Romullo Baratto

Romullo Baratto é arquiteto, doutor em arquitetura pela FAUUSP e Gerente Editorial do ArchDaily Global. Coordenou a equipe editorial da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo em 2017 e atuou como Gerente Editorial do ArchDaily Brasil entre 2019 e 2024, período em que a plataforma conquistou o Prêmio FNA, tornando-se o primeiro veículo de mídia a receber a honraria. Colaborou na edição do livro "Concrete Jungle", publicado pela gestalten, e foi responsável pela curadoria de exposições de arquitetura no Brasil, Chile, Dinamarca e Itália, além de ter realizado palestras e moderações de debates na Espanha, Estados Unidos e Portugal. Sua tese de doutorado, intitulada "Comoções", investiga as paisagens urbanas de São Paulo a partir do cinema. Seu trabalho articula pesquisa acadêmica e prática editorial, comunicando a arquitetura por meio de textos, entrevistas, curadoria e fotografia. Siga no Instagram @romullobf.

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR
↓

O Encontro e a Criação de Lugares: Foco Editorial de Janeiro do ArchDaily

Acesso exclusivo | 

Muito antes de a arquitetura assumir a forma de paredes, coberturas ou cidades, ela reunia as pessoas em torno do fogo. A simples fogueira foi um dos primeiros dispositivos espaciais da humanidade: um lugar de calor, alimento, contação de histórias e rituais. Ao seu redor, o espaço tomava forma pela proximidade, e não pelo fechamento; pela presença compartilhada, e não pelo uso prescrito. O fogo organizava os corpos em círculo, promovia alianças e transformava a sobrevivência em vida coletiva. Hoje, essa lógica ancestral persiste: a arquitetura tem o potencial de aproximar as pessoas não ao ditar como devem se reunir, mas ao criar as condições que tornam possível o estar junto.

Este mês, o ArchDaily explora Estar Junto e a Criação do Lugar, um tema que examina a arquitetura como um suporte para a inclusão, o cuidado e o pertencimento. O tema se alinha à primeira edição do ArchDaily Student Project Awards, prêmio que aborda o cuidado sob uma perspectiva coletiva, concentrando-se em espaços que estimulam melhores formas de convivência. Olhando além dos espaços de encontro icônicos, a cobertura editorial considera ambientes do cotidiano — de mercados públicos e mesas coletivas a praças de bairro, terceiros lugares, contextos domésticos e ambientes digitais ou híbridos de convivência remota. Em vez de tratar o estar junto como um programa rígido, o especial questiona como o desenho do espaço pode apoiar a abertura, a diversidade e a vida coletiva sem impor formas homogêneas de encontro.

O Encontro e a Criação de Lugares: Foco Editorial de Janeiro do ArchDaily - Image 1 of 4O Encontro e a Criação de Lugares: Foco Editorial de Janeiro do ArchDaily - Image 2 of 4O Encontro e a Criação de Lugares: Foco Editorial de Janeiro do ArchDaily - Image 3 of 4O Encontro e a Criação de Lugares: Foco Editorial de Janeiro do ArchDaily - Image 4 of 4O Encontro e a Criação de Lugares: Foco Editorial de Janeiro do ArchDaily - Mais Imagens+ 5

Melhores Artigos de 2025: Práticas Plurais, Respostas Ambientais e uma Arquitetura do Cuidado

Acesso exclusivo | 

Ao longo dos últimos anos, o discurso arquitetônico tem sido moldado pela emergência de novas vozes, territórios redescobertos e por um compromisso crescente com formas compartilhadas de conhecimento. Essas preocupações permanecem plenamente presentes em 2025 como debates contínuos que ganham cada vez mais densidade e nuance. Questões sobre quem produz arquitetura, a partir de quais contextos e sob quais condições continuam centrais, cada vez mais informadas por práticas que operam de forma coletiva, interdisciplinar e para além da autoria individual.

