Martha Pomasonco, vencedora do RIBA Norman Foster Travel Grant 2023. Imagem via RIBA
O Instituto Real de Arquitetos Britânicos (RIBA) anunciou que Martha Pomasonco, da Universidade de Lima, no Peru, foi selecionada como vencedora do subsídio de viagem RIBA Norman Foster 2023, em reconhecimento ao seu destacado projeto intitulado "Barrios Melhorados".
Nos últimos anos, experimentamos o crescimento acelerado dos dados da Era Digital, os quais estão afetando profundamente o ambiente físico e cuja proliferação descontrolada continuará reconfigurando e alterando a paisagem. No entanto, esses impactos podem não ser imediatamente aparentes. À medida que a dependência das tecnologias digitais aumenta, torna-se importante considerar as consequências associadas à geração de dados.
Matt Woods se orgulha de praticar o "design para a desconstrução", que consiste em criar espaços e edifícios que podem ser facilmente desmontados ao final de um projeto. Essa filosofia é influenciada pela alta rotatividade no setor de hospitalidade, onde Woods atua com frequência. Ele considera fatores como materiais e elementos funcionais fáceis de desmontar, como o uso de parafusos em vez de pregos ou colas. Woods também foca na reutilização de materiais de projetos anteriores e na colaboração com empresas de reciclagem para minimizar o desperdício.
Longe de ser uma tipologia arquitetônica tão complexa quanto o termo sugere, o "clerestório" é uma aglutinação simples — embora lexicalmente vaga — das palavras "clear" (claro) e "story" (pavimento/andar). O termo designa uma seção da parede que contém janelas ou aberturas acima da altura dos olhos. Muitas vezes, assume-se que a palavra tenha um contexto religioso. Afinal, historicamente os clerestórios surgiram nos níveis superiores de igrejas romanas, templos hebreus e na arquitetura paleocristã. Além disso, as referências mais antigas que temos a esse recurso provêm de textos religiosos.
Hoje em dia, as estruturas religiosas são frequentemente caracterizadas pela luz que suas janelas altas deixam entrar, tanto figurada quanto literalmente, vinda de uma fonte superior. Na Capela CES em Taiwan, por exemplo, "a luz se difunde pelo clerestório de vidro e ilumina a abside ao longo do dia", explica o escritório JJP Architects & Planners, sobre um conceito de design de interiores focado na iluminação natural: "a capela é preenchida por uma aura espiritual, com uma cruz brilhante projetada profundamente no espaço".
A Rebuild Foundation, dirigida pelo artista Theaster Gates, converterá a Escola Primária St. Laurence em um novo hub de artes de 40 mil metros quadrados em Chicago. A antiga escola de ensino fundamental está desocupada e será transformada em um espaço de confluência cultural. Com inauguração prevista para 2024, o projeto de adaptação adaptativa expande o programa do antigo edifício e promove o que os organizadores chamam de educação criativa.
Uma forma de empregar a cor é através da monocromia, uma técnica de design que consiste em utilizar uma única tonalidade ou cor em um espaço. Na arquitetura, a monocromia é uma ferramenta poderosa que permite criar um jogo de diferentes tonalidades a partir do uso de luzes e sombras, gerando espaços que oferecem experiências únicas a seus habitantes.
Uma aparente fragilidade mobiliza a forma de ocupação do cenário construído para a exposição Taib: uma história do teatro, sobre o Teatro de Arte Israelita Brasileiro, fundado em 1960 e construído no subsolo da Casa do Povo, centro cultural no Bom Retiro, em São Paulo. Com expografia do coletivo Goma Oficina — Associação transdisciplinar de design, arquitetura e arte — o teatro é encenado no primeiro andar, de forma a apresentar a potente história de sobrevivência e re-existência da poesia dos povos judeus a despeito da perseguição e violência sofrida pelo governo nazista até o fim da Segunda Guerra Mundial.
