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Atualmente, 36 estados dos EUA realizam testes com veículos autônomos. Estima-se que, no futuro, essa tecnologia possa substituir até 90% dos veículos em cidades como Lisboa (Portugal) e Austin (Texas).
Mas como os carros autônomos mudarão as cidades? Essa é uma das muitas perguntas feitas pelo MIT Senseable City Lab. Nos últimos anos, o laboratório dirigido por Carlo Ratti realizou uma série de experimentos e pesquisas para prever cenários da vida urbana do futuro. A seguir, apresentamos algumas de suas descobertas sobre como as tecnologias avançadas de mobilidade transformarão nosso modo de vida e as cidades em que vivemos.
Estacionamentos podem ser reduzidos em 70%
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Os estacionamentos são uma tipologia arquitetônica onipresente nos centros urbanos. No entanto, nas cidades do futuro, os carros autônomos talvez não precisem mais ficar ociosos, esperando que seus proprietários e suas proprietárias voltem do trabalho ou de compromissos sociais. O estudo "Unparking", desenvolvido pelo laboratório, utilizou dados de Singapura e descobriu que o compartilhamento de veículos autônomos por várias pessoas proprietárias reduziria a demanda de carros na cidade de 676 mil para 200 mil. Isso diminuiria a necessidade de vagas de estacionamento de 1,37 milhão para cerca de 410 mil, uma redução de 70%. Em outras palavras, com a tecnologia autônoma, os atuais 15,8 km² de áreas de estacionamento poderiam ser reduzidos para 4,7 km², liberando solo urbano — um potencial que tende a aumentar à medida que a tecnologia se aprimora.
Semáforos transformados ou eliminados
Os semáforos existem há 150 anos e, nesse período, quase não sofreram alterações em seu design original. Contudo, os veículos autônomos prometem mudar esse cenário. O Senseable City Lab, em parceria com a ETH Zurique e o Conselho Nacional de Pesquisa da Itália (CNR), desenvolveu um sistema de cruzamento baseado em intervalos de segurança para substituir os semáforos tradicionais. Nesse sistema, veículos autônomos equipados com sensores entram e saem de cruzamentos com segurança, comunicando-se em tempo real e mantendo uma distância segura uns dos outros, de forma semelhante ao controle de tráfego aéreo. Os resultados mostram que esse sistema pode dobrar a capacidade de fluxo de veículos em cruzamentos em comparação com os semáforos atuais.
Redução de até 40% na frota de táxis
Qual é a frota mínima de veículos necessária para atender às demandas de táxi em Nova York? Essa é a questão abordada pelo modelo de "Frota Mínima" do Senseable City Lab. Atualmente, os táxis convencionais perdem mais de 40% do tempo circulando vazios em busca de passageiros e passageiras. O laboratório propõe um modelo futuro no qual algoritmos identificam a demanda e as tendências de fluxo para otimizar o uso dos veículos. Em outro experimento, o Hubcab, a equipe analisou mais de 170 milhões de viagens de táxi em Nova York em 2011, concluindo que o compartilhamento de trajetos, aliado à otimização do modelo proposto, poderia reduzir em mais 40% o número de veículos necessários em circulação.
Os carros nos ensinarão sobre o comportamento humano

Atualmente, o funcionamento adequado de um carro depende de dados internos e externos coletados por mais de 4.000 sensores. Para aproveitar melhor essas informações, o Senseable City Lab colaborou com a Volkswagen no projeto "Sensing Vehicle". No experimento, a equipe utilizou dados desses sensores para analisar o comportamento de motoristas e o ambiente urbano. Se implementado, o sistema poderá reduzir acidentes de trânsito, aliviar o estresse ao dirigir e oferecer uma nova perspectiva sobre como as pessoas ao volante reagem aos veículos e a outros condutores.
Os carros nos ensinarão sobre o mundo ao nosso redor
Os dados coletados pelos veículos sobre quem os conduz também podem fornecer informações valiosas sobre o ambiente urbano em geral. No experimento "Driving DNA", o laboratório monitorou 53 motoristas ao longo de 2.000 viagens sob diferentes condições de vias e tráfego. Pesquisadores e pesquisadoras do laboratório acreditam que, no futuro, o acionamento de sensores de temperatura e limpadores de para-brisa poderá fornecer às gestões municipais dados meteorológicos muito mais detalhados do que os de estações meteorológicas convencionais. Ao mesmo tempo, sensores de aceleração e frenagem podem avaliar a qualidade do asfalto, emitindo alertas em tempo real e identificando pontos críticos na malha viária.
(Traduzido por Cheng Siyuan)
Este artigo foi escrito por Niall Patrick Walsh. A tradução é gerada por IA.