, encontramos um poderoso apelo para resgatar uma arquitetura mais social e ecologicamente consciente. O texto denuncia de forma inequívoca o papel que a arquitetura desempenhou naqueles anos como uma prática a serviço do poder, acrescentando que "a submissão do/a arquiteto/a ao sistema começa com a crença de que possui habilidades e conhecimentos especiais inacessíveis ao público em geral".
O júri do Prêmio Internacional VELUX selecionou 10 vencedores regionais entre 507 projetos enviados, provenientes de 211 escolas de arquitetura de todo o mundo. O prestigiado corpo de jurados — composto por Anupama Kundoo (Anupama Kundoo Architects, Índia), John Ronan (John Ronan Architects, EUA), Rainer Hofmann (bogevischs buero, Alemanha), Fuensanta Nieto (Nieto Sobejano Arquitectos, Espanha) e Lotte Kragelund (VELUX A/S, Dinamarca) — reuniu-se em Copenhague para a sessão de julgamento.
Edifício Wolf Point East / Pappageorge Haymes. Imagem cortesia de Graphisoft
Considerada a segunda habilidade mais solicitada no setor (atrás apenas da experiência de campo) e utilizada por um número crescente de profissionais de projeto, a Modelagem de Informação da Construção (BIM) provou ser o presente da arquitetura. No entanto, com constantes novos recursos e melhorias promissoras, a tecnologia é também, em grande medida, o futuro. Há décadas, esse software revolucionário vem se consolidando como uma ferramenta poderosa, com uma longa lista de recursos valiosos: detecção de erros, redução de custos e de desperdício de materiais, mitigação de riscos, otimização de fluxos de trabalho e, acima de tudo, a viabilização de uma colaboração multidisciplinar fluida.
Skidmore, Owings & Merrill (SOM) inaugurou uma sede dinâmica, controlada pelo usuário, para o campus do distrito de Xuhui da empresa multinacional chinesa de tecnologia Alibaba, em Xangai. Localizado em um dos principais distritos de artes e inovação da cidade, o novo local transforma o típico edifício da sede “de dentro para fora”, destacando a “colaboração e criatividade” da empresa. O edifício foi projetado para se assemelhar a uma nuvem, simbolizando a presença digital da empresa na nuvem, bem como os céus inovadores do setor de tecnologia.
Lago de Palmas, Tocantins, na cidade onde Paulo Vieiera cresceu. Foto: Divulgação/Prefetura de Palmas
O convidado do episódio 48 do Betoneira Podcast é o ator, escritor, humorista, roteirista, compositor, cantor e apresentador de televisão Paulo Vieira. Com humor e sagacidade, ele fala de assuntos sérios, como a importância da educação e da arte como instrumentos geradores de novos futuros possíveis para as pessoas desse país e sobre sua relação com a arquitetura, é claro.
Centro Geriátrico Santa Rita / Manuel Ocaña. Imagem Cortesia de Manuel Ocaña
Em um hospital, uma única conversa pode trazer boas ou más notícias aos pacientes. Nesse contexto, quando não são levados às pressas para as salas de tratamento, os doentes geralmente se sentem preocupados e estressados com sua saúde. No âmbito hospitalar, os profissionais da medicina têm um dos trabalhos mais extenuantes, com mudanças repentinas nas condições de saúde dos enfermos. A atmosfera geral nos hospitais tradicionais é, portanto, tensa e preocupante, e isso tem um efeito adverso no bem-estar dos pacientes.
1 e 3. Via Poema del Ángulo Recto. 2. Cortesia de Perspectivas: Revista Científica de la Universidad de Belgrano
Como a primeira arquiteta formada na Colômbia, em 1945, María Luz Amorocho Carreño representa uma figura de destaque no campo arquitetônico do país, tendo exercido a profissão em diversas frentes — desde o ensino e o projeto para os setores público e privado até a escrita e a crítica, principalmente na revista Proa. Com uma trajetória de mais de 40 anos, soube defender seus ideais em meio a um contexto de transição voltado à consolidação da modernidade, abrindo um precedente histórico para a prática profissional de futuras arquitetas. A partir da análise de seu trabalho e de sua obra, é possível examinar os diferentes papéis desempenhados por arquitetos e arquitetas, que vão do desenho e da construção à pesquisa e à gestão.
A demanda total de energia dos edifícios aumentou drasticamente nos últimos anos. Impulsionada pelo maior acesso em países em desenvolvimento, pela maior posse de aparelhos de consumo de energia e pelas crescentes densidades urbanas, hoje ela representa mais de um terço do consumo global de energia e quase 15% das emissões diretas de CO2. À medida que a crise climática se agrava e suas consequências se tornam mais visíveis do que nunca, o setor de arquitetura e construção deve responder à altura. É preciso assumir a responsabilidade por seu impacto ambiental e priorizar a redução do consumo de energia, seja por meio de decisões de projeto, técnicas construtivas ou produtos inovadores. No entanto, o segredo reside em não sacrificar a estética e o conforto nesse processo.