O espaço arquitetônico há muito é moldado pela permanência: cômodos com funções fixas, fachadas que definem claramente onde o exterior termina e o interior começa. No entanto, a vida contemporânea é definida pela sobreposição e pela transição: entre o trabalho e o morar, o interior e o exterior, a privacidade e a comunidade. As necessidades espaciais evoluem continuamente, exigindo uma arquitetura capaz de responder, adaptar-se e permanecer relevante ao longo do tempo.
Nesse contexto, a adaptabilidade surge não apenas como uma ambição de projeto, mas como uma necessidade sustentável. Edifícios que se ajustam a usos dinâmicos, climas em transformação ou novas formas de habitar prolongam sua vida útil e reduzem a necessidade de demolições ou grandes reformas (retrofits). A flexibilidade torna-se uma medida de resiliência, permitindo que as estruturas mantenham sua vitalidade ao longo de décadas. Mas de que maneira a arquitetura pode responder às formas em constante evolução como habitamos e vivenciamos o espaço?
Há dezesseis anos, lançamos o ArchDaily Building of the Year Awards com uma ideia simples, mas poderosa: permitir que nosso público leitor escolha seus edifícios favoritos em nossa biblioteca de projetos em constante crescimento. Graças ao seu engajamento, este prêmio se tornou um dos reconhecimentos mais democráticos e influentes da arquitetura. Ano após ano, a visão coletiva de vocês tem destacado a excelência arquitetônica em diferentes culturas, economias e paisagens ao redor do mundo.
Este ano não foi exceção. Os 75 projetos finalistas já demonstraram uma gama notável de soluções espaciais, refletindo o poder da inteligência coletiva em traçar um retrato da arquitetura mais instigante da atualidade. Agora, é hora de revelar os projetos vencedores.
O travertino é um daqueles materiais que, independentemente da época, do tipo de edifício ou da corrente dominante, encontra seu lugar com naturalidade: seja em um projeto situado em uma cidade italiana ou, consistentemente, em diversas obras de Mies van der Rohe. Sua maior virtude talvez seja essa versatilidade que não se esgota nem se dilui, permitindo que, de tempos em tempos, ele resurja e seja redescoberto como um material relevante na produção arquitetônica. Hoje, continua sendo explorado em projetos contemporâneos por meio de novos formatos, combinações e aplicações que destacam sua continuidade visual, bem como sua textura e calidez, elementos que se alinham às linguagens materiais da arquitetura atual.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143302/guia-essencial-para-integrar-travertino-em-projetos-de-arquitetura-e-design-de-interioresEnrique Tovar
A arquitetura de mercados contemporânea no México frequentemente se inspira em seus precedentes pré-hispânicos. O Mercado de Tlatelolco na antiga Tenochtitlan, por exemplo, caracterizava-se por uma grande praça aberta pavimentada com pedras e "ruas" demarcadas, divididas em seções para mercadorias específicas, servindo como um importante ponto de encontro para o intercâmbio social e econômico. De modo semelhante, a tradição dos Tianguis, uma tipologia de mercado efêmero integrada à ampla tradição mesoamericana, também organizava barracas em corredores dentro de uma praça pública, refletindo os princípios de organização observados em Tlatelolco. Esses modelos históricos estabeleceram as bases para a tradição dos mercados públicos no México e em países da América Central, onde o espaço público se funde ao arranjo estruturado do comércio. Hoje, embora muitos dos espaços comerciais do México — com destaque para a Central de Abasto na Cidade do México e outros mercados tradicionais como Jamaica, Merced e San Juan — tenham adotado um caráter permanente no atendimento às suas comunidades, os tianguis mantêm sua forte presença na sociedade mexicana.
