Dois jovens escritórios de arquitetura, Gruppa e Anagram A-U, projetaram um novo centro cultural para a cidade de Modřice, na Tchéquia. Com escritórios sediados nos Países Baixos, em Barcelona e em Atenas, a equipe participou do concurso nacional para conceber um novo espaço de encontro e convivência.
Nos países da América Latina, o método mais utilizado para diferenciar uma área rural do espaço urbano baseia-se na análise do número de habitantes que residem em determinada zona, considerando como “rural” todas as localidades com população inferior a 2.000 habitantes. Nesses casos, a baixa densidade e a dispersão das construções costumam definir o predomínio da paisagem natural sobre a arquitetura construída.
O laboratório de pesquisa e design da IKEA, SPACE10, desenvolveu uma nova Bee Home de código aberto. Em colaboração com a Bakken & Bæck e com a autoria de design de Tanita Klein, a equipe lançou o projeto gratuito Bee Home por ocasião do Dia Mundial das Abelhas da Organização das Nações Unidas. O projeto utiliza fabricação digital e design paramétrico para que as pessoas possam projetar e fabricar sua própria Bee Home localmente.
Osaka, Japão. Imagem cortesia de Norihito Nakatani Seminar
O curta-metragem "The Capital of Columns", concebido por Norihito Nakatani, especialista em história da arquitetura japonesa, explora a singular cultura de moradia das nagayas no Japão. A nagaya é uma tipologia de habitação popular no início do período moderno japonês. O filme retrata um dos últimos quarteirões remanescentes de nagayas em Osaka, revelando em detalhes o pensamento de padronização intrínseco a essa forma de moradia, ao mesmo tempo em que registra a transição de elementos arquitetônicos em diferentes configurações espaciais.
Edificio Juana Azurduy 1635 / BAAG. Image Cortesía de BAAG
O escritório BAAG, Buenos Aires Arquitectura Grupal, nos ensina desde 2008 que reservar um tempo coletivamente para pensar, experimentar e repensar é sinônimo de contribuir e avançar na disciplina. Suas obras, pesquisas, atuação na academia e constantes participações em debates buscam construir um pensamento crítico baseado na prática conjunta, algo que parece ser cada dia mais pertinente e fazer mais sentido na profissão.
Realizamos uma entrevista a distância com esse propósito, para que nos contassem sobre suas inspirações, seus processos, seus aprendizados e suas projeções.
Esboço do Museu de Arte de Bagdá para o Iraque (1957–58). Desenho original. Imagem cortesia da Alvar Aalto Foundation
O Museu Alvar Aalto apresenta uma última exposição antes de passar por uma reforma completa, destacando os projetos de museus não construídos do/a arquiteto/a. Embora Aalto tenha projetado um total de 15 edifícios de museus, apenas três saíram do papel e foram de fato construídos. A exposição intitulada “O Sonho de um Museu” reúne desde desenhos detalhados e esboços preliminares até propostas para concursos.
Desde 2008, a Câmara Nacional da Indústria do Ferro e do Aço CANACERO une esforços com a Associação Latino-Americana do Aço ALACERO por meio de ações como o Concurso ALACERO de Desenho em Aço para Estudantes de Arquitetura e o Prêmio Nacional do Aço para Estudantes de Arquitetura CANACERO, com o objetivo de incentivar o uso do aço na construção entre estudantes de arquitetura na América Latina.
O artigo a seguir propõe repensar a arquitetura na habitação de interesse social na Colômbia. Natalia Carrero Rojas e Pablo González aprofundam-se no tema como docentes e em sua prática no estúdio 57Uno, onde buscam continuamente o equilíbrio entre habitação de qualidade e viabilidade imobiliária.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126675/57uno-estrategias-para-o-projeto-de-habitacao-social-sustentavel-na-colombiaNatalia Carrero Rojas y Pablo González
Os escritórios Fundamental Architects e Omega Render revelaram uma nova proposta para a Tulip City, um projeto de revitalização do antigo terreno da Expo Mundial de Astana. O projeto de 100 mil metros quadrados aproveita o estacionamento original do local como parte do Plano de Uso Pós-Expo. A proposta foi concebida para servir como marco de uma nova abordagem de design centrada no ser humano para a cidade de Astana (Nur-Sultan).
O escritório TAMassociati desenhou um novo plano de regeneração “à prova de futuro” para a área industrial de Officine em Bellinzona, na Suíça. Em colaboração com a sa_partners e o/a arquiteto/a paisagista Franco Giorgetta, a equipe criou uma proposta para o masterplan de grande escala que explora o desenvolvimento gradual da cidade alpina suíça.
Prefeitura de Boston. Imagem cortesia de Kallmann, McKinnell, & Knowles
Michael McKinnell, arquiteto americano de origem britânica, conhecido por seu trabalho na aclamada Prefeitura Brutalista de Boston e cofundador do escritório de arquitetura Kallmann McKinnell & Wood, faleceu em 27 de março de 2020, aos 84 anos, em decorrência de uma pneumonia provocada pela COVID-19.
