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Pequenos Escritórios, Grandes Ideias: Estúdios Indianos Redefinindo a Atuação da Arquitetura

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No discurso arquitetônico contemporâneo, a escala é frequentemente confundida com influência. Grandes escritórios, projetos emblemáticos e planos diretores dominam a visibilidade, reforçando a ideia de que a ambição na arquitetura é medida por tamanho, alcance ou espetáculo. No entanto, na Índia e em contextos semelhantes, surge uma produção mais silenciosa, mas de igual relevância. Ela é liderada por escritórios pequenos, mas potentes, que atuam com recursos limitados, relações próximas com os clientes e uma compreensão profunda das condições locais.

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Inovar a partir da argila: tradição cerâmica que evolui transcendendo décadas de história

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Durante milênios, a argila tem sido a base de paredes, fachadas e revestimentos. Provavelmente não existe outro material fabricado pelo ser humano com uma história tão extensa quanto o tijolo. Sua permanência na arquitetura não se explica apenas por seus atributos técnicos, mas também por seu impacto social, sua eficiência construtiva e seu profundo enraizamento cultural na forma de construir cidades.

No Chile, a tradição do tijolo acompanhou historicamente o desenvolvimento da habitação, tornando-se um material associado a estabilidade, permanência e segurança para as famílias. Nesse contexto, a Cerámica Santiago celebra 45 anos de trajetória, consolidando-se como uma das referências nacionais no desenvolvimento de produtos cerâmicos para a construção, com um olhar que reconhece o papel social da habitação no desenvolvimento urbano do país. Desde as suas origens, a empresa busca integrar a tradição do ofício cerâmico com processos industriais modernos, inovação em design e novas exigências técnicas.

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Modernismo Marroquino: A Arquitetura de Jean-François Zevaco

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O modernismo tem uma longa história no Marrocos. Devido à proximidade com a Europa e ao domínio do Protetorado Francês, o país acompanhou de perto os desdobramentos arquitetônicos do movimento. Sua relativa estabilidade após a Segunda Guerra Mundial fortaleceu ainda mais esse papel, atraindo arquitetos e arquitetas europeus que buscavam um polo para novas ideias. No Marrocos independente, os/as arquitetos/as adotaram o modernismo ao assumirem a tarefa de construir a infraestrutura de uma nova nação. O arquiteto Jean-François Zevaco, nascido no Marrocos de pais franceses, atuou ao longo desses períodos formativos, desenvolvendo uma versão própria e expressiva da arquitetura moderna.

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Offsitewood 2.0: Ferramentas práticas para arquitetos(as) que exploram a madeira offsite

O lançamento mais recente do Offsitewood.org marca um passo significativo para tornar a construção offsite em madeira mais acessível para arquitetos/as. A Versão 2.0 introduz um conjunto de recursos digitais voltados a ajudar profissionais de design e arquitetura a modelar, planejar e colaborar de maneira mais eficiente.

Bibliotecas gratuitas para download são um recurso central e em constante expansão no site. Além disso, novos aplicativos e serviços estão disponíveis, incluindo visualizadores de amostras digitais de madeira (e-samples), uma barra de ferramentas avançada de paginação de painéis e de estruturas (framing) para o Revit, além de um espaço de trabalho colaborativo para otimização de projetos.

Do Irã à Argentina: 9 residências contemporâneas não construídas que exploram forma, contexto e identidade

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Em diferentes geografias e gerações, profissionais da arquitetura estão repensando a ideia de lar, equilibrando expressão pessoal, sensibilidade ao contexto e clareza material. Estas propostas residenciais contemporâneas, enviadas pela comunidade do ArchDaily, revelam como a casa continua a evoluir tanto como manifesto arquitetônico quanto como um cenário íntimo para a vida cotidiana. Do escultórico e futurista ao enraizado e vernáculo, os projetos exploram como a forma construída se equilibra entre identidade, meio ambiente e estilo de vida em um mundo cada vez mais complexo.

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Um romance universal que nasce de uma reforma atípica: em conversa com Manuel Ocaña, autor de Oh, Susana!

