Camilla Ghisleni

Camilla Ghisleni é Arquiteta e Urbanista, formada pela Universidade Federal de Santa Catarina e Mestre em Urbanismo, Cultura e História da Cidade pela mesma universidade. É sócia-fundadora do escritório Bloco B Arquitetura e colabora com o ArchDaily Brasil desde 2014.

NAVEGUE POR TODOS OS PROJETOS DESTE AUTOR

Memória da Terra: 4 Exemplos que Reinventam as Antigas Fábricas de Cerâmica

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

Há um gesto ancestral em dar forma à terra. Muito antes da arquitetura se constituir como disciplina, o barro já era moldado pelas mãos e transformado pelo fogo, convertendo matéria bruta em utensílio doméstico e objeto cultural. Na história desse ofício, as fábricas de cerâmica marcam a transição do saber manual para a produção em série, ampliando sua escala sem romper completamente com a origem material. Dispersas por diferentes territórios, essas estruturas registram a relação entre técnica, paisagem e tempo. Com o passar das décadas, no entanto, muitas delas acabaram perdendo sua função original, sendo substituídas por processos mais tecnológicos ou fagocitadas pelo desenvolvimento urbano ao seu redor, passando a ocupar um estado intermediário, entre permanência e obsolescência.

Memória da Terra: 4 Exemplos que Reinventam as Antigas Fábricas de Cerâmica - Image 1 of 4Memória da Terra: 4 Exemplos que Reinventam as Antigas Fábricas de Cerâmica - Image 2 of 4Memória da Terra: 4 Exemplos que Reinventam as Antigas Fábricas de Cerâmica - Image 3 of 4Memória da Terra: 4 Exemplos que Reinventam as Antigas Fábricas de Cerâmica - Image 4 of 4Memória da Terra: 4 Exemplos que Reinventam as Antigas Fábricas de Cerâmica - Mais Imagens+ 14

Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

Mesmo o transeunte mais distraído é capturado pela presença monumental dessa estrutura situada no consolidado bairro valenciano de Benimaclet. Diante dela, qualquer tentativa de apreensão racional se desfaz. A lógica construtiva parece escapar enquanto o espaço se desdobra em tensões e desvios onde nada se oferece de imediato. Entre massas de concreto e a insurgência da vegetação, emerge um jogo quase coreográfico de planos, ângulos e rotações. Na vertigem desse encontro, percebe-se que o edifício não foi feito para ser compreendido, mas para ser experimentado.

Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência - Imagem 1 de 4Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência - Imagem 2 de 4Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência - Imagem 3 de 4Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência - Imagem 4 de 4Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência - Mais Imagens+ 35

Da produção à experiência espacial: 10 projetos de destilarias contemporâneas

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

Diferente de muitos programas industriais tradicionalmente ocultos atrás de fachadas neutras e espaços herméticos, as destilarias contemporâneas frequentemente expõem seus processos produtivos como parte essencial da experiência arquitetônica. O calor dos alambiques, os vapores da destilação ou os percursos da matéria-prima deixam de ser apenas operações técnicas para assumir protagonismo espacial.

Embora produzam bebidas distintas, os projetos selecionados a seguir compartilham desafios arquitetônicos semelhantes. Todos precisam organizar fluxos industriais, controlar condições específicas de temperatura, ventilação e armazenamento, além de compatibilizar áreas técnicas com percursos de visitação pública. Ao mesmo tempo, cada destilaria estabelece respostas particulares ao território em que se insere, revelando diferentes maneiras de relacionar produção e paisagem.