A noção de “bens comuns” une recursos abertos de qualquer tipo: naturais, culturais, espaciais, materiais e imateriais — cuja propriedade e acesso são compartilhados. Esses recursos comuns precisam ser mantidos, assim como o conjunto de práticas que os governam e preservam. No entanto, a rápida transição da Geórgia para um sistema político neoliberal na década de 1990 resultou em uma nova compreensão desses bens comuns — recursos que passaram a ser vistos como abertos à mercantilização e à individualização. Por serem recursos finitos, esses bens comuns precisam ser sustentados, nutridos e geridos por comunidades e profissionais. Profissionais de arquitetura, urbanismo e instituições estatais têm um papel fundamental a desempenhar na recuperação dos bens comuns — o que se mostra ainda mais urgente em Tbilisi.
No dia 16 de abril, teve início oficialmente a construção do Estádio de Futebol de Guangzhou Evergrande. Com capacidade para 100 mil torcedores, esta arena profissional tem conclusão prevista para o final de 2022 na região sul de Guangzhou. Uma vez concluída, sua escala superará a do Camp Nou — estádio do FC Barcelona na Espanha —, tornando-se o maior estádio de futebol de alto nível do mundo, além de um novo marco urbano.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126698/comecam-as-obras-do-maior-estadio-de-futebol-do-mundo-em-guangzhou-design-figurativo-de-lotus-gera-polemicaMilly Mo
Projeto de cidade inteligente “The Infinite City” para a nova capital da Indonésia. Imagem cortesia de AntiStatics Architecture
Apresentados como parte de concursos internacionais, os melhores projetos não construídos desta semana reúnem propostas premiadas enviadas por nossos/as leitores/as. Destacando, como de costume, abordagens diversas de várias partes do mundo, o ArchDaily reúne neste artigo uma seleção curada de propostas culturais, cívicas e urbanas.
Em Cingapura, um projeto de reutilização adaptativa transforma uma antiga usina de energia em um hub industrial criativo, enquanto na Indonésia, o desenho de uma cidade inteligente para a nova capital gera um ambiente ecologicamente responsável. Além disso, o escritório Kjellander Sjöberg projeta e desenvolve uma quadra urbana original em Estocolmo, e o TheeAe imagina uma prefeitura para a China. Outras propostas incluem uma superfície inteiramente refletora para uma praça pública na Itália, um novo distrito urbano em Tampere, na Finlândia, um edifício universitário em Varsóvia e uma escola de arte contemporânea em Viena.
A cidade como a conhecemos está colapsando e é incapaz de propor novas alternativas de vida. O vírus está nos obrigando a assimilar o esgotamento das edificações que compõem a cidade e dos sistemas sobre os quais foi concebida toda a urbe em si mesma. Atividades básicas separadas por quilômetros de distância em ruas intransitáveis, galpões e galerias como invólucros fechados e climatizados artificialmente que já não admitem aglomerações — e que, consequentemente, tornam-se inacessíveis —, cápsulas infra-humanas empilhadas em torres que não contemplam espaços abertos, áreas comuns ou natureza, onde praticamente não há contato com o exterior, serão cada vez mais disfuncionais com o passar do tempo.
Os idealizadores do Design District divulgaram novas imagens do futuro polo criativo no coração de Greenwich Peninsula. Projetado por um coletivo de oito renomados escritórios de arquitetura, com paisagismo de Schulze+Grassov, o projeto visa reunir startups, artistas e empreendedores de diversos setores, criando um novo bairro criativo para Londres.
Dezoito Silos → Apartamentos de Especialistas. Image Courtesy of HPP
Junto com a Cidade da Ciência de Zhongguancun e a Cidade da Ciência do Futuro, a Cidade da Ciência de Huairou foi classificada pelo Conselho de Estado como um dos três grandes polos científicos para consolidar a capital chinesa como centro nacional de inovação tecnológica. Com a instalação oficial do Instituto de Pesquisa em Matemática Aplicada Yanqi Lake de Pequim na Cidade da Ciência de Huairou, a região passou a atrair a atenção de escritórios de arquitetura nacionais e internacionais. Recentemente, o consórcio formado pela HPP e pelo Instituto de Design Arquitetônico de Pequim (BIAD) venceu o concurso internacional para o plano conceitual de revitalização da antiga fábrica de cimento Jinyu Xingfa, que abrigará o instituto de matemática.
