
Ainda no início do século XX, as mulheres na Finlândia já marcavam presença no campo da arquitetura. Inclusive, Signe Hornborg (1862-1916), arquiteta finlandesa, foi a primeira mulher na Europa a se formar em arquitetura, em 1890. Pirkko-Liisa Schulman, em seu ensaio sobre a evolução da carreira de arquitetas (The Changing Careers of Women Architects), observa que Hornborg recebeu uma permissão especial para estudar no Instituto Politécnico de Helsinque. Depois dela, várias outras mulheres — como Inez Holming, Signe Lagerborg, Bertha Enwald, Wivi Lönn e Albertina Östman — também seguiram carreira na área, de modo que dezoito mulheres já haviam se formado arquitetas quando o Instituto Politécnico se tornou universidade, em 1908.
Wivi Lönn (1872-1966) estabeleceu e dirigiu seu próprio escritório de arquitetura na Finlândia, tornando-se a primeira mulher a fazê-lo. Lönn projetou diversos edifícios públicos significativos e recebeu amplo reconhecimento profissional, servindo de modelo para futuras arquitetas. Em maio de 1942, quando um grupo de arquitetas se reuniu para comemorar o 70º aniversário de Wivi Lönn, foi fundada a Architecta, a Associação Finlandesa de Arquitetas. Naquele momento, cerca de cem arquitetas já haviam se formado na Finlândia. Para celebrar o 150º aniversário de nascimento da arquiteta Lönn e os 80 anos da organização, a Architecta encomendou uma série de entrevistas que destacam as diferentes trajetórias de carreira trilhadas por mulheres no setor. Conheça a seguir os perfis de 11 arquitetas finlandesas, com textos de Paula Holmila, jornalista e crítica de arquitetura do jornal Helsingin Sanomat, traduzidos por Pirkko-Liisa Schulman.
































