Niall Patrick Walsh

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

50 feeds do Instagram para estudantes de arquitetura (e todos os outros)

O Instagram causou um impacto considerável na arquitetura, desde permitir que designers mostrem seu trabalho até influenciar o próprio projeto dos edifícios. Como já mostramos anteriormente, existem centenas de perfis de arquitetura que valem a pena seguir para designers em qualquer etapa de suas carreiras. No entanto, para novos/as estudantes de arquitetura, o vasto labirinto de sugestões, stories e marcações pode ser opressor, dispersivo e quase irrelevante.

Pensando nisso, reunimos uma lista de 50 perfis no Instagram que, embora sejam úteis para todos os designers, são voltados especialmente para oferecer inspiração, apoio e referências para estudantes que estão dando seus primeiros passos no mundo da arquitetura. Siga estes perfis para se manter atualizado/a com as criações mais recentes de colegas de curso, jovens arquitetos/as, estúdios universitários e muito mais.

4 projetos que mostram que a madeira engenheirada é o futuro das cidades norte-americanas

À medida que profissionais da arquitetura enfrentam a necessidade de um design ético e sustentável em uma era de conscientização sobre as mudanças climáticas, a arquitetura em madeira ressurge de forma inovadora e tecnologicamente impressionante. Amplamente negligenciada na era do Modernismo, a madeira engenheirada tem registrado inúmeros avanços ao redor do mundo nos últimos anos. Somente este ano, o Japão anunciou planos para um arranha-céu superalto de madeira em Tóquio até 2041, enquanto o continente europeu apresentou projetos para o maior edifício de madeira do mundo nos Países Baixos e para a torre de madeira mais alta do mundo na Noruega.

O potencial de a madeira engenheirada se tornar o material predominante nas futuras cidades sustentáveis também ganhou força nos Estados Unidos ao longo de 2018. A evolução das normas técnicas e a crescente disponibilidade desse material têm inspirado escritórios, universidades e legisladores estaduais a pesquisar e investir em projetos ambiciosos por todo o país.

Como as cidades estão usando a arquitetura para combater inundações

Quarenta por cento da população mundial vive próxima à áreas litorâneas, em uma faixa de no máximo cem quilômetros de distância à partir da costa, sendo que dez por centro delas ocupam áreas apenas dez metros acima do nível do mar. Este é um dado importantíssimo a se considerar quando pensamos em como as mudanças climáticas podem afetar a vida nas cidades. Hoje em dia, estima-se que até 2050 o aumento dos níveis das marés e as recorrentes inundações possam custar anualmente mais de um trilhão de dólares às cidades litorâneas do mundo todo. Não podemos negar que a humanidade está chegando a um impasse, um momento onde nunca estivemos tão vulneráveis às consequências das mudanças climáticas.

As cidades deveriam tornar seus sistemas de transporte público gratuitos?

Espalhadas pelos quatro cantos do planeta, grandes cidades são consideradas um dos principais fortins da desigualdade e da insustentabilidade. As duas maiores cidades dos Estados Unidos, Nova Iorque e Los Angeles, são também as duas cidades mais desiguais do país enquanto que um terço das pessoas mais pobres do Reino Unido vive em Londres. Somando-se a isso, segundo dados publicados pela C40 Cities, dois terços da energia consumida no mundo e 70% das emissões globais de carbono são atribuídos às cidades. Como arquitetos e urbanistas, estes dados nos fazem refletir sobre como políticas públicas e estratégias de planejamento urbano poderiam ser utilizadas para melhor combater esses dois graves problemas. Como resposta, dezenas de cidades ao redor do mundo têm investido em sistemas de mobilidade urbana mais eficientes, abrangentes e sustentáveis. Neste contexto, levantamos a seguinte questão: e se o transporte público fosse gratuito?

Qual o custo ambiental da produção de cimento e o que podemos fazer sobre isso?

