Texto de Reutov Design. A inspiração para conceber este projeto veio da natureza da ilha de Lanzarote, no arquipélago das Canárias. A partir da fusão entre as paisagens extraterrestres dessa ilha e as cores vibrantes da natureza de Ibiza, conseguimos criar um interior futurista e leve.
Quando Jane Jacobs proferiu sua famosa frase, “As cidades têm a capacidade de proporcionar algo para todos, apenas porque, e somente quando, são criadas por todos”, ela bem poderia estar prevendo a bem-sucedida parceria formada entre SHoP Architects, James Corner Field Operations e Two Trees Management. A equipe, que colaborou no plano diretor de 11 acres (cerca de 4,5 hectares) do Domino Park em Williamsburg, Brooklyn, tem sido aclamada por estabelecer uma nova referência ao aperfeiçoar o processo de projeto e a compreensão do que significa manter um parque que participa ativamente de um diálogo de via dupla com a comunidade.
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Peter Eisenman, Patrik Schumacher e Alisa Andrasek entre os palestrantes que participaram do Digital Futures. Imagem cortesia de Digital Futures
A exemplo do que ocorreu com a maioria dos eventos nos últimos meses, a edição deste ano do Digital FUTURES, realizado anualmente desde 2011 na Universidade de Tongji, em Xangai, teve que migrar para o ambiente digital devido à pandemia. A organização aproveitou a oportunidade para dar uma dimensão global ao evento, transformando o festival no que chamam, com razão, de o mais importante evento mundial de educação em arquitetura já realizado, com transmissão ininterrupta (24/7) de workshops, palestras e debates envolvendo alguns/as dos/as arquitetos/as e educadores/as de maior destaque da atualidade. A seguir, apresentamos um panorama do festival, acompanhado de uma seleção de palestras do Digital FUTURES World.
É difícil imaginar Nova York sem os vagões de metrô lotados, as longas filas e as multidões impressionantes de turistas que pareciam essenciais para a vida cotidiana. Assim que o medo da pandemia de COVID-19 diminuir, a cidade, a exemplo de outras pelo mundo, se verá em um cenário de incertezas e profundamente alterada, mesmo após a recuperação da prosperidade econômica. Em um debate que parece andar em círculos — mas que agora ressurge com caráter de urgência —, como queremos que sejam as cidades nos próximos anos?
Além de se vestirem como agentes funerários, usarem óculos redondos de aro preto e dirigirem carros suecos, o traço mais marcante dos/as arquitetos/as modernos/as é sua honestidade estética — o que é perigoso. A sinceridade deixa pouco espaço para a imaginação.
O BIM e a modelagem 3D são essenciais no campo da arquitetura contemporânea. No entanto, eles estão longe de ser estáticos ou prescritivos. A forma como o BIM é integrado varia não apenas de acordo com o escritório, mas também com cada projeto individual. O tamanho do edifício, a estrutura da equipe de projeto ou até mesmo exigências governamentais podem ditar como uma empresa utiliza seus recursos em BIM. O escritório belga Osar Architects descobriu que o Vectorworks é a solução ideal para a forma como gerenciam seu escritório. Especificamente, Vectorworks Architect se adapta perfeitamente ao tipo e à escala de modelagem que realizam, pois oferece a flexibilidade necessária para atender às demandas de cada projeto.
Profissionais de arquitetura e design do ambiente construído são frequentemente vistos na cultura popular como agentes de mudança progressistas, cuja tela de aço e vidro traz luz ao espaço público. Pelo menos uma pesquisa global sobre a confiança do público em várias profissões coloca os/as arquitetos/as em um grupo de destaque que inclui profissionais da saúde e socorristas. No entanto, nos Estados Unidos, a profissão de arquiteto/a é surpreendentemente mais envelhecida e muito menos progressista do que se imagina.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126378/the-drawdown-review-sugere-que-os-as-arquitetos-as-caminhem-em-direcao-a-solucoes-climaticas-escalaveisJesse M. Keenan
Atualmente, não faltam softwares de arquitetura no mercado, e saber quais ferramentas se adaptam melhor ao seu trabalho pode ser um desafio complexo e exaustivo. Muitas vezes, acabamos nos limitando aos programas que aprendemos na faculdade ou àqueles adotados pelo escritório em que trabalhamos. No entanto, costuma ser benéfico sair dessa zona de conforto e investigar outras opções disponíveis. Novos softwares podem apresentar oportunidades para simplificar fluxos de trabalho existentes ou até mesmo trazer novos recursos digitais para você e sua empresa.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126297/saiba-mais-sobre-o-dynamo-para-revit-recursos-funcoes-e-novidadesGoPillar Academy
Talvez a parte mais árdua na carreira de todo/a aspirante a arquiteto/a seja a tensão acumulada que envolve o processo de se preparar mentalmente e, de fato, prestar o Architect Registration Exam — também conhecido como ARE. O que idealmente deveria ser um processo voltado a testar a aplicação prática e o conhecimento sobre o exercício da profissão transformou-se gradualmente em um desafio mentalmente exaustivo de garimpar informações altamente específicas apenas para passar em cada prova. A única tarefa mais difícil do que estudar para os exames em si é navegar pelo universo cada vez mais saturado de simulados online, fóruns de discussão, guias de estudo avulsos e dicas informais que parecem cercar de mistério essa jornada de seis etapas rumo à habilitação profissional, em vez de trazer clareza ou orientação.
