Robótica e automação estão presentes em qualquer previsão de como viveremos no futuro. Entre arquitetos e designers, essa tendência cruza uma variedade de escalas, de cidades inteligentes a cozinhas inteligentes. Conforme destacamos em nosso artigo "Tendências que influenciarão a arquitetura em 2019", os últimos anos viram um fortalecimento na forma como os espaços interiores estão sendo transformados pelas tecnologias, com pesquisas em domótica subindo 450% em doze meses.
Em 1773, James Cook navegou em torno da Antártica, registrando o primeiro encontro da humanidade com o continente. Desde então, exploradores e cientistas de diferentes países têm procurado compreender os 14 milhões de quilômetros quadrados do continente gelado. Dadas as duras condições climáticas, estética e criatividade tiveram pouca importância nas construções lá erguidas - pelo menos, até poucos anos atrás. Hoje, no entanto, a cena arquitetônica no remoto continente está em expansão.
A terceira lei de Newton é conhecida como lei da ação e reação, ou seja, determina que para toda ação há sempre uma reação igual e oposta. Transpor este conceito da física para o urbanismo pode ser útil para avaliarmos as consequências do desenfreado crescimento urbano nas paisagens rurais do nosso planeta. Até 2050, estima-se que a população urbana receberá um incremento de aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas, representando dois terços da população mundial. Esse fluxo superabundante de pessoas para as cidades está provocando um aumento igualmente dramático do fluxo dos recursos naturais para as áreas urbanizadas. Algumas destas implicações, como a exorbitante extração de recursos minerais, podem ser vistas no estudo The Quarry Series do designer gráfico e fotógrafo alemão Tom Hegen, cujas imagens foram utilizadas para ilustrar este artigo.
Para todos nós - arquitetos, urbanistas e também cidadãos - que estamos envolvidos com a construção de edifícios e cidades, deve prevalecer um profundo sentimento de responsabilidade, de estar ciente dos impactos que nossos projetos possam causar em relação ao agravamento da emergência climática, não apenas em sua construção mas principalmente na manutenção de tais edifícios. Considerando que 36% de toda a energia global é utilizada para a construção e manutenção de edifícios e que 8% do total de emissões de gases do efeito estufa resultem dos processos de produção do cimento, a comunidade global de arquitetos deve sentir-se profundamente responsável uma vez que seus atos podem contribuir ou minimizar tais mudanças.
https://www.archdaily.com.br/pt/933552/o-custo-ambiental-dos-materiais-mais-usados-na-arquiteturaNiall Patrick Walsh
À medida que as pessoas têm mais controle sobre os rituais envolvendo suas mortes, a cremação se tornou uma opção cada vez mais usual em todo o mundo. Para os profissionais que lidam com a concepção de espaços, isso levou à pergunta: qual o papel da arquitetura nos rituais de passagem da vida para a morte?
No esforço contínuo de oferecer ferramentas, inspiração e conhecimento aos nossos leitores e leitoras, ao longo de 2019 a equipe editorial e de colaboração do ArchDaily participou de diversas conversas com personalidades de destaque de todos os âmbitos do design. Seja um debate com Carlo Ratti e Winy Maas sobre inteligência artificial ou uma conversa com Mario Botta sobre o Modernismo, essas entrevistas transmitem a notável variedade de talentos, ideias e paradigmas pelos quais se pode abordar a arquitetura e o design.
https://www.archdaily.com.br/pt/1118969/as-25-melhores-entrevistas-de-arquitetura-de-2019Niall Patrick Walsh
À medida que o mundo da construção se torna mais automatizado, impulsionado pela economia, velocidade e burocracia, o arquiteto e professor Marc Leschelier apresenta uma exposição no Architektur Im Magazin Vienna, na Áustria, na vertente oposta. A exposição nomeada de "Cold Cream", configura um espaço isolado, dissociado do mundo, onde a prática da construção é reduzida à luta entre matérias delicadas e duras, bem como à ascensões espontâneas. A exposição não é, portanto, um ato de arquitetura, mas sim uma forma de pré-arquitetura.
O emprego do aço na arquitetura, no início do século XX, é considerado um dos desenvolvimentos mais inovadores da construção civil, tendo permitido que arquitetos criassem estruturas com alturas nunca antes vistas. Henry Bessemer desenvolveu o processo siderúrgico de maior sucesso em 1855, mas somente em 1890 o processo foi refinado a ponto de poder ser usado na construção. As primeiras edificações em aço dos dois lados do Atlântico, o Rand McNally Building em Chicago e a Forth Bridge em Edimburgo, quebraram recordes na época.
https://www.archdaily.com.br/pt/934109/20-projetos-famosos-do-seculo-20-construidos-em-acoNiall Patrick Walsh
Campo de golfe do Audubon Park, onde Joseph Bartholomew trabalhou como caddie pela primeira vez. Imagem via Shutterstock
Em 1979, o campo de golfe do Pontchartrain Park foi rebatizado como Joseph M. Bartholomew, Sr. Municipal Golf Course pela prefeitura de Nova Orleans. Embora a mudança de nome talvez não tenha sido a mais "sonora", o evento representou um capítulo póstumo no legado de um dos nomes mais célebres da arquitetura de campos de golfe de seu tempo. Joseph Bartholomew (1888-1971) nasceu como um homem negro na Louisiana racialmente segregada, apenas 23 anos após o fim da Guerra Civil Americana — conflito travado, em grande parte, em torno da legalidade da escravização de pessoas negras. No entanto, sua trajetória, registrada na mais recente série Overlooked do New York Times, faria com que ele alcançasse o topo da arquitetura de campos de golfe, projetando paisagens aclamadas nacionalmente que, por conta de sua raça, ele próprio era impedido de usufruir.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126030/antes-discriminado-racialmente-em-sua-propria-arquitetura-joseph-bartholomew-deixa-de-ser-ignoradoNiall Patrick Walsh
Com a crescente conscientização sobre o impacto ambiental da queima de combustíveis fósseis, os quais também são amplamente utilizados para a produção de energia consumida por edifícios, espera-se dos arquitetos um posicionamento cada vez mais crítico e que sejam capazes de incorporar em seus projetos fontes energéticas alternativas como uma solução para minimizar a dependência das atividades humanas dos combustíveis fósseis. Entre as fontes mais progressivas de geração de energia está a biomassa, um sistema que combina o uso de matérias-primas sustentáveis que resultam em uma menor emissão de CO2 se comparado com outros tradicionais sistemas à combustão. Neste contexto em que a biomassa parece ser a alternativa mais viável às usinas movidas a gás e a carvão, levantamos a seguinte questão: o que é a energia de biomassa afinal, e quais suas principais vantagens e desvantagens?
https://www.archdaily.com.br/pt/933372/o-que-e-energia-de-biomassaNiall Patrick Walsh
House of Chickens / SO? Architecture and Ideas. Image Alí Taptik
A tipologia do celeiro é um elemento cativante da arquitetura rural. De construção simples e tradicionalmente definidos por necessidade e não por questões estéticas, os celeiros continuaram a despertar a imaginação daqueles que buscam o contraste com a realidade globalizada e densa da vida urbana.
A megacidade chinesa de Shenzhen exibe todas as marcas de uma metrópole moderna em rápida ascensão. Autoestradas movimentadas (e barulhentas) de cinco faixas serpenteiam por ilhas de arranha-céus de vidro cintilante, que se erguem sobre embasamentos repletos de lojas de grife, voltados para vastas praças e esplanadas, movimentadas por jovens profissionais conectados que impulsionam a próspera economia tecnológica da cidade. Um cenário impressionante, sobretudo se considerarmos que, antes de 1980, Shenzhen não passava de uma vila de pescadores provinciana com 60 mil habitantes. Hoje, esse número passa dos 13 milhões.
Diante disso, surge a questão de como o ambiente urbano conseguiu acolher uma explosão demográfica tão rápida em tão pouco tempo. A resposta está nas "aldeias urbanas" da cidade, manifestações notáveis do passado e do presente de Shenzhen, embora dificilmente de seu futuro.
Passou-se o tempo em que usinas de energia eram vistas com certo ceticismo, estruturas construídas em “terra de ninguém”, afastadas dos centros das cidades por suas características estéticas “pouco agradáveis” além de representarem um risco à saúde das pessoas. A construção de termelétricas e usinas nucleares, por exemplo, foram construídas pela necessidade de impulsionar o desenvolvimento econômico ao redor do mundo. Estruturas pensadas apenas para serem eficientes e práticas. Entretanto, o desenvolvimento de novas tecnologias para a produção de energia limpa e renovável tem provocado uma série de mudanças ideológicas, as quais, estão impulsionando uma nova abordagem.
https://www.archdaily.com.br/pt/932621/como-a-arquitetura-esta-transformando-a-maneira-como-lidamos-com-infraestruturas-de-energia-nas-cidades-do-futuroNiall Patrick Walsh
A Holanda é o segundo maior exportador mundial de produtos agrícolas. Isso é notável quando se considera que o único país que a ultrapassa são os Estados Unidos, 237 vezes maior em área terrestre. No entanto, a Holanda exportou quase US $ 100 bilhões em produtos agrícolas apenas em 2017, bem como US $ 10 bilhões em produtos relacionados com a agricultura. O segredo do sucesso da Holanda está no uso da inovação arquitetônica para reimaginar como uma paisagem agrícola pode ser.
O direito à moradia e a uma vida digna é um direito básico e inalienável e todos os seres humanos além de uma das principais qualidades de uma sociedade saudável e equitativa. Historicamente, em sociedades desiguais como a nossa, nem todas as pessoas têm acesso às mesmas condições e oportunidades, ocasionando um desequilíbrio entre aquelas comunidades que desfrutam de todos os seus direitos básicos e aquelas as quais lhes foi negado o direito à tudo aquilo é mais elementar na vida e um ser humano. Por isso, é dever do Estado tentar equilibrar a desigualdade que ele mesmo ajudou a criar, devolvendo o direito à moradia e a uma vida digna através da promoção de habitação pública ou social. Embora não exista uma única definição ou consenso sobre o que significa habitação social, ela geralmente envolve o projeto, a construção e a alocação de habitação pública ou social por autoridades governamentais ou organizações sem fins lucrativos.
https://www.archdaily.com.br/pt/932116/habitacao-social-estrategias-e-solucoes-em-seis-paisesNiall Patrick Walsh
O Photoshop é um dos programas mais universais, duradouros e valiosos para designers e arquitetos. Ferramenta essencial para estudantes e profissionais para edição, colagens e renderizações, a popularidade do Photoshop deu origem a inúmeros tutoriais, dicas e cursos on-line. Com nossa extensa biblioteca de 100 texturas do Photoshop, nossos leitores têm acesso a uma valiosa gama de recursos disponíveis online e gratuitamente.
https://www.archdaily.com.br/pt/932055/20-fontes-gratuitas-de-pinceis-para-photoshopNiall Patrick Walsh
Atualmente, 36 estados dos EUA realizam testes com veículos autônomos. Estima-se que, no futuro, essa tecnologia possa substituir até 90% dos veículos em cidades como Lisboa (Portugal) e Austin (Texas).
https://www.archdaily.com.br/pt/1127118/como-os-carros-autonomos-afetarao-as-cidadesNiall Patrick Walsh
Ainda não sabemos quando, mais é apenas uma questão de tempo até que os algoritmos assumam o controle de tudo, ou de quase tudo. Embora não seja nenhuma novidade, veículos auto-dirigidos ou autônomos vem sendo desenvolvidos há mais de 3000 anos quando marinheiros adaptavam cata-ventos conectados aos lemes de seus navios para que o mesmo pudesse navegar de forma independente. Acontece que ao longo dos últimos dez anos, a humanidade assistiu um esforço sem precedentes em busca do desenvolvimento de novas tecnologias de auto-direção voltadas para o aprimoramento de veículos urbanos autônomos. Atualmente, a tecnologia vem sendo testada em pelo menos trinta e seis estados dos EUA, e acredita-se que em um futuro não muito distante, 90% da frota de veículos de cidades como Lisboa e Austin poderão ser substituídos por veículos auto-dirigidos.
https://www.archdaily.com.br/pt/931701/como-a-chegada-dos-veiculos-autonomos-transformara-nossas-cidadesNiall Patrick Walsh