Na última quarta-feira, 18 de janeiro de 2023, às 19h, na Galeria María Luisa Dehesa Gómez Farías da Faculdade de Arquitetura da Universidade Nacional Autônoma do México, foi inaugurada a exposição "Sara Topelson. Arquitetura e vida na diversidade", como encerramento da Cátedra Extraordinária Federico E. Mariscal 2022, na qual se celebra a destacada trajetória da arquiteta Sara Topelson.
Marta Elena Campos Newman é uma das primeiras arquitetas graduadas pela escola de arquitetura da Universidad Iberoamericana, na Cidade do México. Desde a juventude, iniciou uma carreira profissional especializada em arquitetura de interiores, que rende frutos até os dias de hoje. Ao longo de sua trajetória, colaborou com os escritórios de arquitetura mais importantes da segunda metade do século XX no México, e seu trabalho como professora na Faculdade de Arquitetura da UNAM a levou a formar gerações inteiras de profissionais da arquitetura.
Como parte do programa de exposições do Museu Experimental El Eco, foi lançada a convocatória para o Pavilhão Eco 2023, onde profissionais que atuam na prática arquitetônica no México possam dialogar com o espaço do museu. Esta edição marca os 13 anos do Pavilhão Eco, concurso iniciado em parceria com o Buró-Buró com a missão de oferecer uma plataforma para a produção arquitetônica com ênfase na experimentação e na reflexão espacial.
Embora não exista um registro exato do momento em que Puerto Escondido começou a se tornar uma referência da arquitetura mexicana contemporânea, a região passou por diversas ondas. Talvez a primeira delas remonte a 2016, quando teve início a construção da Casa Wabi, um projeto de Tadao Ando na qual o escritório mexicano BAAQ' colaborou como associado no desenvolvimento do projeto executivo e na coordenação da construção. No entanto, em 2019, surgiu outra onda, que se intensificou posteriormente com o início da pandemia de COVID-19 e o trabalho remoto, despertando de forma radical o interesse em retornar às províncias e costas onde havia menor densidade populacional e menos aglomerações.
Os vencedores do German Design Awards 2023 abordam o design de forma inteligente e sustentável, com foco em soluções de produtos inovadoras e ideias visionárias. O princípio cradle-to-cradle, os métodos de construção modular, o uso sustentável de materiais e a eficiência energética há muito tempo são pilares na fabricação e no processo de construção. Paralelamente, o branding imobiliário também vem ganhando cada vez mais destaque, tornando-se um instrumento importante na comunicação e no marketing arquitetônico.
Das 4.200 candidaturas recebidas pelo German Design Awards 2023, um total de 98 projetos foram premiados com a distinção máxima “Gold”. O German Design Awards é um dos prêmios internacionais de design mais reconhecidos do mundo, destacando-se pela diversidade e qualidade dos projetos apresentados. Os prêmios são concedidos a empresas cujos produtos se destacam nas categorias de “Excellent Product Design”, “Excellent Communications Design” e “Excellent Architecture”. Nas três disciplinas de design, os vencedores deste ano incluem marcas como Duravit, Mono e WMF, bem como o escritório de arquitetura MVRDV e startups como nevi e X Shore AB.
A tolerância das pessoas ao som no local de trabalho varia em diferentes momentos. Curar a acústica exige uma abordagem híbrida, combinando áreas para trabalho focado e condições confortáveis para reuniões. Imagem cortesia de Haworth
Seriam as habilidades dignas de prêmio do/a barista no café do terceiro andar que tornam seus dias no escritório toleráveis? Ou será a possibilidade de reservar uma mesa e uma cadeira com ajuste de altura para chamar de suas, enquanto o resto do mundo adota estações de trabalho rotativas? Talvez seja saber que o aquecimento de suas mãos e pés é pago por outra pessoa, ou que, neste espaço, você é simplesmente você, e não mãe, pai, filha/o ou parceiro/a. Ou talvez você atribua isso simplesmente à camaradagem da equipe e ao senso de propósito comum. Uma coisa, contudo, é inquestionável: desde a recente reestruturação de nossas práticas de trabalho, tornou-se mais importante do que nunca equilibrar produtividade e bem-estar no escritório, sendo a satisfação e o conforto fundamentais para ambos.
