
É difícil imaginar Nova York sem os vagões de metrô lotados, as longas filas e as multidões impressionantes de turistas que pareciam essenciais para a vida cotidiana. Assim que o medo da pandemia de COVID-19 diminuir, a cidade, a exemplo de outras pelo mundo, se verá em um cenário de incertezas e profundamente alterada, mesmo após a recuperação da prosperidade econômica. Em um debate que parece andar em círculos — mas que agora ressurge com caráter de urgência —, como queremos que sejam as cidades nos próximos anos?
Como Nova York, o primeiro epicentro da COVID-19 nos Estados Unidos, recuperará a sensação de estabilidade e normalidade é uma questão que lideranças financeiras, políticas, institucionais e culturais ainda tentam responder. Trata-se de um equilíbrio delicado entre caminhar na corda bamba para estimular a economia e, ao mesmo tempo, controlar a propagação do vírus. Contudo, com o fechamento de comércios, inquilinos(as) com dificuldades para pagar o aluguel e o turismo reduzido ao mínimo, ainda há muita incerteza sobre como será a vida em Nova York no futuro.





