Os edifícios contemporâneos de bambu podem parecer inicialmente avassaladores para o observador inexperiente. No entanto, à medida que você aprende mais sobre a lógica estrutural desses volumes inspiradores, rapidamente perceberá que a maioria emprega um ou uma combinação dos sistemas estruturais que estamos prestes a explorar: o mistério se desfaz, transformando o que antes parecia complexo em uma composição clara de conceitos simples. Este artigo lança luz sobre quatro sistemas estruturais comumente empregados na construção de bambu:
No mundo da arquitetura, há muito mais do que desenho de plantas e construção de edifícios. A faculdade de arquitetura oferece uma formação abrangente, que vai além das habilidades técnicas específicas da profissão. Neste episódio, exploraremos algumas das habilidades valiosas que os estudantes de arquitetura aprendem ao longo de sua jornada acadêmica — apresentadas no artigo 13 Habilidades não relacionadas à arquitetura que se aprendem na faculdade de Arquitetura — e como essas habilidades podem ser aplicadas em diversas áreas da vida.
O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais do campo criativo em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada de forma franca e bem-humorada: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para outros/as designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações informais sobre o cotidiano e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, Anthony Laney, fundador/a da Laney LA, junta-se a David e Marina, da FAME Architecture & Design, para discutir o processo de projeto iterativo, liderança e trabalho em equipe, a evolução da Laney LA, o desenvolvimento de diferentes tipologias de edifícios, o refinamento de suas sensibilidades de design e muito mais!
A satisfação em viver mais está associada a oportunidades de seguir uma vida ativa, manter-se atualizado e sentir-se inserido na sociedade. Para isso, cabe aos espaços construídos favorecerem isso a partir de estruturas flexíveis, moldáveis às necessidades de seus usuários, de forma gradual e adaptativa, independente de sua idade.
O setor imobiliário começa a despertar para o imenso potencial que existe na arquitetura voltada à qualidade da saúde e ao aumento da expectativa de vida humana. À medida que olhamos para o futuro dos imóveis, podemos esperar um uso mais inteligente das tecnologias, com inovações e novas métricas para estabelecer uma melhor compreensão do que é bem-estar e qual sua relação com o ambiente natural ou construído. Essa qualificação representará aumento exponencial nas vendas com a viabilidade de tornar um imóvel flexível e adaptável ao longo dos diferentes momentos da vida de seu morador.
https://www.archdaily.com.br/pt/1001648/espacos-para-o-envelhecimento-ativo-estrategias-arquitetonicas-para-o-aging-in-placeCiro Férrer Herbster Albuquerque e Maria Eduarda Alvares Kopper
Cidades são uma tela para a criatividade arquitetônica e o dinamismo da vida urbana. Nos últimos anos, elas assumiram um papel adicional: o de laboratórios vivos para uma arquitetura e um urbanismo inovadores. Cidades internacionais tornaram-se terrenos experimentais para a tecnologia arquitetônica, com práticas sustentáveis e princípios de design centrados no ser humano sendo testados e refinados. Essa mudança de paradigma não apenas transformou os aspectos físicos dos ambientes urbanos, mas também redefiniu a relação entre arquitetura, comunidade e o ambiente construído.
A habitação social traz muitos estigmas injustos consigo. Embora muitos projetos comecem bem com sessões de fotos brilhantes de inaugurações, as câmeras acabam indo embora, o investimento tende a secar e a manutenção é cortada. A falta de espaços verdes adequados segue, devido à baixa manutenção. Eventualmente o resultado são comunidades esquecidas e isoladas que se transformam em guetos.
Embora facilmente culpada, a arquitetura de blocos elevados de moradia social não é a causa do problema, mas pode ser parte da solução. Construir para cima em vez de para fora ainda oferece uma rota sensata através das crises habitacionais e sociais atuais - compartilhando espaço e recursos.
Além disso, esses quatro projetos de toda a Europa mostram que integrar empreendimentos de habitação social em torno de pátios acessíveis e espaços verdes sustentáveis ajuda a atrair comunidades e mante-las juntas.