Imagem por Hsiang-Peng Chang, 2022. Imagem cortesia de A' Design Award & Competition
O A' Design Awards concluiu recentemente seu ciclo de 2022-2023, premiando centenas de projetos de várias categorias e de todas as partes do mundo. Sendo uma das principais competições internacionais de design com júri do mundo, seu objetivo é reconhecer e promover o melhor do design global em diversas disciplinas criativas. Com mais de 100 categorias — incluindo Design de Mobiliário; Arquitetura, Edificações e Design de Estruturas; Design de Espaços Interiores e de Exposições, entre outras —, a premiação está atualmente com as inscrições abertas para o ciclo de 2023-2024.
James Wines, arquiteto de Nova York e artista ambiental, tem se dedicado a uma espécie de missão. Ele acredita que a arquitetura precisa ser libertada de si mesma. Esse ato de libertação se expressa em muitos dos projetos radicais que ele e sua empresa, SITE (Sculpture In The Environment), realizaram em 11 países. Wines é mundialmente famoso por projetos como Ghost Parking Lot (Hamden, CO, 1977), Highrise of Homes (projeto teórico, 1981), Highway 86 (Vancouver, Canadá, 1986), Fondazione Pietro Rossini Pavilion (Briosco, Itália, 2008) e o Showroom da Off-White para Virgil Abloh (Ginza, Tóquio, 2021). A própria essência do trabalho do arquiteto se expressa em suas fascinantes lojas para a BEST Products Company, o foco principal de nossa conversa realizada via Zoom em 10 de agosto de 2022, após muitos de nossos encontros presenciais.
Da mudança das estações às interações dos usuários, existe uma infinidade de facetas do projeto arquitetônico que podem ser representadas por meio do cinema, e muitos fotógrafos entraram nessa dimensão em diferentes formatos: documentários, performances roteirizadas, time-lapses, entre outras abordagens que você pode conferir na nossa seção de vídeos.
Desenvolvido pela GXN para o Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2023 em Copenhague, o Pavilhão (P)RECAST explora a possibilidade de reutilizar elementos de concreto pré-moldado de edifícios existentes para promover a circularidade e reduzir as emissões de carbono na indústria da construção. O pavilhão exibe elementos de concreto recuperados ao lado de vigas de madeira de 200 anos, destacando seu valor estético e estrutural. Seguindo a mesma motivação, mas por meio de uma abordagem diferente, o MEE Studio desenvolveu a Cabana Regenerativa, uma estrutura que explora o uso aplicado de materiais biogênicos regenerativos para reduzir as emissões de carbono associadas aos materiais de construção.
Desde que as restrições impostas pela pandemia foram suspensas, a Europa tem experimentado um aumento no turismo, com milhões de pessoas visitando alguns de seus destinos mais atraentes, como Veneza, Barcelona e Paris. O grande número de visitantes tem sido um desafio para as cidades. A superlotação afeta a população local, o desenvolvimento urbano e até mesmo os ecossistemas naturais ao redor das áreas urbanas. Na tentativa de limitar esse fluxo, algumas das cidades mais populares da Europa estão adotando diversas medidas para lidar com a superlotação e os subsequentes problemas sociais e infraestruturais. As medidas incluem multas, taxas de entrada e horários específicos para impor algumas restrições.
Durante a visita à 18ª Exposição Internacional de Arquitetura de Veneza, o ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Sevince Bayrak e Oral Göktaş, fundadores do escritório SO? Architecture and Ideas, com sede em Istambul, e responsáveis pela curadoria do Pavilhão da Turquia. A exposição, intitulada Ghost Stories: Carrier Bag Theory of Architecture, explora o estado e o potencial oculto de edifícios abandonados por toda a Turquia, buscando propostas mais promissoras para o futuro. A conversa começou com uma reflexão sobre a situação dessas estruturas esquecidas e seu potencial latente, abordando em seguida as intenções por trás da exposição em Veneza e a mensagem da curadoria para o público geral.
Sabe-se que a exposição a mais espaços verdes e a um ar mais puro gera impactos profundos na saúde e na psicologia humana. Esse tipo de contato está associado à redução do estresse, à melhora da função cognitiva e ao estímulo à criatividade. Esses santuários oferecem alívio, permitindo que o ser humano se reconecte com o mundo natural. Servindo frequentemente como refúgios da agitação urbana, essas residências variam de casas de veraneio a moradias para a aposentadoria. Diante disso, à medida que o apelo global por práticas sustentáveis se torna mais urgente, o papel dos elementos naturais na arquitetura passa a ser imperativo.