A trajetória de Christele Harrouk na arquitetura foi moldada pelo ambiente complexo e em constante mutação de sua criação no Líbano — um lugar marcado por contradições, transformações e resiliência. Embora seu ingresso na área não tenha sido planejado, a disciplina logo se tornou uma lente profunda pela qual ela compreende o mundo e suas complexidades. Ao aliar sua paixão pela escrita à sua experiência em arquitetura e desenho urbano, Christele descobriu uma voz única na interseção desses campos, adotando o trabalho editorial como uma plataforma poderosa para influenciar o discurso e amplificar narrativas diversas.
Como editora-chefe do ArchDaily, Christele está profundamente comprometida em moldar o discurso arquitetônico por meio de uma curadoria criteriosa. Ela busca projetos e histórias que dialoguem profundamente com o contexto, a cultura e as realidades sociais — priorizando aqueles que vão além de apresentar a arquitetura como mera forma ou função. Para ela, o real valor reside em conteúdos que desafiam as narrativas dominantes, amplificam vozes marginalizadas e fomentam debates críticos em comunidades globais.
Combinando talentos emergentes e marcas consagradas, a edição deste ano da International Contemporary Furniture Fair promoveu conexões significativas, dinamismo comercial e debates aprofundados em toda a comunidade global de design.
De volta ao Javits Center em maio deste ano, a edição de 2025 da International Contemporary Furniture Fair (ICFF) reuniu mais de 400 marcas de design de 35 países, consolidando seu papel como ponto de encontro central para o design contemporâneo na América do Norte. Abrangendo os setores residencial, comercial e hoteleiro, a feira atraiu mais de 13 mil visitantes e manteve um forte engajamento em todas as frentes — mesmo diante da contínua volatilidade do mercado e das pressões tarifárias.
Diluindo os limites entre a superfície e o subsolo, The In-between Scape e Transitorre reimaginam de forma audaciosa a Mina de Sal de Petralia Soprana como um ponto de encontro de contrastes — onde a educação se funde com o lazer, a natureza com a arquitetura, e os/as visitantes tornam-se parte da história. Esses projetos visionários, nascidos do programa Architecture for Landscape da YACademy, utilizam formas ousadas e materiais inovadores para instaurar um diálogo entre as pessoas e o lugar, transformando a mina em uma experiência imersiva e profundamente conectada. Com base em uma década de experiência em intervenções de projeto em sítios naturais extraordinários, o programa oferece uma jornada educacional única voltada para uma arquitetura significativa e orientada pelo contexto.
Ao longo do curso, a Yacademy busca capacitar profissionais do design para intervir em contextos naturais surpreendentes e monumentais. Por meio de um programa abrangente de palestras ministradas por arquitetos/as de renome, visitas técnicas exclusivas, workshops práticos e revisões de projetos, os/as profissionais tornam-se cada vez mais capazes de reconectar a ação humana ao ambiente natural, inspirando-se na paisagem para conceber arquiteturas excepcionais, sustentáveis e impactantes. Além disso, o programa assegura um estágio em um escritório de arquitetura de grande prestígio.
Em cidades de todo o mundo, as relíquias da produção industrial tornaram-se laboratórios de uma nova condição urbana. Galpões, usinas e estaleiros, outrora símbolos do trabalho e do progresso, hoje se erguem como vastas cascas vazias, à espera de serem reimaginados. Em vez de apagar essas estruturas, arquitetos e arquitetas estão encontrando maneiras criativas de adaptá-las às necessidades contemporâneas, transformando espaços de manufatura em locais de cultura, educação e vida comunitária.
Essa mudança reflete uma transformação mais ampla nas prioridades arquitetônicas: construir menos e reutilizar mais. A prática do reuso adaptativo responde simultaneamente à urgência ambiental e à necessidade de continuidade cultural nos ambientes urbanos.
Por ocasião da Design Week 2025, a Gessi transforma a Casa Gessi Milano em uma experiência de Haute Culture, colocando o bem-estar pessoal no centro das atenções. Com uma presença consolidada no cenário internacional do design, a Gessi continua a incorporar uma visão de inovação, bem-estar e sensibilidade estética refinada. Desde sua inauguração em 2012, este espaço icônico na Via Manzoni tornou-se um ponto de encontro singular onde criatividade, elegância e experimentação dialogam.