Estudos recentes apontam para a falta de crescimento na produtividade e na inovação no setor da construção civil. Ficando rapidamente para trás em relação a outros setores, essa estagnação costuma resultar em projetos que extrapolam o orçamento, o prazo (ou ambos). Parte dessa ineficiência poderia ser combatida com uma coordenação mais eficaz entre a equipe de arquitetura e os diversos consultores durante a fase de projeto. Atualmente, estima-se que 30% do tempo de um projeto seja dedicado a tarefas de coordenação dentro da equipe. Uma nova ferramenta de Projeto Integrado (Integrated Design) visa tornar a colaboração mais fluida, resultando em uma comunicação mais eficiente e, em última análise, em edifícios melhores.
Os projetos de conclusão de curso do Bacharelado em Estudos Arquitetônicos da IE School of Architecture and Design são mostras inspiradoras que coroam anos de estudo, exploração e dedicação de estudantes. Este ano, o corpo discente desenvolveu soluções criativas, surpreendentes e teoricamente consistentes para problemas arquitetônicos — focadas, majoritariamente, na cidade espanhola de Valência.
Laurel Canyon, Los Angeles, foi o nexo da atividade da contracultura nos anos 60. Agora, suas pequenas cabanas de montanha têm preços exorbitantes. Imagem via trekandshoot / Shutterstock
A imagem mais impressionante, entre tantas, no documentário Laurel Canyon: A Place in Time, dirigido por Alison Ellwood, é uma fotografia em preto e branco de Eric Clapton visitando Los Angeles pela primeira vez em turnê com o Cream. Ele está sentado a poucos metros de Joni Mitchell, que toca violão, com um David Crosby visivelmente chapado ao fundo, no gramado do quintal da casa de Cass Elliot. Clapton observa Mitchell com uma intensidade tão latente que parece prestes a estourar um amplificador. Ele está hipnotizado por Mitchell não por sua beleza — embora ela fosse marcante —, mas por sua musicalidade.
Se você caminhasse pelo Novinsky Boulevard, no centro de Moscou, cinco anos atrás em busca do edifício Narkomfin, daria de cara com um cenário desolador. O Narkomfin, o símbolo máximo da arquitetura construtivista projetado por Moisey Ginzburg e Ignaty Milinis em 1928, vinha se deteriorando lentamente após passar 45 anos abandonado. Tinta descascando, concreto esfarelando e janelas quebradas — sem mencionar as inúmeras e confusas alterações feitas no bloco residencial, incluindo um pavimento térreo completamente descaracterizado.
Diante do complexo debate em curso sobre monumentos e a nossa relação com a história, devemos começar a pensar em um Memorial da COVID-19. Sim, eu sei que estamos no meio (ou seria ainda o início?) desta pandemia, mas a intensidade do momento atual pode, na verdade, nos ajudar a vislumbrar o que tal memorial poderia ser. Em vez de esperar por um momento de maior distanciamento da nossa catástrofe atual, deveríamos capturar as paixões que movem a sociedade neste exato momento.
Quando as coisas mudam, mudamos nossa maneira de viver.
Questionar onde moramos, mesmo em uma era de teletrabalho, ensino pelo Zoom e aversão ao transporte público, é um empreendimento complexo e de alto risco. Nossas casas são únicas. Quer paguemos aluguel ou tenhamos casa própria, para a maioria das pessoas, o lugar onde moramos consome a maior parte dos nossos rendimentos.
Apesar da pandemia em andamento, IE University encontrou uma maneira de receber de volta 7.000 estudantes de 140 nacionalidades em seus campi físicos e digitais. Desde o início da crise, a instituição tem trabalhado para proteger a saúde de sua comunidade de estudantes, docentes e colaboradores/as. A universidade garantiu a continuidade das atividades acadêmicas por meio de plataformas on-line durante as semanas de isolamento social, incorporando novas metodologias e soluções interativas.
Todo projeto começa com uma concepção de design e termina com um edifício atraente e funcional. O que acontece entre esses dois pontos é onde as coisas ficam interessantes — e desafiadoras. O processo de construção é complexo. Significa atender e superar expectativas em termos de design, viabilidade financeira e construtibilidade. Exige superar obstáculos e facilitar transições fluidas entre as etapas de projeto, engenharia e construção. Para projetos complexos, com elementos e características menos convencionais, os fatores de risco aumentam de forma exponencial.
