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A Máquina na Era da Prática Coletiva

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Este artigo faz parte de nossa nova seção de Opinião, um espaço para ensaios argumentativos sobre questões críticas que moldam o nosso campo profissional.

Cada época da arquitetura foi definida por seus instrumentos. O compasso, a prancheta, a câmera e o computador alteraram, cada um a seu modo, a maneira como se pensa e se produz arquitetura. No entanto, o momento atual parece qualitativamente diferente. À medida que a inteligência artificial e os sistemas generativos entram nos fluxos de trabalho cotidianos, as ferramentas deixam de ser extensões passivas da mão do/a arquiteto/a e passam a operar como agentes semiautônomos. Elas propõem, otimizam e simulam, produzindo resultados que, por vezes, escapam à plena antecipação do/a autor/a.

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Uma residência tipo Tetris no Irã e um edifício residencial à beira-mar na Itália: 8 projetos residenciais não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily

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Em todas as cidades, os projetos de habitação urbana representam a maior parte do ambiente construído, refletindo uma trama complexa de necessidades sociais e visões arquitetônicas. Esta seleção de projetos não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily oferece uma perspectiva sobre a interação dinâmica entre as restrições de projeto e as oportunidades criativas. Da revitalização de fragmentos urbanos à exploração de métodos construtivos inovadores, profissionais de arquitetura navegam por um território moldado por imperativos de sustentabilidade, inclusão comunitária e dinâmicas urbanas em constante evolução.

A diversidade dos projetos de habitação urbana não construídos aqui apresentados reforça a amplitude das intervenções arquitetônicas, caracterizadas pelo compromisso com a sustentabilidade e a inclusão. Variando de propostas que adotam novos materiais de construção — como sistemas construtivos em madeira — a outras concebidas para maximizar a luz solar ou envolver a comunidade local, a seleção curada desta semana apresenta projetos de habitação coletiva não construídos de diversas partes do mundo.

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Um ícone brutalista reimaginado nos Estados Unidos e uma vila flutuante nas Maldivas: 12 projetos não construídos de escritórios consagrados

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Explorar projetos de arquitetura, propostas de concursos e obras não construídas de arquitetos/as de renome é um passo importante para fomentar a inovação, incentivar o intercâmbio multicultural e desenvolver abordagens diversas de projeto. Analisar esses conceitos não realizados pode oferecer insights sobre a evolução do pensamento arquitetônico, explorando um espectro mais amplo de abordagens e perspectivas de design. A seleção curada desta semana de Melhor Arquitetura Não Construída destaca propostas enviadas por escritórios de arquitetura consolidados.

Reunindo escritórios reconhecidos internacionalmente como Brooks + Scarpa, Penoyre & Prasad, Aedas, Pininfarina e Opposite Office, esta seleção exemplifica a ampla gama de projetos e intervenções desenvolvidos por arquitetos/as em diversas escalas e programas. De releituras criativas de ícones arquitetônicos conhecidos a museus de arte, inserções urbanas e propostas ativistas conceituais, estes projetos demonstram a variedade de abordagens que os/as profissionais adotam ao projetar em contextos específicos e em resposta a limitações, desafios e oportunidades locais.

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Expandindo a prática: think tanks de arquitetura na interseção entre pesquisa e projeto

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Na arquitetura, a maior parte da prática profissional gira em torno da entrega de projetos aos clientes. Os escritórios são moldados por prazos, orçamentos e diretrizes (briefings) claras. Embora essa estrutura produza edifícios, raramente deixa espaço para que profissionais da arquitetura questionem questões mais amplas — sobre como vivemos, como as cidades estão mudando ou o que o futuro exige do design. Contudo, paralelamente a esse sistema focado na produção, surgiu um movimento mais silencioso: estúdios, coletivos e fundações que priorizam a pesquisa, a experimentação e a reflexão. São os chamados think tanks de arquitetura — espaços concebidos não para construir de imediato, mas para pensar primeiro.

A ideia de um think tank não é nova. Tradicionalmente presentes na política, na economia ou na ciência, os think tanks reúnem especialistas para estudar problemas complexos e propor soluções. Na arquitetura, sua ascensão revela uma tensão no cerne da disciplina. Para que a arquitetura continue social e ambientalmente relevante, ela pode continuar dependendo apenas de uma prática orientada pelo cliente? Ou deve abrir espaço para investigações mais lentas e profundas?

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MASSLAB vence concurso para projetar habitação a preços acessíveis em Lisboa

O escritório português MASSLAB venceu um concurso promovido pelo Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU, IP) para o projeto de 100 unidades habitacionais de custo acessível em Lisboa. Dispondo de um terreno junto à Basília da Estrela, o concurso teve como principal objetivo a integração dos novos edifícios com os elementos de valor patrimonial e a malha urbana da cidade.

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