O conceito de sustentabilidade social está cada vez mais presente nas discussões arquitetônicas contemporâneas à medida que a valorização dos usuários — por meio de necessidades subjetivas e não estáticas — tem se tornado protagonista no momento da concepção projetual. A sustentabilidade social na arquitetura trata, portanto, de projetar e construir edifícios e espaços urbanos que promovam o bem-estar, a inclusão e a coesão das comunidades. Ela se concentra na criação de ambientes que viabilizem interações sociais positivas, apoiem diversas necessidades e melhorem a qualidade de vida geral das pessoas que habitam e usam esses espaços. Uma arquitetura socialmente sustentável considera os aspectos sociais, culturais, econômicos e de saúde de uma comunidade, com o objetivo de enfrentar os desafios sociais e proporcionar benefícios de longo prazo aos moradores.
Para muitos arquitetos e arquitetas, a forma mais instintiva de passar uma ideia para o papel é através do desenho. Desde rápidos esboços no guardanapo durante a pausa para um café até diagramas mais elaborados que sistematizam uma série de soluções arquitetônicas, os desenhos são ferramentas recorrentes e essenciais no processo de um projeto de arquitetura, mas nem sempre os traços dão conta de transmitir com a clareza desejada determinado conceito.
Sons, cheiros, sentimentos e sensações dificilmente costumam ser traduzidos apenas na forma de desenho. Escalas humanas nem sempre dão conta de passar a dimensão de determinados elementos, exigindo o auxílio de indicações numéricas mais precisas. Legendas costumam ser usadas para definir espaços e especificar elementos arquitetônicos e, quando o celular ou a calculadora não está ao alcance, os desenhos também podem dividir o espaço do papel com cálculos rápidos. Muitas são as situações em que a escrita é combinada ao traço em uma ferramenta de comunicação híbrida, em que a subjetividade ou abstração do desenho é amparada por uma certa assertividade das palavras e números.
Diante da crise ambiental que vivemos atualmente e da necessidade de mitigar os efeitos das mudanças climáticas, torna-se cada vez mais importante e imperativa a adoção de fontes de energia limpas e renováveis, como a energia solar, em projetos de arquitetura. Sendo um país com abundância de incidência solar ao longo do ano, o Brasil tem um enorme potencial para aproveitar essa fonte de energia que, ano após ano, tem se tornado uma opção cada vez mais atrativa e viável no cenário brasileiro. Uma das tipologias favorecidas é a residencial, que tem ganhado destaque devido aos inúmeros benefícios que a energia solar pode oferecer tanto aos moradores quanto ao meio ambiente.
Frente às urgências climáticas do planeta, campos diversos estão pressionados a reformular seus funcionamentos e atuações, e a arquitetura não está de fora. Afinal, o ambiente construído e a indústria da construção civil são responsáveis por uma porcentagem considerável da emissão de gás carbono na atmosfera. Repensar e reestruturar a cadeia construtiva – do projeto à execução – é a ordem do dia para os profissionais envolvidos com construção.
A arquitetura tem probabilidade de existir em qualquer lugar ou espaço físico habitado por seres humanos. Além disso, nossa curiosidade inerente e espírito exploratório constituem um aspecto integral da humanidade. Impulsionados por nossa capacidade inventiva, nos aventuramos em cenários futuros que podemos explorar como indivíduos e sociedade. Consequentemente, a possibilidade de um futuro no espaço tem despertado a imaginação de cientistas e designers, resultando em projetos conceituais e de ficção científica onde os seres humanos habitam o espaço.
