A proteção do clima e dos recursos naturais está entre os desafios mais urgentes para o futuro do nosso planeta. Longe de ser uma questão isolada, trata-se de um tema complexo que afeta todas as esferas da atividade humana, incluindo mobilidade, arquitetura, modos de vida sustentáveis e educação. Existe um equívoco comum de que materiais de construção — como os painéis translúcidos de policarbonato — não podem ser sustentáveis. O plástico, como material, causa um impacto tão profundo no mundo e atrai tanta atenção negativa que se torna difícil romper com a generalização de que ele é fundamentalmente "ruim". Empresas como a Rodeca, por exemplo, inseridas no setor de produção de plásticos, desenvolveram materiais de construção translúcidos capazes de durar muitos anos como elemento construtivo integral, sem a necessidade de um descarte rápido. Como fabricante de painéis de policarbonato, a Rodeca mantém o olhar constantemente voltado para o futuro da sustentabilidade.
Lendager Group foi fundado com o objetivo explícito de se tornar o principal escritório de arquitetura sustentável da Dinamarca. Explorando o conceito de Projeto para Desmontagem (DfD, na sigla em inglês), seu projeto recente em Milão fundamenta-se na crescente preocupação com o consumo de recursos e as baixas taxas de reciclagem na indústria da construção. Ampliando os temas da economia circular, a obra foi concebida utilizando cadeiras feitas de plástico retirado dos oceanos, com a estrutura do pavilhão totalmente projetada para desmontagem.
A Casa do Futuro foi projetada por Alison e Peter Smithson em 1956 para demonstrar como seriam os projetos residenciais 25 anos no futuro. Trata-se de um volume retangular voltado para o interior, configurado por paredes de formas amorfas, módulos de armazenamento e um pátio central, além de contar com tecnologias de ponta de todos os tipos. Parece algo saído de Os Jetsons. Embora o projeto permaneça como uma obra singular no portfólio dos Smithson, ele influenciou profundamente o trabalho de seus estudantes, servindo de base para que escritórios como o Archigram desenvolvessem conceitos audaciosamente inovadores. Apesar dessa influência duradoura e marcante, a estrutura física permaneceu de pé por pouquíssimo tempo. Neste vídeo, a casa é reconstruída e explorada em tempo real. Como teria sido habitar a Casa do Futuro? Veja por si só.
A arquitetura pode ser engraçada. Naturalmente, ela costuma ser um alvo fácil e bem-humorado de piadas, como quando Frank Gehry é satirizado em Os Simpsons; no entanto, os próprios edifícios também podem ser divertidos. Filósofos como Kant acreditavam que o humor residia na incongruência entre o que se espera e o que se vivencia. Existe todo tipo de expectativa depositada sobre as edificações, bem como uma infinidade de maneiras pelas quais essa incongruência pode se desenvolver entre tais expectativas e o que o edifício realmente entrega. Este vídeo explora alguns dos edifícios humorísticos mais interessantes da história, desde o Maneirismo de Giulio Romano até as lojas BEST do SITE Architects, entre muitos outros. Por fim, o vídeo aponta para algumas práticas contemporâneas que recorrem ao humor para alcançar algo que vai muito além de uma simples risada.
A Comissão de Engajamento Cívico de Nova York (CEC), o Departamento de Assuntos Culturais (DCLA), o Mayor’s Fund to Advance New York City e o/a artista público/a em residência (PAIR) Yazmany Arboleda lançaram oficialmente o The People’s Festival. Esta série de eventos ao ar livre realizada nos cinco distritos da cidade contou com apresentações ao vivo, oficinas interativas, além de informações e recursos comunitários. O festival teve como âncora o The People’s Bus, um ônibus municipal aposentado que anteriormente era utilizado para transportar pessoas detidas em Rikers Island.
The Second Studio (antigo The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos/as arquitetos/as David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais da área criativa em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Uma grande variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros apresentam dicas para profissionais de design, análises de edifícios e projetos, ou reflexões descontraídas sobre a vida cotidiana e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Nesta semana, David e Marina recebem Randy Collins, S.E., fundador e diretor da FTF Engineering, Inc., para discutir o papel e as responsabilidades de engenheiros/as estruturais, o dimensionamento de estruturas resistentes a terremotos, as limitações dos requisitos estruturais dos códigos de obras, a contratação de profissionais de engenharia, a colaboração com arquitetos/as, a geração de valor para clientes e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130959/the-second-studio-podcast-entrevista-com-randy-collins-engenheiro-estruturalThe Second Studio Podcast
Há apenas 18 meses, a população global teve sua vida virada de cabeça para baixo pela pandemia de COVID-19. Quase imediatamente, arquitetos/as e designers começaram a especular sobre como projetar um mundo melhor, que fosse flexível, funcional e saudável. Embora a pandemia esteja longe de acabar — com muitos avanços científicos e políticas de saúde pública ainda necessários para de fato nos permitir vivenciar o nosso “novo normal” —, talvez seja o momento de refletir sobre nossas previsões e analisar quais aspectos da pandemia foram reações de curto prazo e quais aspectos da vida podem se refletir permanentemente na forma como pensamos o ambiente construído.