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Narrar uma obra de arquitetura é sempre um desafio. As imagens de um projeto, por mais precisas ou espetaculares que sejam, muitas vezes deixam de fora todo o processo que as tornou possíveis. O registro desses processos — os bastidores da arquitetura — é, sem dúvida, parte fundamental de qualquer obra. E torna-se ainda mais essencial quando tanto o projeto quanto sua metodologia de execução se afastam dos caminhos convencionais. Este é o caso da obra realizada por Susana, responsável por uma propriedade rural sem nenhuma experiência prévia em construção, que assumiu o desafio e o executou por conta própria, guiada unicamente pelas instruções que o arquiteto do projeto, Manuel Ocaña, lhe enviava pelo WhatsApp.

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CarbonSpace: Projetando com carbono desde o primeiro esboço

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Todo ato de construir começa com a transformação de matérias-primas, energia e solo, o que inevitavelmente acarreta impactos ambientais. Isso engloba todas as alterações que um processo desencadeia no mundo natural: da extração de recursos às emissões de poluentes, do consumo de energia à perda de biodiversidade. Mensurar esse impacto é complexo, pois envolve múltiplas dimensões. O carbono consolidou-se como a métrica comum, traduzindo esses efeitos em emissões de gases de efeito estufa (equivalente de CO₂) diretamente ligadas ao aquecimento global. Essa padronização tornou o indicador onipresente e comparável entre diferentes materiais, sistemas e setores. Reduzir as emissões de carbono significa, portanto, atacar a raiz do aquecimento global — uma tarefa de urgência máxima para a indústria da construção, responsável por cerca de 39% das emissões globais. Em resposta a esse desafio, o MVRDV NEXT, divisão de inovação e ferramentas digitais do escritório de arquitetura holandês, lançou o CarbonSpace, uma plataforma aberta e gratuita que leva a contabilidade de carbono diretamente para a mesa de projeto, ainda na fase do rascunho em guardanapo.

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Frágil por concepção: os edifícios podem aprender a se curvar sem quebrar?

Se no passado as cidades eram moldadas por estruturas simples que podiam se adaptar a novos usos, hoje elas estão repletas de habitações rígidas — muitas vezes projetadas para uma única finalidade e com layout e vida útil predeterminados. À medida que os prazos climáticos se estreitam, as comunidades exigem espaços mais resilientes e conscientes dos recursos, e os padrões de trabalho e moradia continuam a mudar, essa rigidez se torna um entrave. Quando as edificações se recusam a se flexibilizar, costumam ser tratadas como descartáveis, desencadeando ciclos de demolição, inatividade e desperdício. A adaptabilidade, outrora vista como uma conveniência adicional, está se tornando um imperativo — algo que a edição inaugural da Adaptable Building Conference (ABC), em Roterdã, pretende colocar em primeiro plano.

Repense o poder da luz natural: Redefinindo espaços horizontais com luz vertical

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A arquitetura vai além de sua função fundamental de definir espaços e proporcionar proteção; ela molda a experiência das pessoas, influenciando sensações de conforto, amplitude e bem-estar. Entre os muitos elementos que compõem uma edificação, as aberturas desempenham um papel crucial ao conectar o interior e o exterior, equilibrando privacidade e transparência, além de permitir a entrada de ventilação e iluminação natural. Em especial, a luz natural transforma ambientes, define atmosferas e realça detalhes arquitetônicos, tornando os espaços mais dinâmicos e convidativos.

As janelas, que outrora eram simples aberturas nas paredes, evoluíram graças aos avanços em materiais e tecnologia, maximizando a eficiência e ampliando seu papel no projeto arquitetônico. Se a arquitetura gótica exibia vitrais maravilhosos através de imponentes janelas altas, a arquitetura moderna migrou para formas horizontais e fachadas totalmente envidraçadas, transformando a maneira como a luz do dia é integrada aos espaços. No entanto, depender exclusivamente do envidraçamento de fachada apresenta uma limitação: a luz natural muitas vezes fica confinada ao perímetro do edifício, deixando as áreas centrais na sombra. As aberturas zenitais, como claraboias e janelas para coberturas planas, superam esse desafio ao canalizar a luz natural para as profundezas dos espaços internos, reduzindo a dependência da iluminação artificial.

Kop Dakpark: O projeto do INBO + h3o que redefine a habitação social em Roterdã

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Localizado na extremidade do icônico Dakpark de Roterdã, o novo projeto Kop Dakpark, projetado pelos escritórios de arquitetura INBO e h3o, apresenta-se como um modelo inovador de habitação sustentável e inclusiva. Desenvolvido por Woonstad Rotterdam, este complexo residencial inclui 153 habitações acessíveis —63 sociais e 90 de faixa média— que não apenas respondem à demanda por moradia, mas também integram a natureza e a comunidade para qualificar tanto a paisagem urbana quanto a ecológica.

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Playgrounds urbanos em evolução: 5 estratégias de projeto e 31 projetos pelo mundo

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Os playgrounds urbanos estão evoluindo de simples balanços e escorregadores para paisagens urbanas dinâmicas e multifacetadas. Estes novos projetos são muito mais do que apenas locais de lazer; trata-se de espaços integrados de forma planejada que respondem aos desafios urbanos, promovem o senso de comunidade e inspiram a criatividade. Uma forte tendência é o uso intencional de cores e padrões. Projetistas utilizam zonas cromáticas vibrantes para segmentar diferentes áreas funcionais, criando uma experiência visualmente dinâmica que contrasta com o entorno natural. Essa abordagem também pode ser empregada para consolidar uma identidade urbana coesa, com paletas de cores cuidadosamente selecionadas que complementam a paisagem urbana existente.

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A Cidade Corporativa: Três Modelos de Desenho de Cidades-Empresa

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Há mais de um século e meio, corporações periodicamente assumem o papel de construtoras de cidades. Bairros ou até mesmo assentamentos inteiros que existem na interseção entre o comércio e a vida cívica, as "company towns" (ou cidades-empresa) são tipologias urbanas recorrentes. A cidade corporativa há muito se remodela para se adequar ao espírito de cada época, seja por meio do idealismo pastoral da Inglaterra industrial ou do otimismo cinematográfico da América de meados do século XX. Em sua roupagem mais recente — o distrito de campus de renda mista —, a arquitetura torna-se uma linguagem de pertencimento, branding e persuasão silenciosa.

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Seguindo o legado de Oscar Niemeyer: a história por trás do Teatro Estadual de Araras no Brasil

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Inaugurado em 1991, o Teatro Estadual Maestro Francisco Paulo Russo de Araras é considerado um dos principais equipamentos culturais da cidade e da região. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, um dos grandes expoentes do Movimento Moderno, o teatro foi dotado de toda a infraestrutura necessária para eventos culturais locais, nacionais e internacionais entre 1995 e 2005. Niemeyer deixou um legado cuja linha arquitetônica de formas livres se articula com influências de diferentes vertentes, sendo também capaz de dialogar com a identidade de um país tropical.

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Ressignificando Marcos Culturais: Uma Abordagem Local para a Arquitetura no Oriente Médio

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Uma análise anterior sobre marcos culturais no Oriente Médio projetados por arquitetos/as internacionais destacou temas recorrentes, como a arquitetura como uma extensão da paisagem, o desenho responsivo ao clima e a abstração de formas tradicionais. Esses projetos frequentemente introduziram soluções ambientais de alta tecnologia, utilizaram formas monumentais para reinterpretar a identidade local ou se posicionaram como marcos na paisagem urbana ou desértica mais ampla. Embora essas abordagens tenham definido muitas das instituições culturais mais reconhecidas da região, elas representam apenas um lado do discurso arquitetônico. Uma trajetória igualmente significativa, porém distinta, surge de arquitetos/as locais, que trabalham a partir de estruturas existentes, contextos históricos e ambientes habitados para criar instituições profundamente integradas ao seu entorno. Essa abordagem prioriza a continuidade, a transformação e a acessibilidade, garantindo que a arquitetura continue sendo parte viva do tecido cultural, em vez de se limitar a um objeto isolado.

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Entre a flexibilidade e a liberdade criativa: designs de forros modulares que inspiram

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Para além de sua estética, materialidade ou método de instalação, o papel dos forros na arquitetura contemporânea já não se limita apenas a ocultar estruturas ou instalações internas nos edifícios. Ao agregar qualidades funcionais como absorção acústica, isolamento térmico, eficiência energética, proteção contra o fogo, iluminação integrada ou facilidade de manutenção, as diferentes disposições de forros são capazes de combinar flexibilidade e versatilidade de acordo com as diferentes necessidades e usos de seus/suas ocupantes. Interiores de escritórios, restaurantes, consultórios, estabelecimentos comerciais e outros espaços ganham protagonismo por meio da aplicação de forros com intenções e mensagens claras a transmitir.

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E se o menor detalhe ajudasse a moldar a atmosfera de um espaço?

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No debate arquitetônico recente, o design de interiores tem se concentrado em como os espaços moldam a experiência psicológica e atmosférica, e no que confere ressonância emocional aos ambientes internos. A atenção deslocou-se para os pequenos detalhes, em vez de se apoiar primordialmente na forma ou na estrutura. A luz, por exemplo, não é apenas um requisito técnico, mas também um material arquitetônico por direito próprio. Ela é capaz de estruturar o espaço, animar superfícies, definir texturas e moldar a atmosfera, ao mesmo tempo em que influencia o bem-estar. Paralelamente, as características entre o minimalismo e o maximalismo moldam a forma como as atmosferas são percebidas, instigando uma reflexão sobre como as abordagens voltadas à simplicidade ou à exuberância podem influenciar o estado de espírito. Longe de existirem como estéticas opostas, essas tendências investigam a maneira como os interiores interagem com os estados mentais, refletem a identidade pessoal e respondem às mudanças sutis na forma como as pessoas habitam e vivenciam o espaço.

Sandra Barclay: “Como você entende uma paisagem se não a percorre?”

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Nicolás Valencia conversa com a arquiteta peruana Sandra Barclay, sócia-fundadora do Barclay&Crousse Architecture, sobre o livro Atlas Sensível: tempo, memória e percurso na construção da paisagem, publicado pela Publicaciones Arquitectura PUCP e pelo Fondo Editorial PUCP.

Espaços para folhear: o equilíbrio entre comércio e comunidade no projeto de livrarias

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A livraria contemporânea é um espaço paradoxal. É comercial, mas raramente comercializada; pública, mas frequentemente de propriedade privada; de escala reduzida, mas de impacto abrangente. À medida que tipologias arquitetônicas adjacentes evoluem sob as pressões do consumo digital, da precariedade econômica e da mudança de hábitos sociais, a livraria não encolheu, mas se adaptou ao século XXI. Não se trata de um local para trocas literárias privadas ou institucionais, mas de um híbrido espacial que acolhe o ritual, o descanso, a performance e a socialização.

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Vagas em Xangai | Atelier xy contrata Designer de Interiores / Especialista em Marketing e Mídia / Estagiário(a)

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Arquitetura do sul do mundo com Matías González e Sofía Carrión

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Nicolás Valencia conversa com a arquiteta chilena Sofía Carrión Bobadilla e o arquiteto chileno Matías González Ulloa, criadores do Área Verde e líderes do ⁠Arquitectura Maulina⁠, uma plataforma digital focada em arquitetura, território e reflexões da inspiradora região de Maule, no Chile.

A evolução dos banhos públicos: da necessidade à experiência

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Historicamente, os banhos públicos eram uma necessidade fundamental de higiene, dando origem a casas de banho comunitárias em regiões onde banheiros privados eram raros. No Japão, por exemplo, as casas de banho sento surgiram no início do período Edo, servindo como instalações essenciais quando a maioria das residências não dispunha de espaços próprios para o banho. Da mesma forma, em outras partes do mundo onde os sistemas hidráulicos e a gestão da água eram considerados luxos, os banhos públicos compartilhados tornaram-se componentes vitais da vida urbana. Com o tempo, esses espaços evoluíram para além de sua função prática, tornando-se locais de socialização, relaxamento e de fuga temporária da rotina diária.