Essa continuidade se reflete em como a arquitetura é entendida menos como um objeto acabado e mais como um processo contínuo integrado a sistemas sociais, culturais e ambientais. Persistem as discussões sobre agência, participação e produção de conhecimento, acompanhadas de uma atenção contínua a contextos rurais, periféricos e historicamente marginalizados. Em vez de privilegiar uma única escala ou geografia, a arquitetura é abordada como uma prática que transita entre territórios, reconhecendo as condições desiguais que moldam como os espaços são projetados, construídos, mantidos e habitados.

Melhores Artigos de 2025: Práticas Plurais, Respostas Ambientais e uma Arquitetura do Cuidado - Image 1 of 4Melhores Artigos de 2025: Práticas Plurais, Respostas Ambientais e uma Arquitetura do Cuidado - Image 2 of 4Melhores Artigos de 2025: Práticas Plurais, Respostas Ambientais e uma Arquitetura do Cuidado - Image 3 of 4Melhores Artigos de 2025: Práticas Plurais, Respostas Ambientais e uma Arquitetura do Cuidado - Image 4 of 4Melhores Artigos de 2025: Práticas Plurais, Respostas Ambientais e uma Arquitetura do Cuidado - Mais Imagens+ 31

Frank Gehry, arquiteto visionário do Guggenheim Bilbao, morre aos 96 anos

Frank Gehry, um dos nomes mais influentes e reconhecidos da arquitetura das últimas seis décadas, faleceu em sua residência em Santa Monica aos 96 anos. Sua chefe de gabinete, Meaghan Lloyd, confirmou que a causa foi uma breve doença respiratória. A morte de Gehry marca a partida de um designer cujo trabalho transformou não apenas a cultura arquitetônica, mas a imaginação global sobre o que um edifício pode ser.

Frank Gehry, arquiteto visionário do Guggenheim Bilbao, morre aos 96 anos - Image 1 of 4Frank Gehry, arquiteto visionário do Guggenheim Bilbao, morre aos 96 anos - Image 2 of 4Frank Gehry, arquiteto visionário do Guggenheim Bilbao, morre aos 96 anos - Image 3 of 4Frank Gehry, arquiteto visionário do Guggenheim Bilbao, morre aos 96 anos - Image 4 of 4Frank Gehry, arquiteto visionário do Guggenheim Bilbao, morre aos 96 anos - Mais Imagens+ 6

O Ano em Retrospectiva: Foco Editorial de Dezembro do ArchDaily

Acesso exclusivo | 

Dos pavilhões de Osaka e Veneza, às mesas-redondas de Belém, mais um ano chega ao fim. Dezembro nos convida a fazer uma pausa e olhar para trás, revisitando os momentos que definiram a arquitetura e as cidades em 2025. Refletir não é apenas um ato de memória, mas de prospecção — uma forma de compreender por onde passamos para imaginar os caminhos seguintes. Das narrativas culturais em transformação às inovações materiais e tecnológicas, o ano que passou destacou a importância da experimentação e da adaptação em todo o ambiente construído.

Este mês, o ArchDaily explora a Retrospectiva do Ano, reunindo as histórias, ideias e vozes mais marcantes dos últimos meses. Nossa cobertura revisita os projetos, entrevistas e ensaios que moldaram o debate, ao mesmo tempo que reconhece os/as arquitetos/as e pensadores/as que deixaram um impacto duradouro na disciplina. Além disso, lançamos um olhar para o futuro, identificando os projetos e temas mais aguardados para 2026 e os caminhos emergentes que eles sugerem.

O Ano em Retrospectiva: Foco Editorial de Dezembro do ArchDaily - Imagem 1 de 4O Ano em Retrospectiva: Foco Editorial de Dezembro do ArchDaily - Imagem 2 de 4O Ano em Retrospectiva: Foco Editorial de Dezembro do ArchDaily - Imagem 3 de 4O Ano em Retrospectiva: Foco Editorial de Dezembro do ArchDaily - Imagem 4 de 4O Ano em Retrospectiva: Foco Editorial de Dezembro do ArchDaily - Mais Imagens+ 4

Wang Shu e Lu Wenyu são nomeados curadores da Bienal de Arquitetura de Veneza 2027

A La Biennale di Venezia anunciou que a dupla de arquitetura formada por Wang Shu e Lu Wenyu fará a curadoria da 20ª Exposição Internacional de Arquitetura, com abertura em maio de 2027. À frente do Amateur Architecture Studio e com papel de destaque na prática contemporânea, a dupla é reconhecida por uma abordagem fundamentada no fazer artesanal, no reuso de materiais e em uma profunda conexão com o lugar. Sua nomeação direciona as atenções novamente para os saberes vernaculares, as culturas construtivas e as realidades sociais que moldam a arquitetura hoje.

Wang Shu e Lu Wenyu são nomeados curadores da Bienal de Arquitetura de Veneza 2027 - Image 1 of 4Wang Shu e Lu Wenyu são nomeados curadores da Bienal de Arquitetura de Veneza 2027 - Image 2 of 4Wang Shu e Lu Wenyu são nomeados curadores da Bienal de Arquitetura de Veneza 2027 - Image 3 of 4Wang Shu e Lu Wenyu são nomeados curadores da Bienal de Arquitetura de Veneza 2027 - Image 4 of 4Wang Shu e Lu Wenyu são nomeados curadores da Bienal de Arquitetura de Veneza 2027 - Mais Imagens+ 1

Construir Menos: Foco Editorial de Novembro do ArchDaily

Acesso exclusivo | 

Como defendia o falecido urbanista Jaime Lerner, o futuro da arquitetura não está em construir novas cidades, mas em atualizar as já existentes. Em um mundo no qual os recursos são finitos e o espaço urbano está cada vez mais saturado, sua afirmação parece mais urgente do que nunca. Ela convoca os/as arquitetos/as a olharem para dentro, a repensarem o que realmente precisa ser construído e a reconhecerem o potencial criativo do que já existe. Nas limitações das estruturas existentes reside a oportunidade de projetar de forma diferente: reparar, adaptar e reutilizar. Ou, como diria o poeta francês Louis Aragon, reinventar o passado para ver a beleza do futuro.

Este mês, o ArchDaily explora Construir Menos: Repensar, Reutilizar, Renovar, Readaptar, um tema que examina a crescente mudança na arquitetura em direção ao trabalho com o que já existe. À medida que os espaços urbanos se tornam mais densos e a terra se torna escassa, os/as arquitetos/as repensam o impulso de construir do zero. Em vez disso, prolongam a vida útil das estruturas existentes, adotando o retrofit e a reutilização adaptativa como estratégias de sustentabilidade e criatividade. A pergunta que orienta esta exploração é simples, porém urgente: como a arquitetura pode redefinir os futuros urbanos construindo menos?

Construir Menos: Foco Editorial de Novembro do ArchDaily - 1 的图像 4Construir Menos: Foco Editorial de Novembro do ArchDaily - 2 的图像 4Construir Menos: Foco Editorial de Novembro do ArchDaily - 3 的图像 4Construir Menos: Foco Editorial de Novembro do ArchDaily - 4 的图像 4Construir Menos: Foco Editorial de Novembro do ArchDaily - Mais Imagens+ 4

Conheça os vencedores das categorias do Prêmio de Desenho de Arquitetura 2025

A oitava edição do The Architecture Drawing Prize revelou seus 15 trabalhos vencedores, após uma reestruturação radical de seus critérios de avaliação para refletir as transformações na representação arquitetônica. Pela primeira vez, a premiação avaliou todas as propostas em conjunto, em vez de dividi-las por categorias, incorporando a crescente influência das ferramentas digitais e de inteligência artificial (IA) no processo criativo.