Da produção à experiência espacial: 10 projetos de destilarias contemporâneas - Image 1 of 4Da produção à experiência espacial: 10 projetos de destilarias contemporâneas - Image 2 of 4Da produção à experiência espacial: 10 projetos de destilarias contemporâneas - Image 3 of 4Da produção à experiência espacial: 10 projetos de destilarias contemporâneas - Image 4 of 4Da produção à experiência espacial: 10 projetos de destilarias contemporâneas - Mais Imagens+ 21

Reimaginando um marco urbano abandonado: a história por trás da Torre do Pireu em Atenas, Grécia

Acesso exclusivo | 

O marco urbano do Pireu, localizado no coração do maior porto de passageiros da Europa, teve sua construção iniciada em 1972, mas permaneceu inacabado e desocupado por décadas. Finalmente concluído em 2023, após um concurso internacional, ele agora se ergue como o primeiro arranha-céu verde e digital da Grécia. O escritório de arquitetura PILA assumiu o projeto das fachadas, enquanto o escritório ASPA-KST projetou os espaços comerciais, e o novo estudo arquitetônico geral foi confiado à Betaplan. Após mais de quatro anos de reformas, a Torre do Pireu abriu oficialmente suas portas para ocupantes e visitantes no dia 4 de junho com uma noite de celebrações, consolidando-se como um polo dinâmico e injetando vitalidade na região.

Reimaginando um marco urbano abandonado: a história por trás da Torre do Pireu em Atenas, Grécia - Imagen 1 de 4Reimaginando um marco urbano abandonado: a história por trás da Torre do Pireu em Atenas, Grécia - Imagen 2 de 4Reimaginando um marco urbano abandonado: a história por trás da Torre do Pireu em Atenas, Grécia - Imagen 3 de 4Reimaginando um marco urbano abandonado: a história por trás da Torre do Pireu em Atenas, Grécia - Imagen 4 de 4Reimaginando um marco urbano abandonado: a história por trás da Torre do Pireu em Atenas, Grécia - Mais Imagens+ 14

Um novo olhar sobre a arquitetura: descobrindo as narrativas do Open House pela Europa

Acesso exclusivo | 

Ao longo de 2024, o ArchDaily, em colaboração com o evento de arquitetura Open House Europe, trouxe à tona projetos e histórias inspiradoras. Verdadeiras joias arquitetônicas foram reveladas por meio de visitas, e suas narrativas compartilhadas enriqueceram o debate arquitetônico. Trata-se de um convite para explorar as histórias por trás de edifícios que, embora façam parte do cotidiano dos cidadãos, muitas vezes passam despercebidos em meio à rotina automatizada do dia a dia.

Essas narrativas abordaram projetos de diferentes escalas, usos e contextos, revelando desde edifícios religiosos até exemplos notáveis de reuso adaptativo de antigas estruturas industriais, que agora assumem novas funções em suas comunidades. Cada história desvendou as diversas camadas que compõem uma edificação – do projeto inicial aos novos significados adquiridos com o tempo.

Um novo olhar sobre a arquitetura: descobrindo as narrativas do Open House pela Europa - Imagem 1 de 4Um novo olhar sobre a arquitetura: descobrindo as narrativas do Open House pela Europa - Imagem 2 de 4Um novo olhar sobre a arquitetura: descobrindo as narrativas do Open House pela Europa - Imagem 3 de 4Um novo olhar sobre a arquitetura: descobrindo as narrativas do Open House pela Europa - Imagem 4 de 4Um novo olhar sobre a arquitetura: descobrindo as narrativas do Open House pela Europa - Mais Imagens+ 2

Da pedreira à bancada: Traçando as origens da pedra natural na arquitetura

Áudio disponível

Há algum tempo, tornou-se comum nos perguntarmos de onde vêm aquilo que consumimos. Conferimos rótulos, buscamos produtores locais e investigamos cadeias de produção em uma tentativa de compreender o impacto dos nossos hábitos seja na nossa própria saúde ou no planeta.

No campo da arquitetura, entretanto, essa pergunta ainda permanece relativamente marginal. Muitas vezes sabemos quem projetou um edifício, conhecemos seus acabamentos, o fabricante de suas esquadrias, a marca de seus revestimentos e até mesmo seu desempenho energético mas, quase nunca, nos perguntamos de onde vieram as toneladas de matéria que tornaram sua existência possível.