Este artigo de Joshua Domínguez Ruelas foi publicado originalmente na edição nº 17 da revista rita com o título "Ámbito público entre espacio online y offline". Após o *estallido social* chileno e as restrições da Covid-19, o parque San Borja ficou em desuso. Diante disso, uma comunidade reproduziu o parque no Minecraft, criando uma versão própria: BorjaCraft. Assim, coexistem dois parques em um mesmo ambiente, separados, mas fazendo parte de um só lugar. Ao entrar ou sair do espaço, ao ligar ou desligar o digital, a experiência pública ocorre entre o online e o offline. Se as características do espaço online e offline se entrelaçassem, de que maneira o âmbito público de um lugar seria ampliado? Isso põe em xeque a compreensão do público dependendo do espaço ou formato em que se habita.
Em pleno bairro da Recoleta, na Cidade Autônoma de Buenos Aires, ergue-se o edifício de Clorindo Testa, Héctor César Lacarra e Elena Acquarone, implantado em um lote de 8,66 m de frente por 42 m de fundo. Projetada entre 1975 e 1978, após a promulgação da lei de propriedade horizontal, a fachada do edifício deixa transparecer uma série de terraços, vazios e passarelas acessíveis, que dão origem a um jogo alternado de pés-direitos duplos, proporcionando maior iluminação e ventilação natural aos diferentes ambientes das habitações.
Hoje conhecemos R. Buckminster Fuller principalmente por sua obra de objetos e ideias icônicos criados ao longo de uma vida de quase 90 anos. Nascido na última década do século XIX, Fuller viveu o suficiente para conviver com Steve Jobs. Ele é descrito de variadas formas: como um "pensador de sistemas", talvez o primeiro "futurista", um visionário, engenheiro, geômetra e arquiteto (ele recebeu a Medalha de Ouro do AIA em 1970). No entanto, "inventor" é provavelmente a descrição mais precisa. A biografia de 2022 escrita pelo historiador e escritor Alec Nevala-Lee, apropriadamente intitulada Inventor of the Future: The Visionary Life of Buckminster Fuller (Dey St. Books), narra uma história detalhada e sutil do homem conhecido pelas cúpulas geodésicas; estruturas espaciais; "Nave Espacial Terra" (Spaceship Earth); o mapa, a casa e o carro Dymaxion; e conceitos como tensegridade, sinergia e "efemeralização" ("fazer tudo com absolutamente nada", como ele definia).
https://www.archdaily.com.br/pt/1138494/a-invencao-mais-complexa-de-bucky-fuller-pode-ter-sido-ele-mesmoMichael J. Crosbie
Quando elementos transparentes de fachada se transformam deliberadamente a partir do curso do sol, podemos explorar um fascinante movimento lento em forte contraste com a agitação da vida urbana ao nível da rua. O designer francês Pierre Brault, em particular, responde ao ritmo acelerado de nossa sociedade com instalações de fachada que combinam o princípio do relógio de sol com um design pop colorido. Suas obras tridimensionais, feitas de acrílico colorido reciclado, hipnotizam por meio de movimentos simples, porém dramáticos, de sombras coloridas. Na entrevista, Brault explica sua inspiração, sua abordagem experimental e seu interesse em trabalhar de forma responsável com os materiais.
“O mundo está repleto de aeroportos obsoletos e abandonados. Aeroportos de múltiplos hectares, vazios, em localizações centrais, que precisam ser refuncionalizados. Há cidades que adotaram essa medida de forma muito bem-sucedida: São Francisco, Berlim, Caracas. A grande pergunta é: o que Mendoza fará com o seu grande caso?”. Essas palavras do arquiteto e urbanista Felipe Vera introduzem uma das transformações urbanas mais importantes da Cidade de Mendoza nos últimos tempos. No Ex-Aeroparque, foi apresentado oficialmente, no dia 22 de março, o novo projeto de refuncionalização promovido pelo BID e pelo governo da cidade, que busca reutilizar o terreno vago de 72 hectares para a exploração e o desenvolvimento de três visões: uma cidade mais aberta, inclusiva e carbono neutro.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138499/cidade-do-futuro-o-projeto-para-transformar-o-antigo-aeroparque-de-mendozaFabian Dejtiar + Paula Pintos
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Casa no Restelo / Pedro Domingos Arquitectos. Imagem cortesia de FritsJurgens
A terceira e última parte de "Stories of Lisbon's Light" foca em uma residência familiar robusta e de contraste ousado, situada entre as sete colinas de Lisboa, a "cidade da luz". Descubra como o arquiteto Pedro Domingos projetou uma casa onde a luz natural e o rio Tejo assumem o papel principal. Voltada para o sul, a residência exigiu decisões arquitetônicas radicais para que a luz pudesse fluir por todos os seus espaços.
O Museu Jumex apresenta a mostra "O design de Cartier: um legado vivo", uma exposição que percorre a história da Maison por meio de uma seleção de suas joias mais icônicas, em cartaz até 14 de maio de 2023. Com mais de 160 peças da lendária Coleção Cartier, além de coleções particulares e documentos de arquivo, a exibição convida o público a mergulhar na evolução do estilo Cartier, na linguagem característica da Maison, em seu design e savoir-faire. A curadoria ficou a cargo de Ana Elena Mallet, enquanto a museografia foi realizada pela arquiteta mexicana Frida Escobedo. O espaço analisa o design de Cartier, assim como seu artesanato, apresentando uma visão contemporânea sem perder de vista seu rico e complexo passado.
Até que ponto um espaço pode ser estreito sem perder sua condição de habitabilidade? Quais são as dimensões mínimas que uma habitação deve ter para garantir o conforto de seus habitantes e o correto desenvolvimento de suas atividades cotidianas?
Formado nos Estados Unidos (Princeton e Cornell), o jovem arquiteto mexicano Isidoro Michan-Guindi estabeleceu seu estúdio na Cidade do México há apenas 4 anos, em 2019. Embora Michan-Guindi seja relativamente desconhecido na cena arquitetônica mexicana, seu estúdio funciona como um complexo laboratório onde coexiste uma infinidade de projetos materializados por meio de protótipos de papelão, maquetes de concreto pigmentado, peças eletrorrobóticas e moldes de alumínio; todos esses elementos se transformam em propostas arquitetônicas inteligentes, que vão de objetos cotidianos, como maçanetas, a edifícios residenciais.
Uma escolha de confiança para arquitetos e designers de interiores, as ferragens e acessórios da Buster + Punch agora fazem parte dos lares e hotéis mais elegantes, restaurantes com estrelas Michelin e salas de concerto. Imagem cortesia de Buster + Punch
Em 2013, a marca de design de interiores Buster + Punch surgiu em uma garagem no leste de Londres, com uma abordagem inovadora para detalhes e ferragens do dia a dia que os elevou ao status de peças de desejo altamente contemporâneas.
O fundador da marca, Massimo Buster Minale, era conhecido por trabalhar como arquiteto durante o dia e construir motocicletas personalizadas à noite — estas últimas vendidas em uma garagem a poucos metros de seu apartamento em Londres. Seus clientes de motocicletas começaram a encomendar peças exclusivas de mobiliário e detalhes sob medida para suas casas. Minale, que sempre tivera dificuldade para encontrar ferragens e acabamentos de alto padrão para seus projetos de arquitetura nos escritórios de Richard Rogers e Foster & Partners, viu ali uma clara lacuna no mercado.
Ir a uma agência bancária de rua para descontar um cheque, sacar dinheiro ou mesmo abrir uma conta são tarefas que ficaram no passado. Com quase todos os serviços financeiros agora disponíveis on-line e as transações digitais conquistando uma fatia de mercado cada vez maior (passando de 28% para 41% entre 2019 e 2022), cada vez mais agências físicas estão fechando suas portas.
No entanto, a complexidade dos mundos da tecnologia e das finanças continua a gerar confusão e receio em muitos clientes — o que talvez explique por que a presença acolhedora de uma agência física, com pessoas reais, ainda tenha espaço. Esses novos interiores de agências bancárias remetem a um tempo nostálgico em que sabíamos o nome do gerente local, mas agora trabalham em conjunto com a tecnologia para oferecer serviços financeiros híbridos e um atendimento mais personalizado, em ambientes confortáveis e acolhedores.
Estudos revelam que passamos cerca de 90% do nosso tempo em espaços fechados e, mesmo quando nos aventuramos ao ar livre, muitas vezes continuamos conectados à tecnologia — com fones de ouvido, um smartphone na mão ou ambos. Para enfrentar esse desafio, arquitetos/as e designers têm buscado métodos inovadores para incorporar a natureza aos nossos espaços de convivência. Depois de já terem adotado paredes verdes, áreas integradas entre interior e exterior de transição fluida e iluminação natural estratégica, tudo indica que o próximo passo é explorar o universo do som.
É aí que entra a música das plantas, a última tendência impulsionada por um dispositivo chamado PlantWave, que está conquistando as redes sociais. Este dispositivo singular, desenvolvido pela Data Garden, nos convida a vivenciar a natureza de uma maneira totalmente nova, com apenas um toque.
George Smart é um preservacionista improvável, quase acidental. Fundador e diretor executivo da USModernist, uma organização sem fins lucrativos dedicada à preservação e documentação de residências modernistas, Smart trabalhou por 30 anos como consultor de gestão. “Eu fazia planejamento estratégico e treinamento organizacional”, conta. “Minha esposa se refere a todo este outro projeto como um surto de 16 anos.” Recentemente, conversei com Smart sobre seus dois sites, o podcast, as visitas guiadas que sua organização realiza e por que a documentação é uma ferramenta de preservação tão poderosa.
A prática artística de Bosco Sodi inaugurou um novo espaço na Cidade do México que abriga seu novo ateliê e funciona, por sua vez, como uma extensão da Fundación Casa Wabi. Este espaço, chamado Sabino 336, foi apresentado pela primeira vez durante a Semana de Arte de 2023, em paralelo com a exposição "Alabanzas", de Sodi, na Galería Hilario Galguera. A exibição, com curadoria de Dakin Hart, apresentou obras da coleção do artista.
Desde o fogo nas cavernas até a iluminação pública nas cidades, a iluminação tem evoluído de forma constante junto aos avanços da tecnologia — e, nos últimos anos, começou a mudar de maneira ainda mais significativa devido à crescente conscientização sobre seu impacto no meio ambiente e na saúde das pessoas. Hoje em dia, já não é incomum encontrar LEDs de acendimento automático em espaços de trabalho e residências, tanto para melhorar a eficiência energética quanto o bem-estar e o conforto. Ao mesmo tempo, praças e ruas estão cada vez mais integradas a sensores e configurações de software que permitem melhorar a segurança e a mobilidade. E, com a estimativa de que a população mundial vivendo em cidades crescerá para 68% até 2050, sem dúvida a iluminação urbana se tornará um fator ainda mais importante a ser considerado.
No entanto, para aproveitar ao máximo essas oportunidades, precisamos pensar na iluminação como parte de uma visão integral e trabalhar em conjunto para criar soluções melhores. Qual será o futuro da iluminação? Lançamos essa pergunta aos nossos leitores e leitoras e, após revisar uma imensa quantidade de comentários e opiniões, tanto de profissionais da construção quanto de estudantes e pessoas interessadas em arquitetura, foi uma surpresa encontrar tantas convergências e visões sobre a importância de ir um passo além do atual, sem aumentar a poluição luminosa — e sendo mais amigável com todos os seres vivos. Conheça os principais pontos de vista a seguir.
Como parte de um projeto de pesquisa do Gensler Research Institute (Instituto de Pesquisa da Gensler), realizou-se a primeira Pesquisa da Gensler sobre Espaços de Trabalho no México no final de 2022. O objetivo do estudo consistiu em destacar o papel fundamental que o escritório desempenha ao facilitar um espaço para reuniões presenciais com colegas de equipe e clientes. Os resultados apresentados a seguir revelam algumas lacunas nos ambientes de trabalho corporativos. Além disso, promovem uma melhor compreensão sobre as características que os tornam eficientes, adequados e atraentes para repensar o design de experiências para as pessoas usuárias. Isso representa uma grande oportunidade para aprimorar tanto o trabalho individual quanto o coletivo.
Quando um país se torna conhecido por sua exportação mais famosa, ambos podem passar a ser sinônimos de qualidade. Combinações como o vinho francês, o mármore italiano e a engenharia alemã são exemplos do selo de excelência proporcionado simplesmente pelo berço geográfico de um produto. Embora as exportações mais famosas e apaixonantes de Portugal pudessem ser igualmente a cortiça, o futebol ou os doces conventuais à base de ovos, há muito mais na cultura e na economia portuguesas do que jogadores vaidosos e pastéis de nata.
Se a relação da cultura portuguesa com a cerâmica é conhecida pelos pratos, tigelas e jarros de padrões característicos que milhões de turistas tentam manter intactos na viagem de volta para casa, poucos pagariam a taxa de bagagem extra por 50 m² de revestimentos cerâmicos. No entanto, o clima agradável do país, aliado a uma tradição artesanal e à resistência natural, durabilidade e pigmentação da argila portuguesa, faz com que as fachadas cerâmicas de alta qualidade sejam uma característica marcante da arquitetura portuguesa. Além disso, o material é exportado para o mundo todo, tanto para superfícies externas quanto internas.
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Cadeira de escritório Sia. Imagem cortesia de Boss Design
Escolher os elementos de trabalho adequados — como mobiliário, iluminação, pisos e outros equipamentos — é fundamental para criar um ambiente corporativo ideal. Com impacto positivo na produtividade, bem como no conforto e bem-estar da equipe, o design de elementos que integram qualidades sustentáveis, de bem-estar e estéticas pressupõe uma compreensão profunda das interações entre essas três áreas. Ao minimizar o impacto ambiental e priorizar o bem-estar ao longo de todo o processo de desenvolvimento, sem abrir mão da estética resultante, a cadeira de escritório Sia Task Chair, da Boss Design, estabelece um novo padrão para o design corporativo.