Lançado em 2017 e cocurado pelo escritório Make Architects, pelo Sir John Soane's Museum e pelo World Architecture Festival (WAF), o prêmio celebra a arte e a técnica do desenho de arquitetura em diversas formas de criação. Patrocinada pelo Iris Ceramica Group e com o ArchDaily como parceiro de mídia, a edição deste ano atraiu um recorde de mais de 200 inscrições do mundo todo. Os desenhos foram avaliados por sua habilidade técnica, originalidade e capacidade de transmitir ideias arquitetônicas por meio de diferentes técnicas, que vão do desenho tradicional à mão livre a composições híbridas complexas.

Conheça os vencedores das categorias do Prêmio de Desenho de Arquitetura 2025 - Image 1 of 4Conheça os vencedores das categorias do Prêmio de Desenho de Arquitetura 2025 - Image 2 of 4Conheça os vencedores das categorias do Prêmio de Desenho de Arquitetura 2025 - Image 3 of 4Conheça os vencedores das categorias do Prêmio de Desenho de Arquitetura 2025 - Image 4 of 4Conheça os vencedores das categorias do Prêmio de Desenho de Arquitetura 2025 - Mais Imagens+ 1

Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025 analisa a tecnosfera e o impacto humano na Terra

Acesso exclusivo | 

Trinta trilhões de toneladas. Esta é a massa estimada de toda a matéria criada pelo ser humano na Terra, e também o ponto de partida da 7ª edição da Trienal de Arquitetura de Lisboa. Curada por Ann-Sofi Rönnskog e John Palmesino, fundadores da Territorial Agency, a edição propõe uma pergunta aparentemente simples: Quão pesada é uma cidade? Para respondê-la, não basta reunir dados. É necessário um deslocamento de percepção: passar da escala da cidade para a dimensão planetária da tecnosfera.

A tecnosfera, um termo emprestado das ciências da Terra, define o vasto sistema de infraestruturas, tecnologias e materiais que sustentam a vida humana enquanto transformam o planeta. Sob essa perspectiva, as cidades não são apenas territórios, mas nós densos dentro desse metabolismo planetário. De outubro a dezembro de 2025, Lisboa se torna uma lente para examinar essa magnitude, hospedando três exposições principais (Fluxes, Spectres, Lighter), um livro de ensaios, um programa de palestras e mais de vinte projetos independentes espalhados pela cidade.

Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025 analisa a tecnosfera e o impacto humano na Terra - Image 1 of 4Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025 analisa a tecnosfera e o impacto humano na Terra - Image 2 of 4Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025 analisa a tecnosfera e o impacto humano na Terra - Image 3 of 4Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025 analisa a tecnosfera e o impacto humano na Terra - Image 4 of 4Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025 analisa a tecnosfera e o impacto humano na Terra - Mais Imagens+ 8

Cambará Instituto explora bambu como meio para uma arquitetura afro-brasileira baseada em ancestralidade e práticas coletivas

Acesso exclusivo | 

Uma estrutura de bambu ergue-se como espaço de confluência entre técnica, ancestralidade e prática coletiva. OCO é a primeira obra do Cambará Instituto, organização originada do Projeto Arquitetas Negras, concebida durante uma residência artística no Cerbambu, em Ravena (MG), com apoio do re:arc institute. Ao longo de sete dias de imersão, em julho deste ano, dez arquitetas negras trabalharam ao lado do mestre Lúcio Ventania, explorando o potencial construtivo e simbólico do bambu. O processo culminou na apresentação da obra na 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.

A experiência propôs um reencontro entre práticas arquitetônicas e ciências enraizadas no corpo e na terra. O processo envolveu todas as etapas de produção, da escolha e corte do bambu à cura e montagem, resultando em uma estrutura de seis metros de altura e cinco de diâmetro. O desenho faz referência às xossas do Benin e conta com palhas da costa do país africano em seu topo. A instalação foi ainda "vestida" com 220 mil contas, conhecidas como "lágrimas de Nossa Senhora", confeccionadas por quarenta mulheres idosas em situação de vulnerabilidade social, que vivem na região onde foi realizada a residência artística, fortalecendo vínculos comunitários e econômicos.

Cambará Instituto explora bambu como meio para uma arquitetura afro-brasileira baseada em ancestralidade e práticas coletivas - 1 的图像 4Cambará Instituto explora bambu como meio para uma arquitetura afro-brasileira baseada em ancestralidade e práticas coletivas - 2 的图像 4Cambará Instituto explora bambu como meio para uma arquitetura afro-brasileira baseada em ancestralidade e práticas coletivas - 3 的图像 4Cambará Instituto explora bambu como meio para uma arquitetura afro-brasileira baseada em ancestralidade e práticas coletivas - 4 的图像 4Cambará Instituto explora bambu como meio para uma arquitetura afro-brasileira baseada em ancestralidade e práticas coletivas - Mais Imagens+ 7

ReSa Architects vence o Prêmio Début da Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025

A Trienal de Arquitetura de Lisboa anunciou o escritório indiano ReSa Architects como vencedor da quinta edição do Prêmio Début. O estúdio é reconhecido por sua abordagem coletiva da prática espacial, tratando a arquitetura como um processo de reescrita das relações sociais e corporais. Em edições anteriores, o prêmio reconheceu o trabalho do Vão (Brasil, 2022), Bonell+Dòriga (Espanha, 2019), Umwelt (Chile, 2016) e Jimenez Lai, do Bureau Spectacular (EUA, 2013).

O anúncio foi feito no dia 4 de outubro, durante as festividades de abertura da Trienal, que nesta edição concedeu o Prêmio Carreira à arquiteta paquistanesa Yasmeen Lari, a primeira pessoa do Sul Global a receber a honraria. Lari junta-se a Marina Tabassum (vencedora em 2022), Denise Scott-Brown (2019), à dupla Lacaton & Vassal (2016), Kenneth Frampton (2013), Álvaro Siza (2010) e Vittorio Gregotti (2007).

Bienal de Arquitetura de São Paulo aponta futuros possíveis para um planeta em crise

Acesso exclusivo | 

Há lugares no mundo onde o calor já passa dos cinquenta graus e outros onde a água sobe metros acima do esperado. Enquanto isso, no coração de São Paulo, arquitetos, pesquisadores, artistas e comunidades se reúnem para perguntar: como habitar a Terra em tempos de extremos? É essa a provocação que guia a 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, que ocupa a Oca do Ibirapuera e concentra-se no tema Extremos: Arquiteturas para um Mundo Quente. Mais do que uma exposição, trata-se de um chamado a encarar a crise climática, a desigualdade social e a urgência de reinventar formas de vida.

Diferente de edições anteriores, espalhadas por vários lugares da cidade, os curadores Clevio Rabelo, Jera Guarani, Karina de Souza, Marcella Arruda, Marcos Certo e Renato Anelli optaram por concentrar a edição deste ano sob um mesmo teto, permitindo que a narrativa curatorial se apresente de maneira clara e direta. Todo o percurso está ali, organizado em seções que entrelaçam práticas ancestrais e tecnologias emergentes, experimentações materiais e perspectivas críticas, projetos locais e debates de alcance global. A Oca se torna, assim, uma encruzilhada: sobrepõe miradas arquitetônicas diversas, oferecendo uma plataforma de reflexão coletiva sobre a sociedade e o meio ambiente.

Bienal de Arquitetura de São Paulo aponta futuros possíveis para um planeta em crise - Image 1 of 4Bienal de Arquitetura de São Paulo aponta futuros possíveis para um planeta em crise - Image 2 of 4Bienal de Arquitetura de São Paulo aponta futuros possíveis para um planeta em crise - Image 3 of 4Bienal de Arquitetura de São Paulo aponta futuros possíveis para um planeta em crise - Image 4 of 4Bienal de Arquitetura de São Paulo aponta futuros possíveis para um planeta em crise - Mais Imagens+ 20

A Arquitetura da Cultura Hoje: Foco Editorial de Outubro do ArchDaily

Acesso exclusivo | 

A cultura é o conjunto de saberes e práticas que as pessoas utilizam para se expressar e, de forma coletiva, dar sentido ao mundo. Como lembra a filósofa brasileira Marilena Chauí, a palavra deriva do latim colere, que significa "cuidar de". Nesse sentido, a agricultura significa o cuidado com o solo, enquanto os cultos religiosos representam o cuidado com os deuses. Em sua essência, a cultura é a criação de universos simbólicos, expressos por meio de diferentes linguagens — incluindo a arquitetura — que tecem conexões através do tempo. Ela salvaguarda as memórias do passado ao mesmo tempo que abre novas possibilidades para o futuro.

Este mês, o ArchDaily explora A Arquitetura da Cultura Hoje, propondo uma pergunta central: de que maneira a arquitetura molda a forma como a cultura é produzida, consumida e vivenciada? Este tema examina como a arquitetura ao mesmo tempo molda e responde à vida cultural — desde a permanência de museus, teatros e bibliotecas até a efemeridade de pavilhões, instalações e plataformas virtuais. O foco abrange o papel do/a arquiteto/a na curadoria, cenografia e design de exposições, bem como a representação de espaços culturais no cinema e em meios digitais.

A Arquitetura da Cultura Hoje: Foco Editorial de Outubro do ArchDaily - Image 1 of 4A Arquitetura da Cultura Hoje: Foco Editorial de Outubro do ArchDaily - Image 2 of 4A Arquitetura da Cultura Hoje: Foco Editorial de Outubro do ArchDaily - Image 3 of 4A Arquitetura da Cultura Hoje: Foco Editorial de Outubro do ArchDaily - Image 4 of 4A Arquitetura da Cultura Hoje: Foco Editorial de Outubro do ArchDaily - Mais Imagens+ 6

Tema editorial de setembro: Arquitetura sem limites

Acesso exclusivo | 

Profissionais de arquitetura hoje atuam em múltiplos universos: desde o design de mobiliário, paisagismo e quadras urbanas até a criação de cenários cinematográficos, fotografias e vídeos. Restauram e realizam o retrofit de edifícios antigos em vez de construir do zero, ao mesmo tempo em que escrevem, pesquisam e publicam. Alguns/as projetam espaços virtuais para videogames ou especulam sobre habitats no espaço sideral e subaquáticos. Outros/as se engajam diretamente com a sociedade por meio da política, do ativismo ou de projetos comunitários. Muitos/as experimentam com a biologia, testam novos materiais e assumem o papel de cientistas. Ao descolonizar narrativas antigas e descarbonizar a indústria da construção, e ao entrelaçar paixões pessoais com desafios sociais e ambientais urgentes, esses/as profissionais expandem o escopo da profissão e tensionam seus limites.

Diante de tantas transformações na profissão, especialmente nos últimos anos, cabe perguntar: como o papel do/a arquiteto/a está evoluindo em resposta às crises globais e às mudanças nas necessidades da sociedade? De que maneiras a interdisciplinaridade pode expandir o escopo e o impacto da prática arquitetônica? E quais habilidades que vão além do projeto tradicional estão se tornando essenciais para esses/as profissionais no mundo de hoje?

Reabilitar como gesto de escuta: uma casa no Porto

Acesso exclusivo | 

No coração de um tecido urbano histórico e comprimido, onde o tempo parece sedimentar-se nas paredes de granito, nas coberturas de cerâmica e nos mosaicos que pintam as fachadas com memória, uma casa estreita e profunda ressurge com um novo fôlego. A Casa do Carriçal, uma reabilitação implantada num típico lote geminado do Porto do século XIX, propõe mais do que uma simples atualização espacial: é um exercício de escuta, uma tentativa de conciliar passado e presente sem hierarquias rígidas, revelando a potência transformadora da arquitetura cotidiana.

Reabilitar como gesto de escuta: uma casa no Porto - Imagen 1 de 4Reabilitar como gesto de escuta: uma casa no Porto - Imagen 2 de 4Reabilitar como gesto de escuta: uma casa no Porto - Imagen 3 de 4Reabilitar como gesto de escuta: uma casa no Porto - Imagen 4 de 4Reabilitar como gesto de escuta: uma casa no Porto - Mais Imagens+ 15

Yasmeen Lari vence o Prémio Carreira Trienal de Lisboa Millennium bcp

A Trienal de Arquitetura de Lisboa anunciou Yasmeen Lari como vencedora do Prêmio Carreira Millennium bcp 2025. Com uma trajetória que ultrapassa seis décadas, a arquiteta paquistanesa tem demonstrado, ao longo de sua carreira, como a arquitetura pode ser uma ferramenta para a justiça social, a resiliência ambiental e o desenvolvimento inclusivo.

Da Tailândia ao México: conheça os 5 finalistas do Prêmio Début da Trienal de Lisboa 2025

A Trienal de Arquitetura de Lisboa revelou os cinco finalistas do Prêmio Début Millennium bcp 2025, que celebra práticas emergentes que estão redefinindo o papel da arquitetura em diferentes geografias e realidades. Distribuídos por três continentes, os escritórios finalistas apresentarão seus trabalhos durante os dias de abertura da Trienal (2 a 4 de outubro de 2025), em um evento público no qual será anunciado o vencedor.

Conheça os grandes vencedores do Prêmio ArchDaily Brasil Obra do Ano 2025

Na semana passada, anunciamos os 15 finalistas do Prêmio ArchDaily Brasil Obra do Ano 2025, um prêmio que celebra o melhor da arquitetura lusófona, convidando nossos leitores a escolherem seus projetos favoritos construídos nos países de língua portuguesa. Chegou o momento de conhecer os três grandes vencedores!

Este ano, o primeiro lugar ficou com o Viveiro de mudas - Ocupação Fazendinha, um singelo e sensível projeto de pequena escala desenvolvido pelo Departamento de Projetos da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais. O segundo lugar foi ocupado pela Casa da Carnaúba Várzea Queimada no estado do Piauí, projetada pelo escritório Rosembaum; enquanto que o terceiro lugar foi para a Requalificação da Praça do Município de Ribeira de Pena, em Portugal, desenhada pelo estúdio AXR - Arquitetura e Design.

Arquitetura, ecossistemas e bacalhau: entrevista com André Tavares

Acesso exclusivo | 

O que um bacalhau pode oferecer à arquitetura? Ou melhor, que lições sobre meio ambiente e assentamentos humanos podemos aprender com a história da pesca? É esta improvável questão que está por trás do livro Arquitetura do Bacalhau, de André Tavares e Diego Inglez de Souza, publicado pela Dafne Editora e recentemente lançado no Brasil.

Na entrevista a seguir, conversamos com Tavares sobre as infraestruturas ligadas à pesca do bacalhau e sua relação com o território, o trabalho e a produção arquitetônica. A partir de uma abordagem original — que conecta arquitetura, ecologia, fisiologia dos peixes e história industrial —, os autores propõem uma leitura do espaço construído ancorada nos ecossistemas que o sustentam. Longe de ser um olhar nostálgico sobre o passado, a pesquisa aponta para a urgência de repensar a arquitetura no contexto das transformações ambientais em curso, evidenciando como as construções humanas moldam e são moldadas pelos ecossistemas naturais marinhos.

Arquitetura, ecossistemas e bacalhau: entrevista com André Tavares - Image 1 of 4Arquitetura, ecossistemas e bacalhau: entrevista com André Tavares - Image 2 of 4Arquitetura, ecossistemas e bacalhau: entrevista com André Tavares - Image 3 of 4Arquitetura, ecossistemas e bacalhau: entrevista com André Tavares - Image 4 of 4Arquitetura, ecossistemas e bacalhau: entrevista com André Tavares - Mais Imagens+ 7