"Se os edifícios pudessem falar", como certa vez ponderou um/a cineasta, então a paisagem urbana de Osaka poderia soar barulhenta, vibrante e com algumas arestas por aparar — e, ainda assim, de algum modo, harmoniosamente composta. Assim como a própria cidade, o cenário arquitetônico reflete o caráter singular de Osaka: estruturado em camadas, dinâmico e repleto de uma energia caótica. Com uma população de 2,7 milhões de habitantes e em constante crescimento, esse denso centro urbano continua a evoluir de maneira idiossincrática.
Historicamente — a exemplo de outras formas culturais — a arquitetura tem sido documentada, compartilhada e promovida principalmente pela mídia impressa. Livros, periódicos e revistas veiculavam os argumentos e as imagens da disciplina e, como a prática arquitetônica depende fortemente da comunicação visual, os periódicos impressos criavam uma ponte entre as publicações acadêmicas e as revistas comerciais. Ao longo das décadas do pós-guerra, volumes belamente produzidos estabeleciam um ponto de vista coletivo, sinalizando o que o campo profissional amplamente considerava digno de discussão ou exemplar.
Nos principais centros culturais, um punhado de publicações moldava esse discurso: suas perspectivas eram tipicamente sofisticadas, profissionais e cuidadosamente editadas — sintetizando uma produção global difusa em uma pequena constelação de projetos notáveis. É indiscutível que o sistema privilegiava certas práticas e geografias, mas ele também ampliava o alcance da arquitetura para públicos mais amplos. Os edifícios começaram a se fixar no imaginário popular; o turismo cultural — viagens realizadas expressamente para vivenciar a arquitetura — deixou de ser uma raridade para se tornar um ritual.
Casa tradicional de bambu Mishing, Majuli. Foto por Rumi Borah. Licença Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International
Nas variadas geografias da Índia, dos canais costeiros às cidades-fortaleza no deserto, a arquitetura evoluiu com uma conexão profunda e instintiva com o clima. Não se tratava de tradições artesanais isoladas, mas de sistemas ecológicos completos nos quais os ciclos de materiais, o conforto térmico e o conhecimento comunitário eram interdependentes. À medida que a COP30 direciona a atenção global para as conexões entre patrimônio e resiliência climática, as práticas vernáculas da Índia surgem menos como artefatos históricos e mais como tecnologias climáticas refinadas ao longo de séculos.
A Buildner, em parceria com o Governo de Dubai, anunciou os resultados do concurso House of the Future 2024/25. Após o sucesso de sua edição inaugural em 2023, esta segunda edição convidou arquitetos/as e designers de todo o mundo a desenvolverem um protótipo de residência acessível, expansível e inovador, adaptado às necessidades em constante evolução das famílias dos Emirados Árabes Unidos.
Organizado em colaboração com o Mohammed bin Rashid Centre for Government Innovation e o Sheikh Zayed Housing Programme, o concurso ofereceu uma premiação total de €250.000 (1 milhão de AED). As propostas vencedoras estão agora em fase de avaliação para uma possível inclusão no catálogo nacional de projetos habitacionais dos Emirados Árabes Unidos, que oferece aos cidadãos uma seleção de modelos de residências inovadores e pré-aprovados.
Nascido no Sudão e atualmente sediado em Londres, Mohieldin Gamal traz uma perspectiva única para a arquitetura, moldada por sua profunda conexão tanto com sua terra natal quanto com a prática global. Seu fascínio precoce pela arquitetura começou em 1995, durante a construção de sua escola primária, onde ele percebeu pela primeira vez a importância da materialidade, do design climático e do contexto histórico. Essas experiências formativas lançaram as bases para sua abordagem multifacetada da arquitetura, atuando tanto na prática profissional quanto na escrita.
Mohieldin estudou arquitetura na Universidade de Nottingham e adquiriu uma experiência valiosa trabalhando em renomados escritórios no Reino Unido. Em 2021, retornou ao Sudão para lecionar na Universidade de Cartum e ajudou a fundar a seção sudanesa do Docomomo, reforçando seu compromisso com a preservação e a promoção do patrimônio arquitetônico do país. Seu trabalho se concentra em explorar arquiteturas pouco documentadas e as complexas forças históricas, políticas e econômicas que moldam as práticas construtivas na África e em outras regiões.
As chaminés estão entre os elementos mais silenciosamente persistentes da história da arquitetura. Ainda assim, sua presença se mantém em quase todos os contextos culturais e climáticos, servindo tanto como recurso técnico quanto como dispositivo espacial, atmosférico e simbólico. Ela povoa os densos horizontes urbanos e ancora as paisagens rurais, com sua silhueta vertical sendo tão comum quanto uma janela ou o portal de uma porta. Essa aparente simplicidade, no entanto, é enganosa. A chaminé é um dos poucos componentes arquitetônicos que conectam a escala íntima da vida interior com as forças expansivas do meio ambiente. Para arquitetos/as e designers, a necessidade da chaminé apresenta uma escolha: deixá-la desaparecer discretamente no tecido funcional do edifício ou amplificá-la como um elemento central e expressivo que molda a identidade de um projeto.
A 19ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza conta com uma presença marcante da comunidade da SCI-Arc, incluindo estudantes, ex-alunos/as e docentes. Seus trabalhos estão presentes em diversos contextos—desde pavilhões nacionais até instalações independentes e projetos de pesquisa—, dialogando criticamente com o tema deste ano, Intelligens. A mostra se consolida como uma plataforma instigante para explorar questões fundamentais da pedagogia da SCI-Arc: o futuro do design, o papel da tecnologia e as possibilidades da experimentação arquitetônica.
Disciplinas de design, como o de experiência do usuário (UX), evoluíram para se destacar na criação de experiências que tornam as interfaces digitais navegáveis. Elas alcançam esse objetivo por meio de uma compreensão profunda das necessidades do público usuário e pelo mapeamento de suas jornadas com atenção meticulosa aos detalhes. A cidade representa uma interface física vivenciada por uma diversidade de público — habitantes, turistas, pessoas de várias idades e gêneros, cada qual experimentando-a de forma única. Em uma época em que as interfaces digitais são projetadas para proporcionar experiências fluidas e sem atrito, por que muitas cidades continuam difíceis de navegar?
A trajetória na arquitetura de Jonathan Yeung começou a partir de seu profundo apreço pela experiência física e corpórea de se mover por espaços minuciosamente detalhados. Tendo crescido e estudado em diferentes lugares—Hong Kong, Kyoto, Cambridge e Berkeley—, ele desenvolveu uma sensibilidade para a forma como a arquitetura reverbera culturalmente, muitas vezes de maneiras que transcendem explicações simples. Para Jonathan, a arquitetura evoluiu de uma experiência incorporada para uma poderosa forma de expressão, abrangendo projeto, construção e escrita. O trabalho editorial tornou-se, naturalmente, uma extensão dessa exploração, oferecendo-lhe uma plataforma para refletir sobre ideias arquitetônicas sob múltiplas perspectivas.
Ele aborda a curadoria editorial com foco em questões de relevância persistente—temas que convidam a discussões complexas e multifacetadas, fundamentadas em dilemas sociais, culturais ou arquitetônicos. Busca projetos marcados por intencionalidade e excelência: obras que desafiam limites, refinam o cotidiano em algo excepcional ou revelam nuances espaciais e materiais sutis que moldam nossa experiência do ambiente construído. Seu interesse pelo detalhamento arquitetônico destaca-se como um tema recorrente, evidenciando o ofício e a precisão que contribuem para espaços duradouros e atemporais, muitas vezes negligenciados no discurso mais amplo.
Materiais de pavimentação à base de terra incluem elementos naturais como argila, areia, silte, cal e fibras orgânicas. Eles proporcionam tanto desempenho estrutural quanto estímulo sensorial ao serem aplicados tanto em áreas externas quanto internas. Devido às suas propriedades térmicas, durabilidade e qualidades sustentáveis, esses materiais evoluíram de técnicas construtivas vernaculares para elementos arquitetônicos de alto valor, constantemente reinventados e otimizados. Existem diversos tipos de pisos de terra, cada um com benefícios únicos, e seu uso em ambientes internos tem se tornado cada vez mais frequente.
Quando estudantes de arquitetura ainda estão na universidade, um momento costuma marcar um divisor de águas: o primeiro contato com um software. Não se trata apenas de dominar uma ferramenta, mas de descobrir um espaço onde as ideias transcendem os modelos físicos, ganhando forma em um ambiente digital e dando início a uma relação que muitas pessoas levarão por toda a sua carreira profissional. O que acontece a seguir? Os softwares continuam evoluindo e, com eles, a experiência de projeto. Nos últimos anos, essa evolução se acelerou — aprendizado de máquina, inteligência artificial, prompts e fluxos de trabalho integrados deixaram a periferia e passaram a ocupar o centro da prática projetual, tornando-se parte da linguagem comum entre sistemas e usuários/as. À medida que essas ferramentas se consolidam, surge uma pergunta fundamental: como isso redefinirá nossa experiência de projetar arquitetura no futuro?
https://www.archdaily.com.br/pt/1143283/como-o-bim-a-assistencia-por-ia-e-os-fluxos-de-trabalho-integrados-moldarao-a-experiencia-de-projeto-do-a-arquiteto-aEnrique Tovar
Mesclando técnicas vernáculas e experimentação contemporânea, a paisagem arquitetônica do México é moldada por um diálogo contínuo entre tradição, materialidade e modernidade. Sendo o quinto país com maior biodiversidade do mundo, a arquitetura mexicana busca responder a uma vasta gama de ambientes naturais, climas e tradições culturais, tudo dentro de um território marcado por contrastes impressionantes. Refletindo uma dualidade latente, ela é capaz tanto de expressar exclusividade quanto de atuar como catalisadora de transformação social.
Diante dos desafios ambientais, políticos, econômicos e sociais atuais, a experimentação com materiais na arquitetura convida a reconhecer a importância de investigar e analisar as propriedades dos elementos construtivos e compreender o papel do design espacial e de seu entorno imediato. Embora existam diversos tecidos, plásticos e até mesmo resíduos de várias fontes que são reciclados e ganham uma nova vida útil, o debate sobre o uso do sal como material de construção abre espaço para fomentar práticas mais sustentáveis para reduzir o impacto da indústria sobre o meio ambiente, bem como para investigar a nova vida de minerais descartados e resíduos de mineração para aplicação na arquitetura.
Em um mundo inundado por milhões de novos produtos e designs a cada ano, identificar e compartilhar aqueles que realmente se destacam não é apenas importante—é essencial. Essa é a motivação por trás do A' Design Awards, uma plataforma dedicada a reconhecer e celebrar designs excepcionais e produtos meticulosamente concebidos. O resultado? Lançar um holofote global sobre esses trabalhos, impulsionar sua visibilidade internacional e inspirar a próxima onda de inovação no design—que não apenas desafia os limites da criatividade, mas também beneficia e faz a sociedade avançar. Em meio a esse vasto mar de talentos, a premiação traz designs extraordinários à superfície.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143227/a-contagem-regressiva-comecou-a-design-awards-and-competition-ultima-chamada-para-inscricoesEnrique Tovar