Arquiteta baseada em Buenos Aires. Desde 2019, faz parte da equipe de conteúdo da ArchDaily. Como editora, tem estado envolvida no desenvolvimento de narrativas e críticas arquitetônicas, bem como na curadoria, comunicação e entrevistas no campo da arquitetura, colaborando com arquitetos de todo o mundo para exibir seu trabalho online.
Estima-se que o registro mais antigo de abóbadas de berço date de 4000 a.C. Elas estruturavam os vãos no zigurate sumério de Nipur, na Babilônia, construído com tijolos cozidos assentados com argamassa de argila. Esse tipo de abóbada era construído como um arco de volta inteira contínuo e tornou-se um elemento arquitetônico característico da arquitetura romana, sendo posteriormente utilizado também na arquitetura renascentista.
Em tempos de transformações aceleradas e evolução constante, a arquitetura vem se adaptando a novas tecnologias construtivas e complexidades para atender às demandas do mundo contemporâneo. Equipes de especialistas de diversas áreas — arquitetura, engenharia, construção civil e uma ampla gama de profissionais — unem forças para viabilizar essas soluções em nosso ambiente construído. No ArchDaily, buscamos destacar esses agentes na arquitetura que selecionamos e publicamos diariamente; contudo, frequentemente nos deparamos com outros tipos de projetos, nos quais identificamos necessidades distintas e modos de construir próprios de determinados lugares e comunidades, que demandam, na mesma medida, equipes altamente qualificadas, técnicas locais específicas e saberes que merecem ser compartilhados.
A relação entre a arte e a humanidade remonta às origens da civilização. Os museus tornaram-se espaços onde vastas coleções de arte e artefatos narram a história do tempo, do ser humano, das cidades e de inúmeras narrativas sobre culturas e sociedades. Ao longo dos anos, o papel do museu evoluiu, assumindo diferentes formatos e escalas, incluindo a galeria de arte contemporânea. A importância da arte e da cultura nas cidades e bairros contemporâneos é inegável. No entanto, as galerias desempenham múltiplos papéis ao integrar a arte e a cultura na vida cotidiana. Por que esses espaços são valiosos para as comunidades? Como eles apoiam artistas emergentes? De que maneira as galerias podem revitalizar os bairros?
Uma abordagem holística do design e da arquitetura torna-se evidente ao explorarmos o trabalho do NO ARCHITECTURE, escritório com sede em Nova York fundado por Andrew Heid em 2014. O portfólio e as pesquisas do escritório revelam uma forma integradora de construir, por meio de projetos que demonstram uma forte conexão entre o ambiente edificado e seu entorno imediato, seja em paisagens naturais ou em contextos urbanos. Seus programas priorizam a flexibilidade, as possibilidades e a inclusão, colocando o bem-estar humano acima de tudo.
A cidade de Barcelona e a região se preparam para sediar a Manifesta, a bienal nômade europeia de arte, arquitetura e urbanismo, que celebrará sua 15ª edição no próximo dia 8 de setembro de 2024. O evento acontecerá em doze cidades ao longo de doze semanas, onde uma extensa lista de participantes materializará projetos que servirão para reimaginar o futuro por meio da arte e da arquitetura.
A primeira edição da Manifesta ocorreu em Roterdã em 1996 e, em suas 14 edições anteriores ao longo de 25 anos, passou por diferentes cidades europeias, como Luxemburgo, Liubliana, Frankfurt, Donostia/San Sebastián, Trentino-Tirol do Sul, Múrcia, Genk, São Petersburgo, Zurique, Palermo, Marselha e Prishtina. Um dos principais eixos da Manifesta baseia-se na investigação urbana crítica, promovendo a construção de comunidades e programas culturais com identidade local que atuem como agentes de mudança. Embora o caráter nômade seja uma marca registrada do evento, em cada cidade trabalha-se com comunidades artísticas locais, a cidadania e organizações locais para realizar projetos que possam abordar questões inerentes ao próprio território.
Em 2019, a Secretaría de Desarrollo Urbano contratou a Facultad de Arquitectura de la Universidad Nacional Autónoma de México para convocar um concurso voltado ao desenvolvimento de obras públicas de pequena escala em regiões vulneráveis do norte do México. Na ocasião, Gabriela Carrillo, Carlos Facio, José Amozurrutia, Eric Valdez e Israel Espín, profissionais formados pela referida universidade, uniram-se para participar do desafio com sua proposta. Convencidos da importância de se estruturarem como equipe e compreendendo que a arquitetura surge desses momentos de discussão coletiva, troca de ideias e posicionamentos, além do compartilhamento de conhecimentos e experiências de cada um, criaram o coletivo de arquitetura C733.
Felizmente, a arquitetura tem o poder de resolver inúmeros problemas do mundo moderno e da forma como nele vivemos, e existem caminhos infinitos para isso. Contudo, nem toda arquitetura é eficaz em apresentar soluções e, ao mesmo tempo, demonstrar sensibilidade e provocar reflexões. Com um portfólio que se consolida a cada ano, o SO–IL, escritório de arquitetura sediado em Nova York, vem provando que os edifícios podem, de fato, alcançar esse objetivo e ir muito além.
Texto de Reutov Design. A inspiração para conceber este projeto veio da natureza da ilha de Lanzarote, no arquipélago das Canárias. A partir da fusão entre as paisagens extraterrestres dessa ilha e as cores vibrantes da natureza de Ibiza, conseguimos criar um interior futurista e leve.
Biosphere no Treehotel / BIG. Imagem Cortesia de BIG
Atualmente, a população vive em cidades grandes, vibrantes e, por vezes, caóticas. Por isso, ao escolher um lugar para descansar das responsabilidades e da rotina diária, as opções mais procuradas envolvem a fuga para cenários naturais, como florestas remotas, selvas tropicais ou praias intocadas. Para quem busca se desconectar completamente da vida urbana sem deixar de manter uma forte conexão com a natureza, hotéis de pequena escala, cabanas e refúgios são excelentes opções. Seja uma casa de veraneio privada ou um hotel de cabanas, essas acomodações são projetadas para fazer de seu entorno natural o seu maior atrativo, permitindo que as edificações se integrem perfeitamente à paisagem.
Texto fornecido por MasilWIDE. A Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Seul, realizada ao longo de aproximadamente dois meses, encerrou-se com grande sucesso no dia 10 de novembro. Realizada pela primeira vez em 2017 sob o tema "Bens Comuns Iminentes" (Imminent Commons), a Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Seul (doravante Bienal de Seul) reuniu 450 mil pessoas em seu ano de estreia, marcando o início da trajetória do evento. Este ano, a escala ampliada e o crescente interesse do público ficaram evidentes, uma vez que o número de visitantes da primeira edição já havia sido superado em outubro, no auge do evento.
Mais de 5.000 projetos de arquitetura foram publicados no ArchDaily este ano. Ano após ano, realizamos a curadoria de centenas de projetos residenciais e, sabendo da paixão do nosso público por casas, compilamos uma seleção das residências mais visitadas publicadas no site.
Implantadas nos mais diversos contextos globais — em paisagens urbanas, rurais, montanhosas ou litorâneas —, essas obras apresentam uma grande variedade de soluções estruturais, que vão da alvenaria tradicional aos sistemas pré-fabricados de alta tecnologia, e escalas que variam de pequenas cabanas a grandes mansões, tendo o concreto, a madeira e o tijolo como os materiais protagonistas. Constatamos também que as soluções espaciais e tipológicas respondem de forma muito precisa às especificidades de cada terreno, compartilhando um diálogo franco entre a casa e a natureza, seja por meio da integração direta com a paisagem do entorno, seja pela introdução da vegetação em contextos urbanos mais densos.
Esta seleção de 50 casas destaca as obras mais visitadas ao longo destes doze meses e que, segundo nosso público leitor, apresentaram as soluções mais inspiradoras em termos de inovação, técnicas construtivas e desafios de projeto. Confira a seleção a seguir:
É quase impossível falar de Madri, a capital espanhola, que, além de seu evidente apelo turístico e de sua liderança como a cidade mais visitada do país — seguida por Barcelona —, é indissociável de sua longa história e evolução até os dias atuais. Em 2024, Madri recebeu mais de 11,2 milhões de visitantes, o que representou aproximadamente 11,9% do total de turistas que chegaram à Espanha naquele ano. Grande parte da identidade da cidade, a singularidade de cada um de seus bairros e as novas áreas desenvolvidas ao longo dos anos estão profundamente ligadas a um crescimento que, embora planejado e modernizado em muitos aspectos, conseguiu preservar o caráter diverso que define sua essência urbana.
Os espaços públicos são mais do que meros vazios físicos no tecido urbano — constituem palcos para a interação social, a expressão cultural e a memória coletiva. Em tempos de fragmentação social e estresse ambiental, esses espaços podem atuar como catalisadores de cura, oferecendo ambientes seguros onde as comunidades podem se reconectar. Por meio de um desenho atento e de processos participativos, as intervenções no espaço público têm o potencial de reconstruir a confiança, promover o bem-estar mental e fomentar um sentimento renovado de pertencimento entre integrantes da comunidade.
Al agua patos de K37.lab (Carlos Iraburu Elizalde, Álvaro Oriol, José Rodríguez-Losada, Carlos Iraburu Bonafé), España.. Image Cortesía de k37.lab
O consolidado festival de arquitetura efêmera e cidade, Concéntrico, prepara-se para sua décima primeira edição, que, como todos os anos, acontecerá na cidade de Logroño. Em 2025, o encontro será de 19 a 24 de junho, com uma programação que incluirá diversas atividades, conferências e percursos para refletir sobre o espaço público, as cidades e nossa forma de intervir e interagir com elas.
Nos últimos anos, o trabalho remoto tornou-se cada vez mais comum, criando a necessidade de espaços domésticos que acomodem tanto a vida profissional quanto a pessoal. Isso se aplica especialmente a artistas, para quem a integração entre moradia e espaços de trabalho é essencial. Muitas vezes, esses locais também precisam funcionar como áreas de exposição para a produção artística, como pinturas, esculturas, cerâmicas e outras criações.
Essa fusão entre ambientes de trabalho e de moradia tem influenciado as tendências de arquitetura e design de interiores, priorizando a flexibilidade, a multifuncionalidade e uma estética que estimule tanto a criatividade quanto o conforto. Plantas livres, móveis modulares e soluções de iluminação adaptáveis tornaram-se elementos fundamentais em projetos que buscam harmonizar o cotidiano pessoal e profissional de forma fluida.
Na produção arquitetônica argentina dos últimos anos, surgiram inúmeros escritórios que, por meio de sua prática, investigações e obras, ganharam relevância no âmbito da disciplina contemporânea. Vale destacar que muitos/as jovens arquitetos/as, mesmo com trajetórias incipientes em termos de obra construída, conseguiram se posicionar, demonstrando voz própria e uma marca definida em seu trabalho.
É interessante resumir o que aconteceu em Pamplona há alguns dias, onde se celebrou pela 7ª vez a Bienal de Arquitetura Latino-Americana no Centro Cultural Civican. À primeira vista, também pode parecer curioso que uma cidade espanhola como Pamplona seja a anfitriã de um evento cujo foco principal é a arquitetura latino-americana, que com o passar dos anos desenvolveu uma identidade tão própria e enraizada em seu contexto continental que, atualmente, pode-se pensar que pouco tem a ver com a arquitetura ibérica. No entanto, são dias em que a cidade se orgulha de ser essa ponte entre a América Latina e a Espanha, com a presença de jovens práticas de arquitetura que, com um ar de frescor e motivação, chegam para apresentar seu trabalho repleto de potencial e ideias promissoras para o futuro da cena arquitetônica latino-americana.