Por todo o sul dos Estados Unidos, centenas de “escolas de equalização” de meados do século — escolas públicas construídas na década de 1950 após a histórica decisão do caso Brown v. Board of Education em um esforço desesperado para manter escolas segregadas sob o pretexto de “separados, mas iguais” nos estados do sul — estão vazias, abandonadas e em ruínas.
Em 2012, os desenvolvedores de software belgas Peter Eerlings and Jerry De Paepe foram procurados por um escritório de arquitetura que buscava uma solução para simplificar seus relatórios de visita à obra. Elaborar esses relatórios era uma atividade extremamente demorada: primeiro, anotava-se tudo em papel e tiravam-se fotos durante a visita. De volta ao escritório, vinha a transferência das fotos para o computador por meio de um cabo. Em seguida, era preciso fazer anotações nas imagens usando o Paint, decifrar e digitar as notas manuscritas, lutar com a diagramação ao inserir as fotos no Word, e assim por diante. Um ciclo repetitivo. Tratava-se de um gargalo administrativo que consumia facilmente mais de uma hora por relatório — por vezes, duas ou três.
"Making Markets" Pesquisa Pós-pandemia do AMDL CIRCLE
Inoltre, um novo projeto do Grupo Unipol, visa revitalizar as periferias de Milão com arte e beleza. Três áreas periféricas, pertencentes aos distritos 5, 8 e 9 de Milão, serão o foco do projeto. A Unipol conduzirá pesquisas, além de promover eventos e intervenções para iniciar a reabilitação de um contexto que, tipicamente, tende a ser complexo e de difícil gestão. O projeto terá escopo internacional, com coordenação da Universidade de Pavia e intervenções lideradas pela YAC. Estas incluirão a realização de três intervenções de microarquitetura e urbanismo tático, destinadas a levar a arquitetura de autor a locais onde ela geralmente não é vista; qualidade onde costumam prevalecer decisões puramente econômicas; e beleza onde raramente se costuma procurar por ela.
A partir da indignação moral expressa na palestra de 1910 de Adolf Loos, “Ornamento e Crime”, e no livro de 1925 de Le Corbusier, A Arte Decorativa de Hoje, a decoração passou a ser atacada por todos os ângulos possíveis. Impulsionados pela figura heroica do arquiteto masculino, os ditames modernistas do bom design — funcionalismo, fidelidade aos materiais, pureza da forma — rapidamente se impuseram e continuam sendo a ideologia dominante na maneira como a arquitetura e os interiores são ensinados e praticados hoje. Se a arquitetura moderna era racional, masculina e estrutural, a decoração era considerada emocional, feminina e superficial. Ou, de acordo com Loos, era simplesmente degenerada.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126558/a-decoracao-merece-ser-celebrada-pelo-que-e-em-vez-de-descartada-pelo-que-nao-eLeilah Stone
Hoje, as renderizações fotorrealistas são o padrão. Sua produção é rápida, barata e esperada pelos clientes. Mas será que essas imagens estão realmente cumprindo seu propósito original? Quem está na vanguarda das novas técnicas de design 3D argumenta que, como setor, nos limitamos a transmitir informações, quando o que deveríamos realmente oferecer é emoção. Agora que as condições de atuação se nivelaram em termos de capacidade tecnológica e hiper-realismo, qual é o próximo passo? Ao introduzir uma camada emocional e criar um senso de lugar, as renderizações podem agregar ainda mais valor a um projeto, escritório, cliente e comunidade.
Projeto de tese de Justine Poulin (M.Arch 1 '20), vencedora do Prêmio Gehry
O SCI-Arc se reuniu para apresentar seu mundialmente renomado Graduate Thesis Weekend, marcando o ápice dos currículos dos programas de pós-graduação de 2020. Com transmissões ao vivo ininterruptas das bancas finais, sessões de comentários no SPIN Room ao longo de toda a programação, além de debates e feedbacks ricos e instigantes de uma ampla variedade de especialistas no campo da arquitetura, os e as estudantes concluintes dos programas M.Arch 1 e M.Arch 2 deste ano subiram ao palco virtual via Twitch e YouTube Live para apresentar seus projetos finais de tese.
Microcervejaria de la Côte-du-Sud; Montmagny, Quebec
A construção moderna em madeira é simplesmente impressionante. Os arcos de madeira e as curvas singulares encantam até mesmo as mentes mais criativas da arquitetura. A escala e a percepção de um edifício de madeira fazem com que ele se integre ao cenário, sem deixar de ser notado. A inspiração e a viabilidade desse tipo de construção estão em ascensão, mas quem detém o conhecimento e a experiência técnica para viabilizar esses projetos? A resposta está na província de Quebec, líder mundial em construção com madeira engenheirada.