No entanto, na era moderna, os banheiros privados tornaram-se onipresentes nas residências contemporâneas, solucionando de forma eficaz as preocupações de higiene que outrora tornavam as casas de banho públicas indispensáveis. Com o surgimento de espaços sociais alternativos — como cafés, academias, bares e lounges de jazz —, o banho comunitário tradicional deixou de desempenhar essa função essencial. Embora alguns ainda apreciem o aspecto social dos banhos públicos, o desconforto de se trocar e se molhar na frente de estranhos pode afastar muitas pessoas dessa experiência.

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O Plano e o Prompt: Como a IA está reconfigurando o projeto e a prática

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O processo de projeto na arquitetura sempre foi moldado pelas ferramentas disponíveis. No passado, desenhava-se com caneta e nanquim sobre folhas frágeis, reproduzidas por cópia heliográfica e protegidas contra borrões e rasgos; então surgiu o Mylar, facilitando revisões e a preservação, e direcionando os desenhos para uma economia de linhas mais enxuta e deliberada. O desenho auxiliado por computador veio em seguida, acelerando a coordenação e transformando nossa percepção de escala e precisão. Hoje, a IA adiciona mais uma camada—reunindo informações em segundos e gerando imagens sob comando—prometendo novas eficiências ao mesmo tempo em que levanta novas questões sobre autoria e ofício. O que criamos, e como criamos, evoluiu com cada ferramenta; a história de nossos métodos é a história de nossas ideias.

A partir do pós-guerra, o Mylar (desenvolvido na década de 1950) facilitou a reprodução de desenhos e acelerou a transição das cópias heliográficas para os processos de cópia diazográfica. Antes do Mylar, a simples preservação dos desenhos—manter uma ideia intacta, legível e sem danos—era uma tarefa monumental. As prioridades de projeto no pós-guerra frequentemente se voltavam para a eficiência, a simplicidade e um minimalismo industrial alinhado às necessidades de reconstrução. As ferramentas reforçavam isso: o trabalho de arquitetura permanecia predominantemente desenhado à mão, onde cada linha levava tempo para ser traçada e ainda mais tempo para ser apagada. Esse esforço aguçava a economia do desenho; cada traço precisava justificar sua existência.

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Construindo conhecimento, não apenas estruturas: redefinindo o papel do/a arquiteto/a em tempos de incerteza

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Atribui-se a Aristóteles o provérbio "uma andorinha só não faz verão". Na natureza, a chegada dessas aves migratórias costuma anunciar a mudança das estações, um símbolo universal de renovação e esperança. Contudo, é apenas quando muitas delas levantam voo que o verdadeiro calor do verão se inicia. O mesmo pode acontecer na arquitetura: um projeto isolado, por mais exemplar que seja, raramente transforma uma realidade por si só. Quando, no entanto, uma obra ensina, inspira e pode ser replicada, ela se torna o prenúncio de algo maior.

Iniciativas que combinam tecnologias simples, materiais locais e processos participativos mostram como construir também pode ser um ato de aprendizado. Estruturas e tijolos moldam lugares de ensino mútuo, onde arquitetos/as e moradores/as compartilham conhecimentos e constroem juntos, multiplicando habilidades e fortalecendo laços. Esses projetos apontam para a possibilidade de um verão coletivo, um futuro no qual o conhecimento se propague de forma tão ampla quanto as paredes que o abrigam.

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Anunciados os vencedores do 20º Concurso de Estudantes de Arquitetura da Saint-Gobain

Mais de 200 universidades de 33 países participaram da 20ª edição do Architecture Student Contest. Estudantes de todo o mundo idealizaram projetos para transformar e desafiar o desenvolvimento de uma cidade periférica e de um vilarejo em um território de conexão estratégica na Europa — lar da maior plataforma logística do sul do continente e que em breve receberá um grande projeto de linha ferroviária de alta velocidade transeuropeia —, unidos pela ambição de "Atrair a Juventude".

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