Da pedreira à bancada: Traçando as origens da pedra natural na arquitetura - Image 1 of 4Da pedreira à bancada: Traçando as origens da pedra natural na arquitetura - Image 2 of 4Da pedreira à bancada: Traçando as origens da pedra natural na arquitetura - Image 3 of 4Da pedreira à bancada: Traçando as origens da pedra natural na arquitetura - Image 4 of 4Da pedreira à bancada: Traçando as origens da pedra natural na arquitetura - Mais Imagens+ 14

Cuidado Animal: 8 Hospitais Veterinários ao Redor do Mundo

Acesso exclusivo | 
Áudio disponível

Em 2025, o mercado global de saúde animal movimentou cerca de 70 bilhões de dólares, e a projeção é de que esse número dobre até 2033. Por trás da cifra, no entanto, há também uma transformação silenciosa no espaço construído, sendo o hospital veterinário um exemplo disso. Esse programa que por décadas ocupou fundos de clínicas improvisadas e anexos de petshops, tem ganhado cada vez mais uma linguagem e identidade próprias. É a consolidação arquitetônica de um vínculo que já dura mais de 15 mil anos.

Cuidado Animal: 8 Hospitais Veterinários ao Redor do Mundo - Imagen 1 de 4Cuidado Animal: 8 Hospitais Veterinários ao Redor do Mundo - Imagen 2 de 4Cuidado Animal: 8 Hospitais Veterinários ao Redor do Mundo - Imagen 3 de 4Cuidado Animal: 8 Hospitais Veterinários ao Redor do Mundo - Imagen 4 de 4Cuidado Animal: 8 Hospitais Veterinários ao Redor do Mundo - Mais Imagens+ 18

Brasília e Chandigarh: duas utopias modernistas separadas por um oceano

Áudio disponível

Entre as décadas de 1950 e 1960 foram construídas duas cidades que marcariam a história da arquitetura e do urbanismo. Filhas de um mesmo conceito, mas separadas por mais de 14 mil quilômetros, Brasília, no Brasil, e Chandigarh, na Índia, embebidas pelos princípios modernistas, foram planejadas e erguidas do zero.

Ao surgirem em um contexto de profundas transformações políticas e sociais, no qual diversos países buscavam reformular suas capitais como símbolos de progresso, ambas as cidades assumiram um papel estratégico. Por meio da linguagem arquitetônica adotada, reafirmavam narrativas ideológicas e identitárias vinculadas ao poder do Estado.

Tratava-se de cidades criadas em abstrato, seguindo uma visão utópica. Seriam urbes vanguardistas, livres das deficiências que assolavam as cidades de meados do século XX, exemplificando princípios estéticos que refletiriam ideologias políticas progressistas e que abraçariam novas tecnologias – principalmente o automóvel.

No entanto, essa promessa de futuro acabou gerando grandes desafios. Dificuldades que, claro, refletem os percalços sociais e econômicos dos seus países, mas também pode se dizer que são "temperadas" por uma ideia modernista que hoje é colocada em discussão.

Brasília e Chandigarh: duas utopias modernistas separadas por um oceano - Image 1 of 4Brasília e Chandigarh: duas utopias modernistas separadas por um oceano - Image 2 of 4Brasília e Chandigarh: duas utopias modernistas separadas por um oceano - Image 3 of 4Brasília e Chandigarh: duas utopias modernistas separadas por um oceano - Image 4 of 4Brasília e Chandigarh: duas utopias modernistas separadas por um oceano - Mais Imagens+ 19

Um Projeto em Movimento: A História por trás da Praça do Mercado no Parque Realengo

Áudio disponível

Antes de qualquer desenho ou decisão formal, já pulsava, no lugar onde hoje se encontra a Praça do Mercado, no Parque Realengo, Rio de Janeiro, um espaço em permanente movimento. Barracas improvisadas, encontros informais, música, crianças correndo e adultos reunidos sob coberturas provisórias compunham uma paisagem viva, desenhando uma arquitetura efêmera.

É nesse contexto que se insere o trabalho desenvolvido por Carlos Zebulun, Helena Meirelles, Larissa Monteiro, Rodrigo Messina, Francisco Rivas e Juliana Ayako, uma das vencedoras do ArchDaily 2025 Next Practices Awards. O gerenciamento e os projetos urbanos e paisagísticos foram realizados pelo escritório Ecomimesis Soluções Ecológicas, vencedores da licitação realizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro em 2023.