Com um portfólio amplo e diversificado em termos de tipologias, escalas e localizações dos projetos, o MMBB Arquitetos é um escritório versátil e de múltiplas atividades. Fundado em 1991 na cidade de São Paulo, o escritório é atualmente composto por Maria João Figueiredo, Marta Moreira e Milton Braga, e ao longo das mais de três décadas de atuação já teve entre seus sócios Angelo Bucci, Vinicius Gorgati e Fernando de Mello Franco, além de ter realizado diversas parcerias com Paulo Mendes da Rocha.
Adequações no desenho da Delfino Cintra, em Campinas, promovem comportamentos mais seguros. Foto: Bruno Batista/WRI Brasil
Pode ser um parklet, uma minipraça, uma pintura no asfalto para mudar o desenho de uma rua e readequar o uso de um espaço público. Cidades em diversas partes do mundo – incluindo o Brasil – estão partindo de intervenções temporárias para catalisar projetos de longo prazo que tornem as ruas mais seguras, criando espaços públicos inclusivos e de qualidade.
Tais iniciativas adotam a técnica chamada de urbanismo tático, que promove a reapropriação do espaço urbano por e para seus principais usuários: as pessoas. Esse movimento ganha força em um contexto de crise nas áreas urbanas, no qual os governos enfrentam dificuldades para entregar a uma população crescente serviços urbanos básicos, como habitação, transporte de qualidade e espaços livres adequados, que permitam a mobilidade ativa e segura das pessoas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1001571/o-poder-de-transformacao-do-urbanismo-taticoReynaldo Neto e Paula Manoela dos Santos
Criado por uma série de linhas paralelas anguladas que formam um ziguezague hipnotizante, o padrão espinha de peixe resistiu ao teste do tempo e permanece presente em diversos estilos de design. Nomeado em homenagem à semelhança com os ossos de um peixe - como o arenque, por exemplo -, este padrão clássico em forma de V arranja blocos retangulares em diferentes proporções. Com proporções de comprimento de borda de bloco variando, como 2:1 ou às vezes 3:1, o design versátil se adapta a uma ampla gama de usos, dimensões e materiais.
A disposição dos blocos, mesmo quando usados em cores únicas, cria uma textura sutil e adiciona interesse visual. Embora a disposição em espinha de peixe possa parecer simples à primeira vista, a forte qualidade direcional das linhas com ângulo típico de 45 graus requer um cuidadoso processo de design para um visual perfeito e consistente. O padrão pode ser encontrado em paredes e pisos, de tecidos a madeira e azulejos. Ao brincar com formas geométricas, ele continua sendo uma tendência que infunde estilo e estrutura no design de interiores, complementando a estética geral do espaço. Abaixo, mergulhamos no catálogo do Architonic para apresentar diferentes maneiras de aplicá-lo, explorando padrões de espinha de peixe em cerâmica, madeira e sintéticos.
No País dos Arquitectosé um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da quinta temporada, Sara conversa com os arquitetos Teresa Novais e Jorge Carvalho, do escritório aNC arquitectos, sobre a Estação Biológica e Galeria da Biodiversidade de Mértola. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.
Instalação na Bienal de Veneza. Imagem Cortesia de NiLab
Ao longo do maior rio do mundo, o Rio Nilo, vários ambientes naturais e paisagens têm sido impactados negativamente por intervenções que não consideram o contexto ou respeitam culturas locais. Em resposta, o NiLab, pavilhão egípcio na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da La Biennale di Venezia, tem como objetivo revisitar esses lugares e destacar o valor do desenho arquitetônico na promoção de um desenvolvimento mais sustentável e culturalmente consciente ao longo do rio. A exposição intitulada "NiLab: Nilo como Laboratório", reconhece a extensão excepcional, a importância histórica e o impacto nas paisagens naturais e humanas do Nilo, fazendo dele um cenário ideal para reflexão sobre questões contemporâneas.
West Bund Orbit. Cortesia da imagem de Heatherwick Studio
O Heatherwick Studio divulgou o projeto de um Pavilhão de Exposições situado na vibrante orla West Bund de Xangai, na China. Conhecido como West Bund Orbit, o edifício será um importante atrator do novo Centro Financeiro no Distrito de Xuhui. Concebido para ser um marco visual ao longo do rio Huangpu, o projeto oferecerá uma série de espaços públicos qualificados para os pedestres e visitantes.