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‘O-ring de precisão’ nos chuveiros de mão EcoSmart: se a pressão da água for alta, o tamanho da abertura diminui. Se for baixa, ela se expande. Imagem cortesia de Hansgrohe
A escassez de água afetará diretamente quase 20% da população humana até 2025, de acordo com diversos relatórios da ONU, além de influenciar indiretamente os demais habitantes do planeta, as economias e ecossistemas inteiros. Projetar sistemas eficazes de gestão hídrica é um processo fundamental que engloba o planejamento, o desenvolvimento e a gestão dos recursos hídricos — tanto em termos de quantidade quanto de qualidade — em todas as suas formas de uso. Esse processo envolve as instituições, a infraestrutura, os incentivos e os sistemas de informação que apoiam e orientam essa gestão.
Reformar um espaço para fins gastronômicos pode ser um dos desafios mais interessantes para um/a arquiteto/a, devido à liberdade projetual que costuma caracterizar esses projetos. Isso nos permite brincar com revestimentos, iluminação e mobiliário para criar espaços únicos que sejam atraentes e funcionais, tanto para a equipe do restaurante quanto para os clientes.
Mergulhamos em nossa biblioteca de projetos para selecionar 5 restaurantes que aproveitaram o processo de reforma e suas complexidades para criar espaços singulares, apresentados pela ICEX e Interiors from Spain.
Recentemente, tem se observado um interesse crescente e a adoção de uma estética surgida em refúgios rurais, conhecida como cottagecore. Essa tendência remete à época de Laura Ingalls Wilder e a outros tempos mais simples de pioneirismo, colonização e antigos assentamentos europeus. O cottagecore engloba elementos como flores, madeira, tons quentes, telhados de palha, móveis desgastados pelo tempo e outros objetos e motivos associados à vida no campo. Embora o poder restaurador dos chalés e refúgios seja reconhecido há muito tempo, sua popularidade e o interesse renovado por eles coincidem com a pandemia, em um momento no qual nossas vidas são marcadas pelo tempo excessivo em espaços fechados e pela comunicação feita exclusivamente por meios digitais.
As maquetes são úteis para arquitetos/as em diversas etapas, desde as fases iniciais do projeto até a divulgação de um edifício após sua conclusão. No entanto, o que há nas maquetes que as torna uma ferramenta tão importante e poderosa? E de que maneira diferentes escritórios de arquitetura as incorporam em seus processos de projeto singulares? Este vídeo explora essas questões analisando três escritórios: Morphosis, MVRDV e Herzog & de Meuron. Frequentemente, as empresas contam com oficinas de maquetes e equipes dedicadas a essa produção, responsáveis por tudo, desde as primeiras decisões de projeto até apresentações cruciais para clientes e, inclusive, o marketing do edifício. Ouvimos os profissionais que trabalham nessas oficinas e analisamos como os três escritórios estudados abordam as maquetes de forma única.
Na Metropolis esta semana, a autora Annie Howard explora a Bienal de Arquitetura de Chicago, aberta ao público no dia 17 de setembro com a apresentação de 15 intervenções site-specific. Ao argumentar que "uma visita aos Silos Damen e a celebração do Wall of Respect revelam uma bienal que se esforça para alcançar um engajamento de longo prazo com a cidade que chama de lar", a editora questiona quanto trabalho ainda é necessário para tornar a cidade plenamente utilizável por seus habitantes.
https://www.archdaily.com.br/pt/1130852/entendendo-a-cidade-disponivel-na-bienal-de-arquitetura-de-chicagoAnnie Howard
Com o estilo de vida contemporâneo priorizando o ato de receber em casa, as ilhas de cozinha voltadas para a área social — com assentos integrados — transformaram o "ficar em casa" no novo "sair". Mas o que define a ilha de cozinha perfeita?
Um mapa de inundação futura de Mastic, Nova York. Direita: Um plano para adensar as áreas mais altas e secas da cidade e recuar da linha costeira. . Imagem cortesia de Rafi Segal e Susannah Drake
Muita coisa pode acontecer no espaço entre o título e o subtítulo de um livro, como demonstra A Blueprint for Coastal Adaptation: Uniting Design, Economics, and Policy (Island Press, 2021). Aqui, ao contrário da norma, o subtítulo assume um tom mais evocativo ao elevar o design ao mesmo patamar da economia e das políticas públicas. Para alguns, isso pode parecer uma manobra espúria, mas o volume faz jus ao seu credo: sua equipe editorial é composta por dois docentes de design e um professor de escola de negócios, sem mencionar as diversas trajetórias de seus colaboradores e colaboradoras.
Blueprint aprofunda-se nas decisões de políticas públicas que moldaram a condição frágil da infraestrutura costeira. O livro constrói um panorama convincente do contexto mais amplo no qual o design atua, com o objetivo de tornar o ambiente construído mais equitativo para quem se encontra na linha de frente de determinados cataclismos das mudanças climáticas.
Esta é a história da jornada do arquiteto Grant Gibson com uma residência no centro do Missouri. Os proprietários da premiada estrutura, projetada originalmente por Grant em parceria com seu mentor, Doug Garofalo, encomendaram recentemente ao arquiteto o projeto de uma ampliação. O desafio reside no fato de que a casa original foi concebida de modo a praticamente inviabilizar qualquer tipo de acréscimo, somando-se a isso o falecimento de Garofalo pouco tempo após a conclusão da obra original. Agora, Grant, juntamente com seu escritório CAMES Gibson, precisa projetar uma ampliação para uma casa que resiste de forma desafiadora a alterações, e fazê-lo de maneira a respeitar o projeto original, sem deixar de ser coerente com suas próprias convicções e filosofia de projeto. Os clientes trabalham em estreita colaboração com Grant para viabilizar o novo projeto e encontrar uma solução para esse complexo desafio.
O uso de materiais orgânicos e naturais, bem como de produtos que os emulam com sucesso, tem sido uma forte tendência que continua a ganhar popularidade no design de interiores. Especialmente no último ano, quando as restrições de isolamento influenciaram drasticamente o tempo que as pessoas passaram em suas casas, o setor registrou uma demanda crescente por produtos capazes de trazer a natureza e o conforto visual para os ambientes internos — seja na forma de mobiliário ou de outros elementos decorativos. Trata-se, sem dúvida, de um movimento de design que veio para ficar.
No entanto, além do interesse por objetos inspirados na natureza, a principal consideração de arquitetos/as e designers ao selecionar um material costuma ser sua qualidade, resistência e facilidade de manutenção. Por isso, o ideal é aliar o aspecto natural à funcionalidade ao criar ambientes internos práticos e acolhedores. Com isso em mente, a fabricante de materiais derivados de madeira EGGER expandiu seu portfólio de lacas para desenvolver uma nova linha que une a estética orgânica a outras propriedades vantajosas.
O Rapt Studio concluiu recentemente a nova sede da VF Corporation em Denver, Colorado. Com a missão de impulsionar estilos de vida ativos e sustentáveis para o bem das pessoas e do planeta, a VF reúne um portfólio diversificado de marcas globais. Sua nova sede de dez andares abriga várias dessas marcas sob o mesmo teto, permitindo, ao mesmo tempo, que cada uma delas preserve sua individualidade e expressão.
Na reedição desta semana, o autor Andrés Duany apresenta uma série de declarações sobre o mundo da arquitetura atual. Ele considera que esses entendimentos são fruto de nossa época, uma reação direta e uma consequência dos padrões observados.
A pandemia transformou a forma como trabalhamos em todo o mundo. As empresas repensaram rapidamente os fluxos de trabalho tradicionais para manter a conectividade e focar na experiência de seus profissionais. Ao reimaginar os espaços de trabalho de forma holística, a equipe de design da Humana — sediada em Louisville — está desenvolvendo novos modelos de ambiente profissional que garantem a segurança e o bem-estar de sua equipe, ao mesmo tempo que proporcionam maior flexibilidade e diversas formas de colaboração.
Como parte da conferência online Build for Life da Velux, o ArchDaily sediará as sessões Daylight in Architecture. Hoje, Chris Precht, Sanne van der Burgh e Louis Becker discutirão como potencializar os edifícios para beneficiar o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida.
O setor da construção civil responde atualmente por 40% das emissões anuais de gases de efeito estufa, devido ao seu alto carbono incorporado e às demandas de energia intensivas em carbono. Os sistemas fotovoltaicos integrados a edifícios (BIPV, na sigla em inglês) surgem como uma solução sustentável para mitigar esses impactos e contribuir para um mundo de saldo positivo (net-positive). Essa tecnologia avançada pode ser utilizada em envoltórias solares, claraboias, janelas e guarda-corpos de varandas para gerar energia limpa.
Filósofos transcendentalistas há muito compartilham a ideia de que os seres humanos e a natureza são forças equivalentes que devem coexistir em harmonia. Desde então, essa noção se expandiu para o mundo da arquitetura, com Frank Lloyd Wright lançando luz sobre o termo “arquitetura orgânica” ainda no início dos anos 1900. Nos últimos anos, impulsionados por um interesse crescente em viver mais perto da natureza, arquitetos e arquitetas continuam a se aprofundar no conceito de integração entre interior e exterior, esmaecendo os limites visuais e físicos para trazer a paisagem para o lado de dentro.
No mais recente filme da Sky-Frame, parte da série “My point of view”, uma conversa com a arquiteta Dara Huang explora essa noção, questionando como a arquitetura pode fundir natureza, sustentabilidade e estilo de vida em sua própria forma, sem a necessidade de recorrer a mais tecnologias ou materiais para isso.
Como parte da conferência online Build for Life, da Velux, o ArchDaily sediará as Sessões Daylight in Architecture. Hoje, Li Hu, Sun Yimin, Song Yehao, Ye Qing e Joerg Lonkwitz discutirão como potencializar as edificações para beneficiar o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida.