Nas últimas três décadas, os YIMBYs e NIMBYs têm travado batalhas campais em todos os EUA pelo coração e pela alma do desenvolvimento urbano futuro. Contudo, a crise habitacional só piorou, especialmente desde o colapso de 2008, que transformou radicalmente o lado da oferta.
Doze anos depois, veio 2020, o ano mais estranho de nossas vidas, que tornou os desafios do lado da oferta ainda mais pronunciados. As raízes do problema, contudo, são muito mais profundas, com erros cometidos há mais de 75 anos sendo repetidos por gerações completamente novas. A incapacidade de compreender esses erros — e até mesmo por que são erros e não boas práticas — perpetuará e agravará a crise atual para as futuras gerações.
À medida que a sociedade, a tecnologia e a arquitetura evoluem, profissionais de design e de arquitetura têm adotado novos sistemas construtivos e abordagens inovadoras para remodelar o ambiente construído. Esse avanço expandiu os limites das técnicas tradicionais de construção e despertou novas ideias no projeto de edifícios.
No passado, algumas pessoas das áreas de arquitetura e artes buscaram questionar um paradigma arquitetônico profundamente enraizado no antropocentrismo. Historicamente, a arquitetura esteve associada à noção de que os edifícios, por serem concebidos por seres humanos, devem ser extremamente duráveis, até mesmo imperecíveis. Considerando o princípio de que a melhor intervenção é a menos intrusiva, a arquitetura inflável — em contraste com essas visões antropocêntricas, mas alinhada à nossa natureza efêmera — propõe estruturas que podem existir em um dia e desaparecer no outro, deixando uma marca temporal na paisagem. Essa abordagem arquitetônica utiliza tecidos como material principal e o ar como sistema estrutural, desafiando potencialmente os tradicionais ideais vitruvianos de *Venustas*, *Firmitas* e *Utilitas*.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138471/arquitetura-inflavel-estruturas-pneumaticas-que-transformam-o-ambiente-construidoEnrique Tovar
Centro de Visitantes do Memorium Nuremberg. Imagem cortesia de Sebastian Brunke
Espaços públicos são o coração pulsante de nossas cidades. Eles atuam como polos de atividade social e cultural onde as pessoas se reúnem, interagem e escapam do clamor urbano. Essas áreas são cruciais para determinar a identidade e o caráter de uma cidade, bem como o bem-estar e o padrão de vida de seus cidadãos e cidadãs. Por meio de seus projetos arquitetônicos, equipamentos e atividades, os espaços públicos podem definir nossas comunidades e impactar significativamente a maneira como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Além disso, oferecem oportunidades de lazer, exercícios e recreação, permitindo que as pessoas escapem da rotina diária e se conectem com a natureza.
A seleção com curadoria desta semana de Melhor Arquitetura Não Construída destaca projetos enviados pela comunidade do ArchDaily que apresentam diferentes propostas para aprimorar o espaço público. Desde a reimaginação de praças centrais até a inserção de monumentais obras de Land Art no epicentro urbano, esses espaços públicos elevam a qualidade de vida da população local. Na Alemanha, o redesenho de todo o entorno do Memorial dos Julgamentos de Nuremberg propõe um local de encontro enraizado na história, ao passo que, em Havana, a nova Praça Cubana explora a metáfora da união no centro da cidade. O desenho e a acessibilidade dos espaços públicos impactam significativamente nosso bem-estar e qualidade de vida. Espaços inclusivos e bem planejados, com assentos, áreas verdes e infraestrutura amigável para pedestres, podem promover a atividade física, a saúde mental e o engajamento comunitário no meio urbano.
Ao longo da história, a essência funcional dos banheiros permaneceu inalterada devido ao fato de seu design ser moldado por parâmetros biológicos. Inicialmente, a função dos banheiros limitava-se à higiene e à gestão de resíduos, resultando na concepção desses ambientes como espaços insalubres e meramente utilitários. Esse cenário levou à sua separação das demais áreas destinadas à convivência.
No entanto, a implantação de sistemas de abastecimento de água e de redes de esgoto resgatou o papel do banheiro nos espaços habitáveis. Esses ambientes assumiram um papel primordial nos projetos de design de interiores, refletindo a personalidade do/a usuário/a por meio da combinação de cores, revestimentos, acessórios e elementos decorativos. Na evolução do design de banheiros, surgiram propostas que se destacam pela pureza formal, múltiplas nuances, coexistência sutil de elementos e possibilidades de personalização. Marcas como a antoniolupi desenvolveram mobiliários para banheiro que integram essas propostas e levam os limites do design ainda mais longe, colaborando com arquitetos/as e designers de renome, como Paolo Ulian, Brian Sironi, Luca Galofaro e Mario Ferrarini, para citar apenas alguns. Dando continuidade a essa série de colaborações, Carlo Colombo ficou encarregado de desenvolver a coleção Borderline.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138575/desafiando-os-limites-do-mobiliario-para-banheiros-por-meio-do-design-sob-medidaEnrique Tovar
Por trás das fachadas pulsa uma vida vibrante, onde o exterior se funde ao interior, transformando vazios urbanos negligenciados em residências cativantes.Em cidades de todo o mundo, profissionais de arquitetura, engenharia e design enfrentam o desafio de integrar novas edificações a tecidos urbanos consolidados com escassez de espaço. Atualmente, muitos/as arquitetos/as vêm adotando esse conceito, expandindo seus projetos para além dos limites convencionais e transformando pequenos lotes urbanos em espaços de convivência multifacetados e interconectados.
Como repositórios de conhecimento e catalisadores de inovação, os museus representam uma tipologia arquitetônica repleta de oportunidades. Eles atuam como intermediários entre o público geral e os/as artistas, historiadores/as e pesquisadores/as, criando o meio para a exibição de culturas e da criatividade, ao mesmo tempo em que buscam tornar o conhecimento acessível a todas as pessoas. Por meio de uma curadoria atenta e do design de exposições, oferecem uma plataforma para a educação e a pesquisa, promovendo a compreensão e a valorização de diversas culturas, histórias e ideias. Para os/as arquitetos/as, representam também a oportunidade de conceber espaços alinhados às obras expostas, criando uma experiência imersiva para os/as visitantes.
A seleção desta semana do Melhor da Arquitetura Não Construída destaca projetos enviados pela comunidade do ArchDaily que evidenciam arte, tecnologia e inovação por meio de programas de museus e centros culturais. Apresentando propostas de escritórios de arquitetura emergentes e consagrados, como Hariri Pontarini Architects, Beyer Blinder Belle, Studio Saheb, RAMSA e Ho Khue Architects, a seleção abrange uma variedade de escalas e programas — desde um museu dedicado à memória do Holocausto até um museu privado de carros esportivos na Áustria ou uma galeria de arte de formas complexas no Vietnã.
O projeto de piscinas é uma oportunidade para criar espaços sofisticados e relaxantes que complementem e valorizem o entorno existente. Ao escolher os materiais, é importante buscar opções que não apenas sejam esteticamente atraentes, mas também duráveis e resistentes ao desgaste. Um material que atende a todas essas características é a pedra Sukabumi.
Esta pedra natural é extraída de pedreiras localizadas na região de onde provém o seu nome, Sukabumi, na Indonésia. Além de seu apelo visual e de seu tom verde-esmeralda, a pedra Sukabumi conta com propriedades antiderrapantes e é altamente resistente à erosão. Essas qualidades a tornam uma escolha popular para projetos de piscinas e detalhes decorativos de estética natural em diversas partes do mundo.
O vomitório e sua finalidade constituem um dos equívocos mais comuns da história da arquitetura. Diz-se que o vomitório era uma sala adjacente aos banquetes romanos, onde os/as convidados/as podiam purgar socialmente o conteúdo de seus estômagos antes de retornar à festa com capacidade renovada. Embora essa teoria não seja inteiramente fictícia — já que se sabe que os romanos de fato praticavam a regurgitação habitual, possivelmente como um sinal de extrema riqueza —, não há motivos para acreditar que existisse um espaço específico dedicado a essa prática.
O uso original do termo "vomitório" — derivado da mesma raiz latina "vomere" (vomitar) — refere-se, na verdade, a um espaço que permite a um grande edifício esvaziar rapidamente seu conteúdo. Um vomitório, portanto, nada mais é do que um corredor. Trata-se, especificamente, de um corredor amplo e arterial que conduz a — ou provém de — um espaço público de grande capacidade, como um teatro, arena ou estádio, projetado com o objetivo de permitir que o maior número possível de pessoas entre ou saia do local o mais rápido possível. Um vomitório bem projetado, por exemplo, é essencial para procedimentos eficientes de evacuação de emergência. No entanto, mesmo no cotidiano, a capacidade de deslocar grandes volumes de público agiliza a rotatividade do espaço e proporciona uma experiência coletiva mais agradável.
Apesar da má reputação das habitações públicas nos Estados Unidos, organizações, urbanistas e profissionais de arquitetura em Portland, no Oregon, estão determinados a criar habitação acessível que não sacrifique a qualidade nem o apelo estético. Embora Portland tenha desenvolvido uma reputação negativa em relação ao seu problema de pessoas em situação de rua, nos últimos quatro anos os recursos fluíram na direção certa, e as equipes de projeto souberam responder à altura para projetar edifícios habitáveis e impactantes, dentro de orçamentos altamente restritivos. Por meio de abordagens inovadoras e criativas de construção e design, essas organizações e profissionais de projeto utilizaram recursos federais, estaduais e municipais para viabilizar esse tipo de empreendimento.
Um novo espaço abre suas portas em um antigo casarão dos anos 1930 localizado no bairro de San Miguel Chapultepec, na Cidade do México. Trata-se de uma iniciativa cultural chamada ARCO, que funde arte, design e arquitetura para criar um espaço colaborativo que abriga o escritório de arquitetura WORC e o estúdio especializado em mobiliário VETA.
O OTROCAFÉ está localizado no térreo do icônico edifício da YWCA, em pleno Centro Histórico da Cidade do México, um espaço que abriga mais de 100 anos de história. O projeto nasceu com a intenção de ser uma proposta integral de arquitetura e design, o que se reflete em sua estrutura criativa. A decoração do café combina diferentes elementos que desempenham um papel importante: o vermelho em alguns detalhes, a madeira no mobiliário e como elemento distintivo que envolve o espaço, as paredes brutas pigmentadas com uma massa à base de cal e a iluminação quente e suave que completa a atmosfera.
A arquitetura tem o poder de transformar as cidades. Seja através do uso inovador de materiais, da colaboração com outros escritórios para a concepção de planos diretores de bairros, ou da requalificação do transporte público para toda uma população, o design pode influenciar e impactar significativamente a forma como interagimos com os lugares onde vivemos. Em uma entrevista exclusiva ao ArchDaily, Alan Pullman, do Studio One Eleven, fala sobre a visão de seu escritório para o futuro de Los Angeles e sua abordagem voltada à arquitetura e ao planejamento urbano.
Cobertura Retrátil, Dallas. Imagem Cortesia de ShadeFX
O sombreamento refere-se a uma região ou estado em que a luz solar é parcialmente obstruída por objetos ou estruturas. Este conceito desempenha um papel crucial no projeto arquitetônico, pois impacta significativamente o conforto e a funcionalidade. Oferece alívio da luz solar direta, ajuda a regular a temperatura e reduz o ofuscamento. Por essas razões, arquitetos/as incorporam estrategicamente elementos de sombreamento para aprimorar a qualidade e a utilidade dos espaços, especialmente em áreas residenciais externas. Nesse contexto, a ShadeFX fabrica soluções inovadoras de proteção solar, chuva e privacidade, personalizadas para cada projeto, independentemente do tamanho ou da complexidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138662/quatro-solucoes-de-sombreamento-retratil-para-areas-externas-residenciaisEnrique Tovar
Há alguns anos, uma das minhas professoras favoritas da universidade (que me inspirou a estudar urbanismo) me procurou com um pequeno pedido: ela queria transformar a janelinha do seu quarto em uma varanda para olhar a rua.
Escondido à vista de todos, logo acima de nossas cabeças, há cerca de 50 a 150 cm de espaço desperdiçado que passa despercebido e sem uso. Esses locais de difícil acesso no topo de guarda-roupas, armários de cozinha e estantes de livros costumam ser reservados apenas para objetos raramente usados, deixados para acumular poeira e serem esquecidos. No entanto, ao ajudar ambientes com pé-direito alto a aproveitar ao máximo sua altura adicional, as escadas internas permitem que os espaços de armazenamento atinjam seu potencial máximo, garantindo ao mesmo tempo que permaneçam seguros, confortáveis e de fácil acesso para todas as pessoas.
Imagem criada usando IA sob o prompt: Uma representação visual sóbria e cativante de um ambiente urbano que captura perfeitamente a essência do anime e da arquitetura. Imagem via DALL·E 2
A Segunda Guerra Mundial exerceu uma profunda influência na evolução da sociedade, introduzindo transformações significativas nos campos do planejamento urbano e da arquitetura. Durante a década de 1930, os Congrès Internationaux d'Architecture Moderne (CIAM) promoveram o modernismo em escala internacional. No pós-guerra, esse movimento arquitetônico consolidou-se como a corrente dominante, impulsionado pela urgência da reconstrução e pelos avanços tecnológicos. Figuras influentes como Le Corbusier e Alvar Aalto lideraram essa vertente.
Em 1959, no mesmo ano do último encontro do CIAM, arquitetos japoneses como Kenzō Tange, Kishō Kurokawa —responsável pelo projeto da Nakagin Capsule Tower— e Kiyonori Kikutake começaram a explorar novas abordagens para o desenho urbano e a arquitetura, no que ficou conhecido como Movimento Metabolista. Essa investigação foi particularmente significativa no contexto do rápido repovoamento de Tóquio no pós-guerra e da escassez de recursos para a reconstrução. Surgiram conceitos inovadores como a Marine City, The City in the Air e o plano de 1960 para Tóquio, que propunham a cidade como um organismo em constante evolução e enfatizavam a relação entre os seres humanos e seu ambiente construído. Essas ideias moldaram o conceito de "megacidades" e refletiram a resposta criativa do Japão diante de sua desafiadora situação pós-guerra.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138654/texturas-arranha-ceus-e-paisagens-urbanas-quando-o-anime-encontra-a-arquiteturaEnrique Tovar
A segunda parte de "Stories of Lisbon's Light" se passa em Cascais, um vibrante refúgio litorâneo a uma hora de Lisboa, situado no extremo mais ocidental do continente europeu. Em plena Riviera Portuguesa, o arquiteto Bruno Novo trouxe seu toque moderno e minimalista a uma casa de veraneio onde a luz natural é a grande protagonista. Ao priorizar elementos naturais e intervenções minimalistas que ampliam e conectam os espaços internos e externos, a residência foi concebida sob medida para as férias em família.
Com o mero toque de um interruptor, a iluminação tem a capacidade de transformar completamente um espaço, definir sua atmosfera e criar uma experiência multissensorial fascinante. Ela pode projetar sombras e realces, adicionar profundidade e textura, e tem até mesmo o poder de despertar emoções e influenciar nosso bem-estar. Muito mais do que uma simples fonte prática de luz, trata-se de uma ferramenta para esculpir espaços e expressar uma identidade marcante. As luminárias surgem em diversas formas, tamanhos e estilos, cada uma com caráter e propósito únicos; da elegância rebuscada de um lustre pendente ao minimalismo fluido de uma luminária de embutir na parede. As possibilidades de expressão criativa são infinitas. Inovando e rompendo as fronteiras do design de iluminação tradicional, as luminárias esculturais de Tom Dixon são um testemunho dessas possibilidades.
Diz-se que o que se vê é o que se leva. As técnicas de preparo simplificadas e os equipamentos utilizados em redes de fast-food, por exemplo, ficam totalmente visíveis para os clientes na fila de espera. Contudo, esse conceito de projetar ambientes de hospitalidade abertos e transparentes ao menos oferece honestidade ao público, pois, embora os ingredientes mais frescos e as técnicas de alta gastronomia não estejam presentes, a gordura e a sujeira antes associadas a esse tipo de estabelecimento também não estão.
Ao comparar essa realidade com a de estabelecimentos mais sofisticados, que mantêm a cacofonia de uma cozinha comercial oculta aos olhos do público durante o serviço, passa-se a questionar o que mais poderia estar escondido. Ao adotar o mesmo conceito de cozinha aberta, cozinhas profissionais que contam com chefs talentosos/as e ingredientes de alta qualidade conseguem provar seu valor.
O papel do fogo no desenvolvimento da humanidade é inegável. Nossos ancestrais aproveitaram essa descoberta para enfrentar as baixas temperaturas, proteger-se de predadores e transformar os alimentos para torná-los mais digestíveis. Assim, ao longo do tempo, o ritual da cozinha evoluiu de uma simples fogueira em espaços abertos para o confinamento do fogo em câmaras, que se sofisticaram paulatinamente com o passar dos anos até se tornarem elementos complexos e modernos que marcaram o ponto de partida para o surgimento das cozinhas como espaços arquitetônicos sociais.
Independentemente de seu tamanho ou configuração, a cozinha como espaço de convivência mantém sua ritualidade até os dias de hoje. Na antiguidade, nos reuníamos ao redor do fogo para preparar alimentos e contar histórias; hoje, nos reunimos na cozinha de nossos lares para nos conectar com os outros. A relevância desse espaço na vida cotidiana é potencializada por linhas de mobiliário de cozinha como a Wasser, marca distribuída pela CHC que equilibra estética e funcionalidade para conceber as cozinhas como espaços utilitários e de convivência, com atenção especial ao seu design.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138656/5-estilos-de-cozinhas-modulares-e-como-combina-losEnrique Tovar
Cortesía de Bienal Internacional de Arquitectura de Euskadi Mugak/
Em outubro de 2023, a Bienal Internacional de Arquitetura de Euskadi Mugak inaugurou sua 4ª exposição central na cidade de San Sebastián, na Espanha, fruto do diálogo coletivo entre figuras proeminentes do mundo da arquitetura e das artes. Consolidando-se como um dos principais eventos de arquitetura do arco Atlântico, este ponto de encontro com a cidadania abre-se às tendências e inquietações contemporâneas.
Até fevereiro de 2024, com entrada gratuita no Instituto de Arquitetura de Euskadi, estará aberta ao público a exposição reflexiva "Habitar a Mudança". A mostra baseia-se nos conceitos de "reconstruir, reabilitar e repensar", diante dos tempos de complexidade e crise vividos atualmente nos âmbitos econômico, sanitário, ecológico e social.
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Render por Lucas Knust, Thomas Wanckel y Mario Rojas. Renovación Municipalidad de Estación Central. Image Cortesía de Sto
As emissões de gases de efeito estufa provenientes da operação de edifícios existentes são significativamente maiores do que as emissões geradas por novas construções, ou seja, aquelas decorrentes dos materiais e do seu uso durante a construção, que representam 25%; enquanto isso, a operação de edifícios existentes representa 75% das emissões – e isso sem contar todo o universo edificado que se enquadra no conceito de pobreza energética.
É nesse contexto que o concurso "Proyectar a Conciencia" (PAC) segue fomentando a discussão em torno do embate "Construir melhor vs. melhorar o construído" em sua quinta edição. Como de costume, o concurso convidou estudantes e profissionais de arquitetura a apresentarem, por meio da reabilitação energética e da transformação parcial do patrimônio edificado de infraestrutura institucional, privada ou pública, a visão de uma sociedade melhor.
Os ventos de mudança continuam a soprar pelo setor têxtil internacional. De 9 a 12 de janeiro de 2024, quando os pavilhões de exposição em Frankfurt am Main estiverem novamente repletos e movimentados para a Heimtextil, os/as visitantes vivenciarão uma reorientação onipresente no campo dos têxteis para casa e corporativos: um distanciamento do clássico conceito de tendência como motor econômico em direção a uma transformação focada na criação de valor sustentável.