Como parte da nova programação do Arte Abierto na Cidade do México, apresenta-se "Modthern Nature", da artista Gabriela Galván, uma instalação site-specific para a qual a sala de exposições se transforma em um jardim natural com plantas endêmicas do pedregal e hidropônico sensorial que busca gerar experiências cognitivas, contemplativas e imaginativas em torno da natureza e do pertencimento a ela.
Sob a premissa de construir um espaço dinâmico e participativo, o Governo da Província de Neuquén planejou criar um novo equipamento metropolitano, apostando no fomento à criação, formação e difusão do âmbito cultural da província, além de buscar se consolidar como plataforma produtiva da região e também em nível nacional e internacional. Bares-Bares-Bares-Schnack: Estúdio de Arquitetura, Poggi-Schmit Arquitetura e Franklin Consultora trabalharam em conjunto imaginando um modelo espacial, arquitetônico e paisagístico através de um edifício contemporâneo que representasse os critérios estéticos e tecnológicos do espírito de uma época.
Roland Halbe entrou na fotografia por completo acidente, descobrindo-a aos 15 anos em uma aula de ótica. Seu professor de física apresentou os efeitos da câmara escura, o que imediatamente despertou sua fascinação. Ele começou então a pegar emprestada a antiga câmera de seu pai para fotografar. Ainda no ensino médio, Halbe trabalhava meio período em uma loja de câmeras, onde se envolveu de vez com a fotografia. Essas foram as circunstâncias que acenderam sua paixão profissional, primeiro em preto e branco, depois em cores com foco na arquitetura e no ambiente construído.
Bares de jazz espalhados por todo o mundo foram objeto de ilustração do Arquiteto Jose Ricardo Basiches e deram tema ao stand projetado para a marca Armstrong, pensado e construído para que experiências reais sensoriais acontecessem no pavilhão. Bastante conhecido por seus desenhos a mão livre, em guardanapos e superfícies diversas e inusitadas, Basiches afirma que não sai de casa sem a caneta no bolso. “Desenhar, para mim, é além de um hobby. É uma forma de experimentar o ambiente em que estou”, completa o arquiteto. Essas ilustrações permearam muitos elementos no stand durante a Expo Revestir 2023, em especial os painéis acústicos de parede e forro, trazendo a proposta de que Design + Acústica pode partir de um olhar diferenciado dos arquitetos e dos consultores de acústica, em relação aos produtos já existentes no mercado.
A renderização retrata uma vista ao nível do solo do planejado novo Doris Duke Theatre, visto de uma perspectiva logo do lado de fora do Perles Family Studio. O novo edifício contará com dois lobbies com portas de correr, que criarão múltiplas entradas e saídas para o edifício. O lobby no lado oeste do novo Duke está visível nesta imagem. Imagem Cortesia de Mecanoo Architects e Marvel
O Jacob's Pillow revelou os planos para o novo projeto do Doris Duke Theater, que será construído no local original do teatro destruído por um incêndio em novembro de 2020. O escritório Mecanoo, com sede nos Países Baixos e liderado pela diretora criativa e sócia-fundadora Francine Houben, assumiu a liderança do projeto do novo edifício, colaborando com a Marvel, sediada em Nova York e liderada por Jonathan Marvel, que atua como arquiteto responsável técnico e paisagista do projeto.
Indivíduos neurodivergentes podem ter sensibilidade à luz, cor ou som. É importante que a flexibilidade seja incorporada ao design do escritório, com cabines para trabalho focado e opções de iluminação. Imagem Cortesia de Haworth
O conceito de inclusão da marca global de mobiliário corporativo Haworth vai muito além de simplesmente adaptar espaços para pessoas com deficiência; trata-se de uma filosofia abrangente que coloca o bem-estar de todos/as os/as usuários/as em primeiro plano.
https://www.archdaily.com.br/pt/1137833/tornando-os-espacos-de-trabalho-inclusivos-por-meio-do-designEmma Moore
O escritório Henning Larsen venceu um concurso internacional para o projeto do Kurfürstendamm 231, um novo empreendimento urbano de uso misto em Berlim. Outros finalistas na competição incluíram Cobe, David Chipperfield e Mäckler Architekten. A proposta vencedora centraliza o conjunto em torno de um pátio urbano que atua como um grande ponto de encontro para a comunidade local. Nove edifícios delimitam o pátio, incluindo a Agrippina House, edificação que será reabilitada no projeto.
No dia 8 de junho foi celebrado o Dia Mundial dos Oceanos 2023, que teve como tema "Planeta Oceano: as marés estão mudando". O objetivo das Nações Unidas era gerar uma "nova onda de entusiasmo para cuidar e proteger o oceano e a totalidade de nosso planeta azul".
Uma nova oportunidade para refletir sobre a importância de preservar estes vastos ecossistemas aquáticos que cobrem mais de 70% da superfície da Terra — e uma oportunidade para refletir sobre como a arquitetura pode contribuir para sua proteção e conservação através do projeto de infraestruturas costeiras resilientes, do desenvolvimento de tecnologias energéticas marinhas, do design sustentável de edificações costeiras e da regeneração dos ecossistemas marinhos.
No centro do Cairo, o Rio Nilo, um dos cursos d'água mais emblemáticos do mundo, moldou o destino da civilização por milhares de anos. Servindo como uma vibrante linha de vida, conectando bairros e fomentando um agitado centro de transporte, o Rio Nilo é um recurso natural essencial para o árido Egito. Ao longo da história do país, ele foi considerado fonte de vida e fertilidade em suas enchentes anuais, trazendo riqueza para as terras ao redor. Na edição deste ano da Bienal de Arquitetura de Veneza, o Pavilhão do Egito "NiLab" focou em explorar esta fonte de água e seus efeitos no ambiente construído.
O mundo está cada vez mais elétrico, dos automóveis às residências, tornando nossas vidas mais eficientes e sustentáveis. A eletricidade superou o gás natural como a principal fonte de aquecimento residencial pela primeira vez em 2020, e o consumo de gás natural atingiu a sua menor marca em cinco anos em janeiro e em quatro anos em fevereiro. Essa transição para a eletrificação é especialmente evidente na cozinha, um polo central de consumo de energia. O Departamento de Energia dos EUA estima que 15% do consumo energético em uma residência americana média ocorra na cozinha, englobando cocção, refrigeração, aquecimento de água e lavagem de louça.
Arquitetos/as e proprietários/as que buscam aumentar a eficiência e a sustentabilidade estão descobrindo os benefícios da indução. De acordo com o programa ENERGY STAR, os cooktops a gás têm apenas 32% de eficiência na transferência de calor, enquanto os modelos elétricos tradicionais apresentam de 75% a 80% de eficiência — a indução supera ambos, alcançando 85% de eficiência.
Pedreiras de Varvito, Itu. Foto de Thaysnatani, via Wikimedia Commons. Licença CC BY-SA 4.0
Estudos relacionam áreas verdes com redução na ansiedade e depressão, aumento da imunidade para crianças, alívio à solidão nas cidades para adultos e até ao aumento da inteligência. A busca por atividades de lazer ao ar livre ligadas ao contato com a natureza traz inúmeros benefícios. Para ajudar na escolha de lugares interessantes que podem ser visitados no estado de São Paulo, apresentamos uma lista, criada pela Secretaria da Cultura e Economia Criativa do Estado de SP, com dez patrimônios ambientais tombados.
De acordo com a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, o Estado de São Paulo possui 5.670.532 hectares de vegetação nativa em vários estágios de recomposição. A área equivale a 22,9% do território paulista. Confira abaixo alguns dos espaços que resguardam o verde. Além de parques urbanos, trilhas, campings e até a Nascente do Rio Tietê estão presentes na lista.
Sumayya Vally, arquiteta do estúdio Counterspace, com filiais em Joanesburgo e Londres, venceu um concurso de projeto para a nova ponte para pedestres Asiat-Darse em Vilvoorde, Bélgica. A proposta se inspirou na história e impacto de Paul Panda Farnana, uma figura significativa, mas pouco conhecida na cidade, que estudou as conexões intricadas entre indivíduos e comunidades migrantes. A proposta foi elogiada pelo júri "por sua abordagem de pesquisa, que levou à descoberta de Farnana e seu trabalho, e por lançar luz sobre uma parte vital da história da cidade, até então negligenciada". A construção da ponte Asiat-Darse deverá iniciar em abril de 2024, com conclusão prevista para dezembro de 2025.