A capacidade inventiva e imaginativa humana pode ser rastreada através do trabalho de artistas como Jean-Marc Côté, que, no início do século XX, imaginou uma série de ilustrações retrofuturistas retratando como seria a vida no ano 2000. Há também referências literárias notáveis, como as obras de Ursula K. Le Guin, renomada por sua ficção especulativa que explora a jornada da humanidade como uma espécie que viaja pelo espaço. Sem dúvida, o futuro e o espaço são dois tópicos cativantes que inspiraram o desenvolvimento de uma visão de longo prazo para a sociedade no espaço.
https://www.archdaily.com.br/pt/1004364/arquitetura-para-habitar-o-espaco-estruturas-reconfiguraveis-para-ambientes-adaptativosEnrique Tovar
O tópico da Inteligência Artificial (IA) tornou-se onipresente em diversos noticiários, abrangendo tanto o entretenimento como o trabalho. Esse fenômeno também se estende ao campo da arquitetura e do urbanismo. O surgimento do Chat GPT evidenciou o potencial transformador dessa tecnologia, sobretudo sobre a linguagem, gerando preocupações sobre o possível impacto na forma como trabalhamos atualmente.
O Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e cotidiano. Apresentado pela dupla de arquitetura David Lee e Marina Bourderonnet, o programa recebe diferentes profissionais das áreas criativas em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Os temas abordados variam de forma honesta e bem-humorada: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para profissionais de design, análises de edifícios e projetos, ou reflexões descontraídas sobre a vida cotidiana e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, do escritório FAME Architecture & Design, recebem o designer e educador Andrew Kudless, fundador do Matsys. Juntos, eles discutem os fundamentos da Inteligência Artificial (I.A.) generativa; como ele ensina a usar o Midjourney; o papel potencial dessa tecnologia na arquitetura; a evolução da profissão de arquiteto/a; como os/as estudantes podem aproveitar ao máximo essas ferramentas, entre outros assuntos.
Modelos físicos do projeto City Block. Imagem cortesia de SCI-Arc
Apresentar possíveis carreiras futuras a estudantes do ensino médio é fundamental para que vislumbrem seus próximos anos de vida. Por meio de um programa de verão imersivo de quatro semanas, o Design Immersion Days (DID) oferece a jovens estudantes uma imersão profunda em experimentações de design e arquitetura, com o objetivo de despertar sua curiosidade pela área. O programa combina uma introdução ao conhecimento básico de design e habilidades de pensamento crítico, além de familiarizá-los/as com a ampla cultura de arquitetura e design de Los Angeles.
O SCI-Arc é conhecido por sua abordagem inovadora, caracterizada por incentivar os/as estudantes a liderarem a reimaginação dos limites da arquitetura. Por meio de seus programas juvenis e de verão, a instituição conecta-se, tanto local quanto internacionalmente, com pessoas interessadas no futuro da disciplina, oferecendo-lhes ferramentas de design e pensamento arquitetônico.
Existem momentos em que os arquitetos levam o processo projetual para além de sua prática e envolvem potenciais usuários, o que expande o escopo do projeto e se mostra fundamental para o desenvolvimento da obra. Baseando-se no conhecimento, habilidades e opiniões de uma comunidade, o projeto se torna mais adequado às suas necessidades e melhor projetado para se adequar ao contexto local. Torna-se uma plataforma de intercâmbio cultural e cria um senso geral de pertencimento nas comunidades.
O design participativo é um processo que pode ser aplicado em todas as escalas da arquitetura, desde casas e escritórios até espaços públicos e intervenções urbanas. Ao examinar vários projetos pelo viés da colaboração comunitária com arquitetos, temos uma compreensão mais profunda do valor desse processo projetual. Ele divide os princípios teóricos participativos de colaboração, co-criação e capacitação em exemplos acionáveis e eventos pragmáticos. Esses projetos exemplificam as contribuições dos usuários para o processo projetual, seja com planejamento espacial e urbano ou com materiais e técnicas de construção locais.
Desde sua estreia em 1959 pela Mattel, a Barbie transformou a indústria de brinquedos e se tornou um ícone da cultura popular. Três anos depois, a primeira Casa de Boneca Barbie foi criada, um lar para Barbie representando sua vida doméstica. Ao longo dos últimos 60 anos, as Casas da Barbie mudaram e evoluíram, cada versão adotando as tendências arquitetônicas e de design da época em que foi produzida. De fato, cada uma é uma mistura única de história, política, cultura popular, tendências e estilos de design que definem a arquitetura como a conhecemos.