Por milhares de anos, o concreto tem sido o elemento base da construção civil: o material mais amplamente utilizado ao longo da história da humanidade. No entanto, à medida que os arquitetos e o público em geral tornam-se cada dia mais conscientes à respeito das causas e efeitos das mudanças climáticas, o impacto ambiental causado pela indústria do cimento torna-se uma das principais questões a ser debatida.

Como bem colocado por Lucy Rodgers em um recente artigo para a BBC News, a produção de cimento é responsável por cerca de 8% das emissões globais de CO2. A alarmante notícia, que muitos já sabiam de antemão, foi publicada paralelamente à realização da conferência das mudanças climáticas COP24 da ONU na Polônia. Isso significa que para cumprir os requisitos do Acordo Climático de Paris de 2015, as emissões anuais resultantes da produção de cimento deverão ser reduzidas em 16% até 2030.

10 Tecnologias para cidades acessíveis

As grandes cidades do mundo estão enfrentando uma crise. As Nações Unidas estimam que até 2050, quase um bilhão de pessoas com deficiências viverão nas cidades, representando 15% do total de seus habitantes. Com paisagens urbanas repletas de metrôs, lojas e banheiros inacessíveis, a ONU declarou que o problema da acessibilidade representa um grande desafio para as cidades. Ao mesmo tempo, a maioria das cidades ao redor do mundo está perdendo a batalha para oferecer moradia segura, digna e acessível aos seus cidadãos, com aluguéis representando mais de 50% de algumas rendas familiares. O Fórum Econômico Mundial recentemente alertou que “um mundo onde que poucos podem pagar por moradia não é sustentável”.

Qual é o futuro do concreto na arquitetura?

O concreto é o segundo material mais utilizado na construção civil em números absolutos. Ele também ocupa a segunda posição como um dos principais responsáveis pelas emissões de CO2 na atmosfera, contribuindo com mais ou menos seis por certo das emissões anuais de dióxido de carbono. Embora não sejam dados para orgulhar-se, a popularidade do concreto permanece imaculada, sendo ainda hoje um dos mais queridos materiais de construção para arquitetos do mundo todo. Entretanto, à medida que nós profissionais e também o público em geral nos tornamos cada dia mais conscientes à respeito das suas causas e efeitos não agravamento das mudanças climáticas, o impacto ambiental causado pela indústria do cimento torna-se uma das principais questões a ser debatida. Como resultado disso, designers, arquitetos e pesquisadores do mundo todo estão debatendo e nos ajudando a construir um debate mais amplo sobre qual o futuro do concreto na arquitetura e na industria da construção civil.

Explicando 12 estilos da arquitetura moderna

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O modernismo pode ser descrito como um dos momentos mais otimistas da história da arquitetura, um estilo inovador inspirado por pensamento e idéias utópicas que finalmente reinventou nossos espaços de vida e trabalho, assim como a maneira como as pessoas se relacionavam entre si e com o ambiente construído. Conforme expusemos em nosso artigo AD Essentials Guide to Modernism, a filosofia moderna ainda permanece vigente no discurso arquitetônico contemporâneo, mesmo que as condições específicas que deram origem ao movimento moderno na arquitetura no início do século passado, já não tenham mais nada que ver com o mundo em que vivemos hoje.

Ao nos despedirmos do ano que marcou o centenário da Bauhaus, compilamos uma lista dos principais estilos arquitetônicos que definiram o modernismo na arquitetura. Como uma ferramenta para entender o desenvolvimento da arquitetura ao longo do século 20, esta lista tem como principal objetivo apresentar um panorama completo sobre os desdobramentos do modernismo para além de seu contexto teórico.