Com uma área total de 61,35 hectares e uma área construída de 182.200 metros quadrados acima do solo, o projeto já teve o paisagismo do entorno revitalizado. A mina adjacente, com suas estruturas rochosas preservadas após a exploração, foi convertida em um parque ecológico. Os rejeitos remanescentes da desativação da fábrica deram lugar a muros paisagísticos, complementados por novos mirantes em aço corten, conferindo uma forte identidade industrial ao cenário montanhoso. No interior do complexo, foram preservadas 54 estruturas históricas — incluindo silos de cimento, passarelas técnicas aéreas e galpões de tijolo aparente —, somando cerca de 70.000 metros quadrados de área construída requalificada.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126741/hpp-plus-biad-revitalizam-fabrica-de-cimento-de-huairou-revelado-o-projeto-do-instituto-de-matematica-aplicada-do-lago-yanqi-de-pequim韩爽 - HAN Shuang
O escritório JOA tem a honra de participar da Bi-City Biennale of Urbanism\Architecture 2019 (Shenzhen). Sempre adotamos uma perspectiva orientada pela pesquisa como ponto de partida de nossos projetos, buscando aprofundar a narrativa por trás da arquitetura e apresentá-la ao público por meio de exposições. Nossa compreensão do mundo futuro fundamenta-se mais na perspectiva da arquitetura do que na de filmes de ficção científica. De fato, a premissa de vislumbrar o futuro consiste em discutir as dores sociais do presente para, a partir disso, propor reflexões críticas em uma dimensão futura — o que chamamos de projeto "O Pós-Antropoceno".
https://www.archdaily.com.br/pt/1126743/o-pos-antropoceno-exposicao-da-joa-vislumbra-a-vida-em-um-futuro-dificilJust Open Architecture
Após um concurso internacional, a fabricante de luvas de látex Supermax selecionou o escritório Szczepaniak Astridge para projetar sua nova sede na Malásia. A maior fornecedora mundial de luvas médicas e EPIs registrou um aumento na demanda este ano devido à pandemia de coronavírus e precisa expandir suas instalações para acompanhar esse crescimento.
O coletivo de estudantes Post_Arq, do Museu de Arquitetura Leopoldo Rother da Universidad Nacional de Colombia, compartilhou conosco a entrevista realizada com o docente da Universidad Nacional de Colombia, Pablo Gamboa Samper. O diálogo integra uma série com sete arquitetos/as colombianos/as, que inclui nomes de destaque como Sebastián Serna, Santiago Pradilla, Lorenzo Castro e Fernando de la Carrera, entre outros/as cujos depoimentos serão publicados em seu canal.
Como parte de uma iniciativa promovida pelo escritório mexicano de arquitetura REVOLUTION Arquitectura e pela Cruz Vermelha Mexicana, surge o Pavilhão de Habitação Temporária para Profissionais da Saúde, um projeto desenvolvido para proteger e acolher os/as profissionais do setor de saúde no México.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126752/pavilhao-de-habitacao-temporaria-para-profissionais-da-saude-no-mexico-diante-da-covid-19-por-revolution-arquitecturaArchDaily Team
Neste breve vídeo do Louisiana Channel, Junya Ishigami fala sobre Tóquio e o que considera os traços marcantes dessa metrópole vibrante e diversa. Ao comentar sobre o que mais lhe agrada na cidade, o renomado arquiteto japonês destaca o policentrismo de Tóquio e explica como sua constituição por diferentes pequenas cidades permite preservar características locais bastante fortes.
Será que os/as arquitetos/as de hoje ainda vivem nas expressões dos edifícios que projetam? Se um "carro para habitar" testa as possibilidades permitidas pela duplicidade na arquitetura, um olhar sobre o processo de projeto atual dos escritórios de arquitetura nos leva a considerar o potencial do pensamento criativo e a romper com a estrutura que o define. Hoje, parece que a atitude de se afastar da singularidade pertence não apenas aos escritórios de engenharia e técnicos, mas frequentemente também a jovens escritórios de projeto com forte sensibilidade projetual.
A difusão das estruturas corporativas de escritórios nos últimos anos, que tentam se distanciar da visão de um único Grande Arquiteto do Universo, pode ser apreciada em uma abordagem "não autoral". Essa abordagem assume a ideia de anonimato, que já foi interpretada primeiro na literatura e na arte, e depois no design "no-logo". Essa nova forma de democracia na criatividade parece ser não apenas uma maneira de se adaptar à escassez de recursos, mas, antes de tudo, uma ferramenta útil para experimentar novas hipóteses na arquitetura. Hoje, grande parte dos edifícios construídos no planeta é realizada por grandes corporações: estruturas de projeto organizadas de modo a reunir arquitetos/as, engenheiros/as, economistas, designers e outros/as profissionais. O mundo da prática arquitetônica "pura" costuma se distanciar de tais situações. No entanto, a abordagem de escritórios jovens sem um/a líder único/a nos incita a investigar a "pluralidade" como o terreno a partir do qual se desenham fragmentos do futuro.
O Bangladesh construiu uma nova onda de arquitetura cultural na última década. Vinculados a influências de projeto de toda a região de Bengala e do subcontinente indiano como um todo, os edifícios modernos do país erguem-se ao lado de monumentos que remontam a milhares de anos. Com uma arquitetura enraizada na religião, na história e na cultura, os projetos contemporâneos apoiam-se no passado para imaginar um novo futuro para o Bangladesh e suas cidades.