Um Projeto em Movimento: A História por trás da Praça do Mercado no Parque Realengo - Image 1 of 4Um Projeto em Movimento: A História por trás da Praça do Mercado no Parque Realengo - Image 2 of 4Um Projeto em Movimento: A História por trás da Praça do Mercado no Parque Realengo - Image 3 of 4Um Projeto em Movimento: A História por trás da Praça do Mercado no Parque Realengo - Image 4 of 4Um Projeto em Movimento: A História por trás da Praça do Mercado no Parque Realengo - Mais Imagens+ 18

Por que queremos flutuar? A psicologia da leveza na arquitetura

Áudio disponível

Em 1962, o arquiteto Buckminster Fuller imaginou uma cidade flutuante que libertaria a humanidade da dependência da Terra. O projeto hipotético consistia em enormes esferas geodésicas aéreas que levitariam naturalmente no ar quente aquecido pelo sol e que seriam ancoradas no topo das montanhas. Propondo abrigar milhares de pessoas, as Cloud Nine de Fuller tinham como objetivo aliviar a política de propriedade da terra, a escassez de moradias e auxiliar na preservação da natureza.

Passado mais de meio século, seguimos distantes de concretizar a ideia de Fuller. Criar uma estrutura verdadeiramente flutuante na superfície da Terra permanece, até o momento, um ideal inatingível. Enquanto os suportes ainda se impõem como necessidade, manipulamos sua posição, sua intensidade, sua quantidade, desenvolvendo acrobacias para, ao menos, nos aproximarmos da ideia de vencer a gravidade, esse desejo que há tanto tempo fascina a humanidade.

Por que queremos flutuar? A psicologia da leveza na arquitetura - Image 1 of 4Por que queremos flutuar? A psicologia da leveza na arquitetura - Image 2 of 4Por que queremos flutuar? A psicologia da leveza na arquitetura - Image 3 of 4Por que queremos flutuar? A psicologia da leveza na arquitetura - Image 4 of 4Por que queremos flutuar? A psicologia da leveza na arquitetura - Mais Imagens+ 17

Primeiros Socorros para o Patrimônio Ameaçado: Entrevista com a Ambulância para Monumentos

Áudio disponível

Ambulance for Monuments é uma iniciativa de primeiros socorros dedicada a salvaguardar o patrimônio edificado ameaçado da Romênia, operando em uma corrida contra o tempo para evitar desmoronamentos e perdas irreversíveis. O projeto responde à crescente vulnerabilidade de estruturas históricas, desde igrejas saxônicas fortificadas e casarões a igrejas de madeira e marcos rurais, muitos dos quais não contam mais com as redes comunitárias que antes os sustentavam. Em um país profundamente afetado pela emigração desde 1990, onde quase metade da população ainda vive em áreas rurais, vilarejos inteiros perderam as pessoas, os ofícios e o cuidado cotidiano que mantinham esses monumentos de pé.

Estruturada em torno de uma unidade móvel de intervenção — uma "Ambulância" equipada com ferramentas, andaimes e maquinários de campo —, a iniciativa realiza obras urgentes de estabilização que ganham tempo para os edifícios ameaçados. Longe de substituir uma restauração completa, essas intervenções estratégicas preservam o tecido histórico, garantem a segurança estrutural e mantêm viáveis a conservação a longo prazo e o reúso adaptativo. 

Primeiros Socorros para o Patrimônio Ameaçado: Entrevista com a Ambulância para Monumentos - Image 1 of 4Primeiros Socorros para o Patrimônio Ameaçado: Entrevista com a Ambulância para Monumentos - Image 2 of 4Primeiros Socorros para o Patrimônio Ameaçado: Entrevista com a Ambulância para Monumentos - Image 3 of 4Primeiros Socorros para o Patrimônio Ameaçado: Entrevista com a Ambulância para Monumentos - Image 4 of 4Primeiros Socorros para o Patrimônio Ameaçado: Entrevista com a Ambulância para Monumentos - Mais Imagens+ 15

Mapeando a Tecnosfera: Arquitetura como Interface entre Sistemas e Territórios

Áudio disponível

A arquitetura já não pode ser pensada como um objeto isolado, alheia às redes técnicas que sustentam a vida contemporânea, — um cenário que exige diferentes leituras e abordagens. É nesse contexto que em março, o tema mensal do ArchDaily recaiu sobre A Tecnosfera: Arquitetura na Intersecção da Tecnologia, Ecologia e Sistemas Planetários, tópico amplo e inevitavelmente complexo. A partir do conceito de tecnosfera, cunhado pelo geólogo Peter Haff para descrever o conjunto de artefatos produzidos pela humanidade, delineia-se um panorama em que a vida contemporânea se mostra profundamente entrelaçada a máquinas, dados e redes de energia.

Mapeando a Tecnosfera: Arquitetura como Interface entre Sistemas e Territórios - Image 1 of 4Mapeando a Tecnosfera: Arquitetura como Interface entre Sistemas e Territórios - Image 2 of 4Mapeando a Tecnosfera: Arquitetura como Interface entre Sistemas e Territórios - Image 3 of 4Mapeando a Tecnosfera: Arquitetura como Interface entre Sistemas e Territórios - Image 4 of 4Mapeando a Tecnosfera: Arquitetura como Interface entre Sistemas e Territórios - Mais Imagens+ 11

O que é a Tecnosfera e por que ela redefine a Arquitetura?

Áudio disponível

Em um momento em que satélites orbitam o planeta, cabos submarinos sustentam a circulação global de dados e algoritmos organizam a vida cotidiana, uma pergunta emerge no campo da arquitetura: em que escala estamos, realmente, projetando hoje em dia?

Se antes o projeto se articulava principalmente a condições locais ou regionais, hoje ele é atravessado por cadeias que começam na extração de recursos, passam por sistemas industriais e se estendem por infraestruturas planetárias muitas vezes invisíveis e que operam de forma contínua e interdependente.

É nesse deslocamento que a arquitetura passa a operar como mediadora de um campo muito maior, a tecnosfera.

O que é a Tecnosfera e por que ela redefine a Arquitetura? - Imagen 1 de 4O que é a Tecnosfera e por que ela redefine a Arquitetura? - Imagen 2 de 4O que é a Tecnosfera e por que ela redefine a Arquitetura? - Imagen 3 de 4O que é a Tecnosfera e por que ela redefine a Arquitetura? - Imagen 4 de 4O que é a Tecnosfera e por que ela redefine a Arquitetura? - Mais Imagens+ 4

Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina

Áudio disponível

Quando entramos em um museu, percorremos um centro histórico ou verificamos a lista de bens tombados de um país, raramente pensamos no processo por trás dessas escolhas. Quem decidiu, em nome de todos nós, que estes objetos, lugares, arquiteturas, merecessem ser conservados e difundidos, enquanto outros são descartados?

Geralmente, são os profissionais especialistas aqueles que tem o poder da decisão, sejam eles historiadores, museólogos, arquitetos, geógrafos. Mas com base em que essas decisões são tomadas? Caberia a complexidade da história em um checklist? Ou, ainda mais elementar, em qual versão da história estariam sendo baseadas essas decisões?

Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina - Image 1 of 4Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina - Image 2 of 4Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina - Image 3 of 4Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina - Image 4 of 4Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina - Mais Imagens+ 13

Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar

Áudio disponível

Pode a arquitetura ser construída a partir da comida? Entre o fogo que aquece, os cheiros que se espalham e os corpos que se reúnem em torno da mesa, a aparente banalidade dos atos de cozinhar e comer revela-se como uma dança coreografada de apropriação e pertencimento espacial. São gestos que organizam rotinas, produzem vínculos e transformam o ambiente construído em lugar vivido. A cozinha — doméstica, comunitária ou urbana — deixa, assim, de ser apenas um espaço funcional para afirmar-se como território de encontro.

Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar - Image 1 of 4Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar - Image 2 of 4Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar - Image 3 of 4Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar - Image 4 of 4Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar - Mais Imagens+ 8

Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar

Áudio disponível

Na América Latina, os encontros não nascem necessariamente de grandes gestos arquitetônicos ou de planos urbanos monumentais. Eles emergem do entre, do espaço intermediário: o pátio, a varanda, a calçada, o corredor compartilhado. Esses espaços, muitas vezes considerados residuais ou informais pela disciplina tradicional, são precisamente aqueles onde o cotidiano constrói vínculos.

Dessa cultura latino-americana surge uma lógica espacial na qual a vida cotidiana se organiza de maneira relacional e extensiva. Práticas como sentar à porta de casa, ocupar a calçada, brincar na rua, produzem uma cidade vivida para além dos limites formais do projeto.

Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar - 1 的图像 4Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar - 2 的图像 4Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar - 3 的图像 4Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar - 4 的图像 4Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar - Mais Imagens+ 5

Pavilhões e Instalações do Sul Global: 10 Projetos que Marcaram 2025

Em um cenário global marcado por transformações aceleradas, 2025 consolidou-se como um ano decisivo para a arquitetura — não apenas pelos grandes eventos que mobilizaram o circuito internacional mas, sobretudo pelas vozes que neles se destacaram. Da Bienal de Arquitetura de Veneza à Expo Osaka, os pavilhões e instalações dos países do Sul Global deixaram de operar como meros gestos expositivos para se afirmar como territórios de memória, resistência e imaginação, articulando narrativas que ampliam os horizontes do debate arquitetônico contemporâneo.

Neles, tradição e futuro caminham lado a lado: materiais ancestrais reaparecem reinventados, feridas históricas ganham forma sensível e a urgência social se traduz em propostas que desafiam modos estabelecidos de construir e de habitar o mundo.

Pavilhões e Instalações do Sul Global: 10 Projetos que Marcaram 2025 - 3 的图像 4Pavilhões e Instalações do Sul Global: 10 Projetos que Marcaram 2025 - 1 的图像 4Pavilhões e Instalações do Sul Global: 10 Projetos que Marcaram 2025 - 2 的图像 4Pavilhões e Instalações do Sul Global: 10 Projetos que Marcaram 2025 - 14 的图像 4Pavilhões e Instalações do Sul Global: 10 Projetos que Marcaram 2025 - Mais Imagens+ 13

Futuros Rurais: Projetos e Instalações que Redefiniram o Campo em 2025

Já faz alguns anos que o campo deixou de ser apenas o contraponto pictórico às cidades e passou a funcionar como um laboratório ativo de novas relações entre território, paisagem e pessoas. Nele, a urgência ambiental encontra a memória coletiva; técnicas ancestrais dialogam com experimentações arquitetônicas; comunidades locais operam como curadoras do seu próprio território. A ruralidade contemporânea emerge menos como geografia e mais como cultura — inscrita em modos de vida que cuidam do meio ambiente.

Trata-se de uma vasta zona rural que se espalha pelo planeta assumindo distintas expressões conforme o contexto — dos arrozais asiáticos aos assentamentos agrícolas africanos, das pequenas propriedades europeias aos latifúndios e comunidades agroextrativistas das Américas. Ainda assim, por trás dessa pluralidade, haveria algo que as une? E, sobretudo, como a arquitetura revelaria esse elo silencioso?

Futuros Rurais: Projetos e Instalações que Redefiniram o Campo em 2025 - Image 1 of 4Futuros Rurais: Projetos e Instalações que Redefiniram o Campo em 2025 - Image 2 of 4Futuros Rurais: Projetos e Instalações que Redefiniram o Campo em 2025 - Image 3 of 4Futuros Rurais: Projetos e Instalações que Redefiniram o Campo em 2025 - Image 4 of 4Futuros Rurais: Projetos e Instalações que Redefiniram o Campo em 2025 - Mais Imagens+ 13