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Liam Young fala sobre o futuro da inteligência artificial na arquitetura

Liam Young já foi citado pela BBC como "o homem que está projetando o nosso futuro". O arquiteto e diretor australiano vem trilhando um interessante caminho na prática arquitetônica, transitando simultaneamente pelos campos do design, tecnologia e mídia. Young é co-fundador do thinktank Tomorrow's Thoughts Today, um estúdio que explora o imaginário fílmico para fomentar discussões sobre o futuro do ambiente construído e a relação entre humanos e máquinas, bits e átomos, artificial e natural. Também dirige o Unknown Fields Division, um estúdio nômade de pesquisa que percorre o mundo em busca de paisagens que reflitam os fluxos globais de materiais, tecnologias e ideias.

Dia da Terra: reflexões sobre a relação entre arquitetura e o planeta

Hoje é celebrado o Dia da Terra. Difícil pensar em algum outro momento em que nossa relação com ela tenha sido tão diferente do normal. Ao passo que lidamos com a maior crise de saúde dos últimos cem anos, as atenções se voltam para como viveremos juntos em sociedade, como os sistemas globais vão operar e, em última instância, quão positiva pode ser para o mundo natural a redução de nossas demandas por petróleo, transporte e energia.

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Entrevista AD: Carlo Ratti fala sobre a arquitetura durante a pandemia de COVID-19

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Com a eclosão global da pandemia de COVID-19, com o número de infecções aproximando-se de 1,5 milhão, designers e arquitetos/as, ao mesmo tempo em que trabalham remotamente, buscam maneiras de contribuir com a sociedade. Carlo Ratti e Italo Rota, em colaboração com uma equipe internacional de especialistas, desenvolveram as unidades modulares de terapia intensiva para doenças respiratórias (CURA), que funcionam como cápsulas de terapia intensiva de rápida implantação para o combate à COVID-19. Concebido como um projeto de código aberto (open-source) para hospitais de campanha, a primeira unidade do projeto está sendo construída em Milão, na Itália.

Carlo Ratti sobre a arquitetura que combate a COVID-19: Entrevistas ArchDaily

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À medida que os sistemas de saúde de todo o mundo enfrentam dificuldades para suprir o aumento exponencial na demanda decorrente da COVID-19, profissionais de arquitetura e design desenvolvem diversas respostas e propostas, que vão de grandes hospitais de campanha a máscaras clínicas impressas em 3D. Na Itália, onde o surto de coronavírus tem sido um dos mais devastadores do mundo, uma equipe colaborativa liderada pelo arquiteto e professor do MIT Carlo Ratti apresentou o CURA, uma unidade modular de terapia intensiva feita a partir de contêineres marítimos reaproveitados. O CURA, cuja sigla significa Connected Units for Respiratory Ailments (Unidades Conectadas para Enfermidades Respiratórias, além de significar “cura” em latim), pode ser rapidamente implantado em cidades de todo o mundo e replicado por meio de um projeto de código aberto, respondendo de forma ágil à escassez de leitos de UTI em hospitais e à propagação da doença.

Na África, um protótipo de escola modular combina o prático e o utópico

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O Banco Mundial acredita que a urbanização será “a transformação mais importante que o continente africano enfrentará neste século”, com a expectativa de que mais da metade da população viva em cidades até 2040. Isso se traduzirá em 40.000 pessoas migrando para as áreas urbanas todos os dias nos próximos 20 anos. Embora grande parte do debate arquitetônico sobre o futuro da África se concentre nas cidades, as áreas rurais costumam ser ignoradas. Essa, no entanto, tem sido a preocupação do arquiteto italiano Valentino Gareri, fundador do Valentino Gareri Architectural Atelier e designer sênior no Bjarke Ingels Group.

Space Popular sobre o futuro da arquitetura digital: Entrevistas ArchDaily

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Desde sua fundação em Bangkok, em 2013, o Space Popular vem propondo uma série eclética de espaços arquitetônicos, objetos e eventos que transitam entre as dimensões digital e física, especulando sobre como esses dois universos poderiam se fundir em um futuro próximo. Sob a direção de Lara Lesmes e Fredrik Hellberg, que se formaram na Architectural Association de Londres, o escritório já realizou edifícios, exposições, obras de arte, coleções de mobiliário e projetos de interiores na Ásia e na Europa, além de instigantes trabalhos de arquitetura virtual.

6 visões sobre como a inteligência artificial transformará o projeto de arquitetura

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Traduzido por Chen Yidong
O professor do MIT, Max Tegmark, escreve em seu livro Life 3.0: “Nós moldamos a era da inteligência artificial, por isso somos os guardiões do futuro.” A inteligência artificial tem sido uma caixa de Pandora repleta de oportunidades, podendo aumentar a segurança, a eficiência e a sustentabilidade das cidades, mas também ameaçando impactar o trabalho, a sociabilidade e a privacidade humana. A questão de como a inteligência artificial afetará o futuro das cidades também despertou o interesse de arquitetos/as e designers, tornando-se a pergunta central da Bienal de Arquitetura e Urbanismo de Shenzhen/Hong Kong de 2019 (UABB), a bienal de arquitetura mais visitada do mundo.

6 Reflexões sobre o papel da inteligência artificial no futuro das cidades

Em seu livro “Life 3.0”, o professor do Massachussets Institute of Technology, Max Tegmark, diz que “à medida que formos avançando na era da inteligência artificial, cada um de nós será um pouco mais responsável pelo futuro da vida no planeta.” Ainda hoje, a inteligência artificial muitas vezes é vista como uma espécie de caixa de pandora. Enquanto por um lado ela é encarada como uma ferramenta capaz de promover a segurança, a eficiência e a sustentabilidade nas cidades, por outro lado, ela é também representa uma ameaça aos seres humanos, algo que desencadeará um amplo processo de substituição da força humana de trabalho por máquinas gerando desemprego e isolamento social em massa. Neste contexto, a questão sobre como a Inteligência Artificial afetará as nossas cidades do futuro também tem chamado à atenção de arquitetos e designers do mundo todo, além de ter sido a questão central da Bi-City Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen 2019, atualmente o evento de arquitetura mais visitado do mundo.

Conselhos para trabalhar em casa durante a pandemia de COVID-19

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Em resposta à disseminação generalizada do surto de coronavírus no planeta, acredita-se que cerca de 900 milhões de pessoas estejam em quarentena domiciliar atualmente. De um dia pra o outro, profissionais do mundo todo foram impelidos à ficar em casa, provocando uma mudança repentina e inesperada para um modo de trabalho remoto, o que por si só, representa um grande desafio para a grande maioria deles. Embora a rotina da maioria dos arquitetos e arquitetas tenha mudado muito pouco ou quase nada, o home office é ainda hoje uma prática pouco comum para muitos de nossos colegas. Para a equipe do ArchDaily, por outro lado, isso já é realidade há muito tempo. A partir da nossa experiência, podemos garantir que não apenas é viável trabalhar em casa, mas que este modo de trabalho nos permitirá ter mais tempo para aprimorar as nossas habilidades e conhecimentos.

Coronavírus: o fim dos escritórios?

Ao longo dos últimos três meses, o COVID-19 se espalhou rapidamente pelos quatro cantos do mundo, ultrapassando a marca de 114 países com casos confirmados até a última quarta-feira dia 11 de Março de 2020, tirando a vida de quase 5.000 pessoas até o momento, números que tendem a aumentar exponencialmente ao longo das próximas semanas.

Mas, se pudéssemos deixar de lado por um momento a gravidade desta situação, a pandemia de coronavírus – de maneira pouco ortodoxa – está nos fazendo refletir sobre o futuro das relações de trabalho no mundo. Milhões de pessoas estão sendo forçadas à trabalhar de casa, juntando-se a um já não pequeno número de pessoas que o fazem por escolha ou comodidade. A pergunta que queremos levantar é: seria este o início do fim do tradicional